Luciaadverse's Blog

julho 19, 2010

Diário de Bordo – Talin

28/05/2010

Talin – Estônia

Este pequeno país banhado pelo Mar Báltico com uma população de apenas 1.307,605 de pessoas sofreu muitos anos em disputas entre russos e alemães.

História:

Acredita-se que em 1154, quando um geógrafo árabe assinalou no mapa um aglomerado rochoso sob o nome de Qlwry, seria o primeiro povoado de Talin (Capital da Estonia). Em 1219, os dinamarqueses, comandados pelo Rei Valdemar II, cercaram Talin, entraram numa batalha contra os estônios e tomaram a cidade. Com a vitória, os dinamarqueses construíram uma fortaleza que os estônios chamaram de a “Fortaleza dos Dinamarqueses” (Taani linnus). Posteriormente a junção dessas duas palavras resultou em Talin, que veio a ser o nome da cidade. A construção da Igreja deve ter iniciado na mesma época, pois em 1240 foi consagrada como Catedral de Santa Maria. Em 1227, numa cruzada promovida pelo Papa Celestino III, os alemães invadiram a cidade, expulsaram os dinamarqueses, tomaram a fortaleza e construíram uma nova fortificação, hoje conhecida pelo nome de Castelo de Toompea. Na sequência surge a Grande Guerra do Norte (1700-1721), guerra entre Russia e Suécia. Nesse período a peste mata três quartos da população e Talin cai no poder da Rússia permancendo até a Revolução Russa (1917), quando os estônios lutam para se libertarem da coroa russa. Porém, essa liberdade durou pouco, pois na 2ª Grande Guerra (1939-1945) os alemães voltam a se instalar na cidade. Logo após a guerra quando foi formada a União Soviética, os russos voltaram a comandar a cidade. Na verdade, os estônios tiveram obtiveram sua total independência apenas em 1991, com  o término da União Soviética.

O edifício mais importante é o Palácio do Município, há pouco tempo comemorou-se o sexto século de sua existência. Acrescenta-se a sua importância o fato de ser o único Palácio do Município em estilo gótico de todos os países nórdicos. Aparentemente sua arquitetura confunde-se com a de uma igreja.

Está localizado na Praça do Município, o ponto turístico mais popular da cidade. Durante mais de oito séculos, a famosa praça foi o centro de cidade. Atualmente é o local onde se realizam concertos, jogos, feiras e festivais. Também é nesse local que todos os anos se celebram as festas da Cidade Velha de Talin e segundo informações locais, desde 1441, durante o período Natalino é construída uma grande árvore de Natal em frente ao Palácio do Município. Na época medieval, este espaço era ocupado por comerciantes e artesãos. Os comerciantes mais abastados tinham pequenas lojas nos edifícios que rodeiam a praça. Hoje, o local possui charmosos restaurantes, cafés, um centro animado de convívio.

Talin tem o fascínio de nos fazer sentir como se ainda estivessémos na época medieval. A arquitetura e alguns personagens espalhados pela cidade transmitem uma sensação como se vivêssemos na época. Não preciso dizer que de todas as cidades que visitei, essa foi a que mais gostei de fotografar e o motivo é obvio, essas características peculiares que descrevi estimulam a vontade de registrar. Confesso que foi difícil selecionar quais fotos colocaria aqui no blog.

O Festival das Canções

O Festival das Canções destina-se como o próprio nome indica, a celebrar as canções de toda a Estônia. De cinco em cinco anos é nesse local que se juntam, no primeiro fim-de-semana de Julho, os melhores grupos corais e folclóricos e os melhores músicos da Estônia. As festividades, que se prolongam por dois dias, começam por um desfile dos participantes, na sua maioria vestidos com os trajes típicos tradicionais. Durante esses dois dias, o número de pessoas que assistem ao espetáculo chega perto de duzentas mil. As pessoas tem a oportunidade de ouvir o maior coro do mundo, com cerca de 30.000 intérpretes. Além da musica há ainda outras festividades como ferias, exposições e eventos similares.

O primeiro festival da canção foi em Tartu em 1869. Desde então os festivais têm uma grande importância política para o povo estônio. Um século depois foi construído um palco maior onde uma chama é acessa na torre adjacente. Abaixo uma foto mostrada pela guia que nos acompanhou durante um passeio pelo local. A foto mostra como fica cheio de pessoas o local durante o evento.

Caros leitores se não fosse a minha profunda falta de tempo continuaria falando sobre essa cidade e suas atrações. Já é tarde e amanhã farei uma nova viagem que me afastará durante uns dias do meu blog. Então hoje encerro meu Diário de Bordo apesar de ficar devendo à vocês a cidade de Oslo na Noruega, quem sabe numa próxima oportunidade?

