Luciaadverse's Blog

maio 31, 2009

Maratona de palestras

Filed under: ARTE DIGITAL, Dicas — Lucia Adverse @ 8:38 pm

Olá! Nesse final de semana, tive o prazer de conhecer e ter uma palestra com o ilustrador digital canadense Derek Lea.  

A maratona de palestras foi organizada pela Editora Europa, mais precisamente pela Revista Computer Arts. A programação foi muito boa, pois  além do Derek tivemos a presença de outros competentes profissionais  brasileiros como Tony de Marco, Fabio Bottura da Grafica Burti, Guilherme Alvernaz e Diego Velasco da OCA filmes e Rodrigo Teco da grafikonstruct. As palestras ocorreram no Auditorio do Senac Consolação. Embora o evento tenha sido direcionado para o mercado de design gráfico, achei que valia a pena ir à São Paulo, ouvir esse pessoal e conhecer um pouco dessa área. Não me enganei, o evento era imperdível e tenho quase certeza que naquele auditorio com cerca de 300 pessoas eu era a única fotógrafa presente.

A programação foi a seguinte:

Quem fez a abertura foi o tipógrafo Tony de Marco. Um profissional de primeira no nosso país, é uma pessoa muito carismática e sabe como envolver o público. Começou explicando a origem da tipografia desde a idade antiga. Mostrou-nos toda a trajetória do seu trabalho, explicou sobre projetos de design e diagramação. Teve o cuidado de guardar todo o material da história de sua carreira. Achei interessante ele contar e nos mostrar que descobriu sua vocação com 9 anos de idade. Suas criações tipográficas são conhecidas internacionalmente. Seu mais recente trabalho foi inspirado nas pinchações da cidade de São Paulo.

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As principais editoras do Brasil utilizam suas fontes nos livros. Durante toda a sua palestra de passagens ilárias como essa:

“Tenho dislexia e uma caligrafia horrorosa, mas hoje todas  as criancinhas do Brasil aprendem a ler e escrever comigo. Adoraria mostrar isso para a minha professora primária!” (Fazendo uma menção sobre uma fonte  de letra cursiva que criou e hoje é utilizada em todas as cartilhas do Brasil)

Em seguida, ouvimos o Fabio Bottura da Grafica Burti.  Sua palestra foi sobre pré-produção e pós-produção gráfica. Mostrou-nos as diferenças entre 3D Motion Design e 3D hiper-realismo fotográfico. Abordou assuntos como fotografia panorâmica e como é feita (com making off ), sobre o software Softimage de animação em 3D e de aspectos  mais importantes no fechamento de um arquivo como, resolução, trapping… Mostrou também alguns anúncios que foram feitos na sua agência. Hoje, a Grafica Burti tem uma infraestrutura que vai desde a pré-produção do produto do cliente até a finalização do trabalho. Fabio nos mostrou todo o making off de um anuncio de uma empresa. Palestra muito interessante!

Depois foi a vez de Diego Velasco e Guilherme Alvernaz da OCA filmes. Eles nos mostraram alguns dos videos que produzem e em seguida o making off. No site deles vocês também terão oportunidade de ver esses making off, com exceção é claro de algumas dicas que nos deram ao vivo. Vale a pena conferir! Cliquem na imagem abaixo. Confiram o Terremoto do comercial da Mizuno e o Cabelo suicida da OX Cosmeticos são imperdiveis!

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O Rodrigo Teco da grafikonstruct fez uma palestra sobre  design web. Mostrou-nos a criação de um website desde a sua concepção, conceito e finalização do projeto. A especialidade da grafikonstruct é a criação de websites interativos e inovadores. Tem grandes clientes espalhados pelo país. Vale a pena conhecer o site da empresa e conhecer alguns dos trabalhos que eles fizeram para esses clientes, com certeza.  Rodrigo também falou das tendências do mercado e de surgimentos como o twiter, newsgames, super screensavers, widgets, rich media…

Amanhã escreverei um post apenas sobre o Derek Lea e o trabalho dele.

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maio 28, 2009

Mais uma polêmica…

Filed under: Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 10:58 pm

Mais uma polêmica envolvendo o ilustrador Shepard Fairey. Depois da discussão que rolou com a famosa ilustração de Barack Obama, em que ele usou a foto do fotógrafo Mannie Garcia como referência e sem dar os créditos, agora é vez do fotógrafo, jornalista e cineasta norte-americano Edward Nachtrieb denunciar Shepard, que usou uma imagem de sua autoria para produzir um cartaz, sem a devida autorização.

montagem

“Exatamente 20 anos atrás eu tirei essa foto de um soldado chinês armado, no início da lei marcial em Pequim. Essa mesma imagem foi apropriada pelo artista Shepard Fairy”. Em um artigo publicado no blog open salon, Edward Nachtrieb sugere ao senhor Fairy que credite as imagens que o inspiram. No ano passado, a imagem do Barack Obama utilizada pela campanha eleitoral provocou uma discussão nos Estados Unidos entre a equipe do então presidente eleito, o artista que criou e a agência de notícias que fez a foto. A “Associated Press” (AP) disse que a imagem foi feita pelo fotógrafo Mannie Garcia, em abril de 2006, quando Obama ainda era senador pelo estado americano do Illinois. A AP disse que não foi dado o crédito devido e quis uma compensação. O artista norte-americano que fez o cartaz, Shepard Fairey, discorda e afirma que usou um conceito legal que diz, entre outras coisas, o quanto da foto original foi utilizada, o que foi feito de novo na imagem e como a imagem original foi afetada após o trabalho artístico. O assunto foi discutido ainda entre professores nos EUA… Por aqui também temos grandes discussões como tivemos a pouco tempo no blog da cia da foto sobre os créditos que a Folha de São Paulo deu ao Vick Muniz… comprida a historia e uma polêmica interessante que vale a pena vocês darem uma olhada!

maio 27, 2009

Download grátis: Novo manual da fotografia

O Google Books, diponibilizou grande parte do famoso livro de John Hedgecoe, O Novo Manual da Fotografia. Lembrando que existem direitos autorais e que o Google Books tem autorização para tal disponibilização.

