Luciaadverse's Blog

abril 28, 2011

Art Beijing 2011- Contemporary Art Fair

Filed under: Dicas — Tags:, — Lucia Adverse @ 6:49 pm

Abaixo o convite da talentosa fotógrafa Fernanda Friedrich-Genthon que inaugura sua mostra hoje em Beijing, China.

Com ousadia e sensibilidade, Fernanda transforma os veios das madeiras em magníficas paisagens. Não deixem de ver toda essa sutileza e beleza no site da fotógrafa com a série: Da forma ao infinito…

http://www.fernandagenthon.com/

PAISAGENS DE DENTRO

O que vemos são miragens da realidade. Paisagens que o nosso olhar desenha. Há uma sugestão de longas distâncias e há essa textura tão próxima do toque, essa sensualidade da matéria, uma poeira iluminada, águas frisadas, arquipélagos. O que vemos nunca vemos completamente. Podemos voltar a essas imagens muitas vezes e será sempre a surpresa de um descobrimento. Algo de secreto existe nessas paisagens, algo tão longínquo e tão presente que nos sentimos atraídos ali para dentro, admirados com aquilo que não encontra sua forma num objeto mas que se evapora e se pulveriza como se cada imagem fosse a pintura de um sentimento.

É o prazer da contemplação que Fernanda Genthon nos oferece em suas fotografias. Num mundo supersaturado de imagens ruidosas, que nos arrancam para fora de nós mesmos, somos surpreendidos diante da visão silenciosa de uma realidade que agora pode ser tudo o que a nossa imaginação deseja. Fernanda nos dá essa liberdade onírica de evocar desertos, mares e auroras em imagens cuja procedência desconhecemos. E conhecer a origem das fotografias só faz aumentar o seu segredo. Como em séries anteriores, Fernanda observa e captura detalhes da natureza, extrai do mínimo o desmesurado, do pormenor, que ninguém nota, a plasticidade do infinitamente vasto, do maravilhoso, do surpreendente. É assim que, de uma transmigração do olhar, que de um pequeno elemento faz saltar o inesgotável, surge a série Da forma ao infinito: a partir da madeira, dos veios da madeira.

O segredo das fotografias está precisamente aí, no âmago da natureza, em ondulações e estrias do tempo, isso que vemos como horizontes de luz e sombra, vermelhos e azuis de um poema. Não é pela concretude da matéria mas pela abstração de seus desenhos que nos reaproximamos da natureza, que entramos em sua pintura, uma pintura produzida pelos séculos e agora observada tão de perto que somos convidados a ver além. Se em toda arte se oculta uma verdade, nessas imagens ela se propaga silenciosamente num sentimento do tempo, em uma comunicação profunda entre o interior da matéria e a nossa memória, paisagens de dentro, geografias misteriosas que se encontram e se correspondem numa única sede de beleza.

           Mariana Ianelli

abril 27, 2011

Prêmio Abril de Jornalismo 2011

Filed under: Notícias — Tags:, — Lucia Adverse @ 2:06 pm

Venho aqui hoje informar uma grande notícia! O fotógrafo Izan Petterle, colaborador da revista National Geographic Brasil, recebeu na semana passada o Prêmio Abril de Jornalismo 2011, com a reportagem O verde que virou história. Clique aqui e veja mais detalhes no seu blog da National Geographic Brasil.

O Izan é um profissional do qual admiro muito e que com sua generosidade, dedicação e excelente didática, despertou-me o interesse pela fotografia documental. Aprendi muito com o Izan, aprimorei meu olhar desde que o conheci. Sua credibilidade no meu trabalho e incentivo, fizeram com que minha trajetória autoral desse continuidade e amadurecesse. Hoje o considero além de tudo, um grande amigo. Então é com grande satisfação que informo aos meus leitores, esse que é apenas “um” dos merecidos prêmios recebidos por esse profissional tão qualificado.
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abril 24, 2011

África do Sul – Jantar de despedida

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 5:29 pm

Encerro o meu relato sobre a viagem para a África do Sul com o jantar de despedida preparado pelo MALA MALA.

Durante todos os dias, passava diante dessa estrutura de palha bem trabalhada, admirava a textura, a forma, mas nem imaginava o que poderia ter por trás dela.

Na última noite, fomos convidados entrar pela fenda e tivemos uma grata surpresa: a tal estrutura de palha, por dentro tem um formato oval com mesas distribuídas por toda a extensão.

