Luciaadverse's Blog

abril 29, 2009

Vida de “Paparazzi” não é fácil…

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 9:25 pm

Paparazzo (no plural paparazzi) é uma palavra da língua italiana utilizada para designar os repórteres que fotografam pessoas famosas sem autorização, expondo em público as atividades que eles fazem em seu cotidiano. A inspiração para o nome veio do cinema. No filme La dolce vita (1960), de Federico Fellini, o jornalista Marcello Rubini (interpretado por Marcello Mastroiani, era acompanhado pelo fotógrafo Signore Paparazzo (Walter Santesso). Fellini teria escolhido o nome do fotógrafo a partir do nome de um grande mosquito siciliano, denominado “paparaceo”. Há anos escutamos relatos de alguns fotógrafos que são agredidos por algumas celebridades. Abaixo coloquei alguns registros de algumas dessas agressões.

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Amy Winehouse em apenas um de seus ataques a fotógrafos

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Sienna Miller tenta se livrar de fotógrafos em chegada à aeroporto

picture-9Pierce Brosnan ameaça fotógrafo em saída de restaurante em Los Angeles

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Britney Spears ataca paparazzi com guarda-chuva

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Lily Allen perde a paciência diante de fotógrafos

picture-12Jude Law deu chute em fotógrafo quando ainda namorava Sienna Miller

picture-13Jay Kay, do Jamiroquai, dá soco em fotógrafo

picture-141Hugh Grant se irrita com assédio de fotógrafos

abril 28, 2009

Obras de franceses aproximam vídeo arte e cinema

Filed under: Exposições — Tags: — Lucia Adverse @ 1:04 pm

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A exposição Entre-temps traz ao Brasil 21 trabalhos de 17 artistas contemporâneos franceses ou radicados na França. Em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som) e no Paço das Artes, em São Paulo, a exposição é uma releitura de obras do acervo do Museu de Arte Moderna de Paris, dentro das comemorações do ano da França no Brasil.

A produção dos artistas em exposição emergiu no início dos anos 1990 e remontam à origem do vídeo. Os curadores Odile Burluraux e Angeline Scherf promoveram o encontro de artistas nascidos entre os anos 50 e 80, que influenciaram decisivamente a videoarte internacional.

Destaque vai para Dominique Gonzalez-Foerster, Philippe Parreno e Pierre Huyghe. São vídeos, filmes e slideshows que atestam a aproximação da video arte com o cinema.

A imagem reproduzida acima é um fragmento da obra “Absalon” de Eshel Meir. É dividida em três partes, Solutions, vídeo de 1997, Bruit, de 1993, e Bataille, de 1992. O artista, israelense morto em 1993, se deixa filmar em testes de ocupação de volumes abstratos.

Em Bataille, Meir protagoniza uma coregorafia em que se bate contra o vazio, contra o espaço e contra si mesmo. Sua obra questiona a representação da casa para os indivíduos inseridos em determinada ordem social.

Serviço: Entre-temps:
Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS:
De 24/4 a 28/6.
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Paço das Artes:
De 25/4 a 22/6
Endereço: Av. da Universidade, nº. 1, Cidade Universitária

abril 26, 2009

REVELAÇÕES FRANCESAS

Filed under: Exposições, Fotografia, Historia da fotografia — Lucia Adverse @ 6:19 pm

Os franceses ajudaram a inventar a fotografia há 160 anos e ainda hoje continuam na vanguarda das imagens.

Três exposições que abrem a programação do Ano da França no Brasil ajudam a entender a importância da França na captura de imagens.

Conhecido pelas fotos do cotidiano parisiense – entre as quais a mais célebre Le Baiser de I’Hôtel de Ville, de um casal  se beijando em frente ao Hotel de Ville -, Robert Doisneau (1912-1994) tem uma parte peculiar de sua produção nos  períodos de 1934 a 1939 e de 1946 a 1955 que retrata os carros e as pessoas que lidam com eles.

