Luciaadverse's Blog

outubro 31, 2009

Fotógrafo e ilustrador mineiro Fernando Fiúza

Filed under: Fotografia — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 10:00 am

Fernando Fiuza

Morreu na manhã desta sexta-feira, 30 de outubro, em Belo Horizonte, o artista plástico, fotógrafo e ilustrador mineiro Fernando Fiuza. Segundo os amigos, o artista sempre conviveu com um problema cardíaco congênito. Um dos mais respeitados e queridos artistas de BH, Fiúza foi também professor de pintura e assinou vários retratos e capas de discos de diversos músicos da cidade.

Era também profundo conhecedor de literatura, poesia, cinema e artes, sempre comentadas e discutidas em suas conversas e também em seu blog. Fernando Fiuza nasceu em Belo Horizonte. Desde os quatorze anos se dedicou ao desenho, tendo feito seu primeiro trabalho público em 1971. A partir de 1977, Fiuza monta seu atelier, e diversifica sua atuação, incorporando a fotografia e a ilustração às suas atividades.

FERNANDO FIUZA

Nas artes gráficas, destacam-se os trabalhos de Fiuza para capas de CDs de músicos como Juarez Moreira, Nivaldo Ornelas, Gilvan de Oliveira, Nelson Ayres, Gilberto Gil e UAKTI. Colaborador desde a fundação do jornal O Tempo, em 1996, Fernando Fiuza imprimiu seu trabalho artístico em ilustrações, peças gráficas e desenhos para as páginas do jornal. Ele também colaborou como fotógrafo em matérias de cultura.

FERANDO FIUZA

Em um de seus momentos de destaque, em 2004, Fiúza ficou em cartaz no cinema Belas Artes com uma exposição dedicada à sétima arte, na qual retratava atores (James Dean, Marlon Brando), diretores  (François Truffaut) e outras personalidades.

Recentemente, foi personagem de um documentário realizado por uma produtora de BH. O documentário, que conta com recursos da Lei Municipal de Incentivo, talvez seja lançado em dezembro. Fernando Fiúza tinha 56 anos e faleceu em decorrência de problemas cardíacos.

Conheça o flickr do artista clicando aqui.

outubro 27, 2009

Museu de História Natural-Londres

Filed under: Meus trabalhos, VIAGENS — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 6:54 pm

Museu de Historia Natural-1

Hoje vou falar sobre o Museu de História Natural de Londres. É um dos mais interessantes, modernos e diversificados museus do mundo e conhecido pelas crianças como o museu dos dinossauros. Logo na entrada deparamos com vários colegiais parecendo que haviam saído do filme Harry Potter. No que parece, nas escolas da Inglaterra os alunos usam terno e gravata e as meninas camisa, gravata e uma saia plissada assim como no famoso filme.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

A arquitetura do edificio por si só já encanta pelo seu estilo neogótico concebido em 1880 pelo arquiteto inglês Alfred Waterhouse. Sua história teve início com a coleção de Sir Hans em 1753, que primeiramente estava exposta no British Museum. Com a expansão do acervo deste último, parte das peças foram transferidas para o Museu de História Natural. No local encontra-se espécimes e artefatos datados da pré-história e uma seção totalmente voltada aos dinossauros. As obras são interativas, capturando a atenção de crianças, jovens e adultos. É necessário reservar algumas horas para conhecer esse museu, pois tem muita coisa para ser vista. É imperdível!

O Museu de História Natural de Londres é um dos três maiores museus em Exhibition Road, Kensington (os outros são os Museu da Ciência e Victoria and Albert Museum). O local acolhe inúmeras coleções de ciências, compreendendo cerca de 70 milhões de espécies, divididos em 
cinco grupos: Botânica, Entomologia, Mineralogia, Paleontologia e Zoologia.  Existe também um jardim de vida saudável, que inclui várias espécies nativas de fauna e flora.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Uma das principais atrações turisticas do Museu são as exibições denominadas ‘Poder do Interior’ onde são simuladas sensações de um tremor de terra real, e através de recursos audio visuais são mostradas filmagens de vulcões em erupções, e os efeitos devastadores dos mesmos
 em objetos do nosso cotidiano. Aproveitei a visita ao museu para testar o iso alto da minha câmera Canon 5D MarkII. Todas as fotos internas foram feitas com o ISO 6400. Na minha opinião o resultado foi satisfatório como vocês podem ver em todo o post. Importante dizer que as imagens não passaram por um programa anti-ruído, nem mesmo durante o processamento e tratamento no Adobe Lightroom.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Na seção de Biologia Humana vimos como funciona o corpo humano por dentro e na seção Galerias da Terra observamos as transformações sofridas pelo planeta Terra ao longo dos milênios.
 Já no local dedicado aos dinossauros, existem réplicas em tamanho natural desses animais pré-históricos e alguns fósseis verdadeiros. Afinal, um show de história! Vale a pena a visita!  Abaixo algumas fotos que fiz do local:

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

dinossaurosMuseu Londres

Tem também uma réplica de um Tiranossauro Rex que se movimenta e reproduz sons, a sensação entre as crianças que visitam o local.

