Luciaadverse's Blog

março 30, 2014

Der Sturm, A exposição

Aqui nesse post, algumas fotos da exposição “Der Sturm” , em português,  A Tempestade, expostas no Museu Inimá de Paula, no período de 7 de março a 7 de abril de 2014,  com a curadoria de Ricardo Fernandes.

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Abaixo, observe detalhe projeção:

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Projeção instalação, clique na imagem abaixo e veja o filme “Der Sturm”:

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Organização:

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Apoio:

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agosto 26, 2012

TOUCHER POUR VOIR?

No dia 5 de setembro, inaugura na Cloître des Billettes, (Paris –  França), a emocionante exposição do artista Adelio Sarro direcionada aos deficientes visuais.

Considerada a primeira exposição de arte contemporânea acessível a deficientes visuais, nasceu do desejo do artista brasileiro Adélio Sarro, permitir que pessoas com  esse tipo de deficiência tenham a oportunidade de compreender e acessarem o seu trabalho.
Adélio Sarro desenvolveu o seu próprio método para tornar sua arte acessível através da percepção tátil. O contorno das suas pinturas são em relevo, assim como o alfabeto Braille e auxiliam na compreensão dos visitantes. Além das figuras, o expectador também pode tocar e sentir  as cores representadas pelas diferentes texturas e relevos que compõem as obras.

 

O artista:

Nascido em 1950, Andradina, SP,  é filho de agricultores de origem italiana e portuguesa. Desde tenra idade demonstrou inclinação e gosto para o desenho.

No início da carreira deslumbrou-se com a obra de Cândido Portinari e inspirou-se nesse artista. No começo teve grande dificuldade, fazia, refazia, destruia o próprio trabalho em busca de chegar a um nível satisfatório para si mesmo. Na década de 70,  o artista começou a expor seus trabalhos nas feiras de domingo realizadas na Praça da República no centro de São Paulo. Não era o local mais ambicionado pelos pintores, mas lá ganhavam visibilidade, clientes – inclusive turistas estrangeiros, faziam amizade e trocavam experiências com outros artistas. Também ali surgiam oportunidades de novas exposições que o artista soube aproveitar. Assim aconteceram, a partir de 1973, participações em mostras coletivas e individuais em São Paulo, Limeira, Piracicaba, Santos e mais outras dez cidades brasileiras.

Tornando-se cada vez mais conhecido em 1981, Adélio Sarro foi convidado para organizar seis diferentes mostras no Japão, era seu batismo como pintor internacional. Dois anos depois foi para a Itália e, nos anos seguintes, o Japão novamente, Uruguai, Argentina, França, Estados Unidos, Portugal, Nicarágua, Suíça, Alemanha, Bélgica, Noruega, Cingapura e Austrália.

Ganhando notoriedade como artista, Adélio Sarro foi desenvolvendo técnicas novas, atendendo encomendas de instituições públicas e privadas. A primeira instituição que lhe encomendou um trabalho de grande formato foi a Federação da Agricultura do Estado de Goiás para a qual, em 1984, Sarro pintou um painel de dois metros e meio por seis.

A exposição acontece na Cloître des Billettes, em um magnífico mosteiro em Paris, com curadoria de Thierry Renaudin. A organização da amostra é do seu marchand Ricardo Fernandes, proprietário da Galerie Ricardo Fernandes.

Localização: 24 rue des Archives

Metrô: Hotel de Ville

Paris, França

Data: De 3 de setembro a 3 de outubro de 2012.

maio 8, 2012

História da arte com humor

Filed under: Arte — Tags: — Lucia Adverse @ 9:47 pm

Compartilhando essa bem humorada charge do artista Marilungo:

Conheça mais sobre o trabalho desse artista:

http://www.marilungo.com

dezembro 13, 2011

Alfred Stieglitz – Vídeo

E por falar em Alfred Stieglitz, no post de hoje, compartilho o vídeo Masters of Photography. O vídeo conta-nos um pouco da sua história, ilustrado com belas fotos desse mestre da fotografia.

novembro 18, 2011

Happy End

Encerrando as atividades do ano, o marchand Ricardo Fernandes promove uma coletânea com obras de 6 artistas em sua galeria em Paris. Esculturas, pinturas e fotografias convivem em harmonia no elegante espaço no Marais.

Nessa amostra, participo com algumas peças da minha série Universo Curvo, inspirada nas curvas da arquitetura do Oscar Niemeyer, mais detalhes veja aqui.

Quem estiver em Paris nesse período não deixe de nos prestigiar!

outubro 25, 2011

Uma introspecção do meu olhar

Nunca escondi a minha preferência em fotografar arquitetura, acredito que minha formação em design de interiores influenciou e direcionou-me para essa área da fotografia.

É difícil citar nomes de fotógrafos como referência, pois a história da fotografia é recheada deles. Existe uma lista imensa de artistas que foram imprescindíveis, revolucionários, precursores de idéias e estilos. Pesquisar a trajetória de cada um deles é indispensável, prazeroso e muito instrutivo. Sou desprovida de preconceito quando o assunto é arte. Ao invés de preocuparmos com críticas, deveríamos tentar entender a subjetividade de cada artista e aprender com eles. É tão interessante ver o estilo e a linha de pensamento de cada um… Além do mais, a arte não é exclusiva de um ou de outro estilo, é democrática. Consumir livros de arte e filosofia virou uma mania. Na minha opinião é difícil construir um projeto de fotografia autoral consistente sem se nutrir dessas fontes de conhecimento.