Essas imagens compõem a mostra Fotos de Robert Doisneau – Exposição a Renault de Doisneau. São 106 imagens no total expostas entre 23 de abril e 14 de junho na Casa Andrade Muricy, em Curitiba. Depois segue para São Paulo para o prédio da Fiesp, de 26 de outubro a 6 de dezembro.

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O OLHAR CONTEMPORÂNEO

A atual fotografia francesa será representada no Ano da França no Brasil por seis importantes nomes: Patrick Tosani, Catherine Rebois, Suzanne Lafont, Eric Rondepierre, Jean-Luc MMoulène e Valérie Jouve são artistas de estilos distintos , mas que juntos representam a diversidade da produção artística francesa atual.    Os trabalhos desses fotógrafos está reunido na mostra Reflexio – Imagem Contemporânea da França, que acontece de 23 de abril a 23 de agosto em Porto Alegre no Santander Cultural.

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EXPERIMENTOS VISUAIS

Não é apenas uma coleção de imagens, mas uma narração da história da fotografia. Assim pode ser definido o acervo do casal Michel e Michéle Auer.  Nessa coletânea – a maior particular do mundo- figuram cerca de 50 mil imagens, que datam desde 1839- quando Louis Daguerre anunciou a invenção do daguerreótipo, precusor da fotografia- até hoje. Parte desse acervo pode ser visto pelos brasileiros do dia 23 de abril até dia 28 de junho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), na Exposição Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer.

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Nas imagens produzidas ao longo dos séculos 19,20 e 21 inclui registros de Henri Cartier Bresson, Brassaï e Man Ray, além de cartões de Marcel Duchamp, Salvador Dalí e René Magritte. O Brasil é representado por Pedro Vasquez, Fabiana de Barros, Geraldo de Barros e Mario Cravo Neto. A mostra reúne cerca de 290 obras e engloba 160 anos de fotografia. Raridades dessa exposição incluem não só daguerreótipos, como um calótipo da década de 1850, além de algumas obras do pictorialismo do final do século 19.

abril 24, 2009

Otto Stupakoff

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 4:18 pm

É com muito pesar que venho informar o falecimento do grande fotógrafo brasileiro Otto Stupakoff. Faleceu nesta quarta-feira, aos 73 anos, pioneiro da fotografia de moda no Brasil.  Ele foi encontrado em seu apartamento no bairro do Itaim, em São Paulo, onde vivia sozinho, provavelmente vitimado por um ataque cardíaco.

Otto Stupakoff por Juan Esteves

Otto Stupakoff por Juan Esteves

Otto estudou fotografia no Art Center College of Design, Los Angeles, Estados Unidos (1953-1955), período em que trabalhou como correspondente da revista Manchete. Em 1957, estabeleceu estúdio próprio em São Paulo, atuando no campo da fotografia de moda e da publicidade. Convidado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, documentou a construção de Brasília. Em 1965 mudou-se para Nova Iorque, Estados Unidos, onde fotografou para agências de publicidade e diversas revistas, como Harper’s Bazaar, Vogue, Elle, Glamour, Life, Esquire e Look. Foi professor de fotografia na Parson’s School of Design de Nova Yorque (1966). Residiu em Paris entre 1973 e 1976. Recebeu o prêmio especial do júri do Art Director’s Club, Paris (1981) e o DuPont Award, Paris (1986). Vivia em São Paulo desde 2005.   O corpo de Otto será velado no Cemitério São Paulo na rua Cardeal Arcoverde no bairro de Pinheiros nesta quinta-feira, a partir das 16h30.

(Fonte: site Terra)

Aqui deixo minha homenagem à um dos maiores fotógrafos do nosso país postando algumas de suas belas imagens!

