Luciaadverse's Blog

novembro 30, 2010

Série Polaroid – Nº8 – Alfred Stieglitz

Nessa minha série de polaróides ainda não havia mencionado um fotógrafo. O nome de Alfred Stieglitz foi o primeiro que veio a minha cabeça. Não somente pela admiração que tenho pelo trabalho dele, mas pelo seu grande envolvimento com a arte. Além de fotógrafo talentoso foi também editor, curador, colecionador e galerista. Foi marchand e orientador de alguns fotógrafos da época e responsável pela organização de grandes exposições. Criador do movimento Photo-Secession, expoente da straight photography (fotografia direta, pura), editor da revista “Camera Work”, como defensor da “fotografia arte” e também proprietário da Galeria de arte 291.

Enquanto terminava de escrever esse post, olhei para o lado e fui presenteada com belas nuvens ao entardecer. Lembrei-me da série “Equivalentes” de Stieglitz e no mesmo momento decidi fazer as polaroids abaixo.

Alfred Stieglitz

“Todo o tipo de arte, assim como todo o tipo de amor, está enraizado no sofrimento.”

“Por que não tentar obter da mão humana, do olho humano, da chapa fotográfica e do papel fotográfico a mesma sensibilidade e expressão de que são capazes a mesma mão e o mesmo olho em uma tela? A fotografia não precisa ser apenas a reprodução do mundo real, ela pode e deve, pelo contrário, contribuir para a criação de um mundo novo.”

E por falar em fotografia e arte, amanhã aqui em Belo Horizonte acontece o Simpósio “A Fotografia e o Mercado das Artes”, organizado pela Fototech MG, imperdível! Mais informações, clique aqui ou no site da Fototech.

novembro 29, 2010

Série Polaroid – Nº7 – Goya

Francisco José de Goya

“Não encontro outro meio mais eficaz de progredir nas artes, senão o de deixar, em sua plena liberdade, correr a genialidade dos discípulos que queiram aprendê-las, sem oprimi-los.”

” Para ocupar a imaginação fortificada com a consideração de meus males, dediquei-me a pintar um jogo de quadros de gabinete, em que consegui fazer observações […] nas quais o capricho e a invenção não têm excessos.”

“As pessoas precisam vir a mim quando querem algo. Eu me deixo ver muito pouco e só trabalho para pessoas de alta casta ou para os bons amigos. Mas quanto mais me faço de rogado, tanto menos me deixam em paz, e não sei como posso dar conta de tudo.”


novembro 26, 2010

Série Polaroid – Nº6 – Gaudí

No início dessa série de polaróides, a minha intenção era construir uma coleção de imagens que pudesse de alguma forma ser relacionada com os mestres da pintura. Desde o post passado, quando incluí a estilista Coco Chanel, percebi que poderia ampliar o meu projeto destacando outros artistas e/ou personalidades que marcaram sua época. Dando continuidade, apresento hoje Gaudí, arquiteto catalão considerado um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou, passou grande parte da sua vida e deixou como legado sua arquitetura marcante que faz da capital da Catalunha uma das cidades mais bonitas do mundo.

Em 2008, conheci a bela Barcelona e fiz alguns registros. Por toda a cidade de Barcelona é possível encontrarmos obras executadas por esse gênio da arquitetura, destacando a Catedral da Sagrada Família, obra inicializada em 1882 dando continuidade até a atualidade. As obras continuam baseando-se nas maquetes e orientações deixadas por Gaudí que faleceu em 1926.

Antoni Gaudí

” A ornamentação foi, é e será colorida; a Natureza não nos apresenta nenhum objeto monocromático, ou seja, totalmente uniforme quanto à cor, nem na vegetação, nem na geologia, nem na topografia, nem no reino animal. O contraste da cor é sempre mais ou menos vivo. Sendo assim, devemos colorir, obrigatoriamente, uma peça arquitetônica ainda que seja uma parte ou tudo, de uma cor que talvez desapareça com o tempo, o qual se encarregará de dar-lhe outra cor mais apropriada ou típica de uma coisa antiga.” Aos 26 anos, Gaudi dá essa declaração na sua primeira fase artística – 1878-1892.

“Saber exatamente se uma coisa tem que ser mais alta ou mais baixa, mais plana ou mais côncava. Isto não passa de um dom de vidência e eu, felizmente, vejo isso. Não posso fazer nada. Agradeço à Deus e isso é tudo.”

novembro 25, 2010

Série Polaroid – Nº5 – Chanel

Coco Chanel

Lembrando o famoso perfume, Channel nº 5, ilustrarei a Série Polaroid – Nº5,  com frases da estilista Coco Chanel. Foi o primeiro perfume da Maison Chanel, tendo sido lançado em 1921. Coco Chanel pretendia criar um perfume de aroma inimitável, em suas palavras “um perfume com cheiro de mulher“. Constitui o mais importante e conhecido perfume da Chanel, líder de vendas em todo o mundo. A atriz Marilyn Monroe eternizou o seu uso ao declarar que dormia vestida com apenas algumas gotas do perfume.

Algumas da frases da célebre estilista:

“O que conta não são os quilates, mas o efeito.”

“Há pessoas que têm dinheiro e pessoas que são ricas.”

“Para ser insubstituível na vida, você precisa ser diferente.”

“Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei.”

“Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la.”

“A moda sai de moda, o estilo jamais.”

“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame.”

“A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50.”

“A moda reivindica o direito individual de valorizar o efémero.”

novembro 24, 2010

Série Polaroid – Nº4 – Edgar Degas

Filed under: Poesias-Pensamentos-Frases-Reflexões, Polaroids — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 11:29 am

Edgar Degas

Talvez tenha sido o pintor quem mais tirou proveito do uso da fotografia como instrumento de apoio à visão da realidade a partir de diversos enquadramentos. Cenas representadas são fragmentos espontâneos da realidade captados quase sempre sem o consentimento do retratado.

Solução plástica do artista: resultante da fusão de sua concepção estética e da realidade, tornava possível que o cotidiano se tornasse objeto essencial do quadro.

Definia-se como um “colorista da linha”, e afirmava: “esta não é a forma, mas o modo como se vê a forma”.

“Só se reproduz o que realmente impressiona, ou seja, o substancial.

Recordação e fantasia libertam-se da marcha da natureza”.

“A instantaneidade é a fotografia e nada mais”.

“Nada na arte deve parecer casual_ nem o movimento.”

novembro 23, 2010

Série Polaroid – Nº3 – Van Gogh

Filed under: Poesias-Pensamentos-Frases-Reflexões, Polaroids — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 6:45 am

Vincent Van Gogh

“Há leis de proporção, de luz, de sombra e de perspectiva, que é preciso conhecer para desenhar um motivo; se essa ciência nos falta, arriscamos travar eternamente uma luta estéril e não conseguimos nunca criar”. Novembro, 1880- carta ao irmão Theo

“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações.”

“O amor é eterno – a sua manifestação pode modificar-se, mas nunca a sua essência… através do amor vemos as coisas com mais tranquilidade, e somente com essa tranquilidade um trabalho pode ser bem sucedido.”

“O resultado do pensamento não tem de ser o sentimento mas a atividade.”

“A arte é o homem adicionado à natureza.”

“Quando um cego grita para outro cego, os dois tropeçam na mesma pedra.”

“Que seria da vida? Se não tivéssemos o valor de tentar algo novo.”

Tem algo que Van Gogh mais gostava do que pintar girassóis? Esse foi o motivo das fotos acima, uma homenagem ao grande artista.

novembro 22, 2010

Série Polaroid – Nº2 – Paul Gauguin

Filed under: Poesias-Pensamentos-Frases-Reflexões, Polaroids — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 2:59 pm

Aqui, escolhi uma fotografia na qual a cor e a abstração são características principais, e por aí vai… aguardem as próximas Polaróides!

Paul Gauguin

” A arte é uma abstração. Use os sonhos e a imaginação para extrair da natureza e concentre-se mais no processo criativo que no resultado.”

” Não exagere na cópia da natureza.”

“Reflitam também sobre o papel musical que a cor irá exercer daqui por diante na pintura moderna. A cor, que é a vibração tanto quanto a música, é capaz de alcançar aquilo que é mais universal e, ao mesmo tempo, mais evasivo na natureza: sua força interior.”


” Como a cor é em si mesma enigmática nas sensações que nos propicia, logicamente só podemos empregá-la enigmaticamente sempre que dela nos servirmos.”

 

novembro 17, 2010

Série Polaroid – Nº1 – Paul Cézanne

Filed under: Poesias-Pensamentos-Frases-Reflexões, Polaroids — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 10:31 pm

Nesses próximos dias colocarei alguns pensamentos de artistas famosos ilustrados por uma série de Polaróides de minha criação. As fotos terão um conceito relacionado com o pensamento do autor ou com a obra do artista. Para começar, ilustrei os pensamentos de Paul Cézanne com uma foto de natureza morta, assim como o pintor adorava fazer em sua pintura.

Paul Cézanne

“O desenho e a cor não são distintos, porque tudo na natureza é colorido. À medida que se pinta, desenha-se; quanto mais a cor harmoniza, mais o desenho se torna preciso. Quando a cor atinge a riqueza, a forma encontra sua plenitude.”

“Frequentem o Louvre. Mas, depois de ver os grandes mestres que lá repousam, saiam depressa para vivificar a si mesmo, em contato com a natureza, com os instintos, com as sensações artísticas que residem em cada um”.

“Fazer do impressionismo alguma coisa sólida e durável como a arte dos museus”.

 

 

novembro 6, 2010

Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú

De 10 de novembro a 19 de dezembro, o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte , recebe a exposição Moderna Para Sempre – A Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú. Nesta itinerância  em Minas Gerais , a mostra apresenta 87 obras, incluindo as novas aquisições de duas vintage de José Yalenti: Reflexo – da qual uma cópia limitada já pertencia ao acervo – e Ovaladas, ambas de 1950.

Com curadoria do produtor cultural Iatã Canabrava, Moderna Para Sempre passou antes por Porto Alegre, onde permaneceu em cartaz de julho a outubro, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) e foi visitada por mais de 26 mil pessoas. As fotografias remontam ao período entre os anos 40 e 70 do século passado, quando na esteira do modernismo europeu e americano da década de 20, os artistas brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica. Ao todo, aparecem 87 imagens de 26 artistas – 16 delas, vintage. Este recorte da coleção de fotografias do Itaú mergulha, sobretudo, no movimento fotoclubista brasileiro.

“Esta exposição reforça o esforço do grupo Itaú para dar acesso ao público de todo o país aos diferentes recortes de sua coleção”, afirma  Eduardo Saron , diretor do Itaú Cultural. “Nossa parceria com a Fundação Clóvis Salgado para que os mineiros possam apreciar recorte tão significativo deste acervo reafirma o compromisso do grupo Itaú com o público, a arte e a cultura brasileiras.”

Segundo Canabrava, o fotoclubista brasileiro começou em São Paulo no Foto Cine Clube Bandeirante, fundado em 1939, e se alargou para os outros fotoclubes. Em geral era composto de amadores da fotografia que, livres das obrigações de um trabalho comercial, puderam experimentar e ousar quebrando regas e padrões. Nesses núcleos aterrissaram artistas como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, José Yalenti e German Lorca, presentes na exposição (veja a relação de nomes abaixo).

“Nas imagens destes fotógrafos encontrarmos as buscas de formas e volumes, abstracionismos e surrealismo, em uma evidente influência das antigas vanguardas européias”, conta o curador que pesquisa o assunto há cinco anos. Os trabalhos destes artistas começaram pictorialistas, imitando os padrões da pintura do século XIX. Com o desenvolvimento e crescimento econômico do país desembocaram no celeiro da fotografia moderna brasileira, a chamada Escola Paulista.

“Esta, por sua vez, por meio de experimentações estéticas e por vezes científicas redirecionou o rumo do fazer fotográfico como já estava ocorrendo na Europa e EUA desde décadas anteriores, conta o curador. “A partir deste momento, texturas, contra-luzes, enquadramentos sóbrios, linhas geométricas, solarizações, fotomontagens, fotogramas, entre outros tópicos passam a integrar o vocabulário criativo.”

LISTA DE ARTISTAS

Ademar Manarini

André Carneiro

Chico Albuquerque

Chakib Jabour

Dalmo Teixeira Filho

Délcio Capistrano

Eduardo Enfeldt

Eduardo Salvatore

Francisco Albuquerque

Francisco Quintas Jr.

Georges Radó

Geraldo de Barros

German Lorca

Gertrudes Altschul

Gunter E.G. Schroeder

João Bizarro da Nave Filho

José Oiticica Filho

José Yalenti

Julio Agostinelli

Lucilio Correa Leite Júnior

Marcel Giró

Nelson Kojranski

Osmar Peçanha

Paulo Pires

 

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