Na fotografia, pesquiso também aqueles fotógrafos que não tem nada a ver com a área que escolhi e por que teria que ser diferente? Se você também gosta de arte, estude tudo que for relacionado com ela. Todos os movimentos artísticos ocorridos na história, tiveram uma relação com a época vivida e influenciaram não somente a pintura, mas também a fotografia, a escultura, o design, a moda, a arquitetura, enfim todas as produções artísticas.

Tenho uma grande identificação com o trabalho de alguns fotógrafos. O fotógrafo e arquiteto Cristiano Mascaro tem um magnífico trabalho focado em arquitetura. Nesse ano tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e o privilégio de ser sua monitora durante o workshop “Encontro com o Autor: A Cidade, com Cristiano Mascaro” durante o Festival Foto em Pauta Tiradentes.

É um dos fotógrafos mais importantes da urbe e da arquitetura da capital paulista, que documenta sistematicamente há mais de duas décadas. Atuou como repórter fotográfico na revista Veja, entre 1968 e 1972. Recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.

Mestre e doutor em estruturas ambientais urbanas, ambos pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais entre 1974 e 1988. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia (1972-1975) e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1976-1986).

Outro fotógrafo de grande influência para mim é o francês Marcel Gautherot, que viveu e trabalhou no Brasil durante 57 anos. A pedido do arquiteto Oscar Niemeyer, documentou a construção de Brasília. Esse belíssimo trabalho está reunido no livro “Marcel Gautherot Brasília” (tenho e recomendo!), lançado em 2010 pelo Instituto Moreira Salles.

Também percorreu 18 estados brasileiros fotografando, registrando o povo brasileiro, sua arquitetura, suas festas. Sua coleção é um vasto retrato da diversidade cultural do país. Desde 1999, seu acervo composto de mais de 25 mil negativos foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles.

No ano passado, esse trabalho documental de Brasília, motivou-me o desejo de documentar a transformação do Estádio Governador Magalhães Pinto (conhecido como Mineirão) para a Copa do Mundo de 2014. Para a minha frustração, a burocracia impediu-me de fazer esse projeto. Encontrei-me com autoridades do Governo e da ADEMG para apresentar meu projeto, colocaram-me empecilhos por se tratar de uma construção pública. Não compreendi os obstáculos, pois na minha opinião, deveria ser o contrário, exatamente por se tratar de um orgão público, deveria ser garantido a uma cidadã e artista mineira, o direito de registrar essa importante obra para a história de Minas Gerais.

Também gostaria de destacar o trabalho da fotógrafa americana Berenice Abbott. Nascida em Springfield, estado de Ohio em 1898, mudou-se em 1921 para Paris, foi assistente do grande fotógrafo Man Ray que lhe ensinou tudo sobre fotografia. Ainda em Paris também conheceu uma de suas maiores influências fotográficas, o fotógrafo francês Eugene Atget que por vinte anos produziu oito mil fotos que registraram a cultura, arquitetura e monumentos da capital Francesa. Inspirada pelo trabalho realizado por Atget, voltou os Estados Unidos da América e fez algo semelhante ao que ele fez em Paris, só que em Nova Iorque. Daí nascia o seu trabalho mais conhecido; o Changing New York, onde ela mostra a cidade velha dando lugar a modernidade dos arranha-céus, vias expressas e pontes de metal que modificavam gradativamente a paisagem urbana.

Berenice também foi uma grande retratista, mas como meu enfoque aqui hoje é falar sobre fotografia de arquitetura quis destacar o seu famoso e importante trabalho documental sobre a cidade de Nova York.

Como disse no início do post, é praticamente impossível relacionar todos os artistas que me servem de inspiração e que auxiliam na minha formação, pois a pesquisa é constante. Por isso, limitei-me citando apenas os fotógrafos de maior influência para mim. Mesmo achando que já prolonguei esse post, não posso deixar de mencionar mais dois fotógrafos que são de grande importância para mim. O primeiro é Thomaz Farkas que no início desse ano dediquei um post à ele aqui.

Quem conhece o meu trabalho, sabe que uma das minhas características mais fortes é o uso do contraste entre as altas e baixas luzes. Também faço muito uso da geometria em minhas imagens e escutando a análise de alguns críticos de arte, percebo que meu trabalho é um pouco surrealista. Talvez essas características que se tornaram o meu perfil, fazem eu me identificar tanto com o trabalho de Farkas.

Por último, deixei aquele que para mim foi um dos maiores mestres (se não o maior) da história da fotografia, André Kertèsz. Fotógrafo também  de origem húngara, iniciou-se na fotografia em 1913 como autodidata.

Serviu brevemente na Primeira Guerra Mundial e se mudou para Paris em 1925, então capital artística do mundo, contra os desejos de sua família. Conviveu com os intelectuais e artistas de Montparnasse, se estabeleceu como fotógrafo, fazendo trabalhos para algumas revistas francesas e alemãs em ascensão nesta época. Ainda em Paris começou a trabalhar no seu projeto Distorções.


Em 1936 mudou-se para Nova Iorque e começou a colaborar com as revistas Vogue e Haper´s Bazaar. Naturalizou-se norte-americano em 1944.

