Luciaadverse's Blog

setembro 24, 2010

Paraty em Foco

Filed under: Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 11:40 am

Abaixo um vídeo com o resultado do workshop multimídia administrado por Egberto Nogueira durante o Festival Internacional de Fotografia em Paraty, RJ. Egberto compartilhou com seus alunos a sua experiência unindo sua linguagem fotográfica as novas tecnologias que permitem filmar e produzir filmes e curtas. Para quem não foi a Paraty, através do filme terá oportunidade de acompanhar um pouco o que aconteceu no festival com um trecho imperdível da entrevista da fotógrafa Maureen Bisilliat.

“Workshop da fotografia ao cinema num clique”

Coordenação e Direção:

Egberto Nogueira/Imã Foto Galeria

Edição:

Daniela Pinheiro/Imã Foto Galeria

Música:

“Os coroas cirandeiros”- ciranda de Paraty

Participantes:

Ana Carolina Cardozo

Andre Vallejo da Silva

Caio Francisco Coronel

Cristina Beskow

Daniel de Jesus Lima

Daniela Pinheiro

Daniela Russo

Denise Hey David

Gisele Porcaro

Gustavo Felicio Ferreira

Jessé Giotti

João Correia Filho

Nikolle Amadori

Thiago Matozo Ferraz

Vladimir Machado Moreira

Colaboradores:

Cecília Laszkiewicz

Dorival Moreira

Ricardo Hantzschek

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setembro 21, 2010

Henri Cartier Bresson

Filed under: Historia da fotografia — Lucia Adverse @ 1:24 pm

Shangai, China 1948 – 1949.

Antes do domínio da televisão, a maioria das pessoas via o mundo pelas imagens das revistas e, assim, os ensaios de Bresson eram furos mundiais de reportagem

Pai do fotojornalismo e um dos criadores da fotografia moderna, Henry Cartier-Bresson (1908-2004) empunhou a câmera até já ter passado dos 80 anos de idade e, durante seis décadas, cruzou quase todos os quatro cantos do mundo. A ampla abrangência geográfica e histórica do trabalho dele compõe uma narrativa em imagens de mais da metade do século 20.

Em lugares tão distintos como Nikko ou Cairo, Hyères ou Pequim, Bresson perpetuou flagrantes do século moderno em momentos e movimentos marcantes como a morte de Gandhi ou passageiros como o êxtase de um menino olhando a bola que jogou para o alto.

A essência dessa narrativa forma uma das maiores retrospectivas dele, Henri Cartier-Bresson: The Modern Century, que o Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York, exibe só mais uma semana, até o dia 28. São 300 fotos feitas entre 1929 e 1989, a maior parte cedida pela Fundação Cartier-Bresson, de Paris. Entre elas há pelo menos umas 70 que até agora eram bem pouco conhecidas.

Bresson começou a viajar pelo mundo com 22 anos, quando deixou os estudos de pintura e foi viver como caçador na Costa do Marfim, que ainda era uma colônia do seu país, a França. Quando voltou para casa e descobriu o que podia fazer com uma Leica portátil, saiu pelos países vizinhos e depois seguiu para o México, capturando imagens que ficariam entre as melhores de qualquer tempo.

Liberdade. A Magnum, agência cooperativa que ele e os amigos Robert Capa, George Rodger e David “Chim” Seymour criaram depois do fim da 2.ª Guerra (durante a qual ele passou três anos prisioneiro dos nazistas), deu-lhe meios e liberdade para cobrir o que quisesse e onde quisesse. À entrada das 13 galerias que abrigam a exposição no MoMA, há sete mapas traçando os lugares por onde ele passou – quase toda a Europa, Índia, Japão, China, Oriente Médio, África, a antiga União Soviética e a América do Norte – com o registro das datas e de quantas vezes esteve em cada um.

Organizada por Peter Galassi, chefe do Departamento de Fotografia do MoMA, a exposição é dividida em temas e destaca alguns períodos ou trabalhos especiais na carreira de Bresson. As duas primeiras seções resumem o começo da carreira dele na década de 1930 e introduzem seu trabalho inicial como fotojornalista.

