Luciaadverse's Blog

setembro 28, 2009

Peter Lindbergh- modelos ao natural

Filed under: Fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 12:15 pm

Nadando na contracorrente da massa de fotógrafos e editores que têm investido pesado em make e Photoshop para criar imagens de beleza ideal, o fotógrafo Peter Lindbergh apresenta mais uma série de retratos realistas, no melhor estilo a vida como ela é, na edição de setembro da “Harper’s Bazaar”.

O resultado é surpreendente!

A maioria para mim está mais bonita ao natural do que maquiada!

setembro 27, 2009

Retocar ou não retocar, eis a questão

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 11:32 am

Uso de Photoshop no mundo editorial

por Susana Almeida Ribeiro

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O mundo editorial não seria o mesmo sem a ajuda do Photoshop. No final da década de 1990, o entusiasmo com os retoques tornou-se obsessivo, a ponto de revistas como a britânica “The Face” terem cunhado uma tendência: a hiper-realidade. As mulheres transformaram-se em estiletes humanos de faces imaculadas. A raiar o plástico. Mas a indústria parece reclamar agora um regresso ao natural. Um dos fotógrafos que ajudou a criar o fenômeno das supermodelos da década de 90, Peter Lindbergh, fotografou três ícones da beleza europeia – Monica Bellucci, Eva Herzigova e Sophie Marceau – para diferentes capas da edição francesa da “Elle” tal como elas são na realidade. Sem aditivos, nem conservantes, sob o título “Estrelas sem Dissimulação”.

Retocar fotografias é prática generalizada no mundo editorial. Abrangente é também a polêmica sobre se isso se deve ou não fazer. Em 2003, a atriz britânica Kate Winslet, conhecida pelas suas formas curvilíneas, veio a publico dizer que a “GC”, para a qual tinha feito uma sessão fotográfica, tinha exagerado nos retoques, fazendo-a parecer demasiado magra. O episódio foi seguido pouco tempo depois pela controvérsia dos bíceps intumescidos do tenista Andy Roddick, na “Men’s Fitness”. A revista feminina americana “Glamour” foi igualmente alvo de críticas, acusada de ter encolhido digitalmente a actriz America Ferrera (que dá corpo a “Betty Feia”), numa edição dedicada a técnicas de alongamento da silhueta.

E como estamos de retoques em Portugal? Contactado pelo PÚBLICO, o editor de fotografia da revista “Caras”, António Rocha, admite que os retoques de fotografias são uma prática comum, mas sempre dentro dos limites do “aceitável”. “Damos pequenos retoques, para corrigir falhas de luz ou para removermos imperfeições na pele, mas tudo dentro dos limites do aceitável”. “Nada de agressivo”, concluiu o responsável, adiantando ainda que os fotografados nunca impuseram posteriores correcções em Photoshop como condição para se deixarem fotografar.

No caso das revistas masculinas, em que as mulheres aparecem mais expostas, as fotografias finais tendem a ser um compromisso entre as personalidades fotografadas e os critérios editorais. “É um trabalho de equipa. As decisões são tomadas em conjunto, e queremos que assim seja, porque o trabalho deve valorizar a mulher. É também por isso que mantemos óptimas relações com quem fotografamos”, explica Diogo Madeira, editor da revista “FHM”. O mesmo responsável sublinha ainda que na sua publicação não se manipulam fotografias: “Podemos disfarçar uma nódoa negra ou umas olheiras, mas não alteramos as formas do corpo a ninguém. Não estamos aqui para enganar os leitores”, diz.

O sonho vende, a realidade retoca-se

Se o mundo editorial retoca digitalmente a realidade, a pergunta que se impõe é se deverá ou não continua a fazê-lo. “Durante anos, a manipulação de imagens teve grande impacto na forma como as mulheres são hoje definidas visualmente”, indicou o fotógrafo Peter Lindbergh, numa entrevista via e-mail ao “The New York Times”, depois de ter assinado as fotografias de capa da “Elle” no mês passado e nas quais as divas europeias aparecem, junto a outras cinco celebridades, em imagens a preto e branco e sem maquilhagem. “Os retoques indiscriminados não deverão representar a mulher do início deste século”, acrescentou o fotógrafo que durante a década de 1990 fotografou, entre outras, as topmodels Cindy Crawford, Naomi Campbell e Linda Evangelista.