Em 1946, Kertèsz teve o seu trabalho exposto no prestigiado “The art Institute of Chicago”, numa exposição individual. Em 1964, seu trabalho foi reconhecido pelo “Museum of Modern Art” em Nova Iorque, onde foi exposta uma retrospectiva da sua carreira. Esta exposição organizada por John Szarkowski, curador do MoMA, ajudou a restabelecer o seu reconhecimento internacional. John Szarkowski disse uma vez que “mais do que qualquer outro fotógrafo, André Kertész demonstrou a beleza e a estética da câmera pequena.”

A partir de 1963, dedicou-se somente à produção de ensaios pessoais e à exibição e publicação de sua obra. É reconhecido como um dos maiores fotógrafos do mundo.  Seu estilo único influenciou uma geração de fotógrafos na Europa, entre eles Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Brassai.

Seus temas são muito variados, embora ressalte neles a curiosidade visual na hora de encontrar novas perspectivas das coisas mais comuns.

A foto abaixo por muito tempo intrigou-me, seria um reflexo ou um registro através de uma vidraça quebrada? Um certo dia, conversando com um amigo estudioso em fotografia, ele revelou-me a verdadeira história dessa misteriosa fotografia. Por algum motivo, a chapa de vidro que continha essa imagem durante o seu armazenamento ou manuseio quebrou-se. Kertèsz  então resolveu revelar a chapa quebrada e o resultado foi essa foto magnífica.

Saber a verdadeira história dessa fotografia deixou-me ainda mais apaixonada por ela, por isso compartilho com vocês e termino por aqui.

julho 12, 2011

EXPRESSIONISMO SELVAGEM

Filed under: Arte — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 6:35 pm

Você já ouviu falar de Jean-Michel Basquiat?

Basquiat, artista americano que ganhou popularidade como um grafiteiro na cidade onde nasceu. Neo-expressionistas, as pinturas de Basquiat ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte.

Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico.

Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: “SAMO” ou “SAMO shit”. Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto “SAMO” acabou com o epitáfio “SAMO IS DEAD”, escrito nas paredes de construções do Soho novaiorquino.
Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Um ano depois, em 1979, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. No fim da década de 1970, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max’s Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado Downtown 81 (também conhecido por “New York Beat Movie”). A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu uma aparição no vídeo “Rapture” da banda Blondie.

Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome “Colab”. Em 1981, o poeta, crítico de arte e “provocador cultural” Rene Ricard publicou um artigo sobre o artista que ajudou a alavancar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova York ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os “neo-expressionistas”. Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. Basquiat, então, já estava viciado em heroína. No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais européias.

Basquiat morreu prematuramente em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

Em 27 anos de vida, Basquiat pintou e rabiscou cerca de mil telas, muitas das quais concentradas em Paris, pelas galerias de arte e nas mãos de colecionadores particulares, além do Beaubourg e Fondation Cartier.

junho 12, 2011

O PODER DA ARTE

De vez em quando, deixo aqui no blog uma indicação de algum livro que acho interessante. Dessa vez, gostaria de recomendar  “O PODER DA ARTE” de Simon Schama. Normalmente os livros de arte abordam de uma maneira geral a vida e a obra dos mestres da pintura, nesse o autor tem uma abordagem mais intimista, onde leitor faz um mergulho na personalidade e nas angústias dos artistas. Não se trata de um livro tradicional de história da arte, mas uma narrativa que nos faz reviver o drama da criação e a inquietude revolucionária dos 8 gênios da pintura abordados nesse livro. São eles: CARAVAGGIO, BELLINI, DAVID, REMBRANDT, TURNER, VAN GOGH, PICASSO E ROTHKO.

Com cerca de 500 páginas, a impressão do livro e capa é de altíssima qualidade. A única desvantagem que encontrei foi o peso para carregá-lo durante o dia ou em viagens.

Com certeza é imprescindível sua aquisição para quem gosta de arte. O meu exemplar comprei na Livraria Mineiriana.

R. Paraíba, 1419

Savassi

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março 26, 2011

Thomaz Farkas

Filed under: Arte, Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 3:21 pm

É com grande pesar que trago essa notícia aqui no blog. Ontem o fotógrafo Thomaz Farkas, faleceu de falência múltipla de órgãos em São Paulo,  aos 86 anos, após permanecer 21 dias internados no Hospital Sírio-Libanês.

Nascido em 1924, Budapeste, Hungria, chegou ao Brasil em 1930 com sua família, fixando residência em São Paulo, onde seu pai foi o fundador da primeira Fotoptica, loja especializada em equipamentos fotográficos. Graduou-se em engenharia mecânica e elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e trabalhou como fotógrafo, professor, produtor, diretor de cinema e empresário.

Na fotografia, desenvolveu um trabalho de expressão pessoal e documental. Atuou também como incentivador e organizador de exposições, concursos e premiações. Foi responsável pelo projeto e instalação de laboratórios fotográficos em várias instituições, entre as quais o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateuabriand (1950), o Instituto de Eletrotécnica (1954), Instituto de Polícia Técnica (1957) e a escola de Comunicações e Artes (1970), os três últimos pertencentes à Universidade de São Paulo. Foi diretor de filmes documentários, bem como produtor e fotógrafo de cinema. A partir de 1968 produziu ou co-produziu trinta e três documentários de curta e média-metragem e oito longas-metragens.