No centro, uma fogueira e funcionárias preparando uma sopinha servida quentinha em recipientes próprios.

A iluminação não poderia ser mais aconchegante, na estrutura de palha havia algumas lamparinas fixadas, acompanhadas de castiçais sobre a mesa.

No buffet uma iluminação direta e pontual garantia um ambiente ainda mais suave e bastante agradável. Fotografei todo o jantar aumentando somente
a sensibilidade ISO do meu equipamento, assim interferiria muito pouco na iluminação ambiente e conseguiria passar o clima proposto na ocasião. Como a condição luz era precária para fotografar, a velocidade do obturador ainda ficou bem lenta, mesmo com o ISO ajustado para 6400.

E a comida? Maravilhosa! Como sempre…

Jeito de comidinha caseira, preparada com muito cuidado, com aromas e sabores irresistíveis.

E as sobremesas? Fantásticas também e tudo dentro de uma simplicidade encantadora. O sorvete acompanhava uma calda de caramelo que mais se parecia com um doce de leite.

E quando achávamos que tudo estava perfeito, tivemos outra grata surpresa: as garçonetes, todas vestidas de vermelho, começaram cantar e dançar em volta das mesas. Uma coisa dessas, acho impossível não emocionar todas as pessoas presentes, mas isso é a opinião de uma pessoa suspeita.

Nesse momento, as luzes do buffet são apagadas e os garçons vestido como gourmets, vêm para o centro e batem palmas acompanhando o ritmo das moças. Os hóspedes não resistem e fazem coro ao ritmo.


Em seguida, as moças vão para o centro e se juntam aos gourmets. Somos embalados por uma música que parece ser uma mistura de dialetos sul-africanos, inclusive conseguíamos identificar palavras em português.

E dessa maneira, despedimos da África com a sensação que tudo passou muito rápido, que a viagem valeu à pena e com vontade de voltar à esse continente de costumes simples, cativantes e de grande receptividade.

abril 21, 2011

Retratos da África

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 4:41 pm

Como comentei no post anterior, receber bem é uma característica marcante do MALA MALA. As refeições são todas preparadas com um capricho impressionante: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. No café da manhã, além de um delicioso buffet, o nosso guia e anfitrião sempre se preocupava se desejaríamos que fosse preparado algo mais. As refeições ao invés de sofisticadas como em alguns hotéis 5 estrelas, tinham cara de comida caseira e sempre muito saborosa. O difícil era controlar o apetite! De noite, antes do jantar, às vezes, meu marido chegava antes com as crianças e seu pai para jogar um baralho. Quando eu chegava para o jantar, eles já haviam sido servidos com uma porção de tira-gostos, cada um mais delicioso do que o outro… Uma gentileza!

Na manhã que estávamos partindo, fiquei na recepção observando o movimento de vai e vem das funcionárias do MALA MALA retirando a mesa do café da manhã. Além dos trajes típicos, encantou-me a maneira com que levavam os vasilhames, sempre na cabeça. Rapidamente peguei minha câmera e posicionei-me na frente delas que retribuíram-me com um belo sorriso.  Elas pareciam que se divertiam comigo e paravam diante da câmera com muita espontaneidade. Aproveitei o momento e quando comecei inclusive escolher o fundo, já era o fim…

Abaixo de cada retrato, o nome da modelo:

Nokthula

Laizah

Rose

Rose além de simpática e bonita fala português, pois é de Moçambique. Na noite anterior, batemos altos papos durante o jantar especial de despedida que prepararam para os hóspedes. No próximo post, mostrarei mais do jantar.

Stephelina

Como era rápido o movimento das moças e eu não queria perder a espontaneidade de cada uma delas, apenas nesse retrato começo a preocupar-me com o fundo. Impressionante a habilidade com que equilibram as louças na cabeça.

Laizah

Nesse último retrato o fundo fica perfeito, mas infelizmente tinha chegado o fim…

abril 20, 2011

Kruger National Park

Hoje o meu blog completa 2 anos e eu não poderia deixar de vir aqui. Contarei para vocês como foi nossa experiência no Kruger Park, mas dividirei em 3 posts. No primeiro tentarei fazer um resumo da nossa aventura, no segundo colocarei uma série de retratos e no terceiro descreverei como foi nossa última noite e o especial jantar que prepararam para nós.