Por seu lado, Phil Poynter – que fotografa campanhas para o designer Tommy Hilfiger e trabalha para as revistas “Pop” e “Love” – nota igualmente que “a grande discussão no mundo da moda tem sempre sido se se deve ou não retocar os modelos”. “Deveremos criar um retrato (de um manequim) que seja inatingível para as restantes raparigas comuns?”, pergunta.

Na opinião de Fátima Cotta, directora da “Elle” portuguesa, a resposta é “sim”. “Eu, pessoalmente, sou da opinião que ninguém gosta de ver caras medonhas nas revistas. Não tenho particular gosto em ver celebridades tal e qual como se levantam da cama, em imagens a preto e branco. Acho isso quase contra natura. Toda a gente gosta de ver pessoas bonitas, desde que não pareçam artificiais, claro”. “Porque é que só mostramos sítios bonitos e pessoas com glamour? Porque isso faz parte do sonho!”, advoga esta profissional.

“O Photoshop é uma óptima ferramenta, desde que seja usada com peso e medida. Ninguém quer ver caras de bonecas nem de robôs, mas é óptima para retirar, por exemplo, mandas da pele, borbulhas, alguma celulite… Nós queremos pôr as pessoas mais bonitas. Mas, claro, o Photoshop pode ser uma arma perigosa se não for bem utilizada”, argumenta ainda Fátima Cotta, recordando que há 21 anos, data de lançamento da revista em Portugal, se faziam melhorias às imagens, de forma “analógica”, através da luz, dos ângulos e das roupas.

Apesar de tudo, a indústria parece estar a embarcar numa fase da beleza real. Para além da muito falada edição tripla da Elle francesa – cuja publicação atingiu um nervo na sociedade, que já vem reclamando há muito uma maior preocupação nos media por mostrarem fotografias reais –, outras publicações parecem estar a dar passos nessa direcção. A revista “Life & Style” decidiu recentemente colocar um selo na sua capa com a fotografia de Kim Kardashian (pertencente ao jet set de Hollywood e estrela do reality show sobre o dia-a-dia da sua família “Keeping Up with the Kardashians”, que passa no Canal E!) assegurando que a imagem é “cem por cento natural”. Não retocada, portanto. A “People” também publicou este mês o ranking dos “100 mais Bonitos”, publicitando fotografias de onze celebridades que usaram “nada mais do que loção hidratante”.

Até a implacável editora da Vogue, Anna Wintour, conhecida pelo seu rigoroso sentido de estética, admitiu recentemente em entrevista o programa “60 Minutos” que uma das imagens mais belas que já publicou na sua revista foi tirada pelo fotógrafo Irving Penn a uma mulher obesa, completamente nua, que ilustrava um artigo sobre os perigos da obesidade.

setembro 26, 2009

Políticos franceses sugerem lei para combater e regular tratamento de imagens da mídia e na indústria

Filed under: Fotografia — Tags: — Lucia Adverse @ 10:00 am

NA IMAGEM, CAMPANHA DE MAKE DIORA polêmica do uso excessivo de Photoshop que já estava no ar no Planeta Fashion promete esquentar ainda mais na França nos próximos meses. Um grupo liderado pela deputada Valerie Boyer, do partido do presidente Nicolas Sarkozy, e outros 50 políticos locais, propõe a criação de uma lei para combater o que eles enxergam como “imagens distorcidas dos corpos femininos”. A proposta de lei, ainda não incluída no calendário da assembléia, engloba publicidade, fotos de imprensa, campanhas políticas, fotografia de arte e usadas em embalagens, exigindo de seus produtores um selo de saúde avisando que aquela imagem não corresponde à realidade (algo similar ao “fumar é prejudicial a saúde” dos cigarros). “A câmera sempre mentiu e sempre vai mentir”, comentou o editor da “Wallpaper” Tony Chambers, em entrevista ao WWD. “Essas coisas deviam sempre ser levadas como uma pitada de sal. Fantasia e interpretação artística são ingredientes centrais na moda, na propaganda e na fotografia de arte”, explica. Já Katie Grand, stylist e editora da “Love”, não discorda totalmente do fundamento. “Acho que as revistas em geral estão se tornando mais e mais plastificadas e por causa do tratamento, o trabalho dos fotógrafos está se tornando mais homogêneo”, declara. “Olhando as revistas você geralmente vê quem fez o tratamento antes de descobrir quem foi o fotógrafo”, chocha.

“Com a ‘Love’ estou tentando usar mais personalidades _ao invés de modelos_ e não quero que trate demais. E quando há o tratamento tem mais a ver com os tons de cor do que com o corpo das modelos”, afirma.