Até mais!

julho 16, 2010

Museu Hermitage – São Petersburgo

27/05/2010

Hermitage

O Hermitage – nome de origem francesa é o principal museu da cidade de São Petersburgo. É visitado anualmente por milhões de pessoas por ano e é um dos poucos lugares onde se pode conviver intimamente com a cultura universal e a história russa. Fundado pela vontade da Rainha Catarina II, foi construído anexo a residência da família real russa. O museu é tão grande que para conhecê-lo devidamente, não basta visitá-lo uma só vez. 

Em seus belos salões de uma arquitetura única temos uma verdadeira aula de história, for a as obras-mestras da pintura holandesa, grandes obras de grandes mestres como Paul Cezane, Gustave Coubert, Caravaggio, Matisse, Leonardo da Vinci, Rembrandt e Renoir. 

 Podemos admirar tanto as belíssimas obras como os desenhos do teto e assoalho ou os panoramas que podem ser avistados das janelas, a Praça do Palácio, o Almirantado, o imponente Neva com a Fortaleza de Peter e Paul e a Ponta da Ilha Vassílievski.

No decorrer de toda a sua existência, o Hermitage deparou-se com Guerras, revoluções, incêndios, assaltos e venda de abjetos de arte e nem assim perdeu a majestade. 

  A primeira coleção de arte do Hermitage chegou no ano de 1764 por ordem de  Catarina II, eram 225 telas que pertencia ao negociante berlinense Johann Gotzkovski. O primeiro catálogo de obras pictóricas foi publicado em 1774 e já contava com 2000 quadros.

Além das pinturas foram adquiridos desenhos, gravuras, coleções numismáticas e de pedras e gemas, livros raros, inclusive as bibliotecas completas de Diderot e Voltaire.

julho 15, 2010

Diário de Bordo – São Petersburgo

26/05/2010

São Petersburgo – Russia

Principal catedral da cidade- Templo da Ressurreição de Cristo

Conhecida como Salvador Sobre Sangue

Templo construído  no local onde o imperador Alexandre II foi morto.

A cidade mais aguardada de toda a viagem, São Petersburgo -Russia, recebeu-nos com muita chuva e frio. Frustrante para quem fez planos e contratou passeios. A chuva hoje não deu nem um minuto (literalmente) de trégua.

Nesse país tão complicado socialmente e politicamente, enfrentamos uma situação estranha e diferente: no porto onde o navio aportou tem um controle de imigração onde todos os estrangeiros são obrigados a passar com seus passaportes. Outro diferencial é que de todos os países da Escandinavia, a Russia é a única que exige visto, então a saída é comprar um pacote de turismo da Star Princes (cia do navio) e entrar e sair do país monitorado por eles, pode? Então, apesar de 2 dias destinados a essa cidade, fica difícil visitar todos os lugares desejados.

Quando fizemos nossa primeira parada (Praga) saindo do Brasil, adiantamos nosso relógio em 5 horas. Até Estocolmo o fuso horário foi o mesmo, mas desde lá, a cada país que visitamos, uma hora é acrescentada ao relógio, até aqui já são 7 horas em relação ao Brasil.

A Russia tem uma história de comunismo bem complicada. Nossa guia, uma russa nascida e criada em São Petersburgo alertou bastante para os problemas da violência. Ao contrário dos outros países que visitamos, não é seguro andar pela cidade segurando as câmeras e munido de outros objetos de valores. Indagada por um passageiro sobre o capitalismo na Russia, dos problemas e comparação com a atualidade, ela explicou-nos que há um questionamento sobre a melhora ou piora para o cidadão russo e cada um tem o seu ponto de vista. Contou-nos que na época do comunismo todos os cidadão tinham direitos iguais, havia escola, emprego e moradia para todos. Mas por outro lado, sofriam as consequências do comunismo, por exemplo: o governo dava uma moradia por família, então quando os filhos casavam agregavam suas famílias a mesma moradia. A família crescia e o imóvel não, chegavam ter 20 pessoas na mesma residência dividindo o espaço. Banheiro? Era apenas um para toda essa gente. A escola pública era muito boa, mas apenas o ensino fundamental. Quando terminava o período escolar, não havia boas universidades, com qualidade, apenas as particulares, muito caras e muito disputadas. O sistema público de saúde era muito bom, mas não forneciam remédios e as pessoas não tinham dinheiro para compra-los. Outra informação da guia é que nos anos em que a Russia viveu a era do comunismo, os cidadãos ficaram proibidos de frequentarem as igrejas.

