Luciaadverse's Blog

junho 22, 2010

Diário de Bordo – Copenhagen – Dinamarca

Preciso dizer aos meus leitores que não estou conseguindo fazer as postagens do diário de bordo no ritmo o qual gostaria. Devida à minha ausência ao trabalho durante um período, estou atarefada e não conseguindo arrumar tempo para editar as minhas fotos de viagem. Assim que possível, colocarei aos poucos cada país por onde visitei. Hoje darei continuidade com a cidade de Copenhagem na Dinamarca.

Copenhagem é uma cidade encantadora com seus canais circundando por toda a cidade. Uma guia local contou-nos que os canais que embelezam a cidade, na época foram construídos propositalmente para que Copenhagen ficasse parecida com Amsterdam. Nos canais é comum ver pessoas praticando remo.

Em um curto passeio de barco pelo canal, com duração de quase duas horas é possível conhecer os principais pontos turísticos da cidade como a Casa da Ópera de Copenhagen. Essa magnífica obra de arquitetura moderna, é a sede da ópera nacional da Dinamarca e uma das casas destinadas a música mais modernas do planeta. A Operaen ( como é chamada na Dinamarca) é considerada a casa de ópera mais cara já construída. Foi erguida na ilha de Holmen com um custo total de mais de 500 milhões de dólares.

A cidade é bem plana e por toda parte vê-se ciclistas. Acho que posso dizer que esse é o principal meio de transporte dos dinamarqueses, em Copenhagen vê-se as pessoas utilizando as bicicletas como o principal meio de transporte. No final da viagem, no retorno para o Brasil, desembarquei pela manhã na cidade e fiquei impressionada com a quantidade de bicicletas, pena que não estava com a câmera fotográfica em mãos. Enquanto nas grandes capitais presenciamos engarrafamentos no trânsito, na cidade de Copenhagen o trânsito é tranquilo, o engarrafamento, acreditem, é de bicicletas, pela manhã os cruzamentos ficam lotados. Aliás, ciclovias é algo muito comum nas capitais da Europa e um meio de transporte muito utilizado por europeus. O ciclista têm lugar apropriado para transitar e os respectivos semáforos e sinalização direcionada. Agora o que me chamou muito atenção também em Copenhagen, foi ver as bicicletas estacionadas em todos os cantos da cidade, sem trancas ou cadeados. As pessoas deixam ali no meio da rua e no final do dia estão ali no mesmo lugar. Ah! Se fosse aqui!

A língua falada no país é o Dinamarquês ou Danish, um idioma difícil, diferente até mesmo da língua falada pelos países vizinhos, como Suécia e Noruega. A moeda utilizada na Dinamarca é a Coroa Dinamarquesa. Como em qualquer país do mundo, também tem algumas pessoas que arrumam uma maneira criativa de ganhar dinheiro.

Copenhagen tem sido repetidamente reconhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do planeta e em 2008 foi apontada como a cidade mais habitável do mundo pela revista internacional Monocle no seu “Top 25 de Cidades mais Habitáveis” de 2008. Também é considerada uma das cidades mais ecológicas do mundo, com a água no interior do porto da cidade sendo tão limpa que pode ser usada para a natação, além de 36% de todos os cidadãos da cidade irem de bicicleta ao trabalho todos os dias. Mesmo assim, ainda encontramos algumas pixações:

No cartão postal mais famoso da cidade, o canal rodeado de seus charmosos restaurantes, vê-se jovens sentados no chão por toda a extensão tomando cerveja. Observa-se pacotes de latinha de cerveja no chão, aparentemente em temperatura ambiente e uma demonstração de pessoas bem descontraídas. Percebe-se um clima festivo e a impressão que temos é que as pessoas comemoram o tão esperado verão. Conversando com um garçon do nosso hotel, ele comentou que esse clima de 15ºC que presenciamos havia apenas uma semana. Há 7 meses viviam um clima com baixas temperaturas e noites longas com boa parte do dia no escuro. No verão é o inverso, amanhece cedo, anoitece tarde, por volta da meia-noite. Uma curiosidade: nesse ano, o restaurante Noma ganhou, o prêmio de melhor restaurante do mundo.

Abaixo essa turma de jovens embarcava em um dos barcos do canal com roupas de gala, máscaras e com copos de bebidas em mãos. A impressão que tivemos que seria alguma comemoração de formatura.