Marc Ascoli, que já dirigiu campanhas para Yohji Yamamoto, Jil Sander e Chloé, considera a idéia da lei arbitrária, quase cômica. “É claro que houve abusos. Algumas vezes as cabeças são completamente mudadas. Mas existe uma enorme pressão global por perfeição”, defende. 24.09.2009 (SA)

setembro 22, 2009

Foto em Pauta – Geyson Magno

Filed under: Dicas — Lucia Adverse @ 3:05 pm

Hoje no multiespaço OI FUTURO


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setembro 20, 2009

Inauguração do Fotoclube BH

Filed under: Dicas — Lucia Adverse @ 2:08 pm

O FotoClube BH nasceu em 2006 em uma lista de discussão do Flickr. Surgiu do interesse e iniciativa de fotógrafos que buscavam compartilhar, através da internet, trabalhos fotográficos relacionados com a cidade de Belo Horizonte. Com a crescente adesão de novos membros, cerca de 600 integrantes, o empreendimento migrou do mundo virtual para o real. Desde então, o FotoClube passou a organizar encontros, expedições fotográficas, workshops, oficinas e, finalmente, as quatro edições do Varal Fotográfico, duas na praça da Assembléia, uma na Praça da Liberdade e a última, em junho de 2009, na Praça JK.
Recentemente, o FotoClube BH se regularizou, o que tornará possível a execução de projetos ainda mais audaciosos. O redesenho do FotoClube inclui objetivos de estabelecer parcerias com governos e empresas para oferecer treinamentos, atividades e serviços aos seus associados, bem como o desenvolver projetos que levem a arte fotografia a diversos segmentos da sociedade. Daqui a exatamente uma semana será a oficial inauguração do Fotoclube. Eu já confirmei a minha presença, agora se você também tem o interesse de conhecer o fotoclube e ir à sua inauguração, por favor confirme sua presença  clicando aqui.

Mais informações:

Elmo Alves: (31) 9206-9040 – elmoalves@terra.com.br

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setembro 15, 2009

Miwa Yanagi

Filed under: Fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 1:59 pm

05_fotografa_japonesa_1 Miwa Yanagi- Talentosíssima fotógrafa japonesa nascida em Kobe. Miwa Yanagi explora temas relacionados ao papel das mulheres na sociedade japonesa, mas que refletem as preocupações arquetípica das mulheres em geral. Misturando fantasia e realidade, Yanagi evoca visões atraentes usando encenação teatral e cores hipnotizantes. Mas para mim umas das mais           extraordinárias e pertubadoras séries é por incrível que pareça uma toda em preto e branca, a “”Fairy Tale”, onde a artista explora histórias infantis famosas, como Rapunzel, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, que lidam com as relações entre jovens e mulheres mais velhas. Essas narrativas, muitas vezes perturbadoras que foram passadas ao longo da história européia são pontos de partida para a exploração da artista na importância subjacente dos contos, que são muitas vezes violentas e cruéis. Gravadas na nossa memória coletiva, mas apresentada através da lente da artista, as imagens analisam e torcem as mitologias ainda mais o uso de máscaras, perucas, modelos mestiços e meninas vestidas como mulheres mais velhas. Passe o mouse sobre as imagens e veja o ensaio completo no site da fotógrafa.

Miwa Yanagi

Durante uma entrevista para o JORNAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA, Mako Wakasa faz um questionamento sobre sua série  “Elevador Girls”:

_ Parece que Elevador Girls é um exame sobre o fenômeno das jovens mulheres japonesas vestindo o mesmo estilo. Uma das características mais evidentes nas mulheres japonesas hoje, mesmo entre as jovens e mulheres de meia idade, é que seguem um estilo de moda. Pode ser apenas uma questão de aparência, mas o que você acha?

Miwa Yanagi: _O Elevador Girls é uma série sobre mim, assim como outras mulheres japonesas. Quando comecei a série, estava trabalhando como professora após a graduação da universidade. Naquela época,  senti fortemente que eu era apenas um papel em uma sociedade padronizada, tendo uma ocupação particular em um ambiente particular. Eu não trabalho como uma moça do elevador, literalmente, mas a idéia ressoou em mim de uma forma simbólica.

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Miwa Yanagi representou o Japão esse ano na 53ª Bienal de Veneza, considerada a mais antiga bienal do mundo. A Bienal ficará exposta até dia 22 de novembro no Pavilhão Japonês do Castelo di Giardini.

