Luciaadverse's Blog

outubro 2, 2012

Fundação Helmut Newton – Berlim

Como disse ontem, hoje irei mostrar um pouco da Fundação Helmut Newton (Helmut Newton Foundation), localizada em Berlim, cidade natal do fotógrafo.

Helmut Newton nasceu no 31 de outubro de 1920, registrado como Helmut Neustädter, foi um fotógrafo de moda alemão, naturalizado australiano, famoso por seus estudos de nus femininos.  Filho de um fabricante de botões judeu-alemão e de uma americana. Desde muito jovem – com 12 anos adquiriu sua primeira câmera – interessou-se por fotografia, tendo trabalhado para o fotógrafo alemão Yva (Else Neulander Simon).

Com as restrições cada vez mais opressivas colocadas aos judeus pelas leis de Nuremberg, seu pai perdeu o controle da fábrica de botões e foi internado em um campo de concentração em “Kristallnacht”. Em 1938, o fotógrafo fugiu da Alemanha para escapar à perseguição nazista aos judeus. Depois de sua emigração, tornou-se conhecido como Helmut Newton, um dos fotógrafos mais famosos em todo o mundo. Trabalhou por algum tempo em Cingapura, como fotógrafo da Straits Times, antes de se estabelecer em Melbourne, Austrália. Ao chegar à Austrália, ficou internado em um campo de concentração, assim como muitos outros “estrangeiros inimigos”. Posteriormente serviu ao exército australiano como motorista de caminhão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1946, instalou um estúdio fotográfico no qual trabalhou principalmente com moda, nos afluentes anos pós-guerra. Pouco tempo depois tornou-se cidadão australiano. Nos anos seguintes viveu em Londres e Paris, e trabalhou para a Vogue francesa. Criou um estilo particular na fotografia, marcado pelo erotismo. Sua notoriedade aumentou nos anos 80 com a série “Big Nudes”.

Passou os últimos anos de sua vida em Monte Carlo e Los Angeles. Morreu em janeiro de 2004, com 83  anos, vítima de um acidente de automóvel na Califórnia. Suas cinzas foram enterradas em Berlim.

A Fundação Helmut Newton: localizada na sede do novo Museu da Fotografia em Berlim, inaugurou no mesmo ano da morte do fotógrafo.

Desde que deixou sua cidade natal por causa dos nazistas, Berlim nunca saiu da cabeça de Helmut Newton. Segundo sua mulher, June, ele “sempre teve muitas saudades de Berlim e queria voltar para casa”. Talvez por isso, Newton tenha escolhido Berlim como o lar para mais de mil de suas caras e cobiçadas fotografias. Até sua morte, o fotógrafo participou ativamente da organização da fundação. Em outubro de 2003, ele doou não apenas seu arquivo à cidade, mas também o dinheiro para a reforma do antigo prédio próximo à estação Berlin Zoo, sede do novo Museu da Fotografia, que divide o espaço com a Fundação Helmut Newton, responsável pela coleção.

As fotos desse post, com exceção do retrato do fotógrafo e as imagens do livro Sumo que mostrarei a seguir, foram feitas com o iPhone durante a minha visita, onde tive a companhia do meu marido e do meu filho residente temporariamente em Berlim.

Em 1999, lançou o livro lendário de fotografias Sumo, batendo todos os recordes no mercado editorial devido às suas dimensões: peso = 35, 4 kg  tamanho = 50x70cm.  Foi criada também, para facilitar o seu manuseamento, uma mesa articulada própria. Na Fundação Helmut Newton é possível ver um exemplar desses ao vivo, assim como todos os livros lançados do fotógrafo. Em uma última sala, também é possível conhecer os artistas preferidos de Helmut, nesse local encontram-se seus objetos pessoais, câmeras e livros da sua coleção.

O livro foi publicado numa edição limitada, 10.000 exemplares,  numerada e assinada pelo autor.

Na época do seu lançamento o preço do livro era de 3.000 marcos alemães (aproximadamente 1.530 euros), mas devido ao valor que lhe foi atribuido por colecionadores, seu valor chegou aos 10.000 marcos (aproximadamente 5.110 euros) por exemplar. O SUMO é considerado o maior e o livro mais caro do século XX, a partir do momento em que o exemplar com o número 1 atingiu os 620.000 marcos (317.000 euros) num leilão.

