Luciaadverse's Blog

janeiro 24, 2012

A história do símbolo ⌘

Filed under: Curiosidades — Tags:, — Lucia Adverse @ 7:11 pm

Os veteranos na plataforma Apple de plantão talvez já saibam o real significado do trevo-de-quatro-folhas usado na tecla Command (⌘) dos Macs — também conhecida como “Tecla da Maçã” — , mas, para os que não sabem, a foto abaixo é bastante representativa sobre o que diz o símbolo:

Foto: cogdogblog (via Flickr)

O ⌘ foi descoberto para a Apple pela artista Suzan Kare, num dicionário de símbolos. Até então, ele era constantemente usado na Escandinávia, para identificar lugares interessantes e pontos de acomodação. A imagem acima é bastante recente, registrada na Islândia, a cerca de 2 mil quilômetros de Estocolmo.

O engraçado é que os geeks/nerds de plantão já “viram” o mesmo símbolo em lugares um tanto inusitados:

Água-Viva

Foto: Ralph Krawczyk Jr (via Flickr)

Pretzels

Foto: oskay (via Flickr)

Decoração de Quarto

Foto: presta (via Flickr)

Por falar em Command, achamos um site com alguns caracteres especiais — só “encontráveis” via atalhos de teclado difíceis de decorar — bastante interessante, o ⌘C ⌘V Character (akaCopyPasteCharacter.com). É bom observar que usuários de Windows não conseguirão ver muitos deles:

Segurando Option/Alt, é possível selecionar mais de um símbolo e, no canto superior direito, você ainda pode pedir para que ele copie o caracter em si ou, se preferir, o seu código em HTML. Bastante útil!

Créditos: http://macmagazine.com.br

janeiro 23, 2012

Como migrar sua biblioteca do iTunes para um HD Externo?

Filed under: Curiosidades, Dicas — Tags:, , — Lucia Adverse @ 4:04 pm

Faz tempo que estou incomodada com a lentidão do meu computador, então achei que deveria aliviar meu disco rígido. Questionei-me a razão pela qual manteria a biblioteca do Lightroom e do iTunes nele e não em um HD Externo. Juntas, essas bibliotecas ocupavam 84GB de memória do disco rígido do meu iMac.

Bem, comecei pela biblioteca com os catálogos do Lightroom, apesar do processo ser chatinho é bem simples: basta arrastá-la para o novo diretório e fazer com que o programa reconheça o novo caminho.

Já com o iTunes, tive que quebrar a cabeça um pouquinho, mas também não é nem um bicho de 7 cabeças…

Primeiro copiei todas as músicas para o meu HD Externo de backups. Como sou “dona Neura” assumida, tratei de fazer um segundo backup.

HD Externo: Time Machine Backups

Em seguida, deletei todos os arquivos do meu iMac. Não faça isso!

Abri meu iTunes e percebi que toda a lista de músicas baixada no meu computador havia sumido.

Com muita calma, fiz um command ⌘ Z, retornando todo o conteúdo novamente para o meu iMac. Percebi que teria que descobrir uma maneira de fazer o iTunes reconhecer o novo local. E sabe que não é difícil?

Feche seu iTunes e abra-o novamente segurando a tecla option, aparecerá a janela abaixo:

Clique em “Choose Library” ou “Escolher Biblioteca”.

Escolha a pasta iTunes dentro da pasta Music.

Pronto!

Com esse passo, você ajudou o seu iTunes a reconhecer o novo local.

Agora sim, você pode jogar na lixeira, todas as músicas que estão armazenadas no seu computador.

janeiro 16, 2012

O que é a felicidade?

Será que existe resposta para essa pergunta?

A filósofa Marcia Tiburi faz uma reflexão sobre o assunto em um seminário sobre a “Felicidade”.