O Kruger Park é o maior parque nacional da África do Sul e uma das mais antigas reservas naturais do mundo. Com 19 mil km², é um santuário da vida selvagem africana e o mais visitado por turistas em busca de safári. Localiza-se nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, ao norte da África do Sul. Estabelecido em 1898, possui hoje excelente infraestrutura. Mas para chegar ao local é necessário pegar um pequeno avião com capacidade para 20 pessoas. Entramos no avião um pouco apreensivos, pois somente nós ocupávamos a metade da aeronave.

O clima ficou mais tenso quando o piloto ligou as turbinas e o avião morreu. Mandaram todos os passageiros descerem para consertarem o defeito! Torcemos para que não tivesse jeito e precisassem trocar a aeronave, felizmente foi isso que aconteceu.

Na região do Kruger Park, há diversos tipos de hotéis e alojamentos. Hospedamos no MALA MALA, um agradável hotel dividido em vários e confortáveis bangalôs. Cada família é recebida por um guia que será nos próximos dias o responsável pelos passeios e conforto dos hóspedes. Nosso guia, o Ben, cuidava de tudo para que sentíssemos em casa. Nunca fomos tratados dessa maneira com tanto zêlo. Ben também nos fazia companhia em todas as refeições e de noite deixava cada membro da família na porta do seu respectivo bangalô, impressionante!

Na África, as pessoas denominam o Safári como Game Reserve. Normalmente são feitos em Jeep aberto e o guia vai na frente com uma espingarda carregada para qualquer emergência. Eu sentava sempre ao lado do guia no banco da frente, uma atitude de coragem ou vontade de fotografar?

A maior atração é o jogo Big Five: rinoceronte, elefante, búfalo, leopardo e leão, chama-se assim por causa da dificuldade em encontra-los e ou caçá-los, não pelo seu tamanho, razão pela qual o leopardo está na lista e os hipopótamos não. Esses e outros animais como girafas, zebras, gnus, impalas, guepardos e diversas aves podem ser observados em seu habitat natural.

Os leões tem hábitos noturnos, então parece mentira o fato de serem os reis da selva. Encontramos somente esses animais descansando, algumas leoas se comportavam como gatinhos (vai nessa…) rolando para lá e para cá.

Epa! Um acordado! Milagre!

Na minha opinião, o leopardo é o animal mais bonito da selva. Também o mais difícil de encontrar, o guia precisou seguir pistas, informações via rádio enviadas por outros colegas da região, mas quem nos ajudou mesmo foi os micos fazendo uma algazarra em cima de uma árvore. Ben contou-nos que eles fazem toda aquela gritaria para avisar os outros da mesma espécie que o perigo se aproxima. Vai ver que é daí que surgiu a expressão: pagando mico.

Agora o mais impressionante foi encontrar uma hiena devorando o que sobrou de um mamífero…

é a lei da natureza…

Também surpreendemos com variedade de aves e suas cores.

O contato tão próximo a natureza e as características próprias desse lugar, mostra-nos porque a África é um continente tão procurado pelo turismo.

abril 16, 2011

Cidade do Cabo

Depois de Sun City fomos para a famosa Cidade do Cabo. A Cidade do Cabo (em inglês: Cape Town; em africâner: Kaapstad) é a segunda maior cidade da África do Sul (perdendo apenas para Joanesburgo) e a atual capital legislativa da África do Sul e da província Cabo Leste (Western Cape ), onde o Parlamento Nacional e muitos escritórios do governo estão localizados. É uma das cidades mais bonitas e atraentes do país, com fascinantes paisagens. É considerada a cidade mãe da África do Sul e também um importante centro industrial da África.

A Cidade do Cabo foi fundada pelos holandeses em 1652, como um entreposto comercial na rota do oriente, a primeira fundada por europeus na região. Tornou-se uma possessão britânica em 1814.

É famosa pelo seu porto natural, incluindo pontos turísticos bem conhecidos, como a Montanha da Mesa (Table Mountain) e o Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope), sendo um dos destinos mais procurados pelo turismo Sul Africano. A Cidade do Cabo situa-se aos pés da Table Mountain (1088m de altura) e às margens da Baía da Mesa (Table Bay). Uma localização que dá à cidade um ar pitoresco e um clima mediterrâneo.

A Table Mountain é um complexo de montanhas, marco turístico e histórico da África do Sul, situado na província de Western Cape. Leva esse nome devido ao seu formato reto no topo da montanha lembrando uma mesa. Seu pico atinge 1.086 metros de altura, existem mais de 500 trilhas guiadas na Table Mountain, mas pode-se chegar ao topo através de um teleférico inaugurado em 1929, reformado em 1997. Excelente para piqueniques. A magnífica vista panorâmica da Cidade do Cabo é de tirar o fôlego.

Localizada na costa da Baía da Mesa, a Cidade do Cabo foi originalmente desenvolvida pela Companhia Holandesa das Índias Orientais como uma estação de abastecimento de navios holandeses que navegavam para a África Oriental, Índia e o Extremo Oriente. A Cidade do Cabo desenvolveu-se rapidamente, tornando-se o pólo econômico e cultural da Colônia do Cabo até a Febre do ouro que resultou no desenvolvimento de Joanesburgo, tornando a maior cidade da África do Sul.

A cidade é um importante pólo comercial e industrial, tendo um dos principais portos do país. Sua economia é baseada nos setores de refinação de petróleo, automóveis, alimentar, químico, têxtil e construção naval.

A população, cerca de 1,3 milhões de habitantes, é formada principalmente por nativos africanos e descendentes de holandeses, britânicos, franceses, alemães e indonésios.

Antes de chegarmos no famoso e esperado ponto histórico e turístico Cabo da Boa Esperança, conhecemos a Praia dos Rochedos (Boulders Beach), localizada ao sul da Cidade do Cabo. Nessa praia vive uma colônia de pinguins (spheniscus demersus). Possuem cerca de 70cm de comprimento e é a única espécie que se reproduz na África.

O Cabo da Boa Esperança é o ponto onde os oceanos Índico e Atlântico se encontram. Era o ponto estratégico das rotas comerciais européias para o Oriente. O navegador português Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu a contorná-lo, em 1488. Demonstrou que era possível se chegar ao oriente por mar e batizou o local de Cabo das Tormentas. Posteriormente, o rei D. João II chamou-o de Cabo da Boa Esperança, pois finalmente o caminho para a Índia pelos oceanos havia sido encontrado.

Cabo é um acidente geográfico, entendido como uma porção do continente que avança pelo mar. Geologicamente, a península do Cabo faz parte do complexo da Table Mountain. Fica a 50km da Cidade do Cabo, no Parque Nacional da Península do Cabo.

Na arredondeza é possível pegar um bondinho que leva ao topo da montanha onde se tem uma vista panorâmica do local.

Além da fantástica vista é interessante também encontrar a direção de algumas cidades em relação ao local, inclusive o Rio de Janeiro.

A vida noturna em Cape Town é agitada, com música, shopping e bons restaurantes com gastronomia internacional.




abril 10, 2011

Sun City

Filed under: VIAGENS — Tags:, , — Lucia Adverse @ 6:47 pm

Na África do Sul deparamos com estruturas surpreendentes. Inicia com o aeroporto de Joanesburgo, localizado 5 km da capital africana, tem uma estrutura moderna e eficiente. Chegando no aeroporto, uma van aguardava para nos levar ao complexo Sun City. O local fica duas horas de Joanesburgo, então mal chegamos pegamos a estrada. No caminho, fazem  uma pausa para banheiro e lanche num local lotado de artesanato, a impressão que dá é um lugar construído para turistas e os simpáticos vendedores fazem de tudo para venderem suas mercadorias.

O complexo Sun City fica ao lado do Pilanesberg Park Safári (que oferece safaris de jeep ou de balão) e do Kwena Gardens, um santuário de crocodilos. Trata-se de um complexo turístico com hotéis, praça de alimentação, cassino e parque aquático. O local assusta na primeira impressão pela sua suntuosidade e estrutura, veja mais detalhes aqui.

Hospedamos no The Palace of the Lost City e logo na entrada do hotel somos recebidos por simpáticos funcionários com vestimentas africanas.

O hotel foi inspirado em um palácio de conto de fadas, então imaginem a excentricidade do local. A idéia é fazer com que o hóspede se sinta hospedado como um rei ou rainha. Com sua arquitetura extravagante, o Palácio é decorado com motivos africanos e o atendimento é de primeiro mundo. Mosaicos e afrescos também contribuem para uma atmosfera mística e aura mágica do Grand Hotel, desde da cúpula pintada à mão ao menor detalhe, não esqueceram de nada.

O hotel está rodeado por jardins botânicos, riachos escorrendo e trilhas escondidas que garantem um clima como se o Palácio fosse situado em uma cidade perdida. Em torno do hotel várias atividades como passeios de jet ski, barco e um excelente parque aquático.

O complexo turístico tem um ônibus que circula todo o local levando os hóspedes a qualquer lugar. Também tem um centro de entreterimento, com restaurantes, lojas, cassino e uma recepção onde pode ser feita reserva para os mais variados tipos de passeios e safaris.

Aliás, safari é a especialidade deles, têm até opção de passeio em balão ou montado em elefantes. Como nosso grupo era grande, porque além do meu marido e filhos, foram nossos pais e um sobrinho, optamos pelo passeio tradicional de Jeep.

O safari é feito em Jeep aberto e o guia vai armado com uma espingarda, nossos pais ficaram receosos à primeira vista. No Kruger Park fiz uma foto do Jeep, você terão oportunidade de ver posteriormente. O primeiro animal que avistamos foi o babuíno, por sinal demos de cara com uma família inteira deles.

Mais adiante encontramos uma fêmea catando insetos no peito de um babuíno macho,

e outro no meio da estrada pedindo carona para ele e seus amigos…

Todos no Jeep ficaram maravilhados com a experiência e o contato tão próximo  com a natureza. Avistamos pássaros de diversas cores, Marabú (cegonha africana), cabra-de-leque, gazela-de-grant, girafa e gnus.

O guia contou-nos uma história interessante sobre os Gnus.

Besouros carregam restos de fezes dos gnus, rolam até transformar em uma bola e colocam seus ovos ali dentro para reproduzirem, pode? O que é a natureza…

Mais adiante, consegui flagrar alguns desses besouros:

E como ninguém é de ferro, pós safari o guia levou-nos para um lanche.

abril 6, 2011

Africa do Sul

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 8:49 pm

O tempo corre, a vida da gente não pára, os dias parecem que estão cada vez mais curtos…

É essa a sensação que tenho e juntamente com ela a impressão que tenho escrito menos no meu blog.

Em janeiro fiz uma viagem de férias com a família para a África do Sul e parece que foi ontem. Até hoje não postei nada aqui?

Tento ter uma disciplina com o blog e uma delas é postar as notícias com calma, pesquisa e com um texto escrito com cuidado e o mínimo de erros. Por esse motivo e diante da grande atribulação de coisas a fazer, colocarei dentro do ritmo que conseguir. Hoje falarei um pouco sobre a Àfrica do Sul e posteriormente sobre as cidades e locais visitados: Sun City,  a Cidade do Cabo e por fim o Kruger Park.

A  África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país situado no extremo sul da África, com 2.798 quilômetros de litoral sobre os oceanos Atlântico e Índico.

A África do Sul é conhecida por sua diversidade de culturas, idiomas e crenças religiosas. Onze línguas são oficialmente reconhecidas pela Constituição do país. O Inglês é a língua mais falada na vida pública oficial e comercial, entretanto, é apenas o quinto idioma mais falado em casa. Na tentativa de ser simpática com o povo nativo aprendi pequenas palavras no dialeto deles: obrigada, bom dia, boa noite, olá. Essas pequenas palavras faziam a diferença, as pessoas ficavam admiradas de ouvir uma estrangeira tentando comunicar no idioma deles, sorriam e recebiam-me na maior simpatia. O povo está acostumado ouvir dos estrangeiros apenas o inglês e eu atacava de Zulu, Afrikaans  e Tswana, uma piada. Acho que a única palavra que ainda me lembro é “obrigada” em Afrikaans: dankie- dankie. Digo isso, porque foi a palavra que mais tomei cuidado com a pronúncia, o guia sul-africano que conhecemos em Cape Town alertou-me: _” Cuidado com a proúncia da palavra para não parecer donkey-donkey.” Também conheci algumas pessoas de procedência da Angola e Moçambique que falavam português, inclusive o guia que já havia sido diplomata.

A África do Sul é um país multiétnico, com as maiores comunidades européias, indianas e racialmente mistas da África. Embora 79,5% da população sul-africana seja negra, os habitantes são de diferentes grupos étnicos . Cerca de um terço da população do país está desempregada,, fiquei impressionada com essa estatística fornecida pelo guia.

Com toda essa variedade de etnias, o artesanato não podia ser diferente, é rico em trabalhos manuais e por todo lugar que se passa encontram-se feiras ao ar livre. No fim da viagem, minha mãe e minha sogra brincaram comigo e perguntaram-me se eu abriria uma loja de pulseiras quando chegasse ao Brasil, imaginam por quê?

 

 

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