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setembro 14, 2009

De um mundo ao outro- Pierre Verger nos anos 30

Filed under: Exposições — Tags: — Lucia Adverse @ 11:15 pm

Após o post que fiz outro dia sobre a exposição do fotógrafo Pierre Verger recebi hoje no meu e-mail o seguinte webflyer:

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Para mais informações clique sobre a imagem ou aqui.

setembro 13, 2009

De um Mundo ao Outro – Pierre Verger nos anos 30

Filed under: Exposições — Tags: — Lucia Adverse @ 9:12 am

Foto- Juan EstevesSalvador recebe exposição inédita de Pierre Verger. “De um Mundo ao Outro – Pierre Verger nos anos 30” retrata o grande momento de transição pessoal e profissional do artista, responsável por influenciar a sua entrada definitiva no mundo da fotografia. A mostra, que será exposta no Palacete das Artes Rodin Bahia e na Aliança Francesa, será inaugurada com um coquetel às 19h no dia 15 de setembro, e permanece aberta ao público entre os dias 16 de setembro e 18 de outubro. Já na Aliança Francesa, serão apresentadas algumas fotografias de Paris feitas por Pierre Verger especialmente para a Exposição Universal de 1937.

Cerca de cento e oitenta fotos, 30 documentos originais, 11 reproduções grande formato e um audiovisual mostram como era o ambiente cultural-artístico vivido por Verger nos anos 30. “Este é um período pouco conhecido da carreira do fotógrafo. A exposição é uma tentativa de compreender a origem do olhar de Verger relacionando-o com o contexto da época”, declara a curadora da mostra Cláudia Pôssa que ministrará, no dia 24 de setembro na Aliança Francesa, com o co-curador Alex Baradel, uma palestra sobre a exposição inédita de Pierre Verger. Além disso, a mostra revelará ao público imagens e documentos de artistas da época que, através da convivência, influenciaram direta ou indiretamente a vida pessoal e artística de Pierre Verger, considerado um dos grandes símbolos da relação entre Brasil e França.

“Esta época é marcada pelas descobertas de outras culturas por Verger. É um momento de ruptura, onde ele deixa de viver a vida burguesa e passa a olhar o mundo de outra forma. Por isso, escolhemos este período da vida do artista para montar uma exposição”, explica o co-curador Alex Baradel. Na década de 30, após a morte da mãe, última ligação do artista com o mundo burguês, ele rompe com este estilo de vida e passa a conviver com pessoas que mudariam de vez a sua existência. Como por exemplo, Pierre Boucher – responsável pela iniciação de Verger na fotografia – René Zuber, Emeric Feher e Maurice Baquet. Na mostra serão exibidos também cartazes de Cassandre – um dos artistas gráficos mais conhecidos da França – assim como desenhos de Fabien Loris.

A montagem da exposição faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil, celebrado em 2009. A realização é da Fundação Pierre Verger juntamente com a Cultures France, Aliança Francesa de Salvador, Palacete das Artes Rodin Bahia e Secretaria de Cultura.

EXPOSIÇÃO: De um Mundo ao Outro – Pierre Verger nos anos 30

CURADORIA: Cláudia Pôssa e Alex Baradel

DATA: 16/09 a 18/10

LOCAL: Palacete das Artes Rodin Bahia e na Aliança Francesa de Salvador
- Rua da Graça, n° 292

HORÁRIO: Palacete das Artes Rodin Bahia – terça a domingo das 10h às 18h

Aliança Francesa de Salvador – segunda a sábado das 8h30 às 21h e domingos e feriados das 14h às 21h

Entrada gratuita

setembro 10, 2009

ELLIOTT ERWITT

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 7:19 pm

“Uma boa foto tem substância e certa magia”

Elliott Erwitt, referência da agência Magnum, fundada por Cartier-Bresson, reclama das imagens fajutas da atualidade

NOME CENTRAL da agência Magnum, referência do fotojornalismo mundial, o fotógrafo francês radicado em Nova York Elliott Erwitt fala de sua desilusão com fotos fabricadas e cores saturadas “para vender Sucrilhos e automóveis”. Reclama da falta de dedicação dos fotógrafos profissionais e revela como retratou Marilyn Monroe, Che Guevara, Simone de Beauvoir, Arnold Schwarzenegger, terriers e chiuauas.