Clique na imagem abaixo e baixe o livro:

download

Palestra de gerenciamento de cor

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 12:13 pm

Ontem recebi a informação do meu amigo e fotógrafo Guto Muniz que na próxima semana terá uma palestra aqui em Belo Horizonte sobre gerenciamento de cor. Vejam a coincidência, um dos palestrantes é Ronaldo Rufino da empresa Coralis que mencionei a dois posts atrás e a qual participei de um treinamento de gerenciamento de cor. A palestra é gratuita e está sendo patrocinada pela Grafica Formato.

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maio 23, 2009

Gerenciamento de cor

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 7:29 pm

No post passado falei da importância do “Gerenciamento de cor” para um fotografo, mas o que é isso?

Enxergamos as cores, fotografamos, descarregamos a imagem em um computador e depois a enviamos para uma impressora ou um minilab. Seria ótimo se aquelas cores que enxergamos se reproduzissem com fidelidade no LCD da câmera, posteriormente no monitor do  computador  e finalmente no papel.  Mas nem sempre isso acontece, sabe por que? Cada dispositivo tem suas limitações e mostram as cores dentro dessas limitações. O controle da reprodução e calibração de cores se tornou uma tarefa obrigatória para os profissionais que trabalham com fotografia e impressão. Precisamos manter a câmera calibrada, o monitor do computador e também a impressora para não termos nenhuma surpresa. Os sistemas que controlam a reprodução das cores permitem criar perfis de scanners, câmeras digitais, monitores e os resultados obtidos na impressão, uma ferramenta que se torna indispensável para aproximar, ou, para conseguir a máxima fidelidade possível na reprodução das cores. Estes perfis, o ICC (Intenational Color Consortium-http://www.color.org), informam sobre as condições em que as imagens foram capturadas, permitindo ao programa de edição de imagens uma exibição mais correta e conseqüentemente, um tratamento mais eficiente e apurado da foto. Em quase dez anos, o processo de controle das cores abandonou a fase da experimentação, e agora, definitivamente, passa a se converter em uma tecnologia imprescindível para a indústria da impressão e da comunicação. 

Algum tempo atrás, fiz um treinamento de gerenciamento de cor na CORALIS com o fotógrafo Clicio Barroso.  A CORALIS (http://www.coralis.com.br) é uma empresa que oferece treinamento e tecnologia em soluções para gerenciamento de cores. O fotógrafo Clicio Barroso (http://www.clicio.com.br ) é o papa nesse assunto no Brasil. Clicio é consultor da Adobe no Brasil, tornou-se  o ACE-Adobe Certified Expert. Viaja por todo o país ministrando cursos,palestras e workshops sobre Photoshop e Lightroom (programa da Adobe específico para fotografos). É autor  do unico livro brasileiro sobre Lightroom  (aconselho a leitura para quem quer trabalhar com o programa) e também do “Adobe Photoshop os 10 fundamentos”.

livros clicio

Recentemente, Clício está com um novo projeto que são video aulas. A iniciativa é genial e as aulas são gratuitas com uma versão até para o iPhone.

Muito legal e vale muito á pena!!!!!

Cliquem no link abaixo e confiram:

http://www.clicio.com.br/portuguese/podcast.html

ou o blog: http://clicio.wordpress.com

maio 21, 2009

HP Designjet Z3200

Filed under: Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 9:44 pm

Recentemente adquiri a impressora HP Z3200. Agora posso imprimir sabendo que o produto final corresponderá perfeitamente aos resultados esperados, pois essa impressora é a primeira no mercado que vem com um espectrofotômetro incorporado. O que é um espectrofotômetro? Bem, espectrofotômetro é um calibrador que me permite manter as cores do meu equipamento sempre equilibradas. Agora, além da minha câmera e do monitor do computador calibrado terei tambem fidelidade de cor na impressão. Não é o máximo? Evito qualquer surpresa para meu cliente. O interessante dessa impressora, que pelo fato do espectrofotômetro ser incorporado , ela executa automaticamente uma calibragem avançada da cor e criação de perfis ICC, o que proporciona uma cor precisa e consistente, em qualquer papel escolhido. A qualidade é excepcional com cores saturadas, que resistirão ao desbotamento até 200 anos(k1) com as tintas pigmentadas HP Vivera exclusivas. Tem uma ampla gama cromática. As tintas com pigmento HP Vivera fornecem verdadeira neutralidade em cinza sob diferentes condições de iluminação e produzem tons contínuos e uniformes, além de pretos intensos e profundos. A impressão PB dela é maravilhosa! Com a cabeça de 44′ (112cm), faz imagens de alta qualidade com até 2400X1200dpi. Agora, além de ter condições de apresentar uma qualidade diferenciada do meu trabalho, tenho uma tabela especial para fotógrafos que desejam fazer uma impressão fine art . As impressões são feitas em papel fotografico de altissima qualidade da HP ou o Hahnemühle, papel alemão específico para fine art resistente ao envelhecimento, com impressionante fidelidade de cores.

ajs_z3200_grande

maio 20, 2009

Gastronomia do restaurante Capim Limão

Filed under: Gastronomia, Meus trabalhos — Tags:, , — Lucia Adverse @ 7:07 pm

Conforme prometi ontem, hoje vou mostrar as fotos que fiz no restaurante Capim Limão para divulgação.

O Restaurante Capim Limão possui uma gastronomia Contemporânea que encanta pelos aromas e sabores.

Ficou mais conhecido pelos risotos.

São 9 tipos:

Risoto Capim Limão, Risoto de pêra, Risoto de Camarão, Risoto de bacalhau, Risoto alho-poró, Risoto de abóbora e carne seca,  Risoto contemporâneo (Diversos queijos), Risoto de lascas de frango, damasco e queijo gruyere e Risoto ao funghi com filé e molho de ervas, queijo brie e tomilho.

CAPIM BAIXAS-0876 Risoto de Camarão ( arroz arbóreo, tomate seco e majericão)

Além dos risotos, são servidos filés, cordeiro, salmão, frango, kassler, sopas, saladas, massas, entradas e petiscos.