Parte 2

janeiro 12, 2012

“Brassaï, Paris La Nuit”

Hoje, no blog IMAGES&VISIONS, do fotógrafo Fernando Rabelo, recebi a gratificante notícia que chegará em Belo Horizonte, uma exposição do Brassaï. Com a curadoria de Agnès de Gouvion Saint-Cyr e o apoio da Aliança Francesa, a exposição “Brassaï Paris la nuit”, ficará em cartaz de 18/01 a 01/04, na Galeria de Artes Visuais da OI FUTURO.

Essa exposição não perco por nada!

Aconselho também a leitura do livro: “Brassaï CONVERSAS COM Picasso”.

janeiro 10, 2012

Exposição em Paris revela século 20 latino-americano por livros de fotografia

Filed under: Notícias — Tags:, , — Lucia Adverse @ 7:43 pm

A ideia surgiu no 1º fórum latino-americano sobre fotografia ao comprovar ‘a ausência’ de uma cartografia dos livros de fotografia publicados no continente no século 20

Exposição ‘Foto/gráfica’: o evento reúne cerca de 40 grandes livros de fotografia editados entre 1921 e 2012

Paris – A fotografia latino-americana do século 20 revelará seus segredos em Paris a partir do dia 19 de janeiro na exposição ‘Foto/gráfica. Uma nova história dos livros latino-americanos de fotografia’, anunciaram nesta terça-feira seus organizadores.

A exposição fará um passeio ‘pelo século de história da América Latina através de seus maiores livros de fotografia’, em uma mostra que, depois de 8 de abril, seu último dia em Paris, viajará à Espanha, Estados Unidos e pela própria América Latina.

O evento reúne cerca de 40 grandes livros de fotografia editados entre 1921 e 2012 e selecionados pelo historiador Horacio Fernández, conselheiro do Museu Reina Sofía de Madri e comissário da PhotoEspaña entre 2004 e 2006.

Como promotor principal da mostra, Fernández foi também quem convidou Marcelo Brodsky, Iatã Cannabrava, Lesley Martin, Martin Parr e Ramon Reverté a fazer parte de seu comitê assessor, explicou à Agência Efe em Le Bal, o centro de exposições de Paris que receberá a mostra.

A exposição será dividida em seis eixos temáticos: ‘História e propaganda’, ‘Fotografia urbana’, ‘Ensaios fotográficos’, ‘Livros de artistas’, ‘Literatura e fotografia’ e ‘Livros contemporâneos’.

A ideia de organizá-la surgiu em 2007, no primeiro fórum latino-americano sobre fotografia de São Paulo, ao comprovar ‘a ausência’ de uma cartografia dos livros de fotografia publicados no continente no século 20, explicou Fernández em comunicado.

A exposição é o fruto de uma pesquisa de três anos, na mídia fotográfica e gráficos, arquivos, editores, colecionadores, bibliotecas e artistas de 19 países latino-americanos, de Cuba a Patagônia, acrescentou.

Para Fernández, esse estudo crítico ‘revela a incrível contribuição da América Latina para a história mundial do livro de fotografia’.

A decoração da exposição é obra de Jasmin Oezcebi, autora das exposições ‘Dada’, no Centro Pompidou de Paris, e ‘Chefs d’Oeuvre’, no Centro Pompidou de Metz, no nordeste da França.

O projeto foi coproduzido por Le Bal, o Instituto Moreira Salles, o Ivory Press de Madri, a Aperture Foundation de Nova York e o Museu do Livro e da Língua de Buenos Aires.

Fonte: Revista Exame

janeiro 8, 2012

África Abstrata

Durante uma viagem à Africa do Sul, uma planta específica chamou-me a atenção, uma espécie de trepadeira coberta de espinhos.


Nunca havia visto esse tipo de planta que parecia ser um parasita, ou seja, por onde ela percorria notava-se um tom acizentado na vegetação e a impressão que a árvore estava morrendo. Posteriormente, fiz uma pesquisa e descobri que não se tratava de um parasita e sim de um mecanismo de defesa desenvolvido por uma espécie de planta para se proteger dos predadores. Mais do que os espinhos, as formigas que habitam esse tipo de savana africana afastam animais de várias toneladas, como os elefantes. Segundo o biólogo Todd Palmer, “Parece que elefantes simplesmente não gostam de formigas passeando por dentro de suas trombas”.
Segundo ele, por mais que a pele desses animais seja bastante dura, o interior das trombas é bem frágil. E como esses mamíferos se alimentam com seus compridos ‘focinhos’, se tornam vulneráveis a insetos. “É o calcanhar de Aquiles deles”, completa o biólogo.

A minha concientização pela necessidade de preservação do meio ambiente, fez com que surgisse essa nova série de fotografias intitulada “África Abstrata”, como também a série “Canto” que mencionei outro dia aqui no blog e participou da Art Canton 2011. A idéia principal foi comunicar dramaticidade e destruição. A intenção era transmitir a minha sensação de impotência, ao acreditar que toda aquele vegetação seria destruído por uma simples trepadeira predadora. As duas séries servem como uma reflexão, na “Canto” o homem é o principal predador, já na “África Abstrata” é a ação predadora da própria natureza em si mesma.

A partir de imagens captadas de vegetação seca, fiz fusões e surgiram figuras abstratas como figuras tribais, coroas, espelhos e até uma mariposa.

Desde quinta-feira passada, dia 5, algumas fotos dessa série estão na exposição virtual do website da Galerie Ricardo Fernandes.

“Pinto as coisas como as imagino e não como as vejo.”

“Para chegar a abstração, é preciso sempre começar por uma realidade concreta…”

“O que é mais abstrato é talvez o cúmulo da realidade…”

Pablo Picasso

janeiro 5, 2012

Boletim Cultural da Embaixada Brasileira na França

Desde o dia 1º de dezembro, 4 obras da minha série “Universo Curvo”, estão fazendo parte da exposição Happy End, na Galeria do marchand Ricardo Fernandes, em Paris. Essa série é composta de 20 obras, onde 15 delas, também foram apresentadas em setembro, em outra amostra coletiva, o Click Now!  Clicando nas palavras linkadas, você terá oportunidade de ver o conceito da série, as exposições e conhecer as galerias.

Ontem, a exposição saiu na programação cultural da Embaixada Brasileira na França. Para ter acesso ao pdf com a programação completa, clique no link abaixo:

Bulletin culturel du 11 janvier 2012 – Ambassade du Brésil

janeiro 3, 2012

Herança valiosa

Filed under: Polaroids — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 4:33 pm

O assunto de hoje, nada tem haver com fotografia, mas quem escreve esse blog, além de fotógrafa é mãe e um ser humano com sentimentos iguais a qualquer pessoa. Ontem, levei meus filhos no aeroporto para partirem para os seus intercâmbios. Um foi para a Inglaterra tirar o certificado de Cambridge, em seguida irá para Berlin estudar alemão, ficará 6 meses fora do Brasil. O outro, decidiu fazer faculdade no Canadá, provavelmente ficará 5 anos fora de casa. Para os pais, esse é um momento muito difícil, mas necessário para a preparação do futuro dos seus filhos. Hoje, no primeiro dia em casa sem eles, o vazio é grande e o aperto no coração maior ainda…

Hoje, ao abrir o Facebook, deparei-me com uma história emocionante e quis compartilhar com vocês. É sobre um jovem pai, que ao saber da sua doença terminal, toma a decisão em deixar lições de vida aos seus dois filhos pequenos. Para mim, essa é a maior herança que um pai pode deixar aos seus filhos. A reportagem completa está no site da Revista Época e você pode ler clicando aqui.

Dias atrás, compartilhei uma frase do Dalai Lama no meu Facebook, tentarei lembra-la diariamente nos meus próximos anos:

“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”

Essas polaróides são de Banff, Canadá. Fiz essas fotos, quando fui visitar meu filho em Vacouver pela primeira vez.

dezembro 13, 2011

Alfred Stieglitz – Vídeo

E por falar em Alfred Stieglitz, no post de hoje, compartilho o vídeo Masters of Photography. O vídeo conta-nos um pouco da sua história, ilustrado com belas fotos desse mestre da fotografia.

dezembro 12, 2011

Winter – Fifth Avenue

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 1:23 pm

Não canso de falar sobre Alfred Stieglitz, vire e mexe escrevo sobre esse grande fotógrafo aqui. Hoje escrevo uma breve curiosidade sobre a foto: Winter – Fifth Avenue

Alfred Stieglitz dizia com orgulho que ficou três horas em pé, durante uma nevasca em 1982, “à espera do momento apropriado”. O momento apropriado é aquele em que se consegue ver coisas (sobretudo aquilo que todos já viram) de um modo novo.

dezembro 10, 2011

Como baixar um vídeo do YouTube através do Safari

Filed under: Curiosidades, Dicas — Tags:, , — Lucia Adverse @ 11:07 am

Já conhecia algumas maneiras de baixar vídeos do YouTube, mas todos através de programas instalados previamente no computador.

Hoje descobri uma maneira simples, fácil e melhor: direto do Safari. É isso mesmo, você não entendeu errado! Se possui um computador da Apple, não será necessário instalar nenhum programa no seu computador.

Abra o YouTube e escolha o filme.

Clique na tecla pause.

Vá na barra de menu, Window (Janela), Activity (Atividade).

Quando clicar em Activity, aparecerá uma janela parecida com essa abaixo com o histórico das últimas páginas acessadas por você na internet. Clique na seta com o nome do filme (do You Tube) que você deseja baixar no seu computador, ela ficará para baixo, assim como na minha janela.

Navegue pelos links, observe à direita, a maioria das informações estão em KB, procure uma que estiver carregando em MB. Encontrou? Dê um duplo clique.

Pronto! Assim que der o duplo clique, seu vídeo começará a carregar:

dezembro 9, 2011

Happy End – Vernissage

Filed under: Exposições — Lucia Adverse @ 12:36 pm

Happy End: Vernissage hoje em Paris

Mais informações aqui no blog:

Happy End

Ou no site da Galeria Ricardo Fernandes

dezembro 8, 2011

Jogo de Xadrez

Desde ontem, minha série Jogo de Xadrez, está sendo exibida na galeria virtual HipsterTribe.

Essa série é composta por um trípidico de fotos de arquitetura, inspiradas no tabuleiro do Jogo de Xadrez. Trata-se de uma criação, feita a partir de fotografias capturadas da fachada de um edifício de construção moderna.

Rei

Escolhi para cada obra, o nome de uma peça correspondente a regra do jogo de xadrez, que por sua vez é composto por 6 tipos de peças formando ao todo 16 peças no tabuleiro. Como minha série é composta por um trípidico, foi preciso que a minha escolha se limitasse em apenas 3 dos 6 tipos de peças existentes no jogo.

Rainha

O critério de escolha baseou-se no grau de importância das peças na regra do jogo. Também levei em consideração o real significado de cada peça, selecionando as que tinha alguma relação humana, consequentemente: Rei, Rainha e Bispo. Depois de definido os nomes, observei o acabamento superior e inferior de cada figura, escolhi os nomes estabelecendo uma relação de semelhança com as coroas do Rei, Rainha e o Chapéu do Bispo (a tenalha simples).

Bispo

O jogo de xadrez é um jogo que envolve arte, ciência, estratégia e tática, pois não contém o elemento sorte. É um dos jogos mais populares do mundo e contou com entusiastas como os artistas Marcel Duchamps e Man Ray. Na terminologia os jogadores de xadrez são conhecidos como enxadristas.

Como já é de costume deles, o HipsterTribe optou por inserir duas das três imagens, conheça a galeria virtual clicando aqui.

dezembro 7, 2011

Alexey Titarenko – Book

Filed under: Dicas, Livros de fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 7:28 pm

No último post falei sobre minha nova descoberta, o fotógrafo Alexey Titarenko. Naquele dia em que pesquisei sobre o artista, li um interessante artigo sobre o seu livro:

Não escrevi nada a respeito aqui, porque constatei em todos os lugares por onde procurei que estaria esgotado. Mas, ontem chegou uma remessa de 17 exemplares na Amazon, imediatamente comprei o meu e dei a dica no perfil do meu Twitter. Hoje tive a idéia de colocar a dica no blog e para minha surpresa, enquanto eu escrevia esse post, acessei o site da livraria e o livro estava esgotado novamente.

Na minha opinião, vale à pena insistir, pois o trabalho do fotógrafo é maravilhoso!

dezembro 4, 2011

Uma nova descoberta

Geralmente quando estou lendo um livro teórico sobre arte, é muito comum recorrer ao Google para pesquisar por imagens. No final de semana passado, estava lendo sobre Etienne-Jules Marey e Eadweard Muybridge. Apesar de conhecer as experiências desses dois grandes estudiosos sobre o movimento quis relembrá-las.

Quando de repente descubro o trabalho de um outro fotógrafo: Alexey Titarenko.

Não preciso dizer o quanto senti-me feliz em conhecer o trabalho desse artista contemporâneo. Fiquei fascinada (acho que esse seria o adjetivo mais fiel ao que senti) com todo o trabalho desse fotógrafo russo, mas principalmente com as séries de movimento.

Alexey Titarenko Viktorovich nasceu em 1962, na cidade de São Petersburgo, Rússia. Aos 15 anos, se tornou o mais jovem membro do fotoclube independente Zerkalo (Mirror). Graduou-se no Departamento de Arte Cinematográfica e Fotografia do Instituto Leningrado de Cultura. Sua série de colagens e fotomontagens “Nomenklatura of Signs” é um documentário sobre o regime comunista como um sistema opressivo que converte os cidadãos em meros sinais. Exibida pela primeira vez em 1989, em Leningrado (antigo São Petersburgo).

Em 1990, “Nomenklatura of Signs” foi incluída no Photostroyka, considerada a principal amostra da nova fotografia soviética que excusionou pelos EUA.

Após o colapso da União Soviética em 1991, o fotógrafo produziu várias séries de fotografias sobre a condição humana do povo russo durante aquele período e o sofrimento pelo qual passaram ao longo do século XX. Para ilustrar as ligações entre presente e passado, criou poderosas metáforas utilizando longa exposição e introduzindo intencionalmente movimentos nas suas street photography.

A série mais conhecida deste período é “City of Shadows “, cuja paisagem urbana reitera a escadaria de Odessa (também conhecido como o Primorsky ou escadas Potemkin ), cena do filme “O Encouraçado Potemkin” de Sergei Eisenstein. Inspirado pela música de Dmitri Shostakovich e os romances de Fiódor Dostoiévski , ele também traduziu a visão de Dostoievski da alma russa em algumas vezes poético, algumas vezes em dramáticas imagens da sua cidade natal, São Petersburgo.

Foi muito difícil escolher as fotos para esse post e recomendo à você uma visita ao site de Titarenko: http://www.alexeytitarenko.com/

novembro 22, 2011

Exposição China

Ontem pela manhã fui surpreendida por essa mensagem no Facebook:

Prezados amigos e colecionadores,

Segue um resumo em video que mostra um pouquinho da ultima Feira de Arte Contemporanea Art Canton 2011, na China, onde minha galeria teve grande prazer em apresentar trabalhos dos quatro artistas brasileiros selecionados para esse grande projeto:

Antonio Temporão
Kakati De Paiva
Leopoldo Martins
Lucia Adverse

Muito trabalho, grande prazer em apresentar a todos e reafirmar que todos os quatro fazem parte de uma leva de artistas contemporaneos de trabalho altamente qualitativo, com excelente receptividade e vendas internacionais, que confirma a competencia de cada um.
PS: O video e uma producao voluntaria da feira, que decidiu dar destaque para nosso stand, escolhido como a melhor cenografia da feira na edicao de 2011.
Parabens aos quatro artistas que com trabalhos excelentes conseguiram destaque e apreciacao.
Notem a visita do governo da regiao e entrega do livro autografado do artista Leopoldo Martins ao governador em video.

Agradeço imensamente o Ricardo pelo carinho, incentivo e principalmente pela credibilidade!

Clique na imagem abaixo que você verá o vídeo sobre a feira!

No mês passado, escrevi aqui no blog, um post falando sobre o trabalho apresentado na Art Canton Fair.

Você verá o post completo clicando aqui.

novembro 20, 2011

A janela de Lula

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 5:43 pm

20111120-183757.jpg

Claudio Edinger, fotógrafo carioca radicado em São Paulo, trabalhou para as principais revistas do mundo. É ganhador, por duas vezes, da Leica Medal of Excellence (pelos livros Chelsea Hotel, Venice Beach) e do Life Magazine Award (por Loucura)
Nos anos 80, Cornell Capa, diretor supremo do International Center of Photography, então o lugar mais importante de fotografia no mundo, disse para quem quisesse ouvir (eu estava lá): “O fotojornalismo está morto!” Eu ri. Ele era mesmo dado a exageros. Se alguém podia era ele. Húngaro, irmão do famoso Robert Capa, com uma obra razoável, membro da famosa agência Magnum, tinha todo direito à hipérbole. Depois, pensei, de certa forma o Cornell tem razão, está morto mesmo, a CNN com seus repórteres onipresentes 24 horas no ar, matou o fotojornalismo, aquele romântico, de artistas que traziam a notícia com imagens espetaculares a que ninguém mais tinha acesso. Foi-se a era de um Lewis Hine revelando em imagens o trabalho infantil abusivo. De Jacob Riis mostrando as favelas de Manhattan. Ou de W. Gene Smith denunciando o desastre de Minamata no Japão com fotos espetaculares. Acabou a época em que fotos coloridas com o sangue dos soldados americanos ajudaram a acabar com a Guerra do Vietnã.

Nos últimos 30 anos, entretanto, desde que Cornell profeticamente liquidou o fotojornalismo, tem havido uma revolução na fotografia. O trabalho autoral, em que, olhando-se a foto é possível identificar seu autor, tem tomado conta de todas as áreas, além da arte, da moda, da publicidade e do fotojornalismo. Mesmo em revistas como a Time e a Newsweek é comum vermos fotos autorais, trabalhos únicos elaborados, verdadeiras interpretações do real contando uma história que funciona em diversos níveis: informativo, psicológico e estético.

Tenho observado, aqui de longe, a janela do nosso ex-presidente. Momentos talvez mais dramáticos de sua longa e movimentada vida, revelados em parcas frações de segundos para os paparazzi de plantão e, por conseguinte, para todos nós. É sensacional o paralelo com outra janela na fotografia. Em 1978, John Szarkowski, o diretor de fotografia do MoMA nova-iorquino, organizou uma exposição chamada Windows and Mirrors (Janelas e Espelhos). Foi uma mostra revolucionária, em uma época em que a fotografia começava a migrar dos jornais e revistas para as paredes dos museus e galerias – e dos colecionadores e aficionados.

Espelhos eram fotos que refletiam o mundo interior de fotógrafos como Ansel Adams, Ralph Gibson e Robert Mapplethorpe. Fotografias enquanto janelas eram as de Robert Frank, Garry Winogrand e Diane Arbus, que nos mostram um mundo único, particular, que sem a ajuda desses olhos privilegiados não teríamos percebido. No caso da nossa janela em São Bernardo ela acaba virando também um espelho, que mostra um pouco do que somos, de como nossa curiosidade obriga fotojornalistas a montar acampamento esperando que a janela de novo se abra e nos revele novidades. Uma fotografia que está mais para o ‘paparasitismo’.

Vemos como somos. Gosto quando ouço que fotografias não representam a realidade. Que são recortes do espaço. De 360 graus de possibilidades, o fotógrafo recorta ali, retira aquele pedaço de espaço no tempo. Fotos são sugestões, alusões, sonhos, imagens do nosso inconsciente que se manifestam. Susan Sontag diz que a fotografia, em vez de registrar a realidade, se transformou na maneira de como vemos as coisas e dessa forma distorceu nossa própria noção do que é real. Hoje, o que vem crescendo e afetando as pessoas, como a pintura afetou no século passado, do impressionismo à pintura abstrata, é exatamente essa fotografia autoral: aquela em que enxergamos o mundo particular de um artista e, se o trabalho é bom, encontramos ressonância com nosso próprio universo.

O mundo íntimo do fotógrafo Miguel Rio Branco transborda em suas imagens poéticas e sutis. A dor e a beleza da história de seus antepassados está em todo o trabalho de Eustáquio Neves. A infância atribulada de uma alemã sob o domínio russo pode ser vista no trabalho incrível de Loretta Lux. O exílio e a perda de identidade também podem ser percebidos no trabalho brilhante do cubano Abelardo Morell, que cria câmeras obscuras em quartos e salas que visita. Os stills do filme da vida de Gregory Crewdson ou Cindy Sherman são maravilhosos. A fotografia utilizada assim, como catarse ou metáfora, enriquece, provoca, atiça nossa imaginação. E o mercado das artes corresponde ao que vem acontecendo. Uma fotografia de Cindy Sherman foi vendida recentemente por US$ 3,9 milhões, mais que por trabalhos da grande maioria dos artistas vivos. Mas menos que o de outro fotógrafo, o alemão Andreas Gursky, cuja obra alcançou o recorde de US$ 4,3 milhões agora em novembro.

Quando lemos um bom livro, cada cena descrita, cada situação, aparece na mente de cada um de uma forma absolutamente própria, relacionada ao nosso universo particular. Claro, ninguém lê o mesmo livro nunca. Tudo se relaciona ao que já sabemos e ao que conseguimos imaginar. Roland Barthes diz que os verdadeiros realistas entendem que a fotografia não é realidade, é mágica, é vodu. Quando fui parar dentro do Juqueri em 1989, tentando entender a loucura, a câmera me levou para lá. Vodu puro, alquimia antiga, visitar um asilo de doentes mentais com uma câmera grande, tripé e flash, e sair de lá carregando ideias, medos pessoais, descobrimentos. A câmera registrou momentos que me forçaram a refletir. Que obrigaram muita gente a refletir sobre um universo do qual sabemos tão pouco. Muita gente não quis abrir o livro que fiz sobre a loucura. O coração não sente o que não vê.

Quando vemos imagens, a tendência natural é acreditar nelas. Pensamos em imagens, sonhamos imagens, nossa lembrança é construída por imagens. Imagens satisfazem nossa imensa curiosidade. Quando o homem estatisticamente mais querido do Brasil fica doente, vemos suas fotos e nossas reações são diversas. Mas não se pode negar que são fotos da nossa história descarrilada. Susan Sontag, no livro A Doença como Metáfora (Companhia de Bolso, 2007), falando da própria enfermidade, diz que a sociedade tende a psicossomatizar o câncer, relacionando a doença a fatores mentais: ficamos doentes quanto reprimimos sentimentos, angústias.

A força da fotografia é sua influência em nossa imaginação. Como não tem limite, a imaginação precisa de um norte, um leme – aí sim, navega bem. A fotografia tem essa força e impacto. O Hotel Chelsea em Nova York era só um prédio de dez andares para quem passasse pela Rua 23 em direção à Oitava Avenida. Mas dentro havia um microcosmo extraordinário da vida cultural nova-iorquina. A fotografia nos possibilita essa entrada em universos fechados. Cada foto de cada quarto nos dá sugestões de como a vida de cada um deve ser, pode ser, de acordo com nosso limite. Não vemos as coisas como são, diz Anaïs Nin, mas como somos.

Por outro lado, ouço dizer que, ao vermos repetidamente imagens que nos tocam, a tendência natural é que deixem de ter o efeito desejado, vamos nos dessensibilizando. Imagens de moradores de rua têm esse efeito. Ou imagens de motoqueiros caídos nas avenidas. A repetição acaba com a eficácia das imagens, dizem… Será? O paradoxo é que imagens que capturam nossa imaginação circulam hoje numa velocidade estonteante pelas redes sociais, multiplicando seu efeito. Ainda agora, acabo de ver uma foto do presidente Lula no Facebook, na parede de um amigo, Lula sem cabelo, rindo nos braços de d. Marisa, com os dizeres que emocionam: “É isso aí, cabeça erguida, sorriso no rosto, força Lula!” Quarenta e sete pessoas curtiram isso. As imagens ganharam uma força inacreditável com as redes sociais. O fotojornalismo morreu, mas o fotojornalismo ganhou mais força do que nunca, pelas redes e pelos sites de notícias que usam cada vez mais fotos dos próprios leitores.

Walter Benjamin disse que, no futuro, analfabeto não será mais quem não sabe ler, mas quem não sabe ver uma fotografia. O futuro chegou. As pessoas estão cada vez mais letradas fotograficamente. Todo mundo tem uma câmera, tira milhares de fotos por ano e, por isso, exige tanto da fotografia e, por isso, fotografias têm cada vez mais vida útil e, por conseguinte, mais impacto. O fotojornalismo está morto, sim, mas continua mais vivo que nunca em suas novas reencarnações poderosas.

Fonte: www.estadao.com.br

Post editado e postado através do iPhone.

novembro 18, 2011

Happy End

Encerrando as atividades do ano, o marchand Ricardo Fernandes promove uma coletânea com obras de 6 artistas em sua galeria em Paris. Esculturas, pinturas e fotografias convivem em harmonia no elegante espaço no Marais.

Nessa amostra, participo com algumas peças da minha série Universo Curvo, inspirada nas curvas da arquitetura do Oscar Niemeyer, mais detalhes veja aqui.

Quem estiver em Paris nesse período não deixe de nos prestigiar!

novembro 12, 2011

Paris

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 5:58 pm

Compartilhando esse lindo vídeo com fotos de Paris (algumas históricas).

Dica do meu amigo Elmo Alves:

“My Week with Marilyn”

No próximo dia 23 de novembro, estréia o filme “My Week with Marilyn”. Um novo trecho de My Week With Marilyn circula na internet, atiçando ainda mais a curiosidade dos cinéfilos e dos fãs de Marilyn Monroe.

Nesse mais novo filme sobre a polêmica estrela de Hollywood, Marilyn resgata seu assistente Colin Clark, vivido pelo ator Eddie Redmayne, do estúdio que comandava as filmagens de O Príncipe Encantado (1956), e o desvia para uma aventura. Denominado Getaway Car, o vídeo tem como surpresa a própria personagem, que se revela escondida no banco traseiro do automóvel que deveria conduzir o rapaz a um almoço inocente.

Experiências como esta resultaram nos diários de Clark, transformados agora em filme pelo diretor Simon Curtis. O longa retrata o período em que ele conviveu com a atriz enquanto ela filmava O Príncipe Encantado, em Londres. Durante uma semana, o rapaz foi assistente daquela que já havia se tornado musa e protagonizado a memorável cena do vestido esvoaçante de O Pecado Mora ao Lado (1955).

Naquele período, a porção trágica da vida da atriz também já havia feito sua estreia: O Príncipe Encantando foi filmado logo após Marilyn ser abandonada pelo marido em plena lua de mel. Seis anos depois, ela foi encontrada morta, aos 36 anos de idade, e nunca se soube se a ingestão do coquetel de soníferos que lhe roubou a vida foi acidental.

Gênero:Drama

Direção: Simon Curtis 

Roteiro: Adrian Hodges 

Elenco: Derek Jacobi (Sir Owen Morshead)Michelle Williams (Marilyn Monroe)Kenneth Branagh (Laurence Oliver)Dominic Cooper (Milton Greene)Judi Dench (Dame Sybil Thorndike )Emma Watson (Lucy)Eddie Redmayne (Colin Clark) 

No ano passado, comprei um livro do fotógrafo Bert Stern que é uma verdadeira obra prima. Paguei na época examente o valor de $81.00. Hoje, consultando o preço do mesmo livro, o valor dobrou. Será que é por causa da divulgação do filme?

 


 

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