Topei com essa noiva em frente a catedral Templo da Ressurreição de Cristo

Observe o casaco sobre o vestido, é de pêlo igual aqueles chapéis russos

Noivo ao fundo elegantemente vestido como um general

A cidade de São Petersburgo foi idealizada pelo imperador da Russia Pedro I, o Grande. E não seria uma capital qualquer: toda a força operária do império e os melhores arquitetos da época, como Rastrelli, concentraram-se lá, dedicando-se exclusivamente ao seu planejamento e construção. A construção da nova capital exigiu dos seus edificadores esforços puramente “egípcios”, sacrificando  milhares de vidas humanas. Foi proibido o uso de materiais como pedra ou tijolo em outros locais, para que nada faltasse durante todo o processo.

Noites Brancas

As noites brancas começam em maio e acabam em julho, segundo os petersburguenses, representam a melhor época do ano. Durante um período do verão a noite dura apenas meia hora, um fenômeno que passou a ser o símbolo da “Veneza do Norte”e que constitue a principal diferença desta cidade das outras metrópoles européias. O número de pessoas nas ruas é quase igual ao do dia, e ao longo das avenidas marginais a multidão é até maior. Ouvem-se sons de música, gargalhadas e canto ao violão. Também acontecem  nessa época uma programação cultural na cidade, festivais das artes, de jazz e rock, foros cinematográficos e bailes de formandos das escolas, para os quais as noites brancas personificam a maturidade. Infelizmente não presenciei as noites brancas pelo fato de ser obrigada voltar ao navio pelo motivo que expliquei no início do post, o que sei é informado pelos guias locais.

No final do dia fomos na Beluga de Luxe, uma boutique de souvenirs, no melhor sentido da palavra. Igual a essa eu nunca tinha visto! Tem tudo quanto é tipo de souvenirs distribuídos em uma grande loja com uma decoração de muito bom gosto. Belas obras de arte de artesãos russos, jóias, vasos, louças, os ovos Fabergé, itens estilizada da arte folclórica típica e muito mais são exibidas em molduras douradas e nichos de vidro junto a uma das paredes. Os preços são proporcionais aos mais variados tipos de produtos. Encontram-se  lembranças de 1€, como presentes de centenas de euros.

Beluga de Luxe

São Petersburgo tem cerca de 190 museus, amanhã visitaremos o Hermitage que é considerado o principal. No próximo post, falarei um pouquinho sobre o museu.

julho 5, 2010

Diário de Bordo – Helsinki

25/05/2010

Helsinki-Finlândia

A Finlândia é um pequeno país da Escandinávia com 5.250.275 de habitantes. A capital Helsinki no extremo sul do país, foi fundada em 1550 e desde 1812 tornou-se a capital da Finlândia. Sobre o domínio Russo e Sueco vários anos, conquistou sua independência apenas em 1917 durante a Revolução Russa. Recuperada após a segunda guerra mundial, em 1952 foi sede dos Jogos Olímpicos. Em 1995, tornou-se um país membro da União Européia. De todos esses países da Escandinávia que visitamos até agora, é o único que a moeda local é o euro. Um grande incêndio destruiu a cidade em 1808 e boa parte da cidade teve que ser reconstruída, seus edifícios mais antigos são dessa época e o estilo é neoclássico. Na praça do Senado encontram-se as construções mais famosas dessa época: a Catedral e a Assembléia.

O turismo em Helsinki é amplamente ligado à cultura. A cidade tem muitos museus como o Museu Nacional (Kansallismuseo), o Museu de Arte Contemporânea (Kiasma), o Museu de Arte Clássica (Ateneum) e o Museu de História Natural. O maior museu histórico em Helsinki é o Museu Nacional da Finlândia, que exibe uma vasta coleção histórica da pré-história ao século XXI. O museu possui uma construção em estilo um castelo medieval neo-romântico e é uma atração turística. Outro importante museu histórico na cidade é o Museu da Cidade de Helsinki, que divulga aos visitantes a história da capital da Finlândia. A Universidade de Helsinki também tem muitos museus importantes, incluindo o Museu Universitário e o Museu de História Natural. Como no resto dos países nórdicos, a arquitetura e o design também são de grande importância na Finlândia e se destacam no mercado mundial.

Destaque também para o cuidado especial com as flores:

Fortaleza de Suomenlinna – a maior fortaleza no mar de toda a Escandinávia, fundada em 1748 e patrimônio da UNESCO. Diariamente tem Ferry saindo da Praça do Mercado, mas infelizmente o curto tempo que permanecemos em Helsinki não permitiu-nos fazer o passeio.

Market Square – Kauppatori Praça do Mercado

O Mercado do Porto encontra-se uma interessante feira com artigos de artesanato e comidas típicas. Lá almoçamos um salmão feito numa espécie de chapa com aparência de uma panela de paeja, delicioso.