Em 1969, passa a lecionar fotografia nos Departamentos de Cinema e Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, onde desenvolve tese de doutorado sobre os métodos de realização de seus documentários. Lança a revista Fotoptica em 1970, com ensaios de fotógrafos brasileiros e internacionais, e inaugura, em 1979, a Galeria Fotoptica, pioneira na divulgação e comercialização de fotografia no país. A partir de 1990, integra o Conselho Deliberativo da Coleção Pirelli Masp de Fotografia. Assume a direção da Cinemateca Brasileira de São Paulo, em 1993. Em 1997, lança o livro Thomaz Farkas, Fotógrafo e realiza exposição homônima no Masp com trabalhos produzidos nos anos 1940 e 1950. Em 2005, a Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp inaugura a exposição Brasil e Brasileiros no Olhar de Thomaz Farkas, que apresenta, pela primeira vez, imagens coloridas feitas nas décadas de 1960 e 1970. No ano seguinte, parte dessas fotos é reunida no livro Thomaz Farkas, Notas de Viagem. Atualmente integrava o Conselho da Fundação Bienal.

Abaixo uma pequena amostra do trabalho desse grande artista:


“O momento mais lindo da fotografia é quando o amador que fez filmes das férias ou do aniversário do filho vai a uma loja, pega o envelope das fotos e abre. Esse momento é mágico. É a sua obra de arte.” Thomas Farkas

É no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, que se encontra grande parte da obra do artista – cerca de 34 mil imagens.

Desde o dia 27 de janeiro a institução promove a exposição “Uma antologia pessoal”, uma retrospectiva da obra de Farkas, com cerca de cem imagens clicadas entre as décadas de 40 e 70. A abertura da mostra foi acompanhada pelo lançamento de um livro, com 150 fotografias, organizadas pelo próprio fotógrafo com a ajuda dos filhos, João e Kiko Farkas.

“Ele será lembrado como o grande nome da fotografia moderna brasileira e também deixará um legado importantíssimo para o cinema nacional”, diz Sergio Burgi, um dos curadores da exposição. “Farkas participou ativamente desta mostra, revisou e escolheu cada fotograma e ainda selecionou imagens inéditas”.


março 5, 2011

Brassaï conversas com Picasso

Da Editora Cosac & Naify, o Livro “Brassaï CONVERSAS COM Picasso” é uma leitura que recomendo enfaticamente. Trata-se de um relato sobre o período em que o fotógrafo Brassai tornou-se amigo de Pablo Picasso e registrou sua obra para um livro de arte. Picasso admirava a maneira como Brassaï conseguia registrar suas esculturas e dizia que ele fazia isso como ninguém. Uma certa vez , no auge da Segunda Guerra Mundial,  o artista espanhol impôs o fotógrafo ao editor que faria um livro com o registro de suas esculturas.

Picasso ficava horas diante de Brassaï, observando o fotógrafo trabalhar e se divertia com sua técnica. Apelidava Brassaï de “terrorista” todas as vezes que se assustava com as explosões provocadas por pó de magnésio que era utilizada como método de iluminação para fotografar suas esculturas.

Abaixo reproduzo o divertido e interessante diálogo entre essas duas grandes personalidades durante uma sessão de fotos:

PICASSO: Não compreendo… Como sabe qual será o resultado? Não tem nenhum meio para julgar o efeito de sua iluminação… (diz isso diante aos disparos explosivos com pó de magnésio)

BRASSAï: Calculo-a… Por que não emprego projetores? É que múltiplas fontes de luz produzem sombras entrecortadas, confusas. Prefiro a luz de uma única fonte e suavizo as sombras de seus reflexos com anteparos.

PICASSO: Mas por que as esculturas são tão raramente bem fotografadas? (se referindo ao trabalho de outros fotógrafos)

BRASSAï: Não sei que estúpida tradição exige que uma estátua clara seja colocada contra um fundo escuro e uma estátua escura contra um fundo branco… Isso as destrói. Elas são como que achatadas e não podem mais respirar no espaço… Para que uma escultura ganhe toda a sua presença, suas partes iluminadas devem permanecer mais claras que o fundo, e suas partes escuras, mais escuras… É simples…

PICASSO: É a mesma coisa para o desenho: sobre um fundo cinza ou bege, coloca-se branco para a luz e preto para as sombras… Se essa plasticidade não interessa mais à pintura, ela se impõe à fotografia quando esta quer dar o máximo de relevo a uma escultura…

Enfim, diálogos como esse acima,  dão uma aula de fotografia e arte. Recomendo à todos!

dezembro 9, 2010

Série Polaroid – Nº13 – Miró

Filed under: Arte, Poesias-Pensamentos-Frases-Reflexões, Polaroids — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 8:17 am

Joan Miró

Palavras de Joan Miró…

“Creio que, depois do grandioso movimento impressionista francês – um canto à vida e ao otimismo – depois do movimento pós-impressionista, da coragem dos simbolistas, do sintetismo fauvista e da dissecação do cubismo e do futurismo, depois de tudo isso, teremos uma arte livre e todo o interesse estará centralizado na vibração do espírito criador. Esse movimento moderno de análise vai elevar o espírito para uma liberdade luminosa.”

“O surrealismo liberava o inconsciente, exaltava o desejo, concedia mais poderes à arte. As alucinações substituíram o modelo exterior. Eu pintava como em um sonho, com absoluta verdade.”

“Eu nunca sonho quando durmo, só quando estou acordado “.

“Trabalhar muitíssimo e viver a vida, fazer um passeio na montanha ou olhar uma bela mulher; ler um livro, ouvir um concerto; que tudo isso alimente meu espírito para que sua voz se torne mais forte. E, principalmente, queira Deus que não me falte a Santa Inquietude! Graças a ela os homens avançaram.”

“Mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro desaparecer. O que conta é a semente.”

“Um cigarro e uma caixa de fósforos contêm uma vida secreta muito mais intensa que certos seres humanos.”

“A Guerra Civil acarretou bombardeios, mortes, pelotões de fuzilamento; eu quis registrar de algum modo aqueles tempos tristes e dramáticos. Mas tenho de confessar que não tinha a intenção de pintar minha própria Guernica.”

“Eu era incapaz de desenhar. Não conseguia distinguir uma reta de uma curva. Galí me fez pintar uma natureza-morta composta de objetos quase sem cores: um copo de água, um cubo, uma batata. Pois bem, fiz um por-do-sol!”

dezembro 6, 2010

Série Polaroid – Nº12 – Monet

Arrojado, atrevido, apaixonado, trabalhador incansável, amante da boa vida, aglutinador de talentos… Claude Monet foi tudo isso e muito mais. Seus 86 anos de existência foram vividos com uma intensidade tal que parece ter vivido muitas vidas numa só. Passou pelas dificuldades econômicas dos jovens pintores da sua época, mas desfrutou a riqueza de sua consagração como artista e as mais altas honras cívicas de seu país. O mais célebre entre os pintores impressionistas, nasceu em Paris, 14 de novembro de 1840.

O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, “Impressão, nascer do sol”, a partir de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy:

“Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.” .

A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.

É um dos meus pintores favoritos na história da pintura. Durante a minha seleção de fotos polaróides, encontrei algumas imagens que lembram algumas de suas pinturas.

Claude-Oscar Monet

De Monet pode-se dizer que é o pintor da luz, da água, mas sobretudo, do “instante”. “Trabalho muito para conseguir o que procuro: a instantaneidade”, confessou o pintor em uma carta a seu negociante mais fiel, Durand-Ruel.

“Meu propósito é oferecer apenas as coisas das quais estou plenamente satisfeito.”

” Ai de mim, […] quanto mais vejo, pior se torna a hora de representar o que sinto. Digo a mim mesmo: quem diz ter acabado uma tela é terrivelmente orgulhoso, entendendo por acabar completar a obra, deixá-la perfeita.”

“Ainda que sejamos bons, ficamos preocupados demais com o que se vê e se ouve em Paris; em compensação, acredito que o que farei aqui tem o mérito de não se parecer com o de ninguém.”

“As cores são minha obsessão, meu divertimento e meu tormento de todos os dias.”

“Para mim, uma paisagem não existe por si só, visto que sua aparência muda a todo instante; mas a atmosfera que a cerca a concede vida – a luz e o ar que variam continuamente. Para mim, é somente a atmosfera ao redor que revela seus verdadeiros valores.”

“Com o passar do tempo, abri meus olhos e, então, compreendi verdadeiramente a natureza e aprendi a amá-la.”

“(…) Meu único mérito foi o de ter pintado diretamente da natureza com o objetivo de exprimir minhas impressões diante dos efeitos mais fugidios (…).” Carta para Evan Chateris, 1926.

“Todos discutem minha arte e fingem compreender, como se fosse necessário compreendê-la, quando é simplesmente necesssário amar.”

“Cada vez fico mais furioso diante da necessidade de representar o que experimento, e juro a mim mesmo que não seguirei tão impotente, porque parece que posso fazer grandes progressos.”

“Encontro-me estupidamente atacado por reumatismo […] O que me aflige é pensar que tenha de renunciar a desafiar qualquer clima e não trabalhar fora, salvo com bom tempo. Que estupidez é a vida!”

 

outubro 8, 2010

A Fotografia e o Mercado das Artes

Nos últimos anos,  a obra fotográfica vem ganhando cada vez mais espaços não só nas galerias tradicionais, como em locais criados especificamente para sua exibição.

São galerias fotográficas, feiras nacionais e mundiais de obras fotográficas e, atrelada a isso, a especialização de um número cada vez maior de profissionais capazes de interagir e fomentar esse mercado.

Pesquisas apontam as obras de arte, entre elas a fotografia, como um dos maiores investimentos financeiros da atualidade.

Na outra ponta, em um momento em que o ato de fotografar se torna cada vez mais popular, grande parte dos fotógrafos vêem que o desenvolvimento de um trabalho autoral é um dos principais, senão o principal caminho para a criação de um estilo próprio, de um olhar diferenciado sobre aquilo que o cerca.

Baseada nesses fatores, a Regional Minas Gerais da Associação de Fotógrafos Fototech promoverá, no dia 1º de dezembro de 2010. O simpósio “A Fotografia e o Mercado das Artes”

O evento contará com a participação de importantes nomes da fotografia brasileira que trarão à discussão, não só o funcionamento deste mercado, mas um levantamento histórico de seu desenvolvimento e o papel desempenhado pelos principais agentes deste setor artístico.