Elliott Erwitt-Magnum Photos

SILAS MARTÍ

DA REPORTAGEM LOCAL

Não vaza para a vida real o bom humor das fotografias de Elliott Erwitt. Famoso por seus retratos de cães e por congelar a irreverência em imagens em preto e branco, faz algumas décadas que este francês radicado em Nova York reclama da morte da boa fotografia. Diz se sentir hoje um “taxista à espera de um destino” em vez de ser um inventor por trás da objetiva. 
Aos 81, Erwitt está entre os membros mais longevos da agência Magnum, referência no fotojornalismo mundial, que teve Henri Cartier-Bresson entre seus fundadores. É uma influência que ele não renega, mas não gosta muito da ideia de mentores -talvez porque um aluno seu fugiu com sua mulher depois de algumas aulas. Impaciente, rabugento, Erwitt fala pouco. Diz ser um fotógrafo que tira fotos com uma câmera. Só isso. Desde o início de sua carreira nos anos 50, cobriu um amplo espectro do fazer fotográfico -da dureza das fotos oficiais da Standard Oil Company a retratos de Che Guevara e Marilyn Monroe. 
Já publicou 17 livros de fotos, quatro deles sobre cachorros. Desiludido com as manipulações da fotografia digital e cores saturadas “para vender Sucrilhos”, está lançando agora sob pseudônimo um livro de “fotografias toscas, flores, retratos”. Antes de embarcar para São Paulo, onde participa da feira SP Arte/Foto a partir desta quarta, Erwitt falou à Folha, por telefone, de Nova York.

FOLHA – O sr. já fotografou todo tipo de tema, mas sempre retrata cachorros. Acredita que cães são tão interessantes quanto os humanos? ELLIOTT ERWITT – Muitas vezes, sim. Cachorros não dão desculpas e não se incomodam. São seres simpáticos, como o meu cairn terrier Sammy, que aparece aqui e ali no meu trabalho.

FOLHA – Os cachorros nas suas imagens foram sua forma de inserir um pouco de humor no fotojornalismo? ERWITT – Não acordo de manhã e decido ser engraçado. Algumas das minhas fotografias são engraçadas, outras não. Muitos fotógrafos se concentram nas misérias do mundo, outros nas coisas mais belas. Eu só gosto de boas fotografias, não importa do que sejam, contanto que falem da condição humana.

FOLHA – E o que é uma boa fotografia na sua opinião? ERWITT – Uma boa foto tem de ser bem composta, ter substância e algum tipo de magia que não se pode explicar. Hoje as pessoas são muito desajeitadas ao fotografar. Certo formalismo ainda é importante, mas conteúdo também. Só fotos que têm os dois são memoráveis.

FOLHA – Não pensa que a fotografia digital, com a facilidade de reprodução, tenha banalizado esse tipo de memória fotográfica? ERWITT – Tenho a sensação que o digital só tornou as pessoas más fotógrafas. Serviu para que amadores pudessem tirar fotos, mas fez os profissionais ficarem folgados demais. Há muito menos pensamento hoje. Você pode dar uma câmera digital a um orangotango e conseguir resultados melhores do que com uma pessoa.

FOLHA – Não acredita que o sr. resiste muito às mudanças? ERWITT – Nada mudou. Muitas das minhas boas fotografias são as mesmas agora que eram há 50 anos. O interesse essencial não mudou e não vai mudar. Pode ser monótono para outros, porque agora está na moda ser “cool” e atual, mas não me interessa ser “cool” e atual. Não sou tão conservador, só acredito em regras na fotografia. Se você está fotografando, tem responsabilidades. Tem de fazer um trabalho honesto.

FOLHA – Há muita discussão sobre a veracidade de imagens feitas agora e também de algumas clássicas, como as da Guerra Civil Espanhola, de Robert Capa, alvo de suspeitas de fraude. Ser honesto é não manipular imagens? ERWITT – Se você quer ser fotógrafo, manipular imagens é uma coisa terrível. Isso ficou fácil demais e virou algo quase criminoso, e ao mesmo tempo muito “cool”, muito atual. Acho que tudo bem, contanto que não chame isso de fotografia.

FOLHA – O que é fotografia então? ERWITT – Fotografia é o que está ali, não o que você inventa na tela do computador. Isso vale se você quer vender Sucrilhos ou um automóvel, mas é preciso dizer que você quer vender Sucrilhos ou um automóvel. O que é especial em fotografia é que é real, não que você voltou para um quartinho e fabricou algo. Isso não é fotografia.

FOLHA – Como foram feitos seus retratos de celebridades? ERWITT – Foram feitos com uma câmera. Não há mistério, você vai lá, encontra a pessoa e tenta fazer uma foto que tenha a ver com a personalidade dela, mas é uma questão de sorte e simpatia. Quando vê alguém famoso ou qualquer outra pessoa que vai retratar, você tenta formar uma opinião sobre a pessoa.