CAPIM BAIXAS-0827 Cordeiro ( Carré de cordeiro, couscous marroquino, molho de alecrim e componata de legumes)

CAPIM BAIXAS-2 Filet à inglesa (Filet recheado com alho e molho de alecrim, acompanha risoto de alho poró)

CAPIM BAIXAS-0787 Coxa de frango desossada  ao molho de champagne e risoto contemporâneo

CAPIM BAIXAS-0748 Cogumelo paris à moda do chef  ( é o meu petisco preferido!)

CAPIM BAIXAS-0738-2 Frango cheddar (acompanha batatas assadas)

maio 19, 2009

Restaurante Capim Limão

Filed under: Arquitetura de interiores, Gastronomia, Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 9:13 pm

Na semana passada fui desmontar a exposição de Macrofotografia que fiz no restaurante Capim Limão. Aproveitei para fazer algumas fotos do restaurante e estou postando aqui hoje.

©Lucia Adverse 2009

A exposição no restaurante Capim Limão surgiu de uma série de fotografias de flores e insetos que produzi entre os anos de 2007 e 2009.  Achei interessante o local por se tratar de um restaurante que além de possuir uma culinária surpreendente, possui um  ambiente charmoso que convive entre boa música, galeria de arte e loja de “fino artesanato”. Nessa semana tive a oportunidade de fotografar alguns desses deliciosos pratos do cardápio para uma divulgação do restaurante. Posteriormente também colocarei estas fotos aqui no blog.

©Lucia Adverse 2009

©Lucia Adverse 2009

©Lucia Adverse 2009

O título da exposição “Macrofotografia no Capim Limão” surgiu da idéia do próprio nome do restaurante ser um tipo de erva, ou melhor, touceira com utilizações aromáticas e medicinais. Na fotografia, chamamos de “macrofotografia” pequenos seres, objetos ou detalhes que normalmente passam despercebidos no nosso dia-a-dia. São fotografados em seu tamanho natural ou levemente aumentados através da aproximação da câmera.

©Lucia Adverse 2009

©Lucia Adverse 2009

©Lucia Adverse 2009

O restaurante Capim Limão fica na Av. Montreal, nº135, Jardim Canadá, Nova Lima

Reservas: (31) 35818827

maio 17, 2009

Nus e flores de Mapplethorpe ganham exposição em São Paulo

Filed under: Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 12:34 pm

Picture 14                                                                    Nu feminino fotografado em 1987 por Mapplethorpe (1946 – 1989)

Retratos em preto e branco feitos entre 1979 e 1989 pelo artista norte-americano Robert Mapplethorpe (1946 – 1989)ganham mostra na galeria Fortes Vilaça, em São Paulo, aberta ao público nessa ultima sexta-feira dia 15.

A exposição apresenta 35 imagens feitas por Mapplethorpe, organizadas no espaço da galeria de modo que as fotos de pessoas ficam ao lado das de flores, buscando a semelhança entre as figuras, a harmonia entre as formas. Dessa maneira, a roqueira Patti Smith aparece ao lado de um copo-de-leite, ou torso nu de um homem faz par com uma orquídea vista de cima.

Esta é a segunda mostra do artista norte-americano na Fortes Vilaça. Em 2005, a galeria apresentou uma exposição de Mapplethorpe com curadoria do artista brasileiro Vik Muniz. 

O artista norte-americano tornou-se conhecido por seu trabalho que lidava com o erotismo e a busca pela perfeição formal. Portador do vírus HIV, dois anos antes de sua morte fundou a Robert Mapplethorpe Foundation, com o intuito de promover a fotografia e levantar fundos para a luta contra a Aids. 

No próximo dia 26 de maio, a galeria da Academia de Belas Artes de Florença, na Itália, abre grande exposição sobre a obra do artista. “Perfection in Form” aborda, assim como a mostra em São Paulo, a busca pela harmonia formal de Mapplethorpe. Ao lado de cerca de 90 fotografias do norte-americano, estarão expostas peças do acervo da instituição, como esculturas de Michelangelo.

Na Fortes Vilaça, as fotos do artista podem ser vistas até 20 de junho, de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h.

Mapplethorpe

 


ROBERT MAPPLETHORPE NA FORTES VILAÇA
Quando: de 14/5 (abertura para convidados) a 20/6
Onde: galeria Fortes Vilaça (r. Fradique Coutinho, 1500. Tel.: 0/xx/11 3032-7066)
Quanto: entrada gratuita
Mais informações: www.fortesvilaca.com.br

maio 16, 2009

Exposição prorrogada

Filed under: Exposições, Meus trabalhos — Lucia Adverse @ 4:50 pm

Lucia Adverse Fotografia e Design

A minha exposição ‘Mães são como flores” em comemoração a semana do dia das mães, foi prorrogada até o dia 24 de maio. São 21 fotografias de flores que estão expostas na Academia Rio Sport Center no Shopping Ponteio em Belo Horizonte. 

maio 15, 2009

Nasa divulga imagem da silhueta da Atlantis contra o Sol

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 12:16 pm

Atlantis A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou uma imagem da silhueta da nave Atlantis passando contra o Sol nesta terça-feira. A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar. As informações são do jornal timesonline. Nesta sexta-feira, a tripulação da nave Atlantis irá fazer a segunda de cinco caminhadas espaciais para reparar o Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas concluiram nesta quinta-feira o primeira dia de trabalho para melhorar o funcionamento do telescópio, que agora já conta com uma nova e poderosa câmera para fotografar o espaço. Após mais de sete horas de trabalho no exterior da nave, no espaço aberto, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel conseguiram substituir a velha câmera do Hubble por uma nova mais eficiente. Eles trocaram a câmera Wide Field Planetary, de 15 anos de idade, por outra muito mais poderosa, do tamanho de um piano de parede. A Nasa deixou claro que com esse novo instrumento, o telescópio, que transmitiu imagens incríveis das profundezas do Universo, será capaz de captar fotografias maiores, mais claras e detalhadas.

Isso é o que é câmera, hein?

maio 14, 2009

Pão de Queijo

Filed under: Dicas — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 6:17 pm

Para meus amigos paulistas que adoram me zoar com o pão de queijo… uma hora dessas tinha que aparecer algum trabalho com essa delícia mineira…rsss

Essa semana recebi uma proposta para fotografar  pão de queijo de sabores variados para uma divulgação do produto. O cliente apenas me fez uma exigência:

_ Preciso que saia fumaça do meu pão de queijo!