A atriz Lois Chiles, em Paris (1975)

A atriz Lois Chiles, em Paris (1975)

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Medusa, 1987 – Nova Iorque

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Modelo, 1989 – Nova Iorque

Salvador, 1978

Salvador, 1978

Para o fotógrafo o momento da foto é sagrado. “Só modelo e fotógrafo podem compartilhar! Imagine hoje: A tal produtora de moda, quer segurar no tripé, olhar na câmera, ver o polaroid. Parece representante do diretor de arte!”. Podemos estender o raciocínio para a mania recente de querer olhar no visor da câmera digital. Nada mais chato e insuportável! (Otto Stupakoff)

A cantora Montserrat

A cantora Montserrat

Richard Nixon e sua filha, Julie, na Casa Branca, em Washington (EUA)

Richard Nixon e sua filha, Julie, na Casa Branca, em Washington (EUA)

Certa vez, ao ser questionado por um jornalista se voltaria a morar no Brasil, o fotógrafo declarou que todos seus bens pertencem hoje a seus filhos. Seu plano é ter bagagem reduzida, para facilitar longas viagens e estadias. Em 2005, chegou a passar quase um ano na Índia, carregando apenas duas malas.

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Em entrevista a UOL durante a semana do São Paulo Fashion Week :

UOL: Em seus retratos que fez de grandes celebridades, você sempre buscou humanizá-las?
Stupakoff: Não sempre. Quando fazia retratos em grandes formatos, eles são por naturezas fixos, formais. Mas há retratos muito soltos. Eu sempre lia muito sobre a pessoa que ia fotografar, havia um preparo. Com exceção do Jack Nicholson, que foi muito grosseiro (N.R.: o ator, reclamou, por exemplo, do local escolhido para as fotos _a rua_ e a sessão durou apenas dois cliques), todas as pessoas foram extremamente cordiais comigo.
O meu tipo de fotografia era o de passar o dia inteiro com a pessoa, às vezes mais de um dia, por exemplo, com a alteza real Grace de Mônaco (Grace Kelly) e sua filha Stephanie. Eu fotografei Sophia Loren quatro ou cinco vezes, havia um pouco mais de intimidade, cheguei a passar a noite em seu bangalô, mas nunca tive a ilusão de que era amigo dessas celebridades.

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Jack Nicholson, em New York (1973)

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O fotógrafo Otto Stupakoff anunciou que faria o último editorial de moda de sua carreira para a revista“Mit”. Para se despedir, Otto exigiu uma modelo lactante e uma casa de campo para suas lentes.

Boa parte de seu acervo de Otto Stupakoff é incorporada agora ao Instituto Moreira Salles

abril 22, 2009

Exposição

Filed under: Exposições, Macrofografia, Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 2:02 pm

Hoje termino a série de posts sobre macrofotografia e convido à todos para a minha exposição amanhã no Restaurante Capim Limão

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abril 21, 2009

Bibliografia

Filed under: Macrofografia — Tags: — Lucia Adverse @ 12:57 pm

No Brasil temos um grande material documentando a natureza, mas são raras as publicações específicas em macrofotografia. O único fotógrafo que conheço com livros sobre o assunto é o Fabio Colombini. Eu tenho o livro  NATUREZA BRASILEIRA EM DETALHE e recomendo.  Com uma qualidade impecável, bilíngüe, Fabio ilustra com maestria o texto do ecólogo e escritor Evaristo Eduardo de Miranda.

NATUREZA BRASILEIRA EM DETALHE

Abaixo indico alguns livros estrangeiros que possuo e recomendo sobre o assunto abrangendo a técnica.

Digital Macro Photography

by Ross Hoddinott

Digital Macro Photography

Closeups in Nature

by John Shaw’s

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Closeup Shooting: A Guide to Closeup, Tabletop, and Macro Photography

Author: Cyrill Harnischmacher


Photographing Flowers

by Sue Bishop

Photographing Flowers

Fine Art Flower Photography

Author: Tony Sweet


Digital Photography Expert: Close-Up Photography

by Michael Freeman

Close-Up Photography

Esse último já tem tradução em português.

abril 20, 2009

Equipamento

Filed under: Macrofografia, Meus trabalhos — Tags: — Lucia Adverse @ 8:26 pm

Hoje vou falar sobre o equipamento que utilizo para fotografar  pequenos seres vivos.