Próxima à  Praça Kogens Nytorv, a Praça Nova do Rei, deparamos com um magnífico e imenso orgão eletrônico que tocava e atraía todos que passavam por perto, aproveitei e fiz um pequeno filme.

Junto ao orgão havia essa interessante e antiga máquina locomotiva com um funcionário cuidando da limpeza e manutenção.

Na minha última caminhada pela cidade, deparamos com essas maravilhosas tulipas.

A Fortaleza de Copenhagen, conhecida como Kastellet, é uma das fortalezas mais bem preservadas do norte da Europa e foi construída sob a forma de um pentagrama. Antes de partir, demos uma volta de táxi pelo interior dos jardins do Kastellet, pois é possível entrar com o veículo por todo o local. Pela janela flagrei esse momento:

Desta vez, escolhi a opção de não enfatizar os pontos turísticos, pois tal informação pode ser encontrada em qualquer site com essa finalidade. Meu objetivo foi relatar minhas observações particulares sobre o local e ilustrar com algumas imagens.

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junho 13, 2010

Diário de Bordo – Escandinávia

Filed under: VIAGENS — Tags: — Lucia Adverse @ 8:39 pm

Escandinávia

A Escandinávia é uma região geográfica e histórica do norte da Europa e que abrange os países da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia. Nosso planejamento seria partir de Praga em direção à Copenhagen (Dinamarca) e de lá embarcar em um cruzeiro sentido à Escandinávia, com exceção à Islândia. Uma peculiaridade dessa região da Europa foi de ter sido marcado na história pela Era Viking. Os Vikings foram membros marítimos da Escandinávia, que também eram comerciantes, guerreiros e piratas. Entre finais do século VIII e do século XI invadiram, roubaram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa e ilhas Britânicas. O período de expansão desses povos é denominado Era Viking. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente. A imagem histórica dos vikings mudou um pouco ao longo dos tempos, e hoje já admite-se que eles tiveram uma enorme contribuição na tecnologia marítima e na construção de cidades.

Além da Escandinávia, o navio incluiu no seu roteiro outros países com costa no mar Báltico como Estônia, Rússia e Polônia.

Recomendo à todos esse trajeto e magnífico passeio!

junho 8, 2010

Diário de Bordo – Parte 1

Caríssimos leitores, conforme disse no último post, a partir de hoje começo a escrever um diário de bordo de uma viagem que fiz através do Mar Báltico que durou aproximadamente 17 dias. Embarquei no Brasil, dia 17 de maio, em companhia do meu marido e fomos direto para Frankfurt (Alemanha) de onde seguimos para Praga, República Tcheca.

Praga, 18 de maio de 2010.

Dia de desembarque em outro país é sempre o mesmo: diferença de fuso horário e check-in em hotel acabam tomando conta do dia, fora o cansaço depois de quase 24 horas de viagem contabilizando as conexões. No dia seguinte o mal tempo (frio e muita chuva) atrapalhou um pouco, a solução foi contratar os serviços de um Sightseeing Tours. O que é o Sightseeing Tours? Para quem não sabe, são ônibus que levam os turistas para um tour na cidade. Geralmente são réplicas dos famosos ônibus vermelhos de dois andares da cidade de Londres, mas em Praga, eles são diferentes, pequenos tipo van e envidraçados.

Praga fica no coração da Europa  e devida à sua favorável posição geográfica, sua história foi marcada por movimentos religiosos, políticos e um grande crescimento comercial e industrial. Também é uma grande cidade histórica com monumentos de todos os períodos e estilos. Praga foi berço de personagens tais como os astrônomos Tycho Brahe e Juan Kepler, do científico Albert Einstein, de músicos como Mozart, Antonin Dvořák, Bedřich Smetana e de escritores como Jaroslav Hašek e Franz Kafka. Dividida em quatro grandes bairros: Mála Strana (Cidade Pequena), Staré Město (Cidade Velha), Nové Město (Cidade Nova) e Josefov (o bairro Judeu), antigamente eram quatro cidades cada uma comandada por um castelo, unificadas no século XVIII.

O Castelo – Pražský Hrad

Localizado na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade.