São eles: Isabel Amado (RJ), Ricardo Fernandes (MG/Paris), João Castilho (MG) e Sérgio Burgi (SP)

Isabel Amado: De 1988 a 1996, foi a coordenadora da Galeria Fotoptica, em São Paulo, fundada por Thomaz Farkas, um dos pioneiros da moderna fotografia em nosso país. Nesse período de 8 anos, realizou 74  exposições dos principais fotógrafos brasileiros, entre eles, Bob Wolfenson, Claudia Jaguaribe, Iatã Cannabrava, Christian Cravo e Claudio Edinger. A partir de 1997, passou a coordenar o Departamento de Fotografia do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, até 2000. Dirige a empresa Anima Montagens desde 2000, especializada na organização e na manutenção de arquivos e acervos de fotografia, é sócia da Galeria da Gávea, inaugurada em agosto de 2009 no Rio de Janeiro.

Ricardo Fernandes: nascido em Belo Horizonte, no ano de 1968, radicado desde 2007 em Paris, de onde desenvolve seus trabalhos e seus projetos. Passando pelas Universidades de Fribourg, na Suíça, pelo Instituto Izabela Hendrix, no Brasil e pela École du Louvre, em Paris, ele desenvolveu seus estudos e pesquisas em Jornalismo de Arte, Design de Interiores e História da Arte, respectivamente. Marchand, curador de eventos de arte e design, tornou-se um experiente profissional, negociando arte e objetos no mundo. Pesquisador poliglota e crítico de arte exigente, credenciado pela Association Internationale des Critiques d’Art (AICA). Colabora com renomadas revistas brasileiras, trabalhando também como escritor de ensaios e artigos internacionais sobre a arte e o design.

João Castilho: nascido em Belo Horizonte, onde vive e trabalha, é fotografo, mestrando em Artes Visuais pela UFMG, especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard e graduado em jornalismo pela PUC Minas. Realizou exposições individuais e coletivas em diversos locais do Brasil e exterior. Recebeu os prêmios Conrado Wessel de Arte, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, Prêmio Porto Seguro de Fotografia, Bolsa Funarte de  Estimulo a Criação Artística e a Bolsa Pampulha. Em 2008 publicou o livro Paisagem Submersa pela Cosac Naify. Tem obras no acervo do Museu da Pampulha, no MAM da Bahia, no MAM de São Paulo e na Coleção Pirelli-Masp de Fotografia.

Sérgio Burgi: Formou-se em Ciências Sociais pela USP em 1981 e ingressou no mesmo ano no curso de Mestrado em Conservação Fotográfica da School of Photographic Arts and Sciences, Rochester Institute of Technology, NY, EUA, onde obteve em 1984 os diplomas de Master of Fine Arts in Photography e Associate in Photographic Science pelo Rochester Institute of Technology, ambos com trabalhos específicos na área de conservação fotográfica. Foi coordenador do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Fundação Nacional de Arte, no Rio de Janeiro, entre 1984 e 1991. É membro do Grupo de Preservação Fotográfica do Comitê de Conservação do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e, desde 1999, coordena a área de fotografia e a Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles (IMS), principal instituição voltada para a guarda e preservação de acervos fotográficos no Brasil.

Serviço:

Data: 01º de dezembro de 2010

Local: Auditório da Escola Guignard

Endereço: Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras – Belo Horizonte – MG

Horário: das 8:30hs às 19hs

Programação:

8:30hs: Recepção e credenciamento dos participantes

9:00hs: Palestra “A arte e o mercado no âmbito da fotografia”. Palestrante: Isabel Amado (RJ)

10:30hs: Palestra “O marchand e o mercado da arte fotográfica nacional e internacional”. Palestrante: Ricardo Fernandes (MG/Paris)

12:00hs: Intervalo para almoço

14:00hs: Palestra “O fotógrafo e a obra artística.” Palestrante: João Castilho (MG)

15:30hs: Palestra “O papel do colecionador e os cuidados na preservação da obra fotográfica,” Palestrante: Sérgio Burgi (SP)

17:00hs: Coffee Break

17:30hs: Bate-papo entre os palestrantes e os participantes.

19:00hs: Encerramento

Investimento:

Até 31 de outubro:

R$ 100,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)

R$ 150,00 (público em geral)

Forma de pagamento: 02 vezes (inscrição + dia do evento) / 10% de desconto à vista

De 1º a 15 de novembro:

R$ 125,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)

R$ 175,00 (público em geral)

Forma de pagamento: 02 vezes (inscrição + dia do evento)

De 16 de novembro até 1º de dezembro:

R$ 150,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)

R$ 200,00 (público em geral)

Forma de pagamento: à vista

* Associados Fototech do interior de Minas Gerais (exceto Grande BH) tem 50% de desconto sobre o valor do investimento do associado da capital e região metropolitana em todos os períodos de inscrição.

Inscrição:

Preencha o formulário clicando aqui. Você receberá por e-mail as informações para confirmar sua inscrição.

