Luciaadverse's Blog

abril 7, 2013

Museu mais antigo do mundo sobre fotografia pode ser visitado pela web

O George Eastman House, mais antigo museu sobre fotografia do mundo, anunciou nesta semana que passou a disponibilizar 50 imagens de suas coleções em alta resolução na web como parte do Google Art Project, que já havia feito parcerias semelhantes com outros grandes museus. Visite a página.

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Raro retrato de Louis Daguerre, francês inventor da Fotografia. O retrato foi feito pelo daguerreotipista Jean Baptiste Sabatier-Blot em 1844 (Foto: George Eastman House/Google Art Project)

É o primeiro museu de fotografia a participar do projeto, que possui uma ferramenta de zoom que “permite aos usuários a habilidade para descobrir detalhes nunca antes vistos”, segundo informações do museu. Além disso, todas as informações disponíveis sobre cada imagem foram disponibilizadas, possibilitando pesquisas pela web que antes não podiam ser feitas. E a ferramenta de mapa permite localizar onde a imagem foi feita.

Entre as raridades, é possível ver um retrato de Louis Daguerre, um dos descobridores da Fotografia. Também estão disponíveis peças de outros pioneiros e lendários fotógrafos, como Fox Talbot, Mathew Brady, Eadweard Muybridge, William Henry Jackson, Eugene Atget e Alfred Stieglitz.

O museu George Eastman House fica em Rochester, no estado de Nova York, a mais de 500 km de Manhattan. Especializado em fotografia, ele foi aberto em 1949 e funciona como instituição independente sem fins lucrativos.

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Esta é a primeira fotografia já feita registrando um acidente de trem. O acidente ocorreu na ferrovia Providence Worcester perto de Pawtucket, no estado americano de Rhode Island (Foto: George Eastman House/Google Art Project)

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Xie Kitchin como ‘um chinês’, imagem feita em 1873 pelo escritor Lewis Carroll, famoso por ‘Alice no País das Maravilhas’. O escritor também tinha interesse pela fotografia (Foto: George Eastman House/Google Art Project)
Fonte: G1 Mundo

outubro 2, 2012

Fundação Helmut Newton – Berlim

Como disse ontem, hoje irei mostrar um pouco da Fundação Helmut Newton (Helmut Newton Foundation), localizada em Berlim, cidade natal do fotógrafo.

Helmut Newton nasceu no 31 de outubro de 1920, registrado como Helmut Neustädter, foi um fotógrafo de moda alemão, naturalizado australiano, famoso por seus estudos de nus femininos.  Filho de um fabricante de botões judeu-alemão e de uma americana. Desde muito jovem – com 12 anos adquiriu sua primeira câmera – interessou-se por fotografia, tendo trabalhado para o fotógrafo alemão Yva (Else Neulander Simon).

Com as restrições cada vez mais opressivas colocadas aos judeus pelas leis de Nuremberg, seu pai perdeu o controle da fábrica de botões e foi internado em um campo de concentração em “Kristallnacht”. Em 1938, o fotógrafo fugiu da Alemanha para escapar à perseguição nazista aos judeus. Depois de sua emigração, tornou-se conhecido como Helmut Newton, um dos fotógrafos mais famosos em todo o mundo. Trabalhou por algum tempo em Cingapura, como fotógrafo da Straits Times, antes de se estabelecer em Melbourne, Austrália. Ao chegar à Austrália, ficou internado em um campo de concentração, assim como muitos outros “estrangeiros inimigos”. Posteriormente serviu ao exército australiano como motorista de caminhão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1946, instalou um estúdio fotográfico no qual trabalhou principalmente com moda, nos afluentes anos pós-guerra. Pouco tempo depois tornou-se cidadão australiano. Nos anos seguintes viveu em Londres e Paris, e trabalhou para a Vogue francesa. Criou um estilo particular na fotografia, marcado pelo erotismo. Sua notoriedade aumentou nos anos 80 com a série “Big Nudes”.

Passou os últimos anos de sua vida em Monte Carlo e Los Angeles. Morreu em janeiro de 2004, com 83  anos, vítima de um acidente de automóvel na Califórnia. Suas cinzas foram enterradas em Berlim.

A Fundação Helmut Newton: localizada na sede do novo Museu da Fotografia em Berlim, inaugurou no mesmo ano da morte do fotógrafo.

Desde que deixou sua cidade natal por causa dos nazistas, Berlim nunca saiu da cabeça de Helmut Newton. Segundo sua mulher, June, ele “sempre teve muitas saudades de Berlim e queria voltar para casa”. Talvez por isso, Newton tenha escolhido Berlim como o lar para mais de mil de suas caras e cobiçadas fotografias. Até sua morte, o fotógrafo participou ativamente da organização da fundação. Em outubro de 2003, ele doou não apenas seu arquivo à cidade, mas também o dinheiro para a reforma do antigo prédio próximo à estação Berlin Zoo, sede do novo Museu da Fotografia, que divide o espaço com a Fundação Helmut Newton, responsável pela coleção.

As fotos desse post, com exceção do retrato do fotógrafo e as imagens do livro Sumo que mostrarei a seguir, foram feitas com o iPhone durante a minha visita, onde tive a companhia do meu marido e do meu filho residente temporariamente em Berlim.

Em 1999, lançou o livro lendário de fotografias Sumo, batendo todos os recordes no mercado editorial devido às suas dimensões: peso = 35, 4 kg  tamanho = 50x70cm.  Foi criada também, para facilitar o seu manuseamento, uma mesa articulada própria. Na Fundação Helmut Newton é possível ver um exemplar desses ao vivo, assim como todos os livros lançados do fotógrafo. Em uma última sala, também é possível conhecer os artistas preferidos de Helmut, nesse local encontram-se seus objetos pessoais, câmeras e livros da sua coleção.

O livro foi publicado numa edição limitada, 10.000 exemplares,  numerada e assinada pelo autor.

Na época do seu lançamento o preço do livro era de 3.000 marcos alemães (aproximadamente 1.530 euros), mas devido ao valor que lhe foi atribuido por colecionadores, seu valor chegou aos 10.000 marcos (aproximadamente 5.110 euros) por exemplar. O SUMO é considerado o maior e o livro mais caro do século XX, a partir do momento em que o exemplar com o número 1 atingiu os 620.000 marcos (317.000 euros) num leilão.