O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Fundado no século IX,  foi habitado pelos reis da Boêmia e atualmente serve como residência presidencial. Em seu interior encontra-se Catedral de S. Vito, Torre da Pólvora, Palácio Real do Castelo de Praga, Torre Dalibor, Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado o maior castelo do mundo.

Pátio interno do Palácio Presidencial

Resumo político da história de Praga:

1918 – depois da Primeira Guerra Mundial, tornou-se capital do novo estado – Checoslováquia. A criação da Tchecoslováquia foi o resultado de uma longa luta dos tchecos e eslavos contra o governo austríaco.

1938 – invasão dos exércitos de Hitler no princípio da Segunda Guerra Mundial. No bairro judeu é possível visitar um impressionante cemitério com um enorme número de lápides, cerca de 12.000, onde estão 100.000 judeus sepultados. Conta-se que durante a ocupação nazista (1939-1945), marcou-se pelo período mais terrível a comunidade judaica, com perseguições e deportações. Alguns cálculos indicam que o número de judeus que sucumbiram durante o período da Segunda Guerra Mundial alcançou o 90%. Um verdadeiro absurdo!

1945 – A queda de Praga – marcou o fim das operações militares na Europa. As tropas soviéticas e americanas se retiraram no ano seguinte. Também no mesmo ano, foi aprovada a expulsão de aproximadamente 3 milhões de alemães da Tchecoslováquia.

1968 – Primavera de Praga, um movimento de oposição à União Soviética, que foi reprimida com a invasão dos exércitos Soviéticos.

1989 – Praga foi o centro da Revolução de Veludo durante a queda do comunismo. Na Praça Franz Kafka, encontra-se uma escultura de seis metros de altura, feita com milhares de chaves de diferentes cores e tamanhos para comemorar o 20º aniversário da Revolução de Veludo. A escultura foi construída com mais de 85.000 chaves pelo artista Jiri David. O artista explica que a idéia de fazer essa escultura, surgiu porque as pessoas utilizavam as chaves para fazer barulho quando se manifestavam contra o regime comunista.

1993 – permaneceu como capital da República Checa, depois da divisão pacífica da Checoslováquia.

2000 – Protestos em Praga contra a globalização durante a cobrança do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, resultaram em uma guerrilha urbana contra a policia. Mais de 15.000 manifestantes participaram de grandes protestos contra a globalização e o capitalismo.

Staré Město – Cidade Velha

Praça Staroměstské náměstí – Com uma importância histórica, não é apenas mais um ponto turístico da cidade. Foi teatro de acontecimentos importantes da milenária história de Praga.

À noite uma iluminação bem planejada valoriza o local com grandes holofotes na direção dos conjuntos arquitetônicos mais significativos, em destaque a Igreja Nossa Senhora de Týn e o edifício da Câmara Municipal com o seu magnífico relógio astronômico que desde o século XV marca as horas corretamente.

Construído pelo Mestre Mikuláš de Kadaň, a cada hora, o relógio toca e chama a atenção de todos os visitantes que passam pelo local formando um aglomerado de pessoas ao redor do monumento.  Ao som dos golpes do gongo, acontece a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento que termina com um funcionário do famoso edifício tocando corneta no alto da torre e aplausos do público no local.

No centro da praça há barracas com os mais diversos tipos de lanches e bebidas.

Ao redor da praça os mais variados tipos de restaurantes e choperias.

O tchecos têm a fama de produzirem uma das melhores cervejas do mundo, a mais famosa é a Pilsner Urquell. Outra bebida típica é o Becherovka, uma espécie de aguardente de ervas, é recomendada como um aperitivo, bem como um digestivo. A cozinha tcheca se aproxima da alemã, com pratos baseados em carne de porco ou de vaca, quase sempre acompanhados de batatas e arroz, bolinhos de batata, de fígado e de outros sabores. As salsichas e as linguiças também são famosas. Geralmente as refeições começam com uma sopa. Alguns pratos são típicos como o Pato com repolho e almondegas com pão. Há também excelentes restaurantes de comida internacional, na nossa última noite em Praga, jantamos em um restaurante que elegemos ser o melhor que já fomos, La Provence.