A objetiva Canon 100mm ƒ/2.8 USM Macro é muito versátil! Além de ser uma excelente objetiva para still e retrato, também é ótima para a macrofotografia. Faz foco  do infinito até uma distância de milímetros, registrando o objeto em tamanho real no sensor digital (taxa de reprodução 1:1). Esta lente  impressiona qualquer fotógrafo com a sua combinação de versatilidade, qualidade de imagem e extraordinário manuseio.  Permite foco manual o tempo todo deixando que o fotógrafo de close-up ou macro mude para o foco automático  sempre que necessário. Na macrofotografia o foco manual é o mais indicado.

Canon_EF_100mm_f/2.8_macro_USM_lensJá a objetiva Canon EOS Macro MP-E 65mm ƒ/2.8 1-5x é mais específica e bem mais difícil de manusear. Uma lente  utilizada exclusivamente em fotos macro, a MP-E 65mm pode preencher um quadro de 35mm com um objeto tão minúsculo quanto um grão de arroz! Os resultados são surpreendentes! Com essa objetiva, podemos ter uma ampliação de até 5x , ou seja, na proporção 5:1.  Quanto maior a ampliação, mais reduzida é a profundidade de campo e mais difícil o foco. Diferente das outras objetivas, o foco é feito com o movimento do corpo, inclinando-se para frente ou para trás.  No início é uma dificuldade, mas com o tempo e a prática acostuma-se e pega-se o jeito. Canon_EOS-MP-E_65mm_f/2.8_1-5x_macro

O flash gosto de usar  é o Canon MT-24EX Ringlite Macro Twin Lite. É fantástico! Possui todos os recursos e capacidades imagináveis. Empregando E-TTL da câmera, ele gira totalmente em torno da objetiva, permitindo velocidades de obturador acima da velocidade de sincronismo normal. Posso posicionar o flash exatamente na posição que preciso para iluminar pequenas coisas. Pode-se comprar difusores que se adaptam nos flashs e os transformam em mini-hazys.

Twin Lite Flash

Ainda posso adapta-lo em  câmeras compactas como a G-10 com suporte  E-TTL.

canon_mt-24ex_m1

Nessa foto abaixo, o fotografo Tacio Philip, pegou-me de surpresa enquanto eu fotografava o percevejo do post anterior. Quando vi, nem eu mesma acreditei na ginastica que estava fazendo para clicar um inseto tão pequeno.

Lucia Adverse

Tacio Philip organiza saídas fotográficas no Jardim Botânico em São Paulo e  workshops de macrofografia.  O fotógrafo tem um site especializado no assunto, onde tem banco de imagens, bibliografia sobre o assunto, venda de equipamentos, etc…

http://www.macrofotografia.com.br

Macrofotografia

Filed under: Macrofografia, Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 2:56 am

Começarei o blog falando um pouco sobre a macrofotografia. Essa área da fotografia sempre me fascinou pelo fato das objetivas específicas trazerem à nossa vista detalhes da natureza que não podem ser vistos a olho nu. Na fotografia, chamamos de “macrofotografia” pequenos seres, objetos ou detalhes que normalmente passam despercebidos no nosso dia-a-dia. São fotografados em seu tamanho natural ou levemente aumentados através da aproximação da câmera. Em geral, elas são exibidas em tamanho bastante ampliado para maior impacto visual. Fotografar pequenos seres é um exercício de paciência e desafiador. Geralmente as objetivas macro são fixas e a profundidade de campo é curtíssima, qualquer movimento ou até mesmo nossa respiração podem tirar o fotografado de foco. É o único modelo impossível de pedirmos para fazer uma pose ou ficar parado. Uso duas objetivas, a Canon 100mm ƒ/2.8 e a macro 65mm ƒ/2.8 1-5x, essa última é a minha favorita para esse tipo de fotografia , onde posso ter uma ampliação até 5:1.
Fotografar insetos é trabalhoso, mas ao mesmo tempo gratificante quando temos um bom resultado.

Besouro numa folha de manjericão

SAPO

Percevejo

Louva-Deus

Cogumelos

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