Em 2010, o clássico foi reeditado pela Taschen, com as melhores cenas clicadas pelas lentes de Newton. Com 464 páginas, a nova edição custa cerca de R$ 499 no Brasil.   A nova versão vem com um suporte charmoso de acrílico que fica lindo sobre a mesa da sala. Adquiri o meu exemplar na Livraria Mineiriana em Belo Horizonte, onde também é possível comprar pela internet:

http://www.mineiriana.com.br/

maio 25, 2012

Art of Photography – André Kertész

Terminando a semana com um ótimo video com um pouco da obra de André Kertész:

dezembro 13, 2011

Alfred Stieglitz – Vídeo

E por falar em Alfred Stieglitz, no post de hoje, compartilho o vídeo Masters of Photography. O vídeo conta-nos um pouco da sua história, ilustrado com belas fotos desse mestre da fotografia.

dezembro 12, 2011

Winter – Fifth Avenue

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 1:23 pm

Não canso de falar sobre Alfred Stieglitz, vire e mexe escrevo sobre esse grande fotógrafo aqui. Hoje escrevo uma breve curiosidade sobre a foto: Winter – Fifth Avenue

Alfred Stieglitz dizia com orgulho que ficou três horas em pé, durante uma nevasca em 1982, “à espera do momento apropriado”. O momento apropriado é aquele em que se consegue ver coisas (sobretudo aquilo que todos já viram) de um modo novo.

outubro 25, 2011

Uma introspecção do meu olhar

Nunca escondi a minha preferência em fotografar arquitetura, acredito que minha formação em design de interiores influenciou e direcionou-me para essa área da fotografia.

É difícil citar nomes de fotógrafos como referência, pois a história da fotografia é recheada deles. Existe uma lista imensa de artistas que foram imprescindíveis, revolucionários, precursores de idéias e estilos. Pesquisar a trajetória de cada um deles é indispensável, prazeroso e muito instrutivo. Sou desprovida de preconceito quando o assunto é arte. Ao invés de preocuparmos com críticas, deveríamos tentar entender a subjetividade de cada artista e aprender com eles. É tão interessante ver o estilo e a linha de pensamento de cada um… Além do mais, a arte não é exclusiva de um ou de outro estilo, é democrática. Consumir livros de arte e filosofia virou uma mania. Na minha opinião é difícil construir um projeto de fotografia autoral consistente sem se nutrir dessas fontes de conhecimento.

Na fotografia, pesquiso também aqueles fotógrafos que não tem nada a ver com a área que escolhi e por que teria que ser diferente? Se você também gosta de arte, estude tudo que for relacionado com ela. Todos os movimentos artísticos ocorridos na história, tiveram uma relação com a época vivida e influenciaram não somente a pintura, mas também a fotografia, a escultura, o design, a moda, a arquitetura, enfim todas as produções artísticas.

Tenho uma grande identificação com o trabalho de alguns fotógrafos. O fotógrafo e arquiteto Cristiano Mascaro tem um magnífico trabalho focado em arquitetura. Nesse ano tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e o privilégio de ser sua monitora durante o workshop “Encontro com o Autor: A Cidade, com Cristiano Mascaro” durante o Festival Foto em Pauta Tiradentes.

É um dos fotógrafos mais importantes da urbe e da arquitetura da capital paulista, que documenta sistematicamente há mais de duas décadas. Atuou como repórter fotográfico na revista Veja, entre 1968 e 1972. Recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.

Mestre e doutor em estruturas ambientais urbanas, ambos pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais entre 1974 e 1988. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia (1972-1975) e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1976-1986).

Outro fotógrafo de grande influência para mim é o francês Marcel Gautherot, que viveu e trabalhou no Brasil durante 57 anos. A pedido do arquiteto Oscar Niemeyer, documentou a construção de Brasília. Esse belíssimo trabalho está reunido no livro “Marcel Gautherot Brasília” (tenho e recomendo!), lançado em 2010 pelo Instituto Moreira Salles.

Também percorreu 18 estados brasileiros fotografando, registrando o povo brasileiro, sua arquitetura, suas festas. Sua coleção é um vasto retrato da diversidade cultural do país. Desde 1999, seu acervo composto de mais de 25 mil negativos foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles.

No ano passado, esse trabalho documental de Brasília, motivou-me o desejo de documentar a transformação do Estádio Governador Magalhães Pinto (conhecido como Mineirão) para a Copa do Mundo de 2014. Para a minha frustração, a burocracia impediu-me de fazer esse projeto. Encontrei-me com autoridades do Governo e da ADEMG para apresentar meu projeto, colocaram-me empecilhos por se tratar de uma construção pública. Não compreendi os obstáculos, pois na minha opinião, deveria ser o contrário, exatamente por se tratar de um orgão público, deveria ser garantido a uma cidadã e artista mineira, o direito de registrar essa importante obra para a história de Minas Gerais.

Também gostaria de destacar o trabalho da fotógrafa americana Berenice Abbott. Nascida em Springfield, estado de Ohio em 1898, mudou-se em 1921 para Paris, foi assistente do grande fotógrafo Man Ray que lhe ensinou tudo sobre fotografia. Ainda em Paris também conheceu uma de suas maiores influências fotográficas, o fotógrafo francês Eugene Atget que por vinte anos produziu oito mil fotos que registraram a cultura, arquitetura e monumentos da capital Francesa. Inspirada pelo trabalho realizado por Atget, voltou os Estados Unidos da América e fez algo semelhante ao que ele fez em Paris, só que em Nova Iorque. Daí nascia o seu trabalho mais conhecido; o Changing New York, onde ela mostra a cidade velha dando lugar a modernidade dos arranha-céus, vias expressas e pontes de metal que modificavam gradativamente a paisagem urbana.

Berenice também foi uma grande retratista, mas como meu enfoque aqui hoje é falar sobre fotografia de arquitetura quis destacar o seu famoso e importante trabalho documental sobre a cidade de Nova York.

Como disse no início do post, é praticamente impossível relacionar todos os artistas que me servem de inspiração e que auxiliam na minha formação, pois a pesquisa é constante. Por isso, limitei-me citando apenas os fotógrafos de maior influência para mim. Mesmo achando que já prolonguei esse post, não posso deixar de mencionar mais dois fotógrafos que são de grande importância para mim. O primeiro é Thomaz Farkas que no início desse ano dediquei um post à ele aqui.

Quem conhece o meu trabalho, sabe que uma das minhas características mais fortes é o uso do contraste entre as altas e baixas luzes. Também faço muito uso da geometria em minhas imagens e escutando a análise de alguns críticos de arte, percebo que meu trabalho é um pouco surrealista. Talvez essas características que se tornaram o meu perfil, fazem eu me identificar tanto com o trabalho de Farkas.

Por último, deixei aquele que para mim foi um dos maiores mestres (se não o maior) da história da fotografia, André Kertèsz. Fotógrafo também  de origem húngara, iniciou-se na fotografia em 1913 como autodidata.

Serviu brevemente na Primeira Guerra Mundial e se mudou para Paris em 1925, então capital artística do mundo, contra os desejos de sua família. Conviveu com os intelectuais e artistas de Montparnasse, se estabeleceu como fotógrafo, fazendo trabalhos para algumas revistas francesas e alemãs em ascensão nesta época. Ainda em Paris começou a trabalhar no seu projeto Distorções.


Em 1936 mudou-se para Nova Iorque e começou a colaborar com as revistas Vogue e Haper´s Bazaar. Naturalizou-se norte-americano em 1944.