Outra delícia local são os “Traditional Goodies”, um tipo de rosquinha assada, passada na canela e no açúcar. Logo na minha primeira parada da viagem, senti que seria difícil manter a boa forma! A moeda utilizada na República Tcheca é a coroa tcheca (CZK), lá eles chamam de Koruna. O câmbio pode ser feito em bancos, casas de câmbio, hotéis, agências de viagens e no aeroporto de Praga. Confira aqui a taxa de conversão da moeda tcheca para o real.

Não gostaria de estender-me, nem tornar cansativo meu roteiro, resolver mostrar e escrever tudo sobre a cidade de Praga, não teria fim, mas seria injusto encerrar sem pelo mencionar sobre a Ponte Carlos (Karlův Most). É um dos símbolos da cidade e une os bairros históricos de Staré Město e Mála Strana. Este último com várias ruelas e belos edifícios é um ótimo local para fazer uma caminhada.

Pela ponte Carlos transitam apenas pedestres e por toda a sua extensão exibe uma maravilhosa galeria de estátuas ao ar livre, enquanto caminhamos desviando de milhares de turistas e contemplando as obras de arte, artesãos e artistas vendem o fruto do seu trabalho.

Aqui termino com algumas dicas sobre Praga. Em breve, escreverei sobre Copenhagen, nossa próxima parada na Dinamarca.

junho 3, 2010

Diário de bordo

Prezados amigos e leitores, por motivo de férias estive um tempinho afastada do meu blog, então é com muito prazer que retorno aqui hoje. Nesses últimos 17 dias, fiz uma viagem onde tive a oportunidade de conhecer 8 países diferentes. Nesse curto período de tempo é impossível conhecer profundamente cada país, mas é estimulante conhecer tantas culturas de uma só vez. Nunca tive boa memória, então toda vez que viajo, tenho o costume de fazer anotações como se fosse um diário, além claro de tirar muitas fotografias. Assim, acredito tornar minhas viagens ainda mais inesquecíveis na minha memória. Como agora tenho um blog, pensei: _ Por que não transcrever minhas anotações nele? Assim compartilho com vocês minha emocionante experiência! Meu planejamento é iniciar com os posts a partir de segunda-feira, dia 7 de junho, e a cada 2 ou 3 dias, colocar um novo post baseado em minhas anotações de viagem.

Por enquanto… aproveito a ocasião para convidá-los para o lançamento do livro “Fotografia Culinária” produzido pela Associação de Fotógrafos Fototech e Editora Desktop. O livro foi oficialmente lançado no Photoshop Conference 2010 e é o primeiro livro dos associados da Fototech, que pretende ser apenas o primeiro de uma série de livros de mesmo teor, mudando-se nos próximos apenas a especialidade fotográfica, mas mantendo-se a forma e qualidade do conteúdo. O livro traz em dezesseis capítulos um panorama de fotografia contemporânea de culinária, com esquema de iluminação, fichas técnicas e descrições dos procedimentos e curiosidades sobre as fotos realizadas. As mais diversas maneiras de se entender esse típico segmento fotográfico são nele demonstradas. Como associada da Fototech, também participei com duas fotos de minha autoria. Convido à todos para o coquetel de lançamento que será na charmosa e mais nova livraria de Belo Horizonte, a Mineiriana, daqui exatamente uma semana, 10 de junho às 19 horas.

“O livro que a Fototech apresenta é de alta qualidade, tanto gráfica quanto educacional.
Uma publicação didática com aspecto de livro de arte, fácil, bonito, útil, e que leva ao leitor, seja ele fotógrafo profissional ou curioso, informações preciosas e imagens tentadoras.
Belo resultado temático das fotografias dos associados sobre culinária, a obra certamente será encontrada não em obscuras bibliotecas, mas sim nas mesas das salas mais refinadas; meu prazer ao folheá-lo só se equipara ao apetite que as imagens imediatamente em mim produziram; adorei! ”

Clicio Barroso, 2010

Aproveitando a presença do nosso presidente da Fototech Clicio Barroso (ACE- Adobe Certified Expert) no lançamento do livro, no dia seguinte ele dará uma palestra apresentando as novidades dos programas da Adobe Photoshop CS5 e Lightroom 3. Para quem ainda não conhece o Clicio é uma grande oportunidade de aprender com quem realmente entende do assunto e possui uma excelente didática para ensinar.

Não deixem de conferir!

Arte e design dos webflyers: Samuel Mendes

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