FOLHA – Quais foram suas opiniões sobre Marilyn Monroe? ERWITT – Tentei fazer com que as circunstâncias influenciassem mais o retrato do que meus preconceitos. Fotografei a senhorita Monroe nas filmagens do filme “Os Desajustados”. Era uma atmosfera caótica, por causa do comportamento da grande estrela que ela era. Estava muito estressada e chegava sempre atrasada às filmagens, despreparada. Mas diante da câmera, pareceu muito gentil, simpática, mesmo louca.

FOLHA – E como foi com Arnold Schwarzenegger? ERWITT – Ele veio ao meu apartamento em Nova York para ser fotografado. Na época, ele só era conhecido como fisiculturista. Foi agradável o suficiente e falava com aquele sotaque austríaco engraçado que ele tem até hoje. Só achei tudo muito bobo, o culto ao corpo.

FOLHA – Muito diferente então de quando fotografou Jack Kerouac ou Simone de Beauvoir? ERWITT – Faz mais de 50 anos que fotografei Simone de Beauvoir. Só lembro que era uma pessoa atraente e muito séria. O Kerouac eu fotografei antes que se tornasse hippie. Parecia um autor sério, esperto, com um casaco Harris Tweed.

FOLHA – Foram todos retratos em preto e branco. O sr. usou cor só agora que fez um livro sob pseudônimo. Por quê? ERWITT – Prefiro preto e branco para meu trabalho sério. Não tenho nada contra a cor, só acho que preto e branco é mais bonito. Nesse livro colorido, só estou me divertindo.

FOLHA – Mas o sr. só se diverte quando está ironizando algo?

ERWITT – Gosto da minha vida. A fotografia é minha profissão e meu hobby. Não penso nessas coisas. Sou só um fotógrafo, não fico filosofando, sou apenas um fotógrafo. Só tiro fotos

setembro 9, 2009

Casa Cor Minas Gerais 2009

Filed under: Arquitetura de interiores, Meus trabalhos — Tags:, — Lucia Adverse @ 6:03 pm

Há umas semanas atrás vim aqui mostrar o projeto, no qual participaria, de um ambiente da Casa Cor Minas Gerais:

https://luciaadverse.wordpress.com/2009/08/16/casa-cor-minas-gerais-na-pampulha/

Conforme prometi naquele post, hoje retorno aqui com algumas fotos que fiz do ambiente Cozinha Gourmet da decoradora Gislene Lopes.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Abaixo detalhe da estante onde foi fixada ao fundo uma fotografia de 142.5 x 190cm. Tive que fazer um crop na vertical para adequar o tamanho na proporção exigida no projeto.

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Veja mais fotos clicando aqui.

setembro 8, 2009

Convite Exposição SESC PINHEIROS-HENRI CARTIER-BRESSON

Filed under: Exposições — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 8:58 am

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setembro 7, 2009

Fernando de Noronha- Berçário Natural

Filed under: Dicas, Meus trabalhos, VIAGENS — Tags:, , — Lucia Adverse @ 11:39 am

FERNANDO DE NORONHA-29

Hoje vou descrever a minha incrível  viagem à Fernando de Noronha com minha família. É importante dizer que meu depoimento será mais como turista do que como fotógrafa, pois sabemos o quanto é diferente uma viagem de turismo de uma expedição fotográfica. Uma coisa é você ir à um lugar com uma preocupação histórica, documental e de fazer um registro perfeito, estudando cada local e fotografando no momento da melhor condição de luz. Outra coisa é fazer uma viagem a turismo, nesse caso, o principal objetivo é curtir e tirar uns dias para descansar, as fotos num lugar paradisíaco desses é inevitável, mas nem sempre captamos o que desejamos nos melhores horários.

Para ir à Fernando de Noronha você tem duas opções, dois vôos diários de Natal pela Trip ou de Recife pela Gol. Para quem possui avião particular, não há restrições de acesso. Os procedimentos são os mesmos de outros aeroportos porém, não há reabastecimento local. Como não é nosso caso, chegamos pela Trip depois de passar 4 dias na bela capital Potiguar. A primeira impressão que se tem quando o avião sobrevôa a Ilha é algo impactante. Aquela visão do alto de uma ilha com água azul e cristalina dá uma sensação de que você está avistando um dos lugares mais lindos do mundo (sem exagero!). O engraçado é o burburinho no avião, as pessoas comentam, suspiram e se admiram com o que vêem, é algo mágico. Bem… como nem tudo é perfeito, somos recepcionados como uma considerável filinha no aeroporto para o pagamento da Taxa de Preservação Ambiental. É uma taxa de permanência que é cobrada no momento do ingresso à Ilha. É cobrado cerca de R$36,00 por pessoa para cada dia na ilha, após o 10º dia o valor dessa taxa é acrescido, progressiva e cumulativamente de mais 5 (cinco) vezes o valor cobrado inicialmente, por cada dia excedente.