Em 1946, Kertèsz teve o seu trabalho exposto no prestigiado “The art Institute of Chicago”, numa exposição individual. Em 1964, seu trabalho foi reconhecido pelo “Museum of Modern Art” em Nova Iorque, onde foi exposta uma retrospectiva da sua carreira. Esta exposição organizada por John Szarkowski, curador do MoMA, ajudou a restabelecer o seu reconhecimento internacional. John Szarkowski disse uma vez que “mais do que qualquer outro fotógrafo, André Kertész demonstrou a beleza e a estética da câmera pequena.”

A partir de 1963, dedicou-se somente à produção de ensaios pessoais e à exibição e publicação de sua obra. É reconhecido como um dos maiores fotógrafos do mundo.  Seu estilo único influenciou uma geração de fotógrafos na Europa, entre eles Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Brassai.

Seus temas são muito variados, embora ressalte neles a curiosidade visual na hora de encontrar novas perspectivas das coisas mais comuns.

A foto abaixo por muito tempo intrigou-me, seria um reflexo ou um registro através de uma vidraça quebrada? Um certo dia, conversando com um amigo estudioso em fotografia, ele revelou-me a verdadeira história dessa misteriosa fotografia. Por algum motivo, a chapa de vidro que continha essa imagem durante o seu armazenamento ou manuseio quebrou-se. Kertèsz  então resolveu revelar a chapa quebrada e o resultado foi essa foto magnífica.

Saber a verdadeira história dessa fotografia deixou-me ainda mais apaixonada por ela, por isso compartilho com vocês e termino por aqui.

março 5, 2011

Brassaï conversas com Picasso

Da Editora Cosac & Naify, o Livro “Brassaï CONVERSAS COM Picasso” é uma leitura que recomendo enfaticamente. Trata-se de um relato sobre o período em que o fotógrafo Brassai tornou-se amigo de Pablo Picasso e registrou sua obra para um livro de arte. Picasso admirava a maneira como Brassaï conseguia registrar suas esculturas e dizia que ele fazia isso como ninguém. Uma certa vez , no auge da Segunda Guerra Mundial,  o artista espanhol impôs o fotógrafo ao editor que faria um livro com o registro de suas esculturas.

Picasso ficava horas diante de Brassaï, observando o fotógrafo trabalhar e se divertia com sua técnica. Apelidava Brassaï de “terrorista” todas as vezes que se assustava com as explosões provocadas por pó de magnésio que era utilizada como método de iluminação para fotografar suas esculturas.

Abaixo reproduzo o divertido e interessante diálogo entre essas duas grandes personalidades durante uma sessão de fotos:

PICASSO: Não compreendo… Como sabe qual será o resultado? Não tem nenhum meio para julgar o efeito de sua iluminação… (diz isso diante aos disparos explosivos com pó de magnésio)

BRASSAï: Calculo-a… Por que não emprego projetores? É que múltiplas fontes de luz produzem sombras entrecortadas, confusas. Prefiro a luz de uma única fonte e suavizo as sombras de seus reflexos com anteparos.

PICASSO: Mas por que as esculturas são tão raramente bem fotografadas? (se referindo ao trabalho de outros fotógrafos)

BRASSAï: Não sei que estúpida tradição exige que uma estátua clara seja colocada contra um fundo escuro e uma estátua escura contra um fundo branco… Isso as destrói. Elas são como que achatadas e não podem mais respirar no espaço… Para que uma escultura ganhe toda a sua presença, suas partes iluminadas devem permanecer mais claras que o fundo, e suas partes escuras, mais escuras… É simples…

PICASSO: É a mesma coisa para o desenho: sobre um fundo cinza ou bege, coloca-se branco para a luz e preto para as sombras… Se essa plasticidade não interessa mais à pintura, ela se impõe à fotografia quando esta quer dar o máximo de relevo a uma escultura…

Enfim, diálogos como esse acima,  dão uma aula de fotografia e arte. Recomendo à todos!

setembro 21, 2010

Henri Cartier Bresson

Filed under: Historia da fotografia — Lucia Adverse @ 1:24 pm

Shangai, China 1948 – 1949.

Antes do domínio da televisão, a maioria das pessoas via o mundo pelas imagens das revistas e, assim, os ensaios de Bresson eram furos mundiais de reportagem

Pai do fotojornalismo e um dos criadores da fotografia moderna, Henry Cartier-Bresson (1908-2004) empunhou a câmera até já ter passado dos 80 anos de idade e, durante seis décadas, cruzou quase todos os quatro cantos do mundo. A ampla abrangência geográfica e histórica do trabalho dele compõe uma narrativa em imagens de mais da metade do século 20.

Em lugares tão distintos como Nikko ou Cairo, Hyères ou Pequim, Bresson perpetuou flagrantes do século moderno em momentos e movimentos marcantes como a morte de Gandhi ou passageiros como o êxtase de um menino olhando a bola que jogou para o alto.

A essência dessa narrativa forma uma das maiores retrospectivas dele, Henri Cartier-Bresson: The Modern Century, que o Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York, exibe só mais uma semana, até o dia 28. São 300 fotos feitas entre 1929 e 1989, a maior parte cedida pela Fundação Cartier-Bresson, de Paris. Entre elas há pelo menos umas 70 que até agora eram bem pouco conhecidas.

Bresson começou a viajar pelo mundo com 22 anos, quando deixou os estudos de pintura e foi viver como caçador na Costa do Marfim, que ainda era uma colônia do seu país, a França. Quando voltou para casa e descobriu o que podia fazer com uma Leica portátil, saiu pelos países vizinhos e depois seguiu para o México, capturando imagens que ficariam entre as melhores de qualquer tempo.

Liberdade. A Magnum, agência cooperativa que ele e os amigos Robert Capa, George Rodger e David “Chim” Seymour criaram depois do fim da 2.ª Guerra (durante a qual ele passou três anos prisioneiro dos nazistas), deu-lhe meios e liberdade para cobrir o que quisesse e onde quisesse. À entrada das 13 galerias que abrigam a exposição no MoMA, há sete mapas traçando os lugares por onde ele passou – quase toda a Europa, Índia, Japão, China, Oriente Médio, África, a antiga União Soviética e a América do Norte – com o registro das datas e de quantas vezes esteve em cada um.

Organizada por Peter Galassi, chefe do Departamento de Fotografia do MoMA, a exposição é dividida em temas e destaca alguns períodos ou trabalhos especiais na carreira de Bresson. As duas primeiras seções resumem o começo da carreira dele na década de 1930 e introduzem seu trabalho inicial como fotojornalista.

O jovem que se identificava com as ideias surrealistas começou a usar a maleabilidade e rapidez da Leica como um pintor e seu caderno de esboços, representando com traços simples o máximo do que pudesse exprimir – como na mais do que famosa imagem, de 1932, que mostra o homem saltando uma poça d”água atrás da estação de trens Saint-Lazare, em Paris.

Depois da guerra, a magia surrealista deu lugar a um novo estilo dele, quase sempre com o enquadramento de um pequeno grupo de pessoas em cenas que contam toda uma história com clareza absoluta. Para ter-se a dimensão da vergonha e do ódio que restaram da guerra, não é preciso muito mais do que uma frase – “mulher que foi informante da Gestapo é denunciada” – para identificar uma foto tirada em abril de 1945 num acampamento de pessoas deslocadas pela guerra, em Dessau, na Alemanha.

Antes do domínio da televisão, a maioria das pessoas via o mundo pelas imagens de revistas e alguns ensaios fotográficos de Bresson foram furos mundiais de reportagem. Em 1958, ele passou quatro meses na China acompanhando o programa de industrialização forçada planejado por Mao. Mesmo monitorado pelas autoridades, saiu de lá com um fantástico corpo de trabalho. A Life abriu dez páginas em cor (modalidade que o próprio Bresson não gostava, não se dava bem e acabou excluindo do que considerava o trabalho da sua vida) e deu menor atenção às fotos em preto e branco. Fora um livreto publicado em 1964, a retrospectiva no MoMA é a primeira apresentação dessas imagens com o valor que Bresson lhes deu ao registrá-las.

Retratos. Nas suas voltas pelo mundo, o fotógrafo que acompanhou “o grande salto adiante” da revolução comunista na China e foi o primeiro profissional do Ocidente a entrar na União Soviética depois da morte de Stálin, ainda achou tempo para ser um dos grandes retratistas do século 20. Bresson fez perto de mil retratos de pessoas notáveis, a maioria artistas e escritores. Preferia fotografá-las em suas casas e quando lhe perguntavam quanto tempo ele ia demorar para fazer o trabalho, brincava: “Mais do que um dentista e menos do que um psicanalista.” É de se imaginar quem desses dois estava com a mão no disparador ao fotografar Bonnard num cantinho de seu estúdio, Colette e Pauline, sua companheira, em vestidos de bolinhas, Chanel fumando sob uma máscara veneziana, Carl Jung fumando cachimbo, Sartre numa ponte em meio à névoa, Matisse cercado por gaiolas e pombas, ou Truman Capote meio escondido por folhagens.

Como um dos museus que mais utiliza a internet para alcançar o maior público possível, o MoMA produziu um website interativo (www.MoMA.org/cartierbresson) que permite aos visitantes ver todas as imagens exibidas na retrospectiva. Henri Cartier-Bresson: The Modern Century também resultou em um livro publicado pelo museu e distribuído fora dos Estados Unidos pela editora Thames & Hudson.

Fonte: Tonica Chagas, especial para o Estado, de Nova York – O Estado de S.Paulo

março 24, 2010

A Pintura e a Fotografia

As respigadeiras

Ontem no Facebook do Claudio Edinger essa pintura chamou-me a atenção.

Trata-se de uma obra do pintor Jean-François Millet (4 de Outubro, 1814 – 20 de Janeiro, 1875). Pintor romântico e um dos fundadores da Escola de Barbizon na França rural. É conhecido como percursor do realismo, pelas suas representações de trabalhadores rurais. Junto com Courbet, Millet foi um dos principais representantes do realismo europeu surgido em meados do século XIX. Sua obra foi uma resposta à estética romântica, de gostos um tanto orientais e exóticos, e deu forma à realidade circundante, sobretudo a das classes trabalhadoras. Suas obras sobre camponeses foram consideradas sentimentais para alguns, exageradamente piegas para outros, mas a verdade é que as obras de Millet em nenhum momento suscitaram indiferença. Na tepidez de seus ocres e marrons, no lirismo de sua luz, na magnificência e dignidade de suas figuras humanas, o pintor manifestava a integração do homem com a natureza. Alguns temas eram tratados talvez com um pouco mais de sentimentalismo do que outros. No entanto, é nos pequenos gestos que se pode descobrir a capacidade de observação deste grande pintor. Nessa pintura, “As respigadeiras” (1857), Millet retrata três camponesas que trabalham na colheita. Não há nenhum drama e nenhuma história contada, mas apenas três mulheres camponesas em um campo. As respigadeiras são mulheres humildes que recolhem o que sobrou após a colheita dos proprietários de terra. Os proprietários e os trabalhadores são vistos na parte de trás da pintura. Millet aqui mudou o foco, o assunto mais importante seria aqueles que eram considerados parte inferior da escada social. Millet também não pintou seus rostos para enfatizar sua posição de anonimato e marginalização. Seus corpos curvos representam o trabalho difícil de todos os dias.

As pinturas de Jean-François Millet fizeram-me lembrar de uma foto da Nair Benedicto que conheci na casa de uma amiga em São Paulo. Minha amiga, também fotógrafa, há alguns anos é colecionadora de fotografias de Fine Art. Adquiriu uma bela coleção da fotógrafa Nair Benedicto, impecavelmente impressa na França pela La Chambre Noire. São 18 fotos digitalizadas com qualidade museológica, embaladas numa caixa especial. Lembro-me que quando peguei na coleção, logicamente com luvas, fiquei impactada com a beleza das imagens e principalmente com essa das camponesas. Analisando hoje, imagino, quem sabe, talvez o pintor François Millet pode ter influenciado ou não o olhar da fotógrafa Nair Benedicto no momento do registro dessa belíssima imagem. Quando tive essa fotografia em mãos, tive a sensação daquela imagem se parecer com uma pintura, o próprio papel com qualidade museológica transmite tal sensação. Essas semelhanças comprovam de como é importante o aprofundamento do estudo nas artes plásticas pelo fotógrafo. Os mestres da pintura com todo o estudo de perspectiva, profundidade, conhecimento e aprimoramento das técnicas, inspiram-nos em construirmos uma composição mais harmoniosa. Buscamos uma proximidade da composição perfeita que faziam com maestria.

Fotógrafa paulista, Nair Benedicto, nasceu em 1940 e foi a primeira mulher a participar de manifestações na década de 70, como as greves do ABC.  Formou-se em Rádio e Televisão pela Universidade de São Paulo em 1972, mesmo ano em que começou a fotografar profissionalmente, produzindo audiovisuais para a Alfa Comunicações. Em 1979, fundou a Agência F4 de Fotojornalismo juntamente com Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, iniciativa pioneira que impulsionou o nascimento de outras agências. Ligada e atenta a temas sociais permitiu uma nova visão do fotojornalismo e da população brasileira sendo comissionada pela Unicef, durante 1988 e 89, para realizar a documentação sobre a situação da mulher e da criança na América Latina. Em 1991 desligou-se da F4 para fundar a N Imagens.

Seus trabalhos foram publicados nas revistas: Veja, IstoÉ, Marie Claire, Claudia, Ícaro, Vaccance, Stern, Paris-Match, BBC-Ilustré, Zoom, NewsWeek, Time, GeoMagazinbe, SouthMagazine, Nuova Ecologia, Ecos, Science, Figaro Magazine.

Suas fotografias integram os acervos do MoMa, de Nova Iorque, do Smithsonian Institute, em Washington, do MAM/RJ e da Coleção Masp-Pirelli. Realizou exposições em São Paulo, Rio de Janeiro e em outros países como França, Espanha, Cuba, Itália, Estados Unidos, Suíça, Equador e México.

março 4, 2010

Lomografia

O que é Lomografia?

O termo Lomografia deriva do nome das máquinas fotográficas soviéticas Lomo, que em plena guerra fria foram produzidas em massa com o intuito de documentarem o estilo de vida soviético visto pelos seus próprios intérpretes.

No começo dos anos 90, dois estudantes austríacos, Mathias Fielg e Wolfgang Stranzinger, descobriram essas câmeras durante suas férias em Praga e se encantaram com os efeitos que sua baixíssima tecnologia produzia: cores alteradas, deformações na imagem, resultados sempre imprevisíveis. Em 1992, fruto do seu entusiasmo, Stranzinger e Fielg fundaram a “Lomographic Society International” e difundiram por toda a Europa as extraordinárias qualidades desta preciosidade que não tardou a gerar um movimento batizado de “Lomografia”.
Logo após, a febre se espalhou pelo “ocidente” e rapidamente deram origem a uma cultura própria, do quotidiano urbano. Em 1994, a Lomographic Society International promoveu o primeiro grande evento: uma grande mostra internacional simultânea em Nova York e Moscou, expondo murais de 10 mil Lomografias que retratavam o dia-a-dia das duas cidades. Em 2007, a Lomographic Society International foi convidada pela cidade de Londres e pelo London Design Festival para inaugurar o festival deste ano com uma exposição: um retrato do mundo em fotografias, a exposição LomoWorldWall, de 17 a 23 de Setembro daquele ano, contou com mais de 100.000 imagens mostradas ao ar livre na Trafalgar Square.

Consistem em dez regras básicas a Lomografia:

1. Leve sua câmera aonde você for.

2. Use-a a qualquer hora – dia ou noite.

3. A lomografia não é uma interferência na sua vida, e sim parte dela.

4. Experimente fotografar sem olhar o visor.

5. Aproxime-se o máximo possível do assunto que deseja fotografar.

6. Não pense.

7. Seja rápido.

8. Não se preocupe em saber, antes da revelação, o que exatamente você fotografou.

9. …nem depois

10. Não se preocupe com nenhuma regra.

Sua característica mais marcante provém dessa particularidade: a Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida, é tão só uma fotografia criativa do quotidiano, é um estado de espírito de voyeurismo constante… Confesso que nunca fiz uma experiência com uma câmera Lomo, mas tenho essa curiosidade.

A Lomografia tornou-se movimento que não pára de crescer com as várias Embaixadas Lomográficas espalhadas pelo mundo e com uma legião de adeptos que fazem da Lomografia uma nova abordagem da arte do voyeurismo militante, caminhando a passos largos para a concretização de um objetivo: o LomoWorldArchive, um registo visual do mundo graças às fotografias dos lomógrafos de todo o planeta.

Saiba mais no site: http://www.lomography.com/

julho 20, 2009

Museu Nacional de Belas Artes-1ªparte- Alécio de Andrade

Filed under: Exposições, Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 7:31 pm

Por influência do FotoRio, durante todo o mês de julho acontecem no Rio de Janeiro diversas exposições de fotografias. Fui na Caixa Cultural ver as exposições da Claudia Andujar e Edward Sheriff Curtis, mas infelizmente já havia acabado. Então fui direto para o Museu Nacional de Belas Artes, na Av. Rio Branco, onde encontrei 3 grandes exposições. Para minha satisfação, os seguranças deixaram fotografar as instalações sem o flash. As fotos não ficaram muito boas, pois estava com uma câmera compacta, usei uma velocidade ISO (medida da sensibilidade de superfícies sensíveis à luz) muito alta que causou um certo ruído e sem a utilização de um tripé, algumas fotos ficaram um pouco tremidas, mas o que valeu na verdade foi o registro, a possibilidade de divulgar essas fotografias fantásticas no blog e estimular que outras pessoas visitem o Museu.

Na Sala Bernadelli está a exposição do fotógrafo Alécio de Andrade – O Louvre e seus Visitantes

Esta exposição nos revela um estudo de quase 40 anos no Museu do Louvre, em Paris.

Alecio de Andrade

O acervo pertence ao Instituto Moreira Salles com a curadoria de Hélene Lassalle e Jean Marchetti

Impressão das fotos em papel gelatina-prata (base de fibra)

Herve HUDRY, TOROSLAB, Paris

Alecio de Andrade

“Cada enquadramento lembra uma cena teatral que assistiríamos por cima dos ombros do artista, e onde os visitantes seriam os atores. Uma visão poética, cujo senso de humor se une a uma certa forma de ternura, que torna perceptível a apropriação dos espaços pelo público e as relações, às vezes insólitas, que alguns espectadores estabelecem com as obras de arte.”

Bem relacionado no cenário cultural (foi até assunto de poema escrito por Carlos Drummond de Andrade – O que Alécio Vê), o fotógrafo carioca Alécio de Andrade (1938-2003) passou suas últimas quatro décadas de vida em Paris. Lá, fez 12 000 fotos do mais famoso museu do mundo, o Louvre. Oitenta e oito desses registros estão reunidos no Museu Nacional de Belas Artes. Eles captam os momentos de interação entre o público e as obras expostas. Alécio enxergava os visitantes como atores de um grande teatro. Em suas imagens, há, por exemplo, casais apaixonados, crianças correndo, um guarda entediado ao lado da Mona Lisa e esculturas no papel de personagens. O momento mais mágico, no entanto, é um divertido flagra de três freiras diante da pintura As Três Graças, de Jean-Baptiste Regnault (1754-1829).

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Formado em Direito (1961), foi músico, poeta e publicou, de 1960 a 1963 vários poemas em revistas literárias do Rio de Janeiro. Se tornou fotógrafo no início dos anos 60. Em 1961, ganhou o prêmio poesia da 1ª semana de Arte Contemporânea da Universidade Católica do RJ, indicado pelos poetas Vinícius de Moraes e Cecília Meirelles.

1964 – Fez sua primeira exposição, Itinerário da Infância, apresentada no Brasil e nas principais capitais européias. Se instalou em Paris em dezembro de 1964 e foi fotojornalista correspondente para a revista Manchete (1966-1970). Consagrou-se como fotógrafo em 1961. Em 1964 ganhou bolsa do governo francês para estudar no Institut des Hautes Études Cinématographiques, e em 1983 bolsa de estudos da Commission Nationale du Fonds d´Incitation à la Création do Ministério da Cultura em Paris.

Durante 1970-1976 foi membro associado da agência Magnum-Photos.

Alguns de seus trabalhos integram a 9ª Coleção Masp-Pirelli de Fotografia.

O poeta Carlos Drummond Andrade também rendeu-se à beleza expressiva de suas imagens, e escreveu: “Não pode haver melhor uso da fotografia do que este de alimentar-nos da porção perdida de nossa alma. Uma arte vinculada com a mais fugitiva e perene das realidades poéticas, eis o dom sublime de Alécio de Andrade.”