Lembrei-me de uma técnica que aprendi com o Marcelo Uchôa no último Photoshop Conference. Para quem não o conhece, Marcelo é um fotógrafo que atua na cidade de  São Paulo e é especialista em fotos de culinária. Durante 2 horas, ele deu  preciosas dicas durante sua apresentação, a técnica de fumaça é uma delas.

Vou ensinar todos os passos para quem não teve a oportunidade de assistir a palestra dele.

1- Fotografar uma fumaça de incenso na contra-luz num fundo preto

Lucia Adverse Fotografia e Design

2- Fotografe o alimento ou o líquido (no caso do Marcelo foi um chá) que você deseja aplicar a fumaça

©Lucia Adverse 2009

3- No photoshop abra a foto do pão de queijo, copie a foto da fumaça e cole em cima da outra imagem, vai ficar assim:

Picture 124-Observe que criou uma nova layer com a fumaça.  Mude a blend mode* do modo “normal” para “screen” e diminua a opacidade da layer. Quanto menor a opacidade, mais transparente fica a fumaça.

blend modeProntinha a sua foto! Viu como é simples? Se precisar, corrija a fumaça com a ferramenta “move” e arremate as bordas com a “borracha”. Eu sei… não fica natural, mas faz sucesso eu garanto!

blend mode..

*Para quem não conhece, blend mode ou modos de mesclagem em português, selecionados por diversos locais do Photoshop, controla a forma com que os pixels na imagem são afetados por uma ferramenta de pintura, de edição ou mesmo por pixels de outras layers.

maio 12, 2009

Exposição mostra Manhattan antes da urbanização

Filed under: Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 3:21 pm

Picture 2                                                                                                 12 de maio de 2009- National Geographic

Antes de se tornar selva urbana, Manhattan era o lar dos índios lenape, que deram à ilha o nome de Mannahatta, ou “terra das muitas colinas”. Estendida na vertical e, graças a drenagem, também na horizontal, a Manhattan de 2009 está apresentando aos interessados uma vista semelhante à que os viajantes europeus contemplaram ao chegar à ilha pela primeira vez, 400 anos atrás – incluindo as fogueiras tribais; Estou falando de imagens criadas para o Projeto Mannahatta, da Sociedade de Conservação da Fauna e Flora, lançado em 20 de abril e incluindo um livro, exposição em museu e site.

A celebração da história natural de Manhattan se estenderá por todo o ano e quer recriar a ilha tal qual existia há 400 anos, no dia da chegada do explorador inglês Henry Hudson, em 1609.

Construído em parte sobre terra libertada por drenagem, o bairro de Battery Park City ancora o lado oeste da ponta sul da moderna Manhattan, cuja linha costeira se estendeu consideravelmente desde 1609.

Como na moderna Manhattan, parte do charme de Mannahatta eram suas diferentes regiões, diz Eric Sanderson, diretor do Projeto Mannahatta. Mas esses enclaves eram definidos por comunidades únicas de plantas e animais, entre os quais leões da montanha, lobos, cervos, alces e castores.

“Havia 55 comunidades ecológicas diferentes”, estima Sanderson. “O que equivale a mais comunidades ecológicas do que os parques nacionais abrigam hoje, em proporção à área”.

Em 1609, um grande assentamento dos lenape ficava no sopé da colina Inwood – como o bairro de Inwood hoje. O local oferecia aos indígenas acesso conveniente ao rio Harlem e ao rio Hudson, que propiciavam pesca abundante. O Parque de Inwood Hill preserva os últimos traços da floresta nativa e dos pântanos de sal de Manhattan.

“A lenda dispõe que foi sob uma árvore do parque que Peter Minuit (administrador colonial para a Companhia Holandesa das Índias Orientais) adquiriu a ilha dos indígenas (em 1626)”, diz Sanderson. “A árvore teria sido derrubada em 1926”. Há 400 anos, o Upper East Side e o Harlem da moderna Manhattan eram campos de caça para os lenape.

Sanderson espera que um conhecimento melhor sobre o passado de Manhattan venha a servir para que os planejadores urbanos possam construir cidades melhores no futuro.

E tem uma experiência intelectual a lhes propor: “Se você conhecesse tudo sobre a ecologia original de Mannahatta e pudesse reconstruir a moderna Manhattan utilizando as melhores idéias de projeto ecológico atuais, que tipo de cidade construiria? E como seria a experiência de viver nela?”

Picture 4As imagens que retratam o local há 400 anos – incluindo as fogueiras tribais – foram criadas pelo Projeto Mannahatta, da Sociedade de Conservação da Fauna e Flora

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maio 11, 2009

Ruth Bernhard (1905-2006)

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 10:51 pm

ruth bernhard portrait 300

Hoje falarei sobre uma fotógrafa extraordinária que por concidência nasceu no mesmo dia do que eu, 14 de outubro. Ruth Bernhard nasceu em Berlim, em 1905. Em 1927, após dois anos na Academia de Arte de Berlim, mudou-se para Nova Iorque onde  progrediu uma carreira de fotógrafa. Oito anos mais tarde ela conheceu Edward Weston na Califórnia  e ficou profundamente comovida com o seu trabalho. Weston revelou a Ruth o profundo potencial criativo da fotografia artística e as suas aplicações. Interessadíssima em trabalhar com ele,  mudou-se para a Costa Oeste logo depois. Em 1953,  mudou -se para San Francisco e tornou-se  colega de Ansel Adams, Imogen Cunningham, Minor White e Wynn Bullock. A fotografia de um arranjo de  doces é um ícone do modernismo precoce, influenciando gerações de fotógrafos. Realizou palestras  em todo os Estados Unidos no seu 95º aniversário. 

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                                                                                                 “Lifesavers, 1930”

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                                                                                                                               “Two Leaves, 1952”

 Grande parte de sua clientela foram celebridades que levavam seus  filhos para serem retratados, na maioria das vezes com seus bonecos ou animais de estimação. Apesar de fazer a vida como  fotógrafa comercial, Ruth ainda encontrou tempo para se dedicar ao seu  trabalho pessoal. É particularmente reconhecida por seus estudos sobre a figura feminina. Ansel Adams chamou-lhe de a maior fotógrafa de nus. Fotógrafa apaixonada pela arte, dá uma perspectiva da mulher sobre o corpo das mulheres.

 

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                                                                                            Classic Torso, 1952 

bernhard_2                                                                                               Draped Torso, 1962 

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                                                                                                                              Early Nude, 1934  

O trabalho de Ruth Bernhard  pode ser encontrado na maioria dos principais museus de todo o mundo, incluindo a George Eastman House, Museu de Arte Moderna de Nova York, The Metropolitan Museum of Art e da Bibliotheque Nationale de Paris. Suas fotografias foram mostradas em grandes exposições internacionais há mais de cinquenta anos e amplamente divulgada. Em 1986, publicou um livro  de sua monografia intitulada “The Eternal Body que recebeu Fotografia Livro do Ano e trouxe Bernhard reconhecimento generalizado como uma grande fotógrafa do nu.

bernhard_1in-the-circle                                                                                                               In the Circle, 1934

RuthBernhard_sand_dune                                                                                                                Sand Dune, 1967

bernhard_luminousb_w                                                                                Luminous Body, 1962

 

bernhard_twoforms_w                                                                                  Two Forms, 1963

“Luz é a minha inspiração, minha tinta e pincel. Isso é tão vital como o próprio modelo. Profundamente significativo, é essencial e caresse o superlativo curvas e linhas.”

 “Eu estava sempre interessada nas formas. O lado sexy nunca ocorreu a mim.” 

 “Alguns dos meus modelos não tiveram proporções ideais, mas certamente me fez olhar como eles o fizeram porque entendo da câmera e ângulos. Eu trabalho duas ou três horas e talvez faça uma ou duas imagens. Não estou interessada em um monte de fotos. Tenho interesse de fazer apenas uma. Uso o equipamento mais simples. Não tenho nada de novo. eu aprendi a ser o meu próprio fotômetro. “

“Para mim, a criação de uma fotografia é vivido como um aumento da reação emocional, mais próximas da poesia e música, cada imagem a culminação de um impulso compulsivo não posso negar. Quer trabalhar com uma figura humana ou ainda uma vida, estou profundamente ciente da minha ligação espiritual com ele. Na minha vida, como no meu trabalho, sinto-me motivado por um grande anseio de equilíbrio e harmonia para além do domínio da experiência humana, para atingir a essência da unidade com o Universo. ” 

“A minha busca, através da magia de luz e sombra, é o de isolar, para simplificar e dar ênfase à forma com a maior clareza. Para indicar a proporção ideal, para revelar esculturais massa e dominando o espírito é a minha meta.”

Ruth Bernhard 

 

 

 

 

Ruth Bernhard do trabalho pode ser encontrada na maioria dos principais museus de todo o mundo, incluindo a George Eastman House, Museu de Arte Moderna de Nova York, The Metropolitan Museum of Art e da Bibliotheque Nationale de Paris. Suas fotografias foram mostradas em grandes exposições internacionalmente há mais de cinquenta anos e amplamente divulgada. Em 1986, publicou uma fotografia West aclamado nus de sua monografia intitulada “The Eternal Body que recebeu Fotografia Livro do Ano e trouxe Bernhard aplauso generalizado como um fotógrafo do n

maio 9, 2009

Nova Exposição

Filed under: Exposições, Meus trabalhos — Lucia Adverse @ 9:07 pm

Depois de 15 dias expondo no restaurante Capim Limão em Nova Lima, recebi um convite essa semana da academia Rio Sport Center em Belo Horizonte,  para expor as minhas  fotos de flores na semana do “Dia das Mães”. A exposição começa hoje e vai até o dia 16 de maio na própria academia no Shopping Ponteio.

Título da exposição: “Mães são como Flores”.

Abaixo,  cartazes executados pelo pessoal do marketing da academia.

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maio 7, 2009

Mostra em Paris revela a história de fotos polêmicas

Filed under: Exposições, Fotografia — Lucia Adverse @ 10:27 pm
A exposição Controvérsias-Fotos com Histórias, na Biblioteca Nacional da França, em Paris, apresenta 80 fotografias que causaram polêmica no último século ou chegaram a ser proibidas. Algumas delas também foram objeto de ações judiciais.
Entre as várias imagens associadas a fatos históricos na exposição, no prédio mais antigo da Biblioteca Nacional da França, a unidade Richelieu, está a foto da menina colombiana Oymara Sánchez, que se tornou símbolo do drama da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, em 1986, que matou 24 mil pessoas.

A exposição Controvérsias-Fotos com Histórias, na Biblioteca Nacional da França, em Paris, apresenta 80 fotografias que causaram polêmica no último século ou chegaram a ser proibidas. Algumas delas também foram objeto de ações judiciais. Entre as várias imagens associadas a fatos históricos na exposição, no prédio mais antigo da Biblioteca Nacional da França, a unidade Richelieu, está a foto da menina colombiana Oymara Sánchez, que se tornou símbolo do drama da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, em 1986, que matou 24 mil pessoas. Picture 1

A criança, ferida e com as pernas presas, ficou três dias em agonia e morreu diante das câmeras. O fotógrafo Franck Fournier ganhou, com a imagem da garota entre a vida e a morte, o World Press Photo, no mesmo ano.

Outro destaque da mostra é a foto Beijando a freira, do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, criador de várias imagens usadas em campanhas publicitárias da Benetton. A foto chegou a ser proibida na Itália e na França após protestos da igreja.

Picture 1                                                                                                                            Beijando a freira

Um dos curadores da exposição é o suíço Christian Pirker, que foi advogado da Benetton no processo movido contra o anúncio que mostrava um homem morrendo de Aids no hospital.

Pirker defende a natureza polêmica das fotografias mas rejeita a pecha – associada a algumas imagens – de que elas teriam buscado o “escândalo”.

“Elas suscitam opiniões divergentes, que podem ser argumentadas de acordo com o ponto de vista. Um escândalo tem, normalmente, uma explicação unilateral e gratuita”, diz ele.

‘A bandeira vermelha sobre o Reichstag’ foi retocada para preservar imagem de soldados russos’.

Manipulação

Picture 3                                                                                                                                                                                                                        Foto de Evgueni Khaldei está na mostra

Entre as fotografias históricas estão várias que estiveram envolvidas em acusações de manipulação.
É o caso da foto A bandeira vermelha sobre o Reichstag, do fotógrafo de guerra Evgueni Khaldei.
A foto, considerada uma imagem emblemática do final da Segunda Guerra, mostra um soldado levantando a bandeira soviética no telhado em ruínas do parlamento alemão, em Berlim.
Mas a imagem original, apresentada na exposição ao lado da imagem retocada, mostra que o soldado que segurava o militar que agitava a bandeira estava usando dois relógios, um em cada braço.
Como na época, os soldados russos eram acusados de fazer pilhagens, o fotógrafo recebeu a ordem de “apagar” da foto o segundo relógio, que estava no braço direito do militar.
Foto do astronauta americano Neal Armstrong dando o primeiro passo sobre a Lua é acusada de fraude desde 1969.

Picture 4                                                                     Nasa foi acusada de manipular imagem de expedição lunar

Já bem mais grave é a acusação de fraude feita contra uma das imagens mais famosas da era moderna, a foto do astronauta americano Neal Armstrong dando o primeiro passo sobre a Lua. Desde 1969, surgiram acusações de que ela seria falsa.
A polêmica reapareceu após dois documentários realizados no final dos anos 90, segundo os quais a Nasa teria enganado o mundo todo ao simular as expedições lunares em um estúdio ou um deserto.
De acordo com os dois documentários, o cineasta Stanley Kubrick teria realizado as imagens do homem sobre a lua e recebido, em troca, câmeras sofisticadas para fazer filmagens noturnas.
Controvérsias – Fotos com Histórias também expõe a última imagem da princesa Diana viva, feita por um paparazzi.
A exposição revela que os “paparazzi” não são um fenômeno recente. Em 1898, dois fotógrafos conseguiram entrar na residência do chanceler alemão Otto von Bismarck, que havia falecido, e tiraram fotos do morto.
A família foi à Justiça e consegui confiscar as imagens. Os fotógrafos foram condenados à prisão e, somente em 1952, uma revista alemã publicou as fotografias.
A exposição fica em cartaz até o dia 24 de maio em Paris.

 

Fonte: BBC Brasil

 

Exposição Paul Strand

Filed under: Exposições, Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 8:37 am

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Exposição da obra do fotógrafo americano Paul Strand (1890-1976).

A seleção de 107 fotos apresenta uma abordagem direta da vida nas ruas da metrópole industrial, o que era incomum naquele contexto. Naturezas-mortas, closes de utensílios domésticos e máquinas revelavam um novo ponto de vista sobre o cotidiano, além de estarem estreitamente vinculadas à pintura de vanguarda de sua época, como o cubismo e o abstracionismo geométrico. Além do panorama do início de suas atividades, nos anos 1910 e 1920, destacam-se também os retratos de comunidades em diferentes lugares do globo, que o artista desenvolveu com sistemática a partir da segunda metade dos anos 1940.

Paralelamente à mostra, a programação de cinema do IMS oferece ao público a oportunidade de conhecer as três principais obras cinematográficas de que Paul Strand participou: Manhatta (1921), Redes (1936) e Native Land (1942).

A mostra é uma realização do IMS em parceria com a Aperture Foundation, instituição norte-americana responsável por preservar e divulgar a obra de Strand. Veja dias e horários mais abaixo.

Instituto Moreira Salles

De 29 de abril a 05 de julho

Terça a domingo, das 13h às 20h

Rua Marquês de ao Vicente, 476, Rio de Janeiro

CICLO PAUL STRAND

7, 10, 21 e 24 de maio

16h Redes , de Fred Zinnemann (1936, 65 min, 10 anos)
Complemento: Manhatta , de Paul Strand e Charles Sheeler (1921, 11 min, livre)

14, 17, 28, 31 de maio

16h Native Land, de Leo Hurwitz e Paul Strand (1942, 80 min, 10 anos)
Complemento: Manhatta, de Paul Strand e Charles Sheeler (1921, 11 min, livre)

FICHAS TÉCNICAS

Manhatta. Direção: Paul Strand e Charles Sheeler. Poemas de Walt Whitman. EUA, 1921, 11 min, P&B. Classificação: livre.
Filme pioneiro das Sinfonias urbanas, que apareceram durante a década de 1920. Manhatta narra um dia na vida de Nova York, começando com o ferryboat de Staten Island, que traz grandes levas de trabalhadores à cidade, e terminando com o pôr-do-sol sobre o rio Hudson. O filme tem um interesse especial pela arquitetura da cidade, com seus arranha-céus, e pelo ritmo acelerado da vida urbana. A narrativa visual é entrecortada por versos de Walt Whitman.

Native Land. Direção: Leo Hurwitz e Paul Strand. Narração: Paul Robeson. Com: Fred Johnson, Mary George, John Rennick, Amelia Romano. EUA, 1942, 80 min, P&B. Classificação: 10 anos.
O filme expõe as violações dos direitos civis nos EUA, durante a década de 1930, e conclama à ação trabalhadores explorados de todo o mundo. É construído com cenas ficcionais e documentais. São apresentadas cenas de sindicalistas sendo assassinados, disputas entre fazendeiros e arrendatários, a repressão policial a reuniões sindicais, pessoas trabalhando etc. Com narração de Paul Robeson, o filme é um marco do documentário de esquerda produzido na época.

Redes. Direção: Fred Zinnemann e Emilio Gómez Muriel. Com: Silvio Hernández, David Valle González, Rafael Hinojosa, Antonio Lara, Miguel Figueroa. México, 1936, 65 min, 35 mm, P&B. Exibição em 35 mm (falado em espanhol, sem legendas). Classificação: 10 anos.
Encomendado pelo governo do México, o filme de estreia de Zinnemann narra a vida de pescadores explorados pelos donos dos barcos e das redes de pesca em uma aldeia no México, exibida como um microcosmo para uma análise global da relação entre trabalhadores e patrões. A direção de arte é de Paul Strand, que coassina o roteiro.

maio 5, 2009

Berenice Abbott

Filed under: Fotografia, Historia da fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 7:13 pm

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Não posso deixar de mencionar a fotógrafa americana Berenice Abbott que não incluí no post anterior por falta de espaço.  Também foi uma grande expoente da fotografia direta, a “straight photography”.  Nasceu em 1898, em Ohio, e morreu em 1992, em Manson, Maine. Com apenas vinte anos de idade, descobriu a fotografia e se tornou  célebre com sua obra documentária sobre  Nova York. Logo após a depressão americana de 1929, Abbott iniciou seu longo projeto “Changing New York”, um registro fotográfico dos prédios, da população e da paisagem urbana cada vez mais em mutação. Este acabou se tornando seu trabalho mais conhecido e pelo qual ela é hoje considerada um gênio da fotografia.  Foi assistente e aprendiz de Man Ray. Depois, na década de 1950, passou a atuar na área científica, fotografando campos magnéticos e pêndulos, colocando a imagem a serviço da ciência. Abbott foi inventora de algumas tecnologias e aparelhos fotográficos, mas perdeu muito dinheiro com essas invenções que, apesar de geniais, eram pouco comerciais.

night-view-1932-gelatin-silver-print                                                                              Night View, New York.1932
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cny09183                                      Murray Hill Hotel; From Park Avenue and 40th Street. November 19 1935

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                                                                        July 17, 1898 – December 9, 1991

cny0813                                                                          Tempo of the City: I; Fifth Avenue and 44Th Street. May 13, 1938

Fez muito sucesso como retratista e pela forma intimista como fotografava.  Ao final da vida contraiu um efizema, fruto de décadas fumando os habituais e indispensáveis cigarros. Morreu tranqüila num mês de dezembro de 1991, aos 93 anos de idade.

Straight Photography

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 4:55 pm

Aqui em Belo Horizonte nosso amigo e fotógrafo David Aguilar ministra uma reunião semanal para falarmos sobre a historia da fotografia. Os encontros acontecem todas as segundas-feiras à noite, onde alguns fotógrafos se reúnem no estudio do David.  É ótimo! Temos a oportunidade de trocarmos informações e sempre estamos assimilando algo novo. O assunto ontem não foi algo novo, mas muito familiar entre nós fotógrafos e muito interessante. Falamos sobre a “Straight Photography”. Para quem não sabe, o conceito de straight photography (fotografia direta, pura) é utilizado para caracterizar uma vertente da fotografia moderna surgida nos Estados Unidos na década de 1910. Os expoentes mais conhecidos são Alfred Stieglitz (1864 – 1946), Paul Strand (1890 – 1976), Edward Weston (1886 – 1958) e Anselm Adams (1902 – 1984). Refere-se a imagens feitas pelo contato direto da câmera com a realidade, sem intervenções no laboratório ou na cópia. Apesar de apresentar diversos pontos em comum com as vanguardas européias, como a nova objetividade fotográfica e a nova visão, o movimento norte-americano distingue-se por enfatizar a noção de fotografia como expressão subjetiva. Esses artistas começam a se distanciar das técnicas e temas pictorialistas que haviam caracterizado seu trabalho até então.

Por volta de 1907, Stieglitz, líder do Photo-Secession, direciona seu trabalho para os pressupostos da fotografia direta. Começa a trabalhar com negativos de grande formato copiados por contato em papel brilhante, na época considerado inapropriado para a realização de fotos artísticas, pois não permitia retoques posteriores. Ele se volta para retratos, cenas urbanas – quase sempre feitas da janela de seu apartamento em Nova York – e, sobretudo, para a natureza. Um de seus trabalhos mais conhecidos é Equivalentes, uma série de fotografias de nuvens que revelam o apreço de Stieglitz por temas prosaicos, além de exemplificar procedimentos comuns em sua obra, como o trabalho de imagens fragmentadas semelhantes a abstrações.

alfred-stieglitz2 Alfred Stieglitz

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As duas últimas edições da revista Camera Work, editadas em 1916 e 1917 por Stieglitz, publicam fotos de Paul Strand: retratos de pessoas nas ruas, cenas urbanas registradas de pontos de vista inusitados (“de cima” ou “de baixo”) e imagens de detalhes de objetos que lembram pinturas abstrato-geométricas. Suas fotos, bem como sua argumentação em favor da autonomia da fotografia perante a pintura, tornam Strand o principal representante da straight photography. Para ele, o fotógrafo artista deveria aliar uma profunda necessidade de expressão individual a um rigoroso conhecimento técnico. Em artigo publicado em 1923, critica os pictorialistas sobretudo pelo fato de produzirem imagens híbridas, pois toda arte deveria ser “pura”:
“Atualmente se está demonstrando que uma fotografia construída sobre as qualidades fotográficas básicas não pode ser imitada de modo algum por um pintor ou um gravador. É algo com um caráter inalienável, com sua própria especial qualidade de expressão como qualquer produto de outro meio artístico totalmente acabado”.

As duas últimas edições da revista Camera Work, editadas em 1916 e 1917 por Stieglitz, publicam fotos de Paul Strand: retratos de pessoas nas ruas, cenas urbanas registradas de pontos de vista inusitados (“de cima” ou “de baixo”) e imagens de detalhes de objetos que lembram pinturas abstrato-geométricas. Suas fotos, bem como sua argumentação em favor da autonomia da fotografia perante a pintura, tornam Strand o principal representante da straight photography. Para ele, o fotógrafo artista deveria aliar uma profunda necessidade de expressão individual a um rigoroso conhecimento técnico. Em artigo publicado em 1923, critica os pictorialistas sobretudo pelo fato de produzirem imagens híbridas, pois toda arte deveria ser “pura”:

“Atualmente se está demonstrando que uma fotografia construída sobre as qualidades fotográficas básicas não pode ser imitada de modo algum por um pintor ou um gravador. É algo com um caráter inalienável, com sua própria especial qualidade de expressão como qualquer produto de outro meio artístico totalmente acabado”.

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00cu9j-24029384

00cudi-24033384Em 1932, Edward Weston, Anselm Adams e Imogen Cunninghan (1883 – 1976), entre outros seguidores das concepções de Stieglitz e Strand, formam o Grupo F.64. O nome da associação se refere ao número que identifica a menor abertura usada em lentes de câmeras para obter imagens com o máximo de clareza e definição, qualidades consideradas como essenciais para os integrantes do movimento. Para repudiar o pictorialismo, eles preconizam a perfeição da tiragem e o respeito absoluto pelas características dos materiais.