Em 2010, o clássico foi reeditado pela Taschen, com as melhores cenas clicadas pelas lentes de Newton. Com 464 páginas, a nova edição custa cerca de R$ 499 no Brasil.   A nova versão vem com um suporte charmoso de acrílico que fica lindo sobre a mesa da sala. Adquiri o meu exemplar na Livraria Mineiriana em Belo Horizonte, onde também é possível comprar pela internet:

http://www.mineiriana.com.br/

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outubro 1, 2012

Alemanha – Berlim

Faz tempo que não compartilho sobre minhas viagens no meu blog. Gostaria de fazer isso mais vezes, pois sei o quanto é útil como consulta para algumas pessoas que vão viajar para esses destinos. Digo isso, porque recebo com frequência emails de desconhecidos interessados nos lugares que relato aqui. As obrigações e o trabalho deixam nossa vida corrida… Tentarei policiar-me e dividirei mais minhas experiências com vocês.

O destino a ser relatado nesse post é Berlim. Meu filho primogênito faz engenharia mecânica, a Alemanha é considerada um dos pólos mais importantes da indústria mecânica, então achamos que seria o local perfeito para nosso filho aperfeiçoar seu alemão.

É difícil ter filhos estudando fora, às vezes a saudade é quase impossível, mas é primordial essa troca de experiências para o amadurecimento deles. Para aliviar um pouco a saudade fomos visitá-lo.

Berlim é a capital e um dos dezesseis estados da Alemanha. Com uma população de 3,5 milhões dentro de limites da cidade, é a maior cidade do país, além de ser a sétima área urbana mais populosa da União Europeia. Situada no nordeste da Alemanha, é o centro da área metropolitana de Berlim-Brandemburgo, que inclui 5 milhões de pessoas. Localizada na grande planície europeia, Berlim é influenciada por um clima temperado sazonal. Cerca de um terço da área da cidade é composta por florestas, parques, jardins, rios e lagos.

Documentada pela primeira vez no século XIII, Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701-1918), do Império Alemão (1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945). Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida; Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental, enquanto Berlim Ocidental se tornou um exclave da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro de Berlim, entre os anos de 1961-1989, enquanto a cidade de Bona tornou-se a capital da Alemanha Ocidental. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada “cortina de ferro” entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.

Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.

Durante uma onda revolucionária, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs, mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Hoje, partes do muro estão totalmente cobertas com pinturas feitas por moradores e visitantes.

Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

O Portão de Brandemburgo (em alemão: Brandenburger Tor) é um tipo de arco do triunfo, símbolo da cidade de Berlim. É o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim. Constitui na terminação monumental da “Unter den Linden” (uma das principais avenidas da cidade), que dá acesso à residência real. Sua construção foi ordenada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II. É parada obrigatória para uma foto.

O Estádio Olímpico (Alemão: Olympiastadion) em Charlottenburg, distrito de Berlim, desenhado pelo arquiteto alemão Werner March, foi construído entre 1934 e 1936 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1936. Substituiu o Estádio Alemão (Deutsche Stadion) desenhado pelo pai de Werner, Otto March, construído entre 1912 e 1913 para ser sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1916 que acabariam por ser cancelados devido à Primeira Guerra Mundial. Foi restaurado para a Copa do Mundo de 2006 até meados de 2004.

Foi palco de 6 Jogos, incluindo a estréia do Brasil conta a Croácia, vencida pelos brasileiros por 1 a 0 e a Grande Final entre Itália e a França, com a vitória italiana nos pênaltis por 5 a 3. Em 2009 sediou o Campeonato do Mundo de Atletismo. A capacidade atual é de 74.220 pessoas. É atualmente a casa do Hertha BSC Berlin e do Berlin Thunder, um clube de futebol americano da NFL Europa.

Existe uma grande variedade arquitetônica em Berlim, uma cidade que foi quase completamente destruída no período da Segunda Guerra Mundial, hoje nos surpreende com uma arquitetura moderna misturada a prédios históricos reconstruídos. É impressionante ver com Berlim se reergueu em tão pouco tempo, obras de arquitetos como Frank Gerry, Helmut Jahn, Norman Foster, I.M. Pei Daniel Libeskind, Peter Eisenman, estão espalhadas por toda capital alemã. Hoje em dia é difícil tirar uma fotografia da cidade sem flagrar obras públicas nas ruas e, também, prédios antigos e históricos sendo restaurados. Outros arquitetos contemporâneos associados a obras de Potsdamer Platz são o italiano Renzo Piano e o japonês Arata Isozaki.

Potsdamer Platz (www.potsