Luciaadverse's Blog

julho 22, 2009

Museu Nacional de Belas Artes- 3ªparte – Cesar Barreto

Filed under: Exposições, Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 5:09 pm

Museu Nacional de Belas Artes – RJ

Sala Clarival do Prado Valadares – Cesar Barreto – Moedas de Areia

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

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A exposição exibe 30 trabalhos em cor e preto-e-branco realizados com câmeras de grande formato com impressões digitais de diversos tamanhos e utilizando papel de algodão e aquarela. “Moedas de Areia” é o resultado de uma história singular na vida do artista, que começou há seis anos durante seus mergulhos matinais entre a Urca e a Praia Vermelha e onde Cesar Barreto descobriu uma verdadeira riqueza plástica brotando da praia. “Aos pés do Pão de Açúcar, na diminuta Praia Vermelha, uma peculiar riqueza brota da areia. Moedas, muitas moedas, dezenas ou até mesmo centenas de moedas podem aflorar numa única manhã. De todas as épocas e materiais, muitos réis, cruzados, cruzeiros, infinitos reais, centavos de várias nações, toda sorte de moeda parece convergir a este recanto. Trabalhadas pelo tempo, corroídas na conjunção de sol, mar e areia, sujeitas ainda a todo tipo de maus-tratos humanos, acabam por transformar-se em objetos onde a plasticidade encobre o extinto valor pecuniário. De símbolo universal de valor a representação clara do temporal e transitório. Mais ainda, talvez ícones de nossa história contemporânea”, conta o artista.

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No centro da exposição como vocês podem ver, foram colocadas algumas das moedas fotografadas numa simulação como se estivessem na areia da praia, cercada por pedras  de calçada. Vejam o detalhe abaixo:

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Algumas moedas foram retiradas do mar e levadas para o estúdio de Cesar. O acervo das moedas encontradas deu origem a uma variedade de temas divididos em quatro módulos: A Identidade da Moeda, A Cunhagem do Tempo, O Perfil da República e O Fim da Moeda.

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Assim como a instalação as fotos são belíssimas! Pena que fotografei (como disse no post anterior) com uma sensibilidade iso bem alta e deu um pouco de ruído nas fotos. Mas, essa exposição têm que ser vista pessoalmente! É impactante! À pouco tempo, assisti na TV, um documentário sobre esse ensaio do César. Ele explicou todo o processo de como conseguiu essas imagens espetaculares de moedas desgastadas pelo mar: antes adepto da fotografia analógica preto e branco, conseguiu unir  a fotografia tradicional de grande formato em filme cromo, o escaneamento para digitalizar a imagem, o tratamento em computador e a impressão digital.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

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julho 21, 2009

Museu Nacional de Belas Artes- 2ªparte – Thiago Barros

Filed under: Exposições, Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 12:32 pm

Museu Nacional de Belas Artes – RJ

Sala Ubibarra – Thiago Barros – Metrópoles/Paris

Thiago Barros

Na exposição Metrópoles, composta por 19 imagens de Paris, o fotógrafo pretende explorar a identidade urbana das cidades através da fotografia em branco e preto, de base analógica e de grande formato.
Os tempos longos de captura das imagens possibilitam um certo “esvaziamento” da paisagem urbana e a produção de imagens que aludem à solidão do indivíduo contemporâneo. Esta é a primeira vez que este trabalho é apresentado no Brasil.

A exposição Metrópoles é composta por 19 imagens de Paris, o fotógrafo pretende explorar a identidade urbana das cidades através da fotografia em branco e preto, de base analógica e de grande formato.

Os tempos longos de captura das imagens possibilitam um certo “esvaziamento” da paisagem urbana e a produção de imagens que aludem à solidão do indivíduo contemporâneo. Esta é a primeira vez que este trabalho é apresentado no Brasil.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

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julho 20, 2009

Museu Nacional de Belas Artes-1ªparte- Alécio de Andrade

Filed under: Exposições, Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 7:31 pm

Por influência do FotoRio, durante todo o mês de julho acontecem no Rio de Janeiro diversas exposições de fotografias. Fui na Caixa Cultural ver as exposições da Claudia Andujar e Edward Sheriff Curtis, mas infelizmente já havia acabado. Então fui direto para o Museu Nacional de Belas Artes, na Av. Rio Branco, onde encontrei 3 grandes exposições. Para minha satisfação, os seguranças deixaram fotografar as instalações sem o flash. As fotos não ficaram muito boas, pois estava com uma câmera compacta, usei uma velocidade ISO (medida da sensibilidade de superfícies sensíveis à luz) muito alta que causou um certo ruído e sem a utilização de um tripé, algumas fotos ficaram um pouco tremidas, mas o que valeu na verdade foi o registro, a possibilidade de divulgar essas fotografias fantásticas no blog e estimular que outras pessoas visitem o Museu.

Na Sala Bernadelli está a exposição do fotógrafo Alécio de Andrade – O Louvre e seus Visitantes

Esta exposição nos revela um estudo de quase 40 anos no Museu do Louvre, em Paris.

Alecio de Andrade

O acervo pertence ao Instituto Moreira Salles com a curadoria de Hélene Lassalle e Jean Marchetti

Impressão das fotos em papel gelatina-prata (base de fibra)

Herve HUDRY, TOROSLAB, Paris

Alecio de Andrade

“Cada enquadramento lembra uma cena teatral que assistiríamos por cima dos ombros do artista, e onde os visitantes seriam os atores. Uma visão poética, cujo senso de humor se une a uma certa forma de ternura, que torna perceptível a apropriação dos espaços pelo público e as relações, às vezes insólitas, que alguns espectadores estabelecem com as obras de arte.”

Bem relacionado no cenário cultural (foi até assunto de poema escrito por Carlos Drummond de Andrade – O que Alécio Vê), o fotógrafo carioca Alécio de Andrade (1938-2003) passou suas últimas quatro décadas de vida em Paris. Lá, fez 12 000 fotos do mais famoso museu do mundo, o Louvre. Oitenta e oito desses registros estão reunidos no Museu Nacional de Belas Artes. Eles captam os momentos de interação entre o público e as obras expostas. Alécio enxergava os visitantes como atores de um grande teatro. Em suas imagens, há, por exemplo, casais apaixonados, crianças correndo, um guarda entediado ao lado da Mona Lisa e esculturas no papel de personagens. O momento mais mágico, no entanto, é um divertido flagra de três freiras diante da pintura As Três Graças, de Jean-Baptiste Regnault (1754-1829).

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Formado em Direito (1961), foi músico, poeta e publicou, de 1960 a 1963 vários poemas em revistas literárias do Rio de Janeiro. Se tornou fotógrafo no início dos anos 60. Em 1961, ganhou o prêmio poesia da 1ª semana de Arte Contemporânea da Universidade Católica do RJ, indicado pelos poetas Vinícius de Moraes e Cecília Meirelles.

1964 – Fez sua primeira exposição, Itinerário da Infância, apresentada no Brasil e nas principais capitais européias. Se instalou em Paris em dezembro de 1964 e foi fotojornalista correspondente para a revista Manchete (1966-1970). Consagrou-se como fotógrafo em 1961. Em 1964 ganhou bolsa do governo francês para estudar no Institut des Hautes Études Cinématographiques, e em 1983 bolsa de estudos da Commission Nationale du Fonds d´Incitation à la Création do Ministério da Cultura em Paris.

Durante 1970-1976 foi membro associado da agência Magnum-Photos.

Alguns de seus trabalhos integram a 9ª Coleção Masp-Pirelli de Fotografia.

O poeta Carlos Drummond Andrade também rendeu-se à beleza expressiva de suas imagens, e escreveu: “Não pode haver melhor uso da fotografia do que este de alimentar-nos da porção perdida de nossa alma. Uma arte vinculada com a mais fugitiva e perene das realidades poéticas, eis o dom sublime de Alécio de Andrade.”

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Doação das 88 fotografias ao Instituto Moreira Salles: Patricia Newcomer, Florencio e Balthazar de Andrade.

Oitenta e oito desses registros estão reunidos no Museu Nacional de Belas Artes.

Realização: Instituto Moreira Salles e o Museu Nacional de Belas Artes.

Curadoria: Hélène Lassalle e Jean Marchetti

Direção geral, concepção e coordenação: Patricia Newcomer.

Participação: “França. Br 2009″ Ano da França no Brasil e FotoRio.

Publicação: “O Louvre e seus visitantes”, Alécio de Andrade, Edgar Morin e Adrian Harding.

julho 19, 2009

FotoRio 2009

Filed under: Exposições, Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 6:55 pm

FOTO RIO

Nesse final de semana, fui para o Rio de Janeiro e aproveitei para ver algumas mostras do FotoRio 2009. Para quem não conhece, o FotoRio é  um Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro que acontece sempre durante o mês de junho e que excepcionalmente esse ano estenderam a programação de Abril a Setembro, fazendo do Rio de Janeiro um ponto de encontro e um pólo de reflexão e de debates em torno da fotografia.

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Tirei um dia para andar no centro da cidade aonde acontecem várias exposições, principalmente nos edíficios públicos. No belíssimo edíficio do Centro Cultural Justica Federal havia a seguinte programação da Fotorio 2009:

FOTO RIO 2009

Assuntos variados e imagens muito bem selecionadas pela organização do evento,  achei interessante o tema dos fotógrafos Sophie Elbaz e Thiago Barros. Entitulada como “Diversidades”, a exposição é fruto de um intercâmbio de artistas promovido pela prefeitura de Paris para o Ano da França no Brasil. Um diálogo entre a capital francesa e o Rio de Janeiro. Indicados por Jean-Luc Monterosso, da MEP-Maison Européene de La Photographie, Paris e Milton Guran da FotoRio para desfrutarem um da cidade do outro e relatarem visualmente essa vivência. O momento escolhido foi o verão de ambas as cidades e este foi o único laço prévio entre os dois trabalhos. De trajetórias profissionais diferentes, os dois fotógrafos têm em comum, porém, a curiosidade plástica pelo mundo visível, a argúcia do olhar e o pleno domínio da técnica fotográfica adaptada naturalmente a linguagem pessoal de cada um. Fotografar é sentir com os olhos, por isso, essa exposição nos diz tanto das cidades em si quando da percepção que cada um tem da cidade do outro. Para além da diversidade em si, DIVERSIDADES é um painel de vida que ultrapassa as aparências, os costumes e as particularidades da vida cotidiana dessas duas cidades que estão entre as mais fotografadas do mundo.

Além dessa bela seleção de exposições do FotoRio, o edifício do Centro Cultural Justica Federal também abriga a exposição “Rua Larga”. Com o apoio do Governo do Estado, a mostra reúne fotografias de profissionais como Custódio Coimbra, Henrique Pontual, Mabel Feres, Rogério Reis e Walter Firmo sobre a atual Avenida Marechal Floriano, antiga Rua Larga e seu entorno. A exposição, com trinta painéis, além da projeção de imagens fotográficas, apresenta as visões dos cinco fotógrafos sobre a história e o cotidiano de quem mora ou trabalha na área do Centro histórico do Rio. Além da mostra, que acontece até 23 de agosto no Centro Cultural da Justiça Federal, as fotos também estão sendo apresentadas no livro de mesmo nome que será lançado no dia 21 de julho, em coquetel no Palácio Itamaraty. Organizado por Mozart Vitor Serra e Carlos Alberto Rabaça, e produzido pela Documenta Histórica Editora, a publicação reúne cerca de 400 fotos e textos sobre a importância da região. Com o objetivo de propor a revitalização da região, e conseguir o apoio do poder público para tal fim, a exposição e principalmente o livro, expressam o desejo dos organizadores e fotógrafos participantes do projeto de recuperar a grande Rua Larga e seu entorno. Walter Firmo narra um passeio de infância, na crônica “Sobre a Rua Larga, nos ombros do pai José”; Jaguar faz o percurso dos bares em “Zanzando na Larga”; Edmundo Souto conta a história da loja Ao Bandolim de Ouro no capítulo “A pequena loja da Rua Larga”; Carlos Alberto de Carvalho Afonso relembra sua infância (“Filho de imigrantes no Morro da Conceição”); e Liza Franco registra depoimentos (“Falas da região, sobre a região”). No capítulo final (“Atividades, Pessoas e Coisas”), Mozart Vitor Serra analisa as transformações urbanísticas da região, sua relativa decadência e a eventual viabilidade de sua recuperação.

Amanhã darei continuidade sobre outras exposições que tive o prazer de visita-las. Com certeza, foi uma tarde muito gratificante!

julho 17, 2009

Visão cósmica

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 11:21 am

Nova geração de telescópios gigantes leva o olhar aos limites do universo.

Picture 13Foto de Mark Thiessen

As mãos enluvadas de um pesquisador seguram o sensor delicado com 111 milhões de pixels sensíveis à luz e uma sala livre de poeira e de estática no Laboratório de Tecnologia de Imagens da Universidade do Arizona (EUA). A peça custou US$ 150 mil, e levou meses para ser produzida. Dois destes sensores serão instalados em uma das câmeras do Grande Telescópio Binocular.

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julho 14, 2009

Ensaio de flores

Filed under: Fotografia, Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 3:53 pm

Contratei uma empresa para criar a minha logo e meu site, a Mondoweb. Depois da designer gráfica, Margareth Marinho, conhecer o meu trabalho e visitar a exposição de flores que fiz no mês de abril no Restaurante Capim Limão, convidou-me para fazer um ensaio de flores para ilustrar o catálogo de jóias de uma cliente da sua empresa. O ensaio deveria passar certo romantismo, sutileza, leveza, as flores teriam que fazer um papel coadjuvante e fundo teria que ser obrigatoriamente branco. Abaixo anexo as fotos escolhidas pela Mondoweb para a arte final e confecção do catálogo:

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©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.Conheça o site da empresa:

www.goldesignjoias.com.br

julho 9, 2009

Winterthur, capital suíça da fotografia

Filed under: Exposições — Lucia Adverse @ 11:00 pm
325b9527f3Desde 2003, um novo edifício abriga a Fundação Suíça para a Fotografia e parte do Museu da Fotografia de Winterthur, Fotomuseum

Criado em 1993, o Fotomuseum de Winterthur explora com coerência e determinação o mundo da fotografia em todas as suas acepções.

No seu décimo aniversário, o museu viu-se reforçado pela Fundação Suíça para a Fotografia. Hoje as duas instituições fazem de Winterthur um pólo da fotografia na Suíça.

“O Museu da Fotografia surgiu em bom momento, respondendo à demanda de uma sociedade em que a imagem desempenha papel cada vez mais importante”. Joy Neri, responsável pelo fund raising(levantamento de fundos), realça de imediato o amplo enfoque dado à fotografia pelo Fotomuseum de Winterthur.

Fotografia como arte e como documento

“Aqui olhamos a fotografia como arte e como documento”, esclarece, enquanto nos acompanha pelos locais da exposição recuperados de uma antiga fábrica de tecidos.

Criado em 1993 por iniciativa particular, o museu destacou-se imediatamente pela sua orientação internacional e pela atenção dedicada à fotografia sob todos seus aspectos, da foto artística à reportagem jornalística, da moda ao design industrial, da foto signalética à foto médica.

Nas exposições organizadas até agora, o museu preocupou-se em alternar apresentações do trabalho de fotográficos e artistas contemporâneos (Lewis Baltz, Nan Golden, Boris Mikhailov, William Eggleston…) com retrospectivas de clássicos da fotografia (Karl Blossfeldt, August Sander, Dorothea Lange, Weegee…) e mostras temáticas, capazes de destacar também a fotografia aplicada.

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Um museu de fama internacional

Com certa de 8 exposições anuais – das quais quatro grandes, duas pequenas na “Galeria” (que freqüentemente serve de contraponto à mostra principal) e duas dedicadas à coleção do museu – o museu de Winterthur já conquistou uma posição sólida no panorama artístico nacional e internacional. Cerca de 20% dos visitantes vêm do estrangeiro.  “Hoje o Fotomuseum é um dos dez melhores museus de fotografia do mundo e o maior na Europa”, afirma com uma ponta de orgulho Joy Neri.

E acrescenta:

“Um sucesso que depende da coerência e da qualidade de nosso programa. Mas como pequena equipe, somos capazes de reagir rápidamente aos estímulos da sociedade”.

Com o passar dos anos o museu criou também sua própria coleção, reunindo hoje aproximadamente três mil fotografias. Trata-se de obras realizadas a partir dos anos 60 do século XX, em particular de artistas que já expuseram no museu.

“Não estamos interessados em imagens únicas, mas de preferência em uma escolha representativa das obras de alguns nomes ilustres da fotografia contemporânea”, explica Joy Nere.

MuseuUma boa vizinhança com a Fundação de Fotografia

Em novembro de 2003, um golpe da sorte contribuiu para dar a Winterthur uma posição ainda mais importante no panorama da fotografia. Graças a uma contribuição de 8.4 milhões de francos da Fundação Volkart, a Fundação Suíça de Fotografia transferiu-se do Kunsthaus de Zurique a local defronte ao Museu de Fotografia.

No novo edifício encontraram espaço para um pequeno restaurante, uma loja de livros artísticos, de artigos de multimídia, uma biblioteca especializada e naturalmente os arquivos onde as fotografias podem ser conservadas em condições excelentes – além de dois espaços de exposição, um para a fundação e outro para o museu.

As duas instituições permanecem, porém, independentes. A Fundação para a Fotografia tem por tarefa conservar e valorizar o patrimônio fotográfico do país e o governo garante 70% de seu financiamento. O Museu da Fotografia, voltado principalmente para a foto contemporânea internacional, consegue três quartos de seu financiamento graças a fundos privados (membros, patrocinadores e visitantes).

O público parece apreciar essa vizinhança. Quatro quintos dos visitantes compram o bilhete que permite ingresso em ambas as instituições. E não faltam colaborações entre o Museu e a Fundação, como para a grande mostra dedicada a Robert Frank, em setembro de 2005. Juntas, as duas entidades dispõem da maior coleção de imagens do grande fotógrafo suíço.

Atualmente o museu está com uma exposição do fotógrafo americano  WALKER EVANS e fica até o dia 23 de agosto. Evans é conhecido por duas séries de fotografias: uma delas é o levantamento documental da comunidade agrícola norte americana e a outra está documentada no livro Let´s now praise famous man. Estes dois trabalhos são considerados os expoentes máximos da fotografia documental. Área em que Walker Evans é considerado como uma das maiores figuras. Em 1935 entrou ao serviço da F.S.A. (Farm Security Administration), um organismo federal criado por Roosevelt para dar solução à crise agrícola dos Estados Unidos da América durante o período da Grande Depressão. Usando a fotografia como prova da miséria em que viviam os agricultores americanos, Evans registava essa miséria com precisão objectiva, dignificando, apesar de tudo, a pobreza em que estes agricultores viviam. Em 1938, depois de concluir o seu trabalho para a F.S.A., o Museum Of Modern Art de Nova York honrou a obra de Evans com uma exposição, a primeira dedicada por este museu a esta profissão. Algumas das suas  fotos que estão expostas no Fotomuseum de Winterthur:

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FONTE:

http://www.swissinfo.ch/

swissinfo, Andrea Tognina, Winterthur


julho 7, 2009

Edward Steichen-bibliografia

Filed under: Historia da fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 6:47 pm

Oi pessoal, desculpem-me a demora! Faz dias que quero colocar esse post, mas fui impedida pela minha falta de tempo.

Recentemente adquiri dois livros fantásticos do fotógrafo Edward Steichen e senti necessidade de indica-los pela qualidade das obras. Também questionei-me ainda não ter  escrito sobre a historia e trajetória dele no meu blog. É com muito prazer que faço isso, pois  considero o Steichen um dos fotógrafos mais importantes para a história da fotografia. O primeiro livro é uma biografia do artista que começou a fotografar no início do século XX.

Edward Steichen-Lives in PhotographyCom imagens maravilhosas e 335 páginas, mostra toda a trajetória do fotógrafo, sua fase simbolista, sua passagem pela revista Camera Work (do Alfred Stieglitz), lugares, sua fase Modernista, como fotógrafo de moda, exposições e alguns retratos.

O outro livro ” Edward Steichen In High Fashion – THE CONDÉ NAST YERS 1923-1937″, registra a fase glamourosa do fotógrafo. Com 288 páginas é outro livro que vale à pena! A maior parte das fotografias são de moda e retratos de celebridades.

Edward Steichen-In High Fashion

Há um tempo atrás, adquiri também o catálogo da exposição mais famosa organizada por Steichen  no Museu de Arte Moderna  de Nova York (MOMA), The Family of Man, em 1955. Organizada dez anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, tratou-se de uma exposição que pretendia conscientizar o Homem através de uma linguagem universal: a fotografia. A preparação desta mostra demorou aproximadamente quatro anos. Steichen convidou fotógrafos amadores e profissionais, bem como autores famosos e menos conhecidos, a enviar fotografias de todo o mundo. Dos cerca de dois milhões de fotografias que recebeu, selecionou numa primeira fase cerca de dez mil. Numa segunda fase, reduziu este número para 503 imagens de 273 fotógrafos, procedentes de 68 países.