Maiores informações pelo e-mail minas@fototech.com.br ou pelo telefone (31)9811-8891 c/ Nereu Jr  (Diretor de Comunicação / Regional MG)


setembro 12, 2010

Mercado de Arte Brasileiro

Hoje, domingo, um belo dia de sol na capital mineira, estava cozinhando para minha família como faço de costume todos os domingos, pois é um dos meus prazeres nos finais de semana. De repente, deparo-me como uma excelente reportagem na Folha de S.Paulo sobre o mercado de arte brasileiro. Segundo informações do próprio jornal, centenas de colecionadores estrangeiros e diretores de instituições internacionais de prestígio, do MoMa à Tate, chegam ao país na semana que vem para a abertura da 29ª Bienal de São Paulo. O mercado brasileiro de arte já movimenta milhões por ano e este ano estima-se atingir R$ 200 milhões. A reportagem chama atenção ao crescente número de brasileiros se destacando no mercado internacional, mostra a opinião de alguns colecionadores e informa que o mercado tem atraído investidores interessados no potencial de valorização das obras. Segundo informações, nos últimos dez anos, os investimentos em arte tiveram uma valorização muito superior à da Bolsa.

A galerista Luisa Strina, proprietária da mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, conta que há menos de 10 anos vendeu um trabalho da série Metaesquema do artista Hélio Oiticica, por US$5.000 e que na última edição da SP Arte, feira que reúne galeristas de todo o país, um Metaesquema similar estava à venda por US$ 250 mil.

A tela “O Mágico” (2001), da pintora carioca Beatriz Milhazes, alcançou a marca de US$ 1 milhão em um leilão da Sotheby”s, em 2008.

A Folha de S.Paulo, menciona sobre a importância do surgimento de colecionadores privados que disponibilizam suas obras construindo museus abertos à visitação pública. Cita como exemplo países como China, México, Turquia e exclui o Brasil. Infelizmente esquecem do nosso Museu Inhotim , localizado na cidade de Brumadinho, próximo à Belo Horizonte, MG. O Museu Inhotim surgiu assim conforme a reportagem se refere aos outros países. Em 2004, o empresário mineiro Bernardo Paz viu a necessidade de abrigar num espaço sua coleção de obras de arte e abre a visitação pública. O museu abriga cerca de 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, e hoje é considerado a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, também é considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Além do grande número de obras artísticas, o Inhotim possui uma área formada por 486 mil m² de jardins projetados por Burle Marx, com 4 mil espécies em cultivo, e está cercado por uma mata nativa, com 30% de todo o acervo em exposição para o público. Uma bela dica para quem visitar Belo Horizonte, não deixem de conhecer!

Um dos maiores colecionadores do país José Olympio, diretor do Credit Suisse, possui na sua coleção mais de mil obras, mas faz uma ressalva dizendo: “O mercado é muito complexo, não é todo Vik Muniz que se valoriza.”

Como em qualquer área, a pessoa tem que conhecer profundamente com o que está lhe dando, por coincidência no post passado, contei como curiosidade na biografia de Rembrandt, que o grande artista não sabia investir nas obras de arte que colecionava o levando a ruína e falência.

Outra citação importante na reportagem da Folha, é que seria importante o interesse do governo brasileiro através da própria legislação dar auxílio no sentido da não dificultar a vinda de importantes obras para o nosso país com as altas taxas de impostos. Em 1999, o empresário Ronaldo Cézar Coelho comprou em um leilão em Nova York, a obra “Vaso com Flores” de Guignard por US$759 mil, depois descobriu que teria que pagar outros US$200 mil de impostos para trazê-la de volta ao Brasil.

Encontrei na internet a reportagem parcial, clique aqui para ler. Mas a reportagem completa está na mídia impressa, para quem gosta de arte, vale à pena adquiri-la e lê-la.

setembro 9, 2010

Rembrandt van Rijn

Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em 15 de julho de 1606, na cidade universitária de Leida , Holanda. Próxima a Amsterdã, na época Leida contava com cerca de 40 mil habitantes. Seu pai, Harmen Gerritszon van Rijn, um respeitável moleiro local, inscreveu Rembrandt na Universidade de Leida. Porém o destino do artista não seria a literatura, tal como imaginara seu pai, pois em poucos meses abandonou a universidade. Entre 1620 e 1623, tornou-se discípulo e, portanto, aprendiz do pintor holandês Jacob van Swanenburgh (1571-1638), que havia regressado a Leida após uma longa temporada na Itália. Em 1624, mudou-se para Amsterdã. Já decidido pela pintura e seduzido pelo espírito do Renascimento, Rembrandt freqüentou outros estúdios de pintura de famosos pintores, todos adeptos ao estilo italiano.

Casou-se com Saskia van Uylenburgh e apesar das tragédias que viveu na sua vida pessoal, fez muito sucesso como artista. Teve momentos de fama e glória, tornou-se um homem rico e, como tal, foi alçado à condição de prestigiado membro da alta sociedade holandesa. No auge da sua fama, recebia diversas encomendas, vivia um ritmo intenso de trabalho, ao mesmo tempo que crescia o número de aprendizes interessados em ter aulas com o “mestre”. Rembrandt era um impulsivo colecionador de obras de arte, influenciado pelo espírito dos marchands que viviam próximos dele. Mais tarde, viúvo e abalado emocionalmente, perdeu o controle sobre o seu negócio. O artista, não era bom administrador da sua fortuna e sua incontrolável febre colecionadora o levou a esbanjá-la em uma extensa série de duvidosas aquisições. Mergulhou-se em dívidas, foi obrigado a requisitar empréstimos e se comprometeu a amortizar suas obrigações no prazo de um ano, oferecendo como garantia seus bens e suas propriedades. Perdeu todo o patrimônio e acabou no final da sua vida sendo sustentado pelo seu filho, Titus.