Tiranossauro Rex

Todo ano o Museu Museu de História Natural e a BBC de Londres promovem um concurso de fotografia disputadíssimo, o Wildlife Photographer of the Year, que ocorreu nesse ano pelo 46º ano consecutivo, recebeu mais de 43 mil inscrições de fotógrafos de 94 países. A exposição dos vencedores sempre ocorre no museu e é claro procurei por essa exposição desde a hora que pisei no museu. Para a minha decepção não consegui ver, pois a inauguração da amostra foi na semana passada dia 23 de outubro e a minha visita ao local foi há menos de um mês antes. Que pena!

MuseuNo dia 14 de setembro foi inaugurada uma nova ala do museu na forma de um casulo dedicada ao pesquisador britânico Charles Darwin. A estrutura, chamada de Cocoon (casulo), abriga 17 milhões de espécies de insetos e três milhões de espécies de plantas. Segundo o museu, mais de 200 cientistas trabalham dentro do prédio ovalado de oito andares, onde o público pode vê-los através de janelas de vidro reforçado. Alguns dos pesquisadores ficam disponíveis e contam o que estão fazendo aos visitantes através de um sistema de comunicação acionado por um botão. O visitante pode saber detalhes sobre como as asas de um inseto estão sendo mapeadas, sobre a descoberta de novas espécies entre material recém-chegado e como é decidido o nome que elas recebem.

painel

As instalações contam ainda uma Climate Change Wall (Parede de Mudanças Climáticas), uma parede com 12 metros de comprimento com telas que mostram filmes e gráficos interativos que destacam a mudança de clima da Terra e como a pesquisa realizada no museu ajuda os esforços globais para entender a mudança.

outubro 26, 2009

De volta ao blog…

Filed under: Meus trabalhos, VIAGENS — Tags:, , , , , , — Lucia Adverse @ 5:36 pm

Oi pessoal!

Devo explicações à todos meus leitores pelo meu longo período de ausência, quase um mês!

Tirei 12 dias de férias que emendaram com alguns compromissos encontrados no retorno da minha viagem que resultaram nessa minha longa ausência, desculpem-me!

Tive uma grata surpresa ao entrar nas estatísticas do meu blog e constatar que mesmo sem postar há tantos dias não perdi o meu público. Uma média de 105 pessoas por dia acessaram meu blog mesmo sem novos posts. Tenho que agradecer aos meus fiéis leitores!

Somente não aproveitei mais as férias porque peguei uma enorme gripe logo no começo da minha viagem para a Europa. Fiquei mal… baixei hospital e tudo mais. Fiquei apavorada com medo da gripe suína, arrumei uma sinusite, tomei um monte de remédios e quando melhorei estava na hora de voltar ao Brasil. Não fotografei como queria, além do meu estado deixar-me um pouco desanimada, o clima não ajudou muito. Durante os 3 dias que fiquei em Londres, o frio foi intenso e talvez a minha insistência de fotografar o Big Ben, naquele vento frio na minha última noite na cidade, tenha sido a causa da minha piora. Mas depois de um dia inteirinho feio, foi irresistível fotografá-lo com aquele céu ao entardecer.

Big Ben-9

Foi a 1ª vez que fui em Londres e gostei muito! Planejamos passar apenas 3 dias, mas digo à vocês, se forem, fiquem mais dias.  A cidade tem várias atrações, até os melhores espetáculos da Broadway. Londres é uma grande metrópole, a maior cidade da Europa e um dos maiores centros financeiros do mundo.  É uma cidade interessante. Onde a modernidade caminha junto com o tradicional e o imutável, e parecem conviver em paz. Uma caminhada por Londres revela cabelos de todas as cores, roupas de todos os estilos, executivos de cartola e guarda chuva no braço, soldados vestidos como no tempo de Henrique VIII, carruagens reais, indianos, árabes, tribos punks, darks e simpáticas velhinhas que se reúnem para o chá das 5.  A torre do Big Ben há 150 anos permanece marcando as horas da mesma forma, com as mesmas badaladas e a mesma conhecida melodia. Num lugar com tantos contrastes, é impossível ficar indiferente ao que acontece à sua volta.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