O jovem que se identificava com as ideias surrealistas começou a usar a maleabilidade e rapidez da Leica como um pintor e seu caderno de esboços, representando com traços simples o máximo do que pudesse exprimir – como na mais do que famosa imagem, de 1932, que mostra o homem saltando uma poça d”água atrás da estação de trens Saint-Lazare, em Paris.

Depois da guerra, a magia surrealista deu lugar a um novo estilo dele, quase sempre com o enquadramento de um pequeno grupo de pessoas em cenas que contam toda uma história com clareza absoluta. Para ter-se a dimensão da vergonha e do ódio que restaram da guerra, não é preciso muito mais do que uma frase – “mulher que foi informante da Gestapo é denunciada” – para identificar uma foto tirada em abril de 1945 num acampamento de pessoas deslocadas pela guerra, em Dessau, na Alemanha.

Antes do domínio da televisão, a maioria das pessoas via o mundo pelas imagens de revistas e alguns ensaios fotográficos de Bresson foram furos mundiais de reportagem. Em 1958, ele passou quatro meses na China acompanhando o programa de industrialização forçada planejado por Mao. Mesmo monitorado pelas autoridades, saiu de lá com um fantástico corpo de trabalho. A Life abriu dez páginas em cor (modalidade que o próprio Bresson não gostava, não se dava bem e acabou excluindo do que considerava o trabalho da sua vida) e deu menor atenção às fotos em preto e branco. Fora um livreto publicado em 1964, a retrospectiva no MoMA é a primeira apresentação dessas imagens com o valor que Bresson lhes deu ao registrá-las.

Retratos. Nas suas voltas pelo mundo, o fotógrafo que acompanhou “o grande salto adiante” da revolução comunista na China e foi o primeiro profissional do Ocidente a entrar na União Soviética depois da morte de Stálin, ainda achou tempo para ser um dos grandes retratistas do século 20. Bresson fez perto de mil retratos de pessoas notáveis, a maioria artistas e escritores. Preferia fotografá-las em suas casas e quando lhe perguntavam quanto tempo ele ia demorar para fazer o trabalho, brincava: “Mais do que um dentista e menos do que um psicanalista.” É de se imaginar quem desses dois estava com a mão no disparador ao fotografar Bonnard num cantinho de seu estúdio, Colette e Pauline, sua companheira, em vestidos de bolinhas, Chanel fumando sob uma máscara veneziana, Carl Jung fumando cachimbo, Sartre numa ponte em meio à névoa, Matisse cercado por gaiolas e pombas, ou Truman Capote meio escondido por folhagens.

Como um dos museus que mais utiliza a internet para alcançar o maior público possível, o MoMA produziu um website interativo (www.MoMA.org/cartierbresson) que permite aos visitantes ver todas as imagens exibidas na retrospectiva. Henri Cartier-Bresson: The Modern Century também resultou em um livro publicado pelo museu e distribuído fora dos Estados Unidos pela editora Thames & Hudson.

Fonte: Tonica Chagas, especial para o Estado, de Nova York – O Estado de S.Paulo

setembro 15, 2010

Paraty em Foco

Filed under: Dicas — Tags:, — Lucia Adverse @ 2:48 pm

Paraty, 15 de setembro de 2010.

Relato da manhã de quarta-feira:

Acordei hoje bem cedo e fui dar uma volta na cidade de Paraty para ver o que acorre na cidade algumas horas antes da abertura do “Paraty em Foco” – Festival Internacional de Fotografia, atualmente uma das maiores iniciativas culturais do país, ligadas à fotografia.  Desde sua 1ª edição, em 2005, o Paraty em Foco ofereceu workshops, entrevistas e exposições para um público de aproximadamente 15 mil pessoas. Criado pelo fotógrafo italiano Giancarlo Mecarelli, hoje o evento é uma parceria entre a Galeria Zoom, a FNAC, a Fototech e o Estúdio Madalena.
Esse é o primeiro cidadão que encontro na cidade logo que ponho o pé na rua:

São 8 horas da manhã, a cidade “ainda” está vazia. Enquanto seus visitantes adormecem ou estão a caminho, a organização do evento e os moradores da cidade se preparam para receber centenas de turistas e fotógrafos se reúnem nesses 5 dias de festival.