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Doação das 88 fotografias ao Instituto Moreira Salles: Patricia Newcomer, Florencio e Balthazar de Andrade.

Oitenta e oito desses registros estão reunidos no Museu Nacional de Belas Artes.

Realização: Instituto Moreira Salles e o Museu Nacional de Belas Artes.

Curadoria: Hélène Lassalle e Jean Marchetti

Direção geral, concepção e coordenação: Patricia Newcomer.

Participação: “França. Br 2009″ Ano da França no Brasil e FotoRio.

Publicação: “O Louvre e seus visitantes”, Alécio de Andrade, Edgar Morin e Adrian Harding.

julho 7, 2009

Edward Steichen-bibliografia

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 6:47 pm

Oi pessoal, desculpem-me a demora! Faz dias que quero colocar esse post, mas fui impedida pela minha falta de tempo.

Recentemente adquiri dois livros fantásticos do fotógrafo Edward Steichen e senti necessidade de indica-los pela qualidade das obras. Também questionei-me ainda não ter  escrito sobre a historia e trajetória dele no meu blog. É com muito prazer que faço isso, pois  considero o Steichen um dos fotógrafos mais importantes para a história da fotografia. O primeiro livro é uma biografia do artista que começou a fotografar no início do século XX.

Edward Steichen-Lives in PhotographyCom imagens maravilhosas e 335 páginas, mostra toda a trajetória do fotógrafo, sua fase simbolista, sua passagem pela revista Camera Work (do Alfred Stieglitz), lugares, sua fase Modernista, como fotógrafo de moda, exposições e alguns retratos.

O outro livro ” Edward Steichen In High Fashion – THE CONDÉ NAST YERS 1923-1937″, registra a fase glamourosa do fotógrafo. Com 288 páginas é outro livro que vale à pena! A maior parte das fotografias são de moda e retratos de celebridades.

Edward Steichen-In High Fashion

Há um tempo atrás, adquiri também o catálogo da exposição mais famosa organizada por Steichen  no Museu de Arte Moderna  de Nova York (MOMA), The Family of Man, em 1955. Organizada dez anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, tratou-se de uma exposição que pretendia conscientizar o Homem através de uma linguagem universal: a fotografia. A preparação desta mostra demorou aproximadamente quatro anos. Steichen convidou fotógrafos amadores e profissionais, bem como autores famosos e menos conhecidos, a enviar fotografias de todo o mundo. Dos cerca de dois milhões de fotografias que recebeu, selecionou numa primeira fase cerca de dez mil. Numa segunda fase, reduziu este número para 503 imagens de 273 fotógrafos, procedentes de 68 países.

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Estas imagens acabaram por constituir a exposição “The Family of Man”, que abordava 37 temas, desde o amor à fé, passando pelo nascimento, trabalho, família, educação, crianças, guerra, paz, morte, entre muitas outras temáticas relacionadas com a vida humana.
A exposição teve um sucesso tremendo. Entre as décadas de 50 e 60, acolheu mais de nove milhões de visitantes, percorreu as principais cidades dos Estados Unidos e alguns países estrangeiros.
Em 1964 o governo norte-americano ofereceu esta colecção de fotografias ao Grão-Duque do Luxemburgo, tal como era a vontade de Edward Steichen, que desejava que o seu trabalho mais importante ficasse permanentemente alojado no seu país de origem.
Entretanto, foi decidido que as fotografias danificadas durante as várias exibições teriam de ser restauradas. Esta tarefa foi levada a cabo por Silvia Berselli e a sua equipa, que restauraram a colecção completa em aproximadamente 2 mil horas de trabalho.
O interesse público pela “Family of Man” foi aumentando no Luxemburgo. Em 1993, a colecção, já restaurada, foi exibida no Réfectoire des Jacobins, em Toulouse, na França, tendo atraído mais de 30 mil visitantes de todo o país, assim como de Espanha, Portugal, Suíça, Itália e Japão. Esta exposição teve o mesmo tipo de sucesso quando passou por Tóquio e Hiroshima, no Japão, reunindo milhares de visitantes, principalmente jovens, na redescoberta do retrato do Homem dos anos 50, tal como Edward Steichen e a sua equipa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tinham imaginado.
Em Junho de 1994 foi inaugurado um novo museu no Château de Clervaux, no Luxemburgo, onde a exposição se encontra aberta a todos aqueles que pretendam conhecer e compreender as múltiplas dimensões da criação lendária de Edward Steichen.

Estas imagens acabaram por constituir a exposição “The Family of Man”, que abordava 37 temas, desde o amor à fé, passando pelo nascimento, trabalho, família, educação, crianças, guerra, paz, morte, entre muitas outras temáticas relacionadas com a vida humana.

A exposição teve um sucesso tremendo. Entre as décadas de 50 e 60, acolheu mais de nove milhões de visitantes, percorreu as principais cidades dos Estados Unidos e alguns países estrangeiros.

Em 1964 o governo norte-americano ofereceu esta coleção de fotografias ao Grão-Duque do Luxemburgo, tal como era a vontade de Edward Steichen, que desejava que o seu trabalho mais importante ficasse permanentemente alojado no seu país de origem.

Entretanto, foi decidido que as fotografias danificadas durante as várias exibições teriam de ser restauradas. Esta tarefa foi encarregada por Silvia Berselli e a sua equipe, que restauraram a coleção completa em aproximadamente 2 mil horas de trabalho.

O interesse público pela “Family of Man” foi aumentando em Luxemburgo. Em 1993, a coleção, já restaurada, foi exibida no Réfectoire des Jacobins, em Toulouse, na França, tendo atraído mais de 30 mil visitantes de todo o país, assim como da Espanha, Portugal, Suíça, Itália e Japão. Esta exposição teve o mesmo tipo de sucesso quando passou por Tóquio e Hiroshima, no Japão, reunindo milhares de visitantes, principalmente jovens, na redescoberta do retrato do Homem dos anos 50, tal como Edward Steichen e a sua equipa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tinham imaginado. No ano passado tive a felicidade de ver uma pequena amostra dessa exposição no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha.