O prédio moderno ao fundo é uma das mais recentes audácias arquitetônicas da cidade. Trata-se da Torre Gherkin, que recebeu esse nome por causa do formato semelhante à um pepino. Por ironia foi construído na margem norte do Thames, a pouca distância da milenar e clássica London Tower. É o segundo maior prédio da cidade e abriga a sede da Swiss Re, uma das mais renomadas empresas de seguros do mundo. Seu nome oficial é 30 St Mary Axe, e como é fácil de imaginar, sua construção gerou muita polêmica na cidade. Foi inaugurado em 2004. O arquiteto responsável pelo projeto foi o inglês Norman Foster. O edifício tem 180 metros de altura, é espetacular , tanto de dia como de noite, quando se ilumina. Muitas pessoas o comparam com a torre Agbar de Barcelona, por terem uma forma parecida.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Os meios de transporte são um charme à parte na capital britânica. O ônibus de dois andares é conhecido e sucesso em todo o mundo e até serviu de inspiração pela empresa “Sightseeing Tour” que faz passeios em NY e toda a Europa em réplicas parecidas com o ônibus londrino. Os taxis também são padronizados, a maioria na cor preta, modelo clássico de cinco lugares, fabricados pela inglesa LTI Vehicles. Charmosíssimo! Flagrei um desses taxis em uma curva com a propaganda do Rio de Janeiro estampada na lataria. Para a minha alegria, antes de ir embora da capital encontrei outro taxi igual parado em um sinal aonde fotografei com mais calma, vejam:

taxi

Londres é repleta de excelentes museus. Chamou-me atenção que em nenhum deles (com exceção do Madame Tussauds) foi cobrado a entrada. No British Museum passei um pequeno stress, havia milhares de pessoas fotografando (o que é normal e permitido em todos os museus de Londres) e quando estava indo embora, tive a idéia de montar meu tripé para fazer uma foto junto com o meu marido no local. Tenho o costume de fazer isso em viagens para não ficar incomodando e pedindo a outras pessoas façam isso para gente. Quando terminei de montar o meu tripé, surgiu do nada um segurança do museu dizendo que era proibido fazer fotos profissionais do local. Tentamos explicar que o tripé era apenas para uma foto do casal, mas nada adiantou. Acabei saindo na foto sozinha, fazer o quê ?

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O Palácio de Buckingham é a residência oficial da monarquia britânica em Londres, Inglaterra. Somado ao fato de ser a residência onde a rainha Isabel II (ou Elizabeth II) mora, o Palácio de Buckingham é o local de entretenimento real, base de todas as visitas oficiais de chefes de estado ao Reino Unido, e uma grande atração turística. Engraçado o número de pessoas que se aglomeram em frente ao Palácio.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Entre nosso hotel e o Palácio de Buckingham encontra-se o Hyde Park. Um famoso parque que junto com Kensington Gardens, que fica adjacente, forma uma das maiores áreas verdes da cidade, com 2.5 km² de extensão. Originalmente, a área onde se encontra o parque era propriedade dos monges da Abadia de Westminster e foi adquirida em 1536 por Henrique VIII. Hoje em dia o parque possui uma infra-estrutura considerável, com restaurantes, cafés, banheiros públicos, um centro de aprendizado sobre natureza e a vida selvagem, além de outras amenidades como passeios em carruagens, pedalinhos para o uso no lago Serpentine e o aluguel de cadeiras reclináveis. Há também um clube de tênis e um boliche, sem contar com os cavalos disponíveis para o hipismo. A prática de esportes é muito diversificada, indo de jogos de rugby até o lançamento de frisbees. O parque também é muito visado para shows de rock. Bandas como Rolling Stones, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Queen e Foo Fighters entre várias outras, já se apresentaram no parque. Mais recentemente, em 2005 houve o Live 8, com apresentações de Mariah Carey, Madonna, Robbie Williams, Paul McCartney e U2, entre outras.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Outra grande atração turística é a London Eye, também conhecida como Millennium Wheel (Roda do Milênio), é uma roda-gigante de 135m de altura ao lado do rio Tâmisa. Foi inaugurada no dia 31 de dezembro de 1999, em comemoração à chegada do novo milênio, daí a origem do apelido. É um dos pontos turísticos mais disputados da cidade. É considerada um ponto turístico singular em Londres, não apenas pela ousadia de seu projeto, mas também pelas dificuldades que a acompanharam desde quando foi concebida até sua inauguração. Em vez de simples gôndolas, como nas rodas-gigantes convencionais, possui 32 grandes cabines fixadas à roda, dotadas de amplas janelas de vidro com um panorama de até 40km. As 32 cabines, com um número máximo de 25 pessoas, comportam até 15.000 visitantes por dia e a volta completa dura um pouco menos de 30 minutos.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

As cabines se movimentam de acordo com a rotação, sempre deixando o visitante numa posição ereta. Visto de longe, a impressão é de o “brinquedo” fica parado de tão devagar que gira, a entrada e a saída de pessoas são feitas com a engenhoca em movimento. De acordo com uma informação que li a respeito, agora não me lembro onde, na época da construção, os londrinos temeram que a nova atração descaracterizasse o cartão postal da cidade. Hoje em dia a aceitação é muito grande e a London Eye faz um enorme sucesso, é difícil imaginar o cartão postal de Londres com sua ausência.

Retorno posteriormente com um post sobre o Museu de História Natural em Londres.

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