Nas ruelas da charmosa Paraty, encontram-se apenas algumas pessoas se preparando para ir ao trabalho, os responsáveis pela limpeza da cidade, a equipe de apoio do festival que faz a segurança dos locais onde ocorrerão os eventos e eu uma cidadã (eu) ansiosa em conhecer esse evento que reúne tanta gente para discutir uma paixão em comum, a fotografia. Isso mesmo, tenho que confessar, é a minha primeira vez no festival, conflitos de datas e compromissos me impediram que estivesse presente das outras vezes. A minha espectativa é muito grande, além de conhecer o tão famoso festival, espero aproveitar os workshops, palestras e reencontrar os amigos.

Abaixo a Tenda Matriz ainda com os primeiros raios de sol do dia:

Com cerca de 350 metros quadrados e 300 lugares, nesse local terão encontros, algumas entrevistas e projeções de fotos.
Clique aqui e veja a programação completa no site do Paraty em Foco.

O espaço do antigo cinema da Cidade, este ano abriga um mix de atividades, o visitante além de poder assistir a transmissão ao vivo das palestras (período da tarde) poderá usufruir de internet livre tomando um café, se inscrever na leitura de portfólio, adquirir um livro assinado pelo fotógrafo autor (ou simplesmente folhear) nas Tardes do Livro Livre, ou ainda assistir tranquilamente a Sessão Intervalo com sua programação multimídia. Lembrando que nesse local, será a nossa reunião da Fototech, dia 17, sexta-feira, de 9:30h às 12:30h. Solicitamos a presença de todos os associados Fototech presentes em Paraty nesse local.

Aqui é o local aonde são feitas as inscrições para os workshops e atendimento ao público.
Mais informações consulte o site.

setembro 12, 2010

Mercado de Arte Brasileiro

Hoje, domingo, um belo dia de sol na capital mineira, estava cozinhando para minha família como faço de costume todos os domingos, pois é um dos meus prazeres nos finais de semana. De repente, deparo-me como uma excelente reportagem na Folha de S.Paulo sobre o mercado de arte brasileiro. Segundo informações do próprio jornal, centenas de colecionadores estrangeiros e diretores de instituições internacionais de prestígio, do MoMa à Tate, chegam ao país na semana que vem para a abertura da 29ª Bienal de São Paulo. O mercado brasileiro de arte já movimenta milhões por ano e este ano estima-se atingir R$ 200 milhões. A reportagem chama atenção ao crescente número de brasileiros se destacando no mercado internacional, mostra a opinião de alguns colecionadores e informa que o mercado tem atraído investidores interessados no potencial de valorização das obras. Segundo informações, nos últimos dez anos, os investimentos em arte tiveram uma valorização muito superior à da Bolsa.

A galerista Luisa Strina, proprietária da mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, conta que há menos de 10 anos vendeu um trabalho da série Metaesquema do artista Hélio Oiticica, por US$5.000 e que na última edição da SP Arte, feira que reúne galeristas de todo o país, um Metaesquema similar estava à venda por US$ 250 mil.

A tela “O Mágico” (2001), da pintora carioca Beatriz Milhazes, alcançou a marca de US$ 1 milhão em um leilão da Sotheby”s, em 2008.

A Folha de S.Paulo, menciona sobre a importância do surgimento de colecionadores privados que disponibilizam suas obras construindo museus abertos à visitação pública. Cita como exemplo países como China, México, Turquia e exclui o Brasil. Infelizmente esquecem do nosso Museu Inhotim , localizado na cidade de Brumadinho, próximo à Belo Horizonte, MG. O Museu Inhotim surgiu assim conforme a reportagem se refere aos outros países. Em 2004, o empresário mineiro Bernardo Paz viu a necessidade de abrigar num espaço sua coleção de obras de arte e abre a visitação pública. O museu abriga cerca de 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, e hoje é considerado a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, também é considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Além do grande número de obras artísticas, o Inhotim possui uma área formada por 486 mil m² de jardins projetados por Burle Marx, com 4 mil espécies em cultivo, e está cercado por uma mata nativa, com 30% de todo o acervo em exposição para o público. Uma bela dica para quem visitar Belo Horizonte, não deixem de conhecer!

Um dos maiores colecionadores do país José Olympio, diretor do Credit Suisse, possui na sua coleção mais de mil obras, mas faz uma ressalva dizendo: “O mercado é muito complexo, não é todo Vik Muniz que se valoriza.”

Como em qualquer área, a pessoa tem que conhecer profundamente com o que está lhe dando, por coincidência no post passado, contei como curiosidade na biografia de Rembrandt, que o grande artista não sabia investir nas obras de arte que colecionava o levando a ruína e falência.

Outra citação importante na reportagem da Folha, é que seria importante o interesse do governo brasileiro através da própria legislação dar auxílio no sentido da não dificultar a vinda de importantes obras para o nosso país com as altas taxas de impostos. Em 1999, o empresário Ronaldo Cézar Coelho comprou em um leilão em Nova York, a obra “Vaso com Flores” de Guignard por US$759 mil, depois descobriu que teria que pagar outros US$200 mil de impostos para trazê-la de volta ao Brasil.

Encontrei na internet a reportagem parcial, clique aqui para ler. Mas a reportagem completa está na mídia impressa, para quem gosta de arte, vale à pena adquiri-la e lê-la.

setembro 9, 2010

Rembrandt van Rijn

Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em 15 de julho de 1606, na cidade universitária de Leida , Holanda. Próxima a Amsterdã, na época Leida contava com cerca de 40 mil habitantes. Seu pai, Harmen Gerritszon van Rijn, um respeitável moleiro local, inscreveu Rembrandt na Universidade de Leida. Porém o destino do artista não seria a literatura, tal como imaginara seu pai, pois em poucos meses abandonou a universidade. Entre 1620 e 1623, tornou-se discípulo e, portanto, aprendiz do pintor holandês Jacob van Swanenburgh (1571-1638), que havia regressado a Leida após uma longa temporada na Itália. Em 1624, mudou-se para Amsterdã. Já decidido pela pintura e seduzido pelo espírito do Renascimento, Rembrandt freqüentou outros estúdios de pintura de famosos pintores, todos adeptos ao estilo italiano.

Casou-se com Saskia van Uylenburgh e apesar das tragédias que viveu na sua vida pessoal, fez muito sucesso como artista. Teve momentos de fama e glória, tornou-se um homem rico e, como tal, foi alçado à condição de prestigiado membro da alta sociedade holandesa. No auge da sua fama, recebia diversas encomendas, vivia um ritmo intenso de trabalho, ao mesmo tempo que crescia o número de aprendizes interessados em ter aulas com o “mestre”. Rembrandt era um impulsivo colecionador de obras de arte, influenciado pelo espírito dos marchands que viviam próximos dele. Mais tarde, viúvo e abalado emocionalmente, perdeu o controle sobre o seu negócio. O artista, não era bom administrador da sua fortuna e sua incontrolável febre colecionadora o levou a esbanjá-la em uma extensa série de duvidosas aquisições. Mergulhou-se em dívidas, foi obrigado a requisitar empréstimos e se comprometeu a amortizar suas obrigações no prazo de um ano, oferecendo como garantia seus bens e suas propriedades. Perdeu todo o patrimônio e acabou no final da sua vida sendo sustentado pelo seu filho, Titus.

A maneira com que Rembrandt trabalhava a luz sempre me fascinou, assim como Caravaggio. O que mais admiro nesses pintores é a maestria com que trabalhavam o contraste das altas e baixa luzes. Os retratos nas pinturas de Rembrandt são magníficos, não é atoa que na fotografia existe um esquema de luz intitulado: “iluminação Rembrandt”. Por esse motivo, não me surpreendi durante uma pesquisa sobre o pintor, descobrir que suas principais influências foram os pintores Caravaggio e Ticiano. De vez em quando, durante as minhas visitas em museus, registro algumas dessas pinturas para observá-las, depois, com mais calma.

No Museu Metropolitan de Nova York, tem alguns salões totalmente destinados a Rembrandt:

No Hermitage de São Petersburgo, Rússia, tem uma das obras mais famosas de Rembrandt:

Danae – 1636

Óleo sobre tela

185 X 202,5cm

Em 1985, essa tela foi danificada por um mitomaníaco que, em nome da moral, derramou um frasco de ácido sobre a obra e esfaqueou duas vezes. Imediatamente foi iniciado o processo de recuperação da tela, trabalho que se estendeu por muitos anos. Todo o processo de restauração foi revelado em 1997 na exposição “ O destino da obra-prima de Rembrandt”, realizada no próprio museu.


setembro 2, 2010

Frida Kahlo

Filed under: Arte — Tags:, , , , , — Lucia Adverse @ 10:28 pm

Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacán, uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México.