Em Junho de 1994 foi inaugurado um novo museu no Château de Clervaux, no Luxemburgo, onde a exposição se encontra aberta a todos aqueles que pretendam conhecer e compreender as múltiplas dimensões da criação lendária de Edward Steichen.

junho 30, 2009

Edward Steichen

Filed under: Historia da fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 10:45 pm

Eduard Jean Steichen nasceu em Luxemburgo em 1879, imigrando para os Estados Unidos com seus pais um ano depois. Na escola, o pequeno Edward demonstrou seu talento através de seus primeiros desenhos. Desde muito novo interessou-se pela arte, encorajado pela sua mãe. Em 1893, em Chicago, teve o seu primeiro grande contato com o mundo da arte contemporânea na World’s Columbiam Exposition. Aos 15 anos começou a trabalhar como aprendiz de litografia em Milwaukee (durante quatro anos), no American Fine Art Company, mas não deixou de desenhar e pintar. Em 1895, Steichen comprou a sua primeira máquina fotográfica com o seu salário e fez seus primeiros retratos, mantendo inicialmente um forte estilo pictórico.  Em 1896, tornou-se presidente do  Milwaukee Art Student’s League fotográficos. As suas fotografias foram expostas publicamente  pela primeira vez  na Filadélfia, no ano de 1899. Clarence White o conheceu em 1900 e o apresentou a Alfred Stieglitz com quem logo começou a colaborar na instalação da Galeria 291 e ajudou a estabelecer o Photo-Secession, um grupo de fotógrafos liderados por Stieglitz empenhados em fazer avançar a fotografia como uma arte. Steichen também ajudou na fundação da revista “Camera work”, uma nova revista trimestral de fotografia editada por Stieglitz. Desenhou  a capa da primeira edição e fez a tipografia. Nesta época, ainda não dedicado totalmente à fotografia, Steichen passou a maior parte de seu tempo, antes da Primeira Grande Guerra como pintor na França. Lá seu conhecimento sobre o Simbolismo, o Expressionismo e o Cubismo, possibilitou  direcionar sua atenção a estes importantes movimentos. Começou a fazer experiências com fotografias a cores em 1904, tendo sido um dos primeiros a usar o processo autochrome dos irmãos Lumiére. Em 1906, regressou a Paris, onde ficou responsável pela seleção de trabalhos  exibidos por Alfred Stieglitz em Nova Iorque.

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Henri Matisse and “The Serpentine”
c. 1909

Entre os artistas que tiveram os seus trabalhos selecionados encontravam-se nomes como John Marin, Picasso, Matisse, Brancusi, Cezanne e Rodin. Além da pintura , Steichen foi um mestre de nus femininos, fez fotografias ao estilo simbolista de paisagens rurais e urbanas e retratos de figuras expressivas de Paris e NY neste período.

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Em 1910 exibiu 31 fotografias na International Exhibition of Pictorial Photography, em Buffalo. Um ano depois fez as suas primeiras fotografias de moda, embora tenha começado a dedicar a maior parte do seu tempo à pintura.

Enquanto comandante da divisão fotográfica da força expedicionária do exército, durante a Grande Guerra Mundial, foi ganhando experiência e conhecimentos na fotografia aérea, que requeria grande precisão.

Mais tarde tornou-se fotógrafo-chefe nas publicações Conde Nast e nos quinze anos seguintes publicou regularmente fotografias na Vogue e na Vanity Fair. Foi também fotógrafo de publicidade na agência J. Walter Thompson.

Entretanto, as relações com Alfred Stieglitz tornam-se tensas devido a divergências relativamente ao fato de trabalhar em fotografia comercial e publicitária, fato com o qual Stieglizt não concordava. Steichen acreditava que tanto a fotografia de moda como a fotografia comercial poderiam ser elevadas ao nível da arte.

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Em 1938 deixou a fotografia comercial e  em 1945  tornou-se director do U.S. Naval Photographic Institute.

Em 1947, Steichen foi nomeado Diretor do Departamento de Fotografia do Museum of Modern Art de NY (MOMA), cargo que exerceu até 1961. Planejou e organizou mais de 50 exposições, entre as quais a exposição “The Family of Man considerando sua maior obra.

Em 1961, foi homenageado numa exposição individual de fotografia no Museu de Arte Moderna. Três anos mais tarde foi criado no Museu, o Edward Steichen Photography Center. Em 1967, Steichen escreveu: “… hoje já não estou preocupado com a fotografia como uma forma de arte. Acredito que ela é, potencialmente, o melhor meio para explicar o Homem a ele próprio e ao seu semelhante.”

Em 1972, foi reconhecido como um dos fotógrafos que por suas idéias, atitudes e imagens que mais ajudou a dar forma à fotografia do séc XX.

Faleceu em West Redding, no Connecticut, em 1973, pouco tempo antes do seu 94.º aniversário.

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maio 5, 2009

Berenice Abbott

Filed under: Fotografia, Historia da fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 7:13 pm

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Não posso deixar de mencionar a fotógrafa americana Berenice Abbott que não incluí no post anterior por falta de espaço.  Também foi uma grande expoente da fotografia direta, a “straight photography”.  Nasceu em 1898, em Ohio, e morreu em 1992, em Manson, Maine. Com apenas vinte anos de idade, descobriu a fotografia e se tornou  célebre com sua obra documentária sobre  Nova York. Logo após a depressão americana de 1929, Abbott iniciou seu longo projeto “Changing New York”, um registro fotográfico dos prédios, da população e da paisagem urbana cada vez mais em mutação. Este acabou se tornando seu trabalho mais conhecido e pelo qual ela é hoje considerada um gênio da fotografia.  Foi assistente e aprendiz de Man Ray. Depois, na década de 1950, passou a atuar na área científica, fotografando campos magnéticos e pêndulos, colocando a imagem a serviço da ciência. Abbott foi inventora de algumas tecnologias e aparelhos fotográficos, mas perdeu muito dinheiro com essas invenções que, apesar de geniais, eram pouco comerciais.

night-view-1932-gelatin-silver-print                                                                              Night View, New York.1932
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                                                                        July 17, 1898 – December 9, 1991

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Fez muito sucesso como retratista e pela forma intimista como fotografava.  Ao final da vida contraiu um efizema, fruto de décadas fumando os habituais e indispensáveis cigarros. Morreu tranqüila num mês de dezembro de 1991, aos 93 anos de idade.

Straight Photography

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 4:55 pm

Aqui em Belo Horizonte nosso amigo e fotógrafo David Aguilar ministra uma reunião semanal para falarmos sobre a historia da fotografia. Os encontros acontecem todas as segundas-feiras à noite, onde alguns fotógrafos se reúnem no estudio do David.  É ótimo! Temos a oportunidade de trocarmos informações e sempre estamos assimilando algo novo. O assunto ontem não foi algo novo, mas muito familiar entre nós fotógrafos e muito interessante. Falamos sobre a “Straight Photography”. Para quem não sabe, o conceito de straight photography (fotografia direta, pura) é utilizado para caracterizar uma vertente da fotografia moderna surgida nos Estados Unidos na década de 1910. Os expoentes mais conhecidos são Alfred Stieglitz (1864 – 1946), Paul Strand (1890 – 1976), Edward Weston (1886 – 1958) e Anselm Adams (1902 – 1984). Refere-se a imagens feitas pelo contato direto da câmera com a realidade, sem intervenções no laboratório ou na cópia. Apesar de apresentar diversos pontos em comum com as vanguardas européias, como a nova objetividade fotográfica e a nova visão, o movimento norte-americano distingue-se por enfatizar a noção de fotografia como expressão subjetiva. Esses artistas começam a se distanciar das técnicas e temas pictorialistas que haviam caracterizado seu trabalho até então.