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Estas imagens acabaram por constituir a exposição “The Family of Man”, que abordava 37 temas, desde o amor à fé, passando pelo nascimento, trabalho, família, educação, crianças, guerra, paz, morte, entre muitas outras temáticas relacionadas com a vida humana.
A exposição teve um sucesso tremendo. Entre as décadas de 50 e 60, acolheu mais de nove milhões de visitantes, percorreu as principais cidades dos Estados Unidos e alguns países estrangeiros.
Em 1964 o governo norte-americano ofereceu esta colecção de fotografias ao Grão-Duque do Luxemburgo, tal como era a vontade de Edward Steichen, que desejava que o seu trabalho mais importante ficasse permanentemente alojado no seu país de origem.
Entretanto, foi decidido que as fotografias danificadas durante as várias exibições teriam de ser restauradas. Esta tarefa foi levada a cabo por Silvia Berselli e a sua equipa, que restauraram a colecção completa em aproximadamente 2 mil horas de trabalho.
O interesse público pela “Family of Man” foi aumentando no Luxemburgo. Em 1993, a colecção, já restaurada, foi exibida no Réfectoire des Jacobins, em Toulouse, na França, tendo atraído mais de 30 mil visitantes de todo o país, assim como de Espanha, Portugal, Suíça, Itália e Japão. Esta exposição teve o mesmo tipo de sucesso quando passou por Tóquio e Hiroshima, no Japão, reunindo milhares de visitantes, principalmente jovens, na redescoberta do retrato do Homem dos anos 50, tal como Edward Steichen e a sua equipa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tinham imaginado.
Em Junho de 1994 foi inaugurado um novo museu no Château de Clervaux, no Luxemburgo, onde a exposição se encontra aberta a todos aqueles que pretendam conhecer e compreender as múltiplas dimensões da criação lendária de Edward Steichen.

Estas imagens acabaram por constituir a exposição “The Family of Man”, que abordava 37 temas, desde o amor à fé, passando pelo nascimento, trabalho, família, educação, crianças, guerra, paz, morte, entre muitas outras temáticas relacionadas com a vida humana.

A exposição teve um sucesso tremendo. Entre as décadas de 50 e 60, acolheu mais de nove milhões de visitantes, percorreu as principais cidades dos Estados Unidos e alguns países estrangeiros.

Em 1964 o governo norte-americano ofereceu esta coleção de fotografias ao Grão-Duque do Luxemburgo, tal como era a vontade de Edward Steichen, que desejava que o seu trabalho mais importante ficasse permanentemente alojado no seu país de origem.

Entretanto, foi decidido que as fotografias danificadas durante as várias exibições teriam de ser restauradas. Esta tarefa foi encarregada por Silvia Berselli e a sua equipe, que restauraram a coleção completa em aproximadamente 2 mil horas de trabalho.

O interesse público pela “Family of Man” foi aumentando em Luxemburgo. Em 1993, a coleção, já restaurada, foi exibida no Réfectoire des Jacobins, em Toulouse, na França, tendo atraído mais de 30 mil visitantes de todo o país, assim como da Espanha, Portugal, Suíça, Itália e Japão. Esta exposição teve o mesmo tipo de sucesso quando passou por Tóquio e Hiroshima, no Japão, reunindo milhares de visitantes, principalmente jovens, na redescoberta do retrato do Homem dos anos 50, tal como Edward Steichen e a sua equipa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tinham imaginado. No ano passado tive a felicidade de ver uma pequena amostra dessa exposição no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha.

Em Junho de 1994 foi inaugurado um novo museu no Château de Clervaux, no Luxemburgo, onde a exposição se encontra aberta a todos aqueles que pretendam conhecer e compreender as múltiplas dimensões da criação lendária de Edward Steichen.

julho 1, 2009

A foto mais cara do mundo foi leiloada em 2006

Filed under: Fotografia — Tags:, , , , , — Lucia Adverse @ 10:27 pm

Em 2006, aconteceu em Nova York um recorde no leilão da Sotheby’s. Foi leiloada a foto mais cara do mundo! Adivinhem de quem? Ele mesmo! Edward Steichen

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A fotografia “The Pond-Moonlight”, tirada em 1904, em Long Island por Edward Steichen, um dos grandes nomes da fotografia americana do inicio do século XX, foi vendida mais de cem anos depois, por quase US$ 2,9 milhões.

A quantia arrecadada no leilão da foto Pond-Moonlight (Lago ao luar), tirada em Long Island, Nova York, é mais que o dobro do recorde anterior para uma fotografia. A identidade do comprador ainda não foi revelada.

A ampliação de 41 X 48 cm mostra um lago numa região arborizada, com a luz passando por entre a vegetação e refletindo na água.

As duas outras cópias existentes estão em coleções de museus. A foto leiloada pertencia ao Metropolitan Museum of Art de Nova York, que ainda possui outra.

Antes do leilão da obra de Steichen, o editor da newsletter Photograph Collector, Stephen Perloff, havia dito que este seria um “momento histórico” para o mercado de fotografias de arte.

O recorde anterior em leilões de fotografias de arte havia sido registrado um ano antes, na compra de uma imagem de Richard Prince por US$ 1,24 milhão

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