Aliás esse é um dos passeios imperdíveis em Helsinki. A feira na Praça do Mercado além de ser um ótimo lugar para comer é também excelente para comprar umas lembranças e conhecer os costumes típicos de seus habitantes. O finlandês é um povo receptivo, alegre e simpático.

Não perca, próxima cidade São Petersburg, Rússia.

julho 2, 2010

Diário de Bordo – Estocolmo

Filed under: Dicas, VIAGENS — Tags:, , , , , , , — Lucia Adverse @ 11:54 pm

Estocolmo – Suécia

24/05/2010

No início da viagem permacemos duas noites e um dia inteiro no navio. Na noite anterior à chegada à Estocolmo, fomos avisados pelo capitão que teríamos que atracar em outra cidade próxima por motivo de neblina e vento forte. Por causa de todo o transtorno, informaram que nossa chegada seria antecipada para às 7 horas da manhã. Às 6 horas da manhã, acordei com o barulho do navio atracando. Tomamos café e seguimos para o bote do navio que nos levaria à cidade de Nynäshamn, 30 milhas de Estocolmo. Na chegada haveria algumas opções para o translado à Estocolmo: trem, ônibus, van ou taxi. Pegamos uma enorme fila como pode-se observar:

Na chegada da cidade, uma surpresa! O tempo estava maravilhoso! O céu lindo! Estocolmo é uma cidade surpreendente em todos os sentidos. A cidade é toda rodeada pelo mar com marinas e charmosas pontes.

Gamla Stan (Cidade Velha)- Encantadora com suas ruelas, prédios históricos, lojinhas de souvenirs, antiquários, charmosos bares e restaurantes. No pátio externo do Palácio Real , acontece a troca de guarda, de junho a agosto, de segunda a sábado e no resto do ano, às quartas e sábados, sempre às 12h15. Domingos e feriados, 13h15.

No final da Kungsgatan chega-se a praça Stureplan onde tem uma concentração de bares, restaurantes e lojas, além da belíssima galeria Sturegalerien.

Assim como Copenhagen, Estocolmo chama a atenção pela quantidade de ciclistas pela cidade. Observe que há inclusive placas indicativas específicas:

Outra coisa que nos chamou a atenção foi a quantidade de mães na rua com carrinhos de bebê. A impressão que temos é que essas crianças não vêem a luz  do sol há bastante tempo. Também como em Copenhagen, as pessoas transmitem através das suas atitudes que estão curtindo o início do verão. Para nós que estamos acostumados com o clima tropical, ainda é frio. O vento faz com que a sensação térmica seja sempre menor, apesar do dia lindo e céu sem nuvens.

As flores são sempre um show a parte. Há feiras ao ar livre com uma grande diversidade de flores e algumas exóticas.

No supermercado, bastante opção de pratos prontos e congelados. A impressão que temos é que quando o frio aperta devem estocar comida para não saírem de casa. Um passeio ao supermercado para mim é sempre um atrativo. A qualidade dos laticínios, peixes, verduras é sensacional!

O Museu de Vasa é outro interessante atrativo, uma das maiores atrações turísticas mundiais de acordo com informações locais. Oferece uma perspectiva única da Suécia do inicio do século XVII. Em 10 de agosto  de 1628, o navio Vasa afundou-se no porto de Estocolmo na sua viagem inaugural. O navio naufragado foi resgatado em 1961, após 333 anos sob as àguas. Após a respectiva reconstrução, com 95% de trabalho original, está maravilhosamente decorado com centenas de figuras esculpidas em madeira.

Algumas informações e detalhes do navio que naufragou:

julho 1, 2010

Diário de Bordo – Navio

Filed under: VIAGENS — Tags: — Lucia Adverse @ 8:32 pm

Embarque

22/05/2010

Na cidade de Copenhagen embarcamos no Navio Star Princess da empresa Princess Cruises, o trajeto escolhido foi a Escandinávia e a Rússia.

O check-in do navio assemelha-se com um check-in no aeroporto. Logo na entrada, um funcionário do navio recolhe a mala do passageiro e o encaminha para uma fila na qual apresenta-se o passaporte e em seguida é guiado para um raio X.

A embarcação é grandiosa e o seu interior parece com um Resort de luxo, com diversos restaurantes, lojas, boate, casino e um grande auditório apropriado para shows. Foi a primeira vez que fiz uma viagem de navio e nos três primeiros dias senti uma sensação estranha de tonteira.

O interessante de uma experiência como essa é a possibilidade de visitar vários países, retornar todos os dias para dormir no mesmo local com muito conforto e sem ter que desfazer as malas. Por outro lado a desvantagem é que a visita em cada país é breve e impossibilita uma exploração maior do local. Mesmo assim vale à pena, a gastronomia é outro diferencial, as refeições estão todas incluídas e a qualidade é internacional.

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