A maneira com que Rembrandt trabalhava a luz sempre me fascinou, assim como Caravaggio. O que mais admiro nesses pintores é a maestria com que trabalhavam o contraste das altas e baixa luzes. Os retratos nas pinturas de Rembrandt são magníficos, não é atoa que na fotografia existe um esquema de luz intitulado: “iluminação Rembrandt”. Por esse motivo, não me surpreendi durante uma pesquisa sobre o pintor, descobrir que suas principais influências foram os pintores Caravaggio e Ticiano. De vez em quando, durante as minhas visitas em museus, registro algumas dessas pinturas para observá-las, depois, com mais calma.

No Museu Metropolitan de Nova York, tem alguns salões totalmente destinados a Rembrandt:

No Hermitage de São Petersburgo, Rússia, tem uma das obras mais famosas de Rembrandt:

Danae – 1636

Óleo sobre tela

185 X 202,5cm

Em 1985, essa tela foi danificada por um mitomaníaco que, em nome da moral, derramou um frasco de ácido sobre a obra e esfaqueou duas vezes. Imediatamente foi iniciado o processo de recuperação da tela, trabalho que se estendeu por muitos anos. Todo o processo de restauração foi revelado em 1997 na exposição “ O destino da obra-prima de Rembrandt”, realizada no próprio museu.


setembro 2, 2010

Frida Kahlo

Filed under: Arte — Tags:, , , , , — Lucia Adverse @ 10:28 pm

Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacán, uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México.

Durante a infância, Frida contrai poliomielite que deixa uma sequela na sua perna direita. A poliomielite foi a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que a artista sofre ao longo de sua vida. Desde essa época ela começa a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Do pai, fotógrafo e pintor, vieram as tintas, o estímulo e o dom da pintura. Ao contrário de muitos artistas, Frida não começou a pintar cedo. Embora fosse grande o estímulo do pai, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste as aulas de desenho e modelagem.

Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez.

Nessa época sofre um grave acidente que marcou sua vida: o ônibus no qual viajava chocou-se contra um trem, partiu sua coluna, sua pélvis e diversos ossos. Foram anos de repouso, recuperação, dores, médicos e diversos coletes ortopédicos de materiais diferentes.

A Coluna Partida, 1944

“Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar”

Em 1928, entra para o Partido comunista mexicano, conhece o muralista Diego Rivera, pintor renomado e 21 anos mais velho. Casam-se no ano seguinte e sob influência de Diego, a pintora forma uma personalidade política e artística, nacionalista, valorizando as raízes culturais mexicanas e suas origens índias.

Frida and Diego Rivera – 1931

San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, CA, USA

Devido às fraturas na bacia, Frida é informada de que não poderia ter filhos de parto normal, também era recomendável que evitasse engravidar, o acidente a impossibilita de realizar seu desejo de ter filhos.  Por causa da tragédia, faz várias cirurgias e fica bastante tempo acamada. Durante a sua longa convalescença, começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

O relacionamento de Frida e Rivera foi muito tumultuado, já que ambos tinham temperamentos fortes. A relação dos dois foi marcada por uma série de traições e desavenças. Em sua grande obra artística, retrata de forma perturbadora suas angústias, vivências e seus medos.

Durante a sua carreira fez uma série de auto-retratos:

“Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.

Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo foi encontrada morta. O atestado de óbito aponta a causa da morte: embolia pulmonar. Mas a última anotação em seu diário diz: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida” permite aventar-se a hipótese de suicídio.

Em 2002, foi gravado um filme que mostra toda a vida, drama e arte dessa grande pintora. Vi e recomendo. Frida Kahlo é interpretada pela atriz Salma Hayek e Diego Rivera pelo ator de Alfred Molina.

Abaixo um pequeno trecho do filme, disponível no You Tube, onde Frida dá uma divertida opinião sobre uma das telas de Riviera:

Agora, contei toda essa história de uma das maiores personalidades latinoamericanas, para encerrar o post informando o mais novo livro lançado pela Editora  COSAC NAIFY. Lançamento mundial no Brasil, México, França, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e América Latina, este livro revela um acervo inédito que retrata o universo da artista mexicana Frida Kahlo.

Frida Kahlo – Suas Fotos

Autor: VARIOS AUTORES
Editora: COSAC NAIFY

ISBN: 8575037056

Livro em português
Encad. C/ Sobrecapa
1ª Edição – 2010

Quando Frida morreu, em 1954, todos os seus objetos ficaram trancados no banheiro da Casa Azul, onde ela morou muitos anos com o pintor Diego Rivera. Cinquenta anos mais tarde, esse tesouro foi aberto, mas somente agora, mais de 400 fotos deste acervo são finalmente reunidas numa publicação. As imagens mostram uma série de auto-retratos de seu pai fotógrafo, a Frida menina, seu estúdio, o encontro com Rivera, seu círculo cosmopolita de amigos e a intimidade da artista com personagens notáveis como Breton, Duchamp, Trótski, Henry Ford, Dolores del Rio e alguns brasileiros como Adalgisa Nery.

A influência da fotografia em sua obra, suas referências políticas e estéticas, o sofrimento do corpo, as inúmeras cirurgias, e, sobretudo a construção de sua impactante figura pública são analisadas em textos de grandes estudiosos de todas as partes do mundo. A edição terá tiragem única no Brasil.

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