Fernando de Noronha hoje é exemplo de preservação ambiental, em convívio direto com a atividade turística, esta de pequena escala, limitada a infra-estrutura existente. Ações permanentes executadas por ONG’S e Fundações, contribuem para o aprimoramento da política de conservação. Existem várias opções de hospedagem em Fernando de Noronha. Todas têm como característica principal a simplicidade. A ilha conta hoje com 100 pousadas, classificadas de acordo com suas instalações e estrutura de apoio ao turista, e um pequeno hotel.

O arquipélago abriga as maiores colônias reprodutoras de aves entre as ilhas oceânicas do Atlântico Sul Tropical.

aves noronhaMuitas são as opções de praias no arquipélago. Umas mais adequadas ao mergulho, outras ao banho, contemplação, surf etc. De forma geral, todas as praias localizadas no lado protegido da ilha principal são ideais para mergulhos e banhos na época compreendida entre os meses de abril e novembro, devido ao mar extremamente calmo. Nos demais meses, a mudança das condições do mar favorecem à prática do surf, com destaque para janeiro e fevereiro. O contato com a natureza intocada é único, tornando inesquecíveis os momentos passados em perfeita comunhão com o meio ambiente. São oferecidas várias opções de passeios terrestres e marítimos, inclusive atividades subaquáticas, formando um conjunto que atrai um grande número de turistas brasileiros e estrangeiros. A primeira coisa que o turista deve fazer assim que chega em Noronha é o Ilhatur. Pode ser feito de duas maneiras: com uma van através de uma empresa de turismo ou contratando um taxi. O Ilhatur consiste em um passeio por toda a ilha e ajuda o visitante fazer um reconhecimento do local. Como os taxi são buggys achamos que seria mais divertido a 2ª opção.

Baía do Sueste

É a praia mais calma de Fernando de Noronha, devido a sua conformação de baía fechada, tornando possível mergulhos e banhos em qualquer tipo de maré. Bela paisagem e rica fauna marinha. Foi nosso primeiro mergulho e vimos várias tartarugas marinhas. O guia nos contou que uma época houve turistas que por diversão, mergulhavam e tentavam segurar as tartarugas, a partir desse problema resolveram obrigar o uso de colete.

Baía do Sancho

Logo após a Baía dos Porcos, encontra-se a Baía do Sancho, outra praia de destaque entre tantas. Cercada por um paredão, tem acessos por escada fincada na rocha, por pequena trilha (aconselhável com guia local) e por mar. Praia de beleza inesquecível onde se pode apreciar ninhos de aves marinhas e praticar excelentes mergulhos dentro da baía. Local de parada dos barcos que fazem passeios turísticos, para mergulho e banho.

FERNANDO DE NORONHA-06

Porto

Local de embarque/desembarque dos barcos que abastecem a ilha e dos passeios turísticos. Possui uma pequena praia de areia, com águas calmas. Destaque para o bonito pôr-do-sol e a observação do mergulho dos pássaros marinhos em busca de alimento. Nesse local é possível observar os pescadores em sua atividade. Achei a água do mar desse local mais turva comprometendo um pouco a visibilidade. No final do meu post, tem um link que levará a uma webgallery onde estão algumas fotos que fiz no fundo do mar nesse local. Você irá perceber que a água turva deixou essas fotos com um tom estranho. Tentei tratá-las e ficaram parecendo pintadas com lápis de cor. Isso aconteceu devido ao resultado acinzetado que as imagens foram captadas, com uma certa ausência de cor. Em compensação é o local onde tem a maior variedade de vida marinha e uma quantidade absurda de peixes. Mergulhando-se nesse local é possível passar entre os cardumes de peixes. Sensacional! A minha maior companheira durante toda a viagem foi a câmera compacta Canon G9. Além de ser menor do que uma câmera profissional, comprei uma caixa estanque para ela. Se você não possui uma caixa estanque e quer ir a Noronha, não se preocupe, lá nas empresas de passeios náuticos tem equipamento para aluguel. O preço é um pouco salgado cerca de R$80,00 por dia. Num certo local do Porto, tem um navio naufragado que possui uma vida marinha intensa, uma boa dica é o mergulho Aquasub. Nesse mergulho você é puxado por um barco segurando uma prancha usando uma máscara e snorkel. É muito fácil manusear a prancha. Inclinando para baixo, você fará manobras dentro d’agua e para cima você voltará para a superfície. Elegemos esse como um dos melhores passeios que fizemos. Infelizmente não é aconselhável levar a câmera, pois você precisa de um pouco de concentração para manobrar a prancha e ter as mãos livres. Outros dois tipos de mergulhos podem ser praticados em Fernando de Noronha: o mergulho autônomo, com cilindros e o mergulho livre (apnéia). A pesca submarina é completamente proibida. Para o mergulho autônomo existem 3 empresas locais, realizando dois tipos básicos: o batismo submarino e os mergulhos voltados para pessoas já com experiência anterior.