Por volta de 1907, Stieglitz, líder do Photo-Secession, direciona seu trabalho para os pressupostos da fotografia direta. Começa a trabalhar com negativos de grande formato copiados por contato em papel brilhante, na época considerado inapropriado para a realização de fotos artísticas, pois não permitia retoques posteriores. Ele se volta para retratos, cenas urbanas – quase sempre feitas da janela de seu apartamento em Nova York – e, sobretudo, para a natureza. Um de seus trabalhos mais conhecidos é Equivalentes, uma série de fotografias de nuvens que revelam o apreço de Stieglitz por temas prosaicos, além de exemplificar procedimentos comuns em sua obra, como o trabalho de imagens fragmentadas semelhantes a abstrações.

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As duas últimas edições da revista Camera Work, editadas em 1916 e 1917 por Stieglitz, publicam fotos de Paul Strand: retratos de pessoas nas ruas, cenas urbanas registradas de pontos de vista inusitados (“de cima” ou “de baixo”) e imagens de detalhes de objetos que lembram pinturas abstrato-geométricas. Suas fotos, bem como sua argumentação em favor da autonomia da fotografia perante a pintura, tornam Strand o principal representante da straight photography. Para ele, o fotógrafo artista deveria aliar uma profunda necessidade de expressão individual a um rigoroso conhecimento técnico. Em artigo publicado em 1923, critica os pictorialistas sobretudo pelo fato de produzirem imagens híbridas, pois toda arte deveria ser “pura”:
“Atualmente se está demonstrando que uma fotografia construída sobre as qualidades fotográficas básicas não pode ser imitada de modo algum por um pintor ou um gravador. É algo com um caráter inalienável, com sua própria especial qualidade de expressão como qualquer produto de outro meio artístico totalmente acabado”.

As duas últimas edições da revista Camera Work, editadas em 1916 e 1917 por Stieglitz, publicam fotos de Paul Strand: retratos de pessoas nas ruas, cenas urbanas registradas de pontos de vista inusitados (“de cima” ou “de baixo”) e imagens de detalhes de objetos que lembram pinturas abstrato-geométricas. Suas fotos, bem como sua argumentação em favor da autonomia da fotografia perante a pintura, tornam Strand o principal representante da straight photography. Para ele, o fotógrafo artista deveria aliar uma profunda necessidade de expressão individual a um rigoroso conhecimento técnico. Em artigo publicado em 1923, critica os pictorialistas sobretudo pelo fato de produzirem imagens híbridas, pois toda arte deveria ser “pura”:

“Atualmente se está demonstrando que uma fotografia construída sobre as qualidades fotográficas básicas não pode ser imitada de modo algum por um pintor ou um gravador. É algo com um caráter inalienável, com sua própria especial qualidade de expressão como qualquer produto de outro meio artístico totalmente acabado”.

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00cudi-24033384Em 1932, Edward Weston, Anselm Adams e Imogen Cunninghan (1883 – 1976), entre outros seguidores das concepções de Stieglitz e Strand, formam o Grupo F.64. O nome da associação se refere ao número que identifica a menor abertura usada em lentes de câmeras para obter imagens com o máximo de clareza e definição, qualidades consideradas como essenciais para os integrantes do movimento. Para repudiar o pictorialismo, eles preconizam a perfeição da tiragem e o respeito absoluto pelas características dos materiais.

Para Weston: “Só uma prova tecnicamente perfeita, realizada a partir de um negativo tecnicamente perfeito, pode, a meus olhos, ter valor intelectual ou capacidade emocional.”

Weston trabalha com câmeras de grande formato e, como Stieglitz, copia seus negativos por contato, evitando assim a perda de definição. O artista defende a pré-visualização da cena a ser fotografada como uma maneira de obter controle absoluto sobre os resultados. Ele acredita na “honestidade” da câmera fotográfica que, em sua concepção, utiliza para registrar a “essência” e a “verdade” das coisas. Seus temas preferidos eram nus, paisagens e naturezas-mortas.

Edward Weston Edward Weston

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Edward Weston 2 O trabalho de Weston apresenta diversos pontos em comum com a obra de Adams, que se volta principalmente para a paisagem do oeste dos Estados Unidos. Adams é autor da trilogia A Câmera, O Filme e A Cópia, livros que ensinam como ter controle total da imagem, condição primordial para o fotógrafo se expressar artisticamente, segundo os paradigmas da straight photography.

Ansel Adams Ansel Adams

abril 26, 2009

REVELAÇÕES FRANCESAS

Filed under: Exposições, Fotografia, Historia da fotografia — Lucia Adverse @ 6:19 pm

Os franceses ajudaram a inventar a fotografia há 160 anos e ainda hoje continuam na vanguarda das imagens.

Três exposições que abrem a programação do Ano da França no Brasil ajudam a entender a importância da França na captura de imagens.

Conhecido pelas fotos do cotidiano parisiense – entre as quais a mais célebre Le Baiser de I’Hôtel de Ville, de um casal  se beijando em frente ao Hotel de Ville -, Robert Doisneau (1912-1994) tem uma parte peculiar de sua produção nos  períodos de 1934 a 1939 e de 1946 a 1955 que retrata os carros e as pessoas que lidam com eles.

Essas imagens compõem a mostra Fotos de Robert Doisneau – Exposição a Renault de Doisneau. São 106 imagens no total expostas entre 23 de abril e 14 de junho na Casa Andrade Muricy, em Curitiba. Depois segue para São Paulo para o prédio da Fiesp, de 26 de outubro a 6 de dezembro.

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O OLHAR CONTEMPORÂNEO

A atual fotografia francesa será representada no Ano da França no Brasil por seis importantes nomes: Patrick Tosani, Catherine Rebois, Suzanne Lafont, Eric Rondepierre, Jean-Luc MMoulène e Valérie Jouve são artistas de estilos distintos , mas que juntos representam a diversidade da produção artística francesa atual.    Os trabalhos desses fotógrafos está reunido na mostra Reflexio – Imagem Contemporânea da França, que acontece de 23 de abril a 23 de agosto em Porto Alegre no Santander Cultural.

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EXPERIMENTOS VISUAIS

Não é apenas uma coleção de imagens, mas uma narração da história da fotografia. Assim pode ser definido o acervo do casal Michel e Michéle Auer.  Nessa coletânea – a maior particular do mundo- figuram cerca de 50 mil imagens, que datam desde 1839- quando Louis Daguerre anunciou a invenção do daguerreótipo, precusor da fotografia- até hoje. Parte desse acervo pode ser visto pelos brasileiros do dia 23 de abril até dia 28 de junho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), na Exposição Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer.

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Nas imagens produzidas ao longo dos séculos 19,20 e 21 inclui registros de Henri Cartier Bresson, Brassaï e Man Ray, além de cartões de Marcel Duchamp, Salvador Dalí e René Magritte. O Brasil é representado por Pedro Vasquez, Fabiana de Barros, Geraldo de Barros e Mario Cravo Neto. A mostra reúne cerca de 290 obras e engloba 160 anos de fotografia. Raridades dessa exposição incluem não só daguerreótipos, como um calótipo da década de 1850, além de algumas obras do pictorialismo do final do século 19.

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