Para Weston: “Só uma prova tecnicamente perfeita, realizada a partir de um negativo tecnicamente perfeito, pode, a meus olhos, ter valor intelectual ou capacidade emocional.”

Weston trabalha com câmeras de grande formato e, como Stieglitz, copia seus negativos por contato, evitando assim a perda de definição. O artista defende a pré-visualização da cena a ser fotografada como uma maneira de obter controle absoluto sobre os resultados. Ele acredita na “honestidade” da câmera fotográfica que, em sua concepção, utiliza para registrar a “essência” e a “verdade” das coisas. Seus temas preferidos eram nus, paisagens e naturezas-mortas.

Edward Weston Edward Weston

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Edward Weston 2 O trabalho de Weston apresenta diversos pontos em comum com a obra de Adams, que se volta principalmente para a paisagem do oeste dos Estados Unidos. Adams é autor da trilogia A Câmera, O Filme e A Cópia, livros que ensinam como ter controle total da imagem, condição primordial para o fotógrafo se expressar artisticamente, segundo os paradigmas da straight photography.

Ansel Adams Ansel Adams

maio 2, 2009

Workshop Descondicionamento do Olhar

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 9:03 pm

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A Regional/MG da Associação de Fotógrafos Fototech, traz a BH nos dias 23 e 24 de maio o fotógrafo Cláudio Feijó e sua Oficina Descondicionamento do Olhar,
uma oficina de desenvolvimento criativo, fotografia expressiva e linguagem imagética, indicada à estudantes ou profissionais nas áreas de fotografia, cinema,
artes plásticas, design, arte-educação, arquitetura, professores e à todas as pessoas que usam o olhar como ferramenta de trabalho.
Objetivos:

Esse workshop foi desenvolvido a partir de uma experiência com o ensino de fotografia na Escola Imagem-Ação ao longo de anos. Entende-se 

que as técnicas de desenvolvimento artístico e expressivo se compõem de três grandes universos – o aspecto objetivo (a técnica), o aspecto 

subjetivo (a visão pessoal) e a interação entre os dois –, ora a técnica possibilitando o desenvolvimento da linguagem, ora a linguagem buscando 

e transformando o uso dessa técnica. A facilidade de se entender o aspecto objetivo, estudá-lo e comunicá-lo se contrapõe à subjetividade angustiante 

decorrente da dificuldade de expressão de uma visão de mundo através das técnicas artísticas. Saber o que se quer, olhar sem a contaminação dos modelos

existentes, buscar dentro d'alma um olhar mais significativo e tocante, são questões essenciais do Descondicionamento do Olhar. Idealização e realização 

devem estar em sincronia, possibilitando, assim, uma produtividade criativa e transformadora.

O objetivo maior desse trabalho é proporcionar ao indivíduo o delicado e rico encontro com a sua própria pessoa e suas possibilidades de experimentar a 

sensação de regozijo ao se perceber um ser crítico e transformador em seu universo pessoal e social.
Programa:

Através de exercícios, dinâmicas e vivências (como jogos, rodas, role playings, trocas, dramatizações e técnicas de sensibilização), a oficina procura 

resgatar o contato direto com as sensações e emoções, recuperando nossos sentimentos suprimidos e reavendo a nossa humanidade perdida. 

O trabalho está voltado para a recuperação do ser consciente e a revisão dos valores internalizados e significativos que vão estreitar a relação 

intelecto/emoção, restituindo aos participantes um instrumento de reflexão sobre a sua vocação. Os exercícios trabalharão, como estrutura básica do workshop,

os seguintes itens: os canais de percepção, a transformação da expressão nas diferentes linguagens, a formação de conceitos, o pré-conceito e a intuição, a 

conceituação e a percepção, os estados emocionais e as distâncias, a leitura de símbolos e signos, a leitura não verbal, o ritmo e o tempo psicológico, a síntese, 

a ocupação do espaço, a composição e o equilíbrio etc.
Datas: 23 e 24 de maio de 2009

Formato: O workshop terá duração total de 16 horas (8 horas no sábado e 8 horas no domingo).

Horário: 9:30hs às 17:30hs (horário corrido, sem intervalo para o almoço). Cada participante deverá levar uma contribuição para um lanche coletivo que ficará 

à disposição de todos durante o desenvolvimento das atividades.

Investimento por participante:

R$ 350,00 para o público em geral

R$ 280,00 para membros do FotoClube BH

R$ 200,00 para associados Fototech,

Valores a serem quitados em duas parcelas, sendo a primeira no ato da inscrição e a segunda no primeiro dia do curso.

Local: Galpão Cine Horto: Rua Pitanguí, 3613 - Bairro Horto

Número de vagas: 36

Informações: guto@gutomuniz.com.br ou pelo celular: (31)9973-7341 com Guto Muniz.

Coordenação:

Claudio Feijó, é pedagogo, psicólogo clínico e fotógrafo; ex-diretor e professor da Escola de Fotografia Imagem-Ação desde 1972; 

tem vasta experiência na área de ensino (como professor, diretor, orientador educacional e colaborador); foi consultor técnico da Polaroid do Brasil de 1989 à 1999; 

tem trabalhos fotográficos na Polaroid World Collection, na Coleção Masp-Pirelli, na Fototeca Cubana, além de em diversas coleções particulares; 

ainda na área de fotografia, foi premiado pelo Banco Real/ Fundação Roberto Marinho e com a Bolsa Marc Ferrez/Funarte; tem coordenado a 

Oficina Descondicionamento do Olhar desde 1986, por todo o país, nas mais diversas áreas de atuação (corporativa, educacional e de criação); 

Cursos de Aperfeiçoamento - Psicologia Social nas Organizações - no Instituto Sedes Sapientiae e de Abordagem Gestáltica em Trabalhos Grupais - 

no Instituto Gestalt de São Paulo.

Para maiores informações sobre este e outros trabalhos do Cláudio Feijó, visitem o site www.olhar.com.br

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