Porto

Praia da Conceição

Uma das mais belas e extensas praias do arquipélago, é das mais freqüentadas pelos ilhéus e turistas. Ideal para a prática de surf (entre dezembro e fevereiro), para mergulho de apnéia (de março a novembro), banho e simples contemplação.Vale a pena apreciar seu pôr-do-sol. Possui alguns bares, abertos com certa regularidade.

praia do meio

Praia da Atalaia

Verdadeiro aquário natural, permite mergulhos em suas piscinas na maré seca. Extremamente rasas ( 80cm em média ), exibem uma variedade de fauna marinha deslumbrante. Localizada em área do Parque Nacional Marinho, tem o número máximo de visitantes estipulado em trinta por vez. É proibido o uso de protetor solar e obrigatório entrar na água flutuando para evitar o pisoteamento de algumas espécies marinha. O local é altamente fiscalizado e o acesso é por meia hora de caminhada por uma trilha partindo da Vila do Trinta. Se no Porto a água é turva, aqui é transparente. Passeio imperdível de Noronha e rende lindas imagens. É um aquário natural.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Apesar de várias controvérsias e discussões entre fotógrafos sobre fotografar por do sol (Rssss), um dos programas mais concorridos da ilha é ir ao mirante e apreciar o espetáculo. Desafio você resistir a fotografar esse clichê! Eu não resisti, rssss

Veja mais fotos de Noronha clicando aqui.

setembro 2, 2009

SP PHOTO FEST

Filed under: Fotografia — Lucia Adverse @ 8:38 pm

SP PHOTO FEST

SP PHOTO FEST

Em sua primeira edição, o SP Photo Fest reunirá os principais fotógrafos nacionais e internacionais da atualidade. Com o tema São Paulo, realidade e ficção, o festival quer relacionar a fotografia com a cidade que é tida como uma das maiores do mundo. A proposta de promover um festival temático tem o objetivo de envolver todos os participantes em uma mesma atmosfera criativa, reflexiva e poética e gerar conteúdo que será documentado na Revista SP Photo Fest, que será editada este ano pelo fotógrafo americano e responsável pela curadoria internacional do evento, Jay Colton. Os trabalhos produzidos durante os quatro dias do SP Photo Fest ficarão registrados, e no futuro, poderão se tornar referência para pesquisas e estudos sobre fotografia que representam a cidade de São Paulo. Uma herança cultural que estará à disposição da sociedade.

PALESTRAS

Todas as palestras serão gratuitas e acontecerão no auditório do MIS com tradução simultânea.

As senhas serão distribuidas no local com 1 hora de antecedência para os 177 lugares disponíveis.

Haverá também transmissão simultânea em TV’s que ficarão fora do auditório.

WORKSHOPS

Os workshops têm duração de 7 horas e os participantes terão a oportunidade única de ficar

lado a lado de grandes nomes da fotografia nacional e internacional. São poucas vagas e isso

permitirá uma proximidade ainda maior. Ao final, todos receberão certificado de participação.

* os workshops internacionais NÃO terão tradução.

Valores e formas de pagamento

São Paulo Subterrâneo  com Izan Petterle: R$780,00

Demais workshops: R$580,00

Depósito em conta correte (Bradesco)

o valor pode ser dividido em até 4x no cheque (1 +3).

Para fazer sua inscrição basta enviar um e-mail

para contato@spphotofest.com.br que responderão

com os dados bancários.

Mais informações acesse o site:

http://www.spphotofest.com.br/

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