Durante a infância, Frida contrai poliomielite que deixa uma sequela na sua perna direita. A poliomielite foi a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que a artista sofre ao longo de sua vida. Desde essa época ela começa a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais.

Do pai, fotógrafo e pintor, vieram as tintas, o estímulo e o dom da pintura. Ao contrário de muitos artistas, Frida não começou a pintar cedo. Embora fosse grande o estímulo do pai, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.

Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste as aulas de desenho e modelagem.

Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez.

Nessa época sofre um grave acidente que marcou sua vida: o ônibus no qual viajava chocou-se contra um trem, partiu sua coluna, sua pélvis e diversos ossos. Foram anos de repouso, recuperação, dores, médicos e diversos coletes ortopédicos de materiais diferentes.

A Coluna Partida, 1944

“Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar”

Em 1928, entra para o Partido comunista mexicano, conhece o muralista Diego Rivera, pintor renomado e 21 anos mais velho. Casam-se no ano seguinte e sob influência de Diego, a pintora forma uma personalidade política e artística, nacionalista, valorizando as raízes culturais mexicanas e suas origens índias.

Frida and Diego Rivera – 1931

San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, CA, USA

Devido às fraturas na bacia, Frida é informada de que não poderia ter filhos de parto normal, também era recomendável que evitasse engravidar, o acidente a impossibilita de realizar seu desejo de ter filhos.  Por causa da tragédia, faz várias cirurgias e fica bastante tempo acamada. Durante a sua longa convalescença, começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.

O relacionamento de Frida e Rivera foi muito tumultuado, já que ambos tinham temperamentos fortes. A relação dos dois foi marcada por uma série de traições e desavenças. Em sua grande obra artística, retrata de forma perturbadora suas angústias, vivências e seus medos.

Durante a sua carreira fez uma série de auto-retratos:

“Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.

Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo foi encontrada morta. O atestado de óbito aponta a causa da morte: embolia pulmonar. Mas a última anotação em seu diário diz: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar – Frida” permite aventar-se a hipótese de suicídio.

Em 2002, foi gravado um filme que mostra toda a vida, drama e arte dessa grande pintora. Vi e recomendo. Frida Kahlo é interpretada pela atriz Salma Hayek e Diego Rivera pelo ator de Alfred Molina.

Abaixo um pequeno trecho do filme, disponível no You Tube, onde Frida dá uma divertida opinião sobre uma das telas de Riviera:

Agora, contei toda essa história de uma das maiores personalidades latinoamericanas, para encerrar o post informando o mais novo livro lançado pela Editora  COSAC NAIFY. Lançamento mundial no Brasil, México, França, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e América Latina, este livro revela um acervo inédito que retrata o universo da artista mexicana Frida Kahlo.

Frida Kahlo – Suas Fotos

Autor: VARIOS AUTORES
Editora: COSAC NAIFY

ISBN: 8575037056

Livro em português
Encad. C/ Sobrecapa
1ª Edição – 2010

Quando Frida morreu, em 1954, todos os seus objetos ficaram trancados no banheiro da Casa Azul, onde ela morou muitos anos com o pintor Diego Rivera. Cinquenta anos mais tarde, esse tesouro foi aberto, mas somente agora, mais de 400 fotos deste acervo são finalmente reunidas numa publicação. As imagens mostram uma série de auto-retratos de seu pai fotógrafo, a Frida menina, seu estúdio, o encontro com Rivera, seu círculo cosmopolita de amigos e a intimidade da artista com personagens notáveis como Breton, Duchamp, Trótski, Henry Ford, Dolores del Rio e alguns brasileiros como Adalgisa Nery.

A influência da fotografia em sua obra, suas referências políticas e estéticas, o sofrimento do corpo, as inúmeras cirurgias, e, sobretudo a construção de sua impactante figura pública são analisadas em textos de grandes estudiosos de todas as partes do mundo. A edição terá tiragem única no Brasil.

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