Luciaadverse's Blog

março 31, 2014

Convite Exposição: Der Sturm

Essa é a última semana da exposição: “Der Sturm”, no Museu Inimá de Paula em Belo Horizonte.

A mostra fica somente até o dia 6 de abril, domingo. Não deixem de ir!

Endereço: Rua da Bahia, 1201 – Centro

Próximo a conexão aeroporto da Avenida Álvares Cabral.

Horário de funcionamento do Museu:

terça – quarta – sexta – sábado: 10:00 às 19:00 horas

quinta: 12:00 às 21:00 horas

domingos: 12:00 às 19:00 horas

>>ENTRADA FRANCA<<

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março 30, 2014

Der Sturm, A exposição

Aqui nesse post, algumas fotos da exposição “Der Sturm” , em português,  A Tempestade, expostas no Museu Inimá de Paula, no período de 7 de março a 7 de abril de 2014,  com a curadoria de Ricardo Fernandes.

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Abaixo, observe detalhe projeção:

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Projeção instalação, clique na imagem abaixo e veja o filme “Der Sturm”:

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Organização:

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LOGO Cultivarte

 

 

 

 

 

 

Apoio:

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março 22, 2014

Projeto NOIR

 
Devido ao grande interesse dos visitantes, na exposição ‘Der Sturm” no Museu Inimá de Paula, senti a necessidade de compartilhar com o público, o meu projeto inspirado no cinema Noir.
 
Projeto Noir
 
“A arte sempre oscilou entre a reflexividade e a ilusão.”
 
Robert Stam

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Der Sturm, Berlim

Talvez pela influência da minha formação, tenho um grande interesse pela fotografia arquitetônica.
 
A forma, o estilo e características da construção de uma cidade estão intrinsecamente relacionadas com a sua história. Se observarmos com atenção a arquitetura de uma cidade, ela diz muito a respeito da cultura e do modo de vida de seus habitantes.
 
Em 2008, registrei as primeiras fotos de arquitetura de Nova York pertencentes a esse trabalho, concluído somente em 2013, sendo que a opção de tratamento dessas fotografias foi toda em preto e branco.
 
Posteriormente, observei que o contraste das sombras com o tratamento em preto e branco, lembravam um pouco a dramaticidade das luzes do Cinema Noir, estilo de filme que sempre impressionou-me, seja pela luz contrastada utilizada nas filmagens, seja a teatralidade da temática.
 
 

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Nosferatu, 1922 – Friedrich Wilhelm Murnau

Iniciei imediatamente uma pesquisa, além dos filmes, fazendo parte dos meus estudos, o movimento que foi precursor do estilo Noir, o expressionismo alemão e também as suas influências na pintura e na xilogravura.
 
 

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GOD’S MAN, A novel in Woordcuts, Lynd Ward

Retornei diversas vezes a Nova York. À essa altura, meu trabalho já estava mais direcionado e voltado para o tema. A captação de cada detalhe na arquitetura foi pensada de acordo com o tema Noir. Não seria minha intenção repetir integralmente o que foi demonstrado no cinema, apenas o essencial para a construção do meu novo trabalho. De acordo com James Monaco em American Film Now, “o filme noir não é um gênero em si, mas um estilo visual” e foi exatamente essa característica que serviu de base para o meu projeto.
 
 

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Cidadão Kane, 1941 – Orson Welles

“O cinema noir é marcado por uma estética de artifícios, a começar pela sua fotografia em preto e branco que foge ao naturalismo do mundo real que é policromático; aos cenários barrocos (essencialmente em Welles) ou teatrais; à iluminação dura, contrastada, sem meios tons; aos planos que oscilam entre clouse-up a profundidade de campo sem mediações, enfim, tudo nos remete à noção de estar num universo não-natural, de imagens dissimuladas, de cenários construídos. Nesse sentido o noir traz dentro de si, as marcas da representação e a fotografia será sua referência básica nesse cinema tão voltado para a estética do simulacro, da fragmentação e da repetição.
Os procedimentos expressionistas tais como sombras, olhares, gestos reforçam a predominância de uma estética de closes e fragmentos de objetos.
O cinema noir se revela como um cinema de “frestas”. É pelo viés que se espia e se descobre o que está oculto.
Esse reino do fake encontra-se sempre envolto numa constante cortina de fumaça, de neblina ou de chuva, onde a transparência é pouco percebida e as ações acontecem essencialmente sob o império da noite.
De forma similar, o cinema noir utiliza de iluminação artificial com grande eficácia: claro-escuro, preto e branco, visando obter alto contraste, eliminando os meios tons. Para compor um jogo de luz e sombras, numa atmosfera oscilante entre o visível e o invisível, reflexo de uma realidade ambígua, o noir, traz o espelho como elemento metaforizante na narrativa.”

(Cinema noir: espelho e fotografia. Márcia Ortegosa, 2010)

O Gabinete do Dr, Caligari

O Gabinete do Dr. Caligari, 1920 – Robert Wiene

O trabalho completo foi fotografado em 3 cidades: Nova York, Berlim e Paris, com planos de ainda integrar ao projeto uma cidade brasileira.
A cidade de Nova York foi o ponto de partida e recebeu o título de Metropolis”, palavra homônima ao filme do austríaco Fritz Lang (1927), que propunha uma realidade caótica urbana para o ano 2026. Uma cidade estratificada em que se pode reconhecer diferentes níveis sociais, cada um representado por uma determinada arquitetura. O edifício do cartaz do filme foi inspirado em NY, na década de 1920 e reflete o estilo Art Deco de arranha-céus da cidade.
 
 

metropolis-poster

 

Berlim foi o local onde iniciou-se o movimento expressionista, que tanto influenciou a estética do Cinema Noir.
Por esse motivo, planejei estender o projeto para a capital alemã. O nome da série, “Der Sturm”, em português, A Tempestade, vem da revista alemã vinculada ao Expressionismo Alemão e publicada em Berlim, criada em 1910 por Herwarth Walden, considerada a mais influente desse movimento artístico.
 
 

Der Sturm magazine (Composition) (ohne Titel (Komposition)) from the periodical Der Sturm, vol. 13, no. 1 (Jan 1923)

 
O cinema Noir, recebeu outras influências importantes do realismo poético francês (surgido no cinema francês à partir da metade da década de 1930), com seus temas de fatalismo, injustiça e heróis arruinados, e do neo-realismo italiano, com ênfase na autenticidade. O termo “film noir” foi inventado pelos franceses, críticos sempre astutos e fãs da cultura americana. Durante a ocupação nazista, a França havia sido privada dos filmes americanos durante quase 5 anos; e quando finalmente começaram a vê-los em finais de 1945, notaram não somente um escurecimento do ambiente, como também o próprio tema. Os críticos Nino Frank e Jean-Pierre Chartier escreveram em 1946 sobre estes filmes.
Em 1955, muito antes de film noir aparecer em qualquer livro de língua inglesa, Raymond Borde e Etienne Chaumeton escreveram sobre o tema. Os americanos não acompanharam os franceses na sua percepção e apreciação pelo Noir, até uma nova geração de entusiastas cinéfilos entrarem nas escolas de cinema no final de 1960.
É com essa justificativa, baseada no próprio nome dado a esse estilo marcante no cinema, que executei uma série de fotos também na cidade de Paris chamada: “Paris Noir”.
A intenção desse projeto, é reunir todo esse trabalho em um livro, com planejamento para 2016. Todo o projeto, mantinha-se inédito até o momento, quando surgiu a oportunidade de mostrá-lo parcialmente no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. Para a capital mineira foi escolhida a série Der Sturm”, com o apoio do projeto “Alemanha + Brasil 2013-2014” e curadoria do marchand Ricardo Fernandes.

 

Bibliografia:

Stam, Robert – O Espetáculo Interrompido: literatura e cinema de desmistificação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981

ARTE MODERNA / Giulio Carlo Argan – São Paulo: Companhia das Letras, 1992, capítulo três: O SÉCULO XIX NA ITÁLIA, ALEMANHA E INGLATERRA

espaços da arte brasileira, Goeldi / Rodrigo Naves –  São Paulo: Cosac & Naify Edições, 2002

FILM NOIR /Alain Silver & James Ursini/Paul Duncan (Ed.) – Lisboa: TASCHEN, 2004

ASSIM FALAVA ZARATRUSTA/ Friedrich Nietzsche – Petrópolis: Editora Vozes – 4ª edição, 2007

Wordless Books, The Original Graphic Novels / David A.Beronä • Introduction by Peter Kuper, New York: Abrams, 2008

Cinema noir: espelho e fotografia./Márcia Ortegosa – São Paulo: Annablume, 2010

GERMAN EXPRESSIONISM THE GRAPHIC IMPULSE / organized by Starr Figura, The Phyllis Ann and WalterBorten Associete Curator – New York: MOMA, 2011

Brassaï Paris / Jean-Claude Gautrand • 1899 – 1984• TASCHEN 25th anniversary

PASSIONATE JOURNEY : A Vision in Woodcuts / Frans Masereel – republication in 2007, New York: Dover Publications, Inc. / originally published: Geneva, in 1919.

GODS’ MAN : A Novel in Woodcuts / Lynd Ward – New York: Dover Publications, Inc. 1929

THE CITY : A Vision in Woodcuts / Frans Masereel, republication in 2006, New York: Dover Publications, Inc. / originally published: Munich, in 1925.

DESTINY: A Novel in Pictures / Otto Nückel, republication in 2007,  New York: Dover Publications, Inc. / originally published: Munich, in 1930.

FILM NOIR THE ENCYCLOPEDIA

Alain Silver • Elizabeth Ward • James Ursini • Robert Porfirio

New York • London

OVERLOOK DUCKWORTH, 2010

 

Acima, fica algumas sugestões de pesquisa sobre o assunto.

 

 

agosto 30, 2009

Exposições em BH


Sexta-feira passada, aproveitei a visita de duas amigas em Belo Horizonte e fizemos uma turnê pela cidades atrás de exposições. Para quem reclama da falta de opções em BH, comunico que estamos como uma ótima seleção de mostras.

Começamos com a Casa Fiat de Cultura que fica na Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250 ,Belvedere. Nesse local vimos duas exposições: RODIN: DO ATELIÊ AO MUSEU – FOTOGRAFIAS E ESCULTURAS e O MUNDO MÁGICO DE MARC CHAGALL O SONHO E A VIDA. Na exposição das esculturas do Rodin, diversas fotografias sobre o trabalho do artista documentadas tanto por renomados fotógrafos da época quanto por amadores. O escultor abriu as portas do ateliê para fotógrafos locais, amadores, editoras especializadas em retratos e fotógrafos artistas, que produziram diferentes interpretações de sua obra. É essa diversidade de pontos-de-vista, buscada e encorajada por Rodin, que  estão à amostra na Casa Fiat, a partir da seleção de algumas das 7 mil imagens colecionadas em vida pelo escultor. Os bronzes e o mármore apresentados nesta exposição ressaltam a riqueza do diálogo entre escultura e fotografia. Já Marc Chagall foi um dos pioneiros da modernidade e um dos artistas mais notáveis de seu tempo, tendo participado das grandes transformações que ocorreram nas artes plásticas no início do século 20. Chancelada a integrar o Ano da França no Brasil pelos comissariados francês e brasileiro, a exposição de Marc Chagall reúne 323 trabalhos do artista. Encontramos diversos trabalhos da juventude e da maturidade do artista, além de obras de artistas brasileiros influenciados pelo pintor.

CASA FIAT

Depois fomos ao Museu Inimá de Paula, onde se encontra uma exposição do artista plástico e fotógrafo Vik Muniz. Ficamos impressionadas com a beleza do museu, com a montagem da exposição e com o trabalho do artista. Conhecido por conceber obras feitas com os mais diversos materiais, como geléia, chocolate, lixo e poeira, é o curador da própria exposição. Vik Muniz  homenagea grandes artistas em suas obras, tais como Leonardo da Vinci, no quadro Mona Lisa, Andy Warhol, Pollock , Caravaggio, Goya, Botticelli e Monet. A exposição fica em cartaz até o dia 2 de novembro e com certeza agrada o público de qualquer idade. Abaixo algumas fotos que tirei durante a nossa visita:

Vick Muniz

Em seguida fomos ao Instituto Moreira Salles onde está a exposição do fotógrafo Alécio de Andrade (1938-2003). A exposição com 102 imagens realizadas como trabalho particular ou sob encomenda para veículos como Manchete, Elle, Newsweek e a Agência Magnum, da qual Alécio foi membro associado entre 1970 e 1976. Também integram a mostra itens como um poema de Carlos Drummond de Andrade, um depoimento do pianista Alfred Brendel, cartões postais de Henri Cartier-Bresson e uma carta de Julio Cortázar, todos endereçados ou dedicados ao fotógrafo. A principio a exposição ficaria até o dia 31 de agosto, mas devido a um movimento que acontece em Belo Horizonte em protesto ao encerramento das atividades do Instituto Moreira Salles na cidade, anunciou-se que a exposição prorrogaria até o dia de hoje. Durante nossa visita o funcionário que gentilmente nos recebeu, informou-se que devido ao grande número de pessoas que participaram do abaixo-assinado decidiram prorrogar mais uma vez até o final de setembro. Será que ainda temos esperanças de impedir o fechamento do IMS-BH? Participem do manifesto, cliquem aqui.

ALECIO DE ANDRADE

Encerramos nossa turnê no Palácio das Artes onde vimos 3 diferentes exposições de fotografias:

Galeria Alberto da Veiga Guignard – Exposição Guerra dos Emboabas – 300 anos depois 15 de agosto a 20 de setembro

 

Reúne visões atuais da Guerra dos Emboabas com fotos, ilustrações, reprodução de material iconográfico e publicação de cadernos educativos para serem distribuídos a alunos de escolas. O evento tem o patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Eletrobrás. É uma pesquisa histórica sobre a guerra que deu origem ao estado de Minas Gerais. Com fotos de Pedro David, veja mais sobre o trabalho visitando o blog do fotógrafo.

 

pedro david Galeria Genesco Murta – Exposição 100 X França07 de agosto a 07 de setembro

 

Com curadoria de Sophie Schmit (historiadora de arte, jornalista e curadora independente), a mostra leva aos visitantes um pouco da história da fotografia francesa, desde sua origem (1839) até os dias atuais. A exposição também faz uma homenagem a uma das primeiras repórteres fotográficas, a francesa Janine Niépce (1921-2007). As 100 imagens escolhidas integram o acervo de três das mais ricas coleções públicas de fotografias existentes no mundo: da Biblioteca Nacional da França, do Museu d’Orsay e do Centro Pompidou, em Paris. Cada uma das imagens é apresentada com um texto que conta a respectiva história da fotografia e do seu autor, da França, dos franceses e de Paris. Participam também o Ministério da Cultura, a Escola Nacional de Belas Artes de Paris, a Fundação Jacques Henri Lartigue, o Estate Brassaï, colecionadores particulares, fotógrafos, artistas ou os seus detentores de direitos autorais. A exposição 100 X França coloca lado a lado obras de gênios como Nicéphore Niépce, Louis-Adolphe Humbert de Molard, Gustave Le Gray, Charles Nègre, Eugène Cuvelier, os irmãos Bisson, Félix Nadar e Eugène Atget. Dos fotógrafos menos conhecidos, há produções de Édouard Baldus, Charles Marville, Auguste Collard e também cópias de amadores anônimos ou célebres como Jacques Henri Lartigue ou o conde Robert de Montesquiou.

FrancaEspaço Mari’Stella Tristão – Exposição Paisagens neuronais | 21 de julho a 1º de setembro

 

Paisagens neuronais, com 70 imagens sobre a evolução do pensamento científico acerca do sistema nervoso humano. As obras são uma coletânea de mais de um século de pesquisas em neurociência ao redor do mundo, em uma apresentação que concilia o conhecimento científico com arte. A exposição chegou a Belo Horizonte depois de passar pela Europa e pelos Estados Unidos. As 70 obras da exposição demonstram a complexidade, mas também a beleza das microestruturas que compõem o sistema nervoso humano. As imagens acompanham textos criados por escritores, pintores e filósofos que ilustram a proximidade entre a ciência e a arte.

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O MUNDO MÁGICO DE MARC CHAGALL
O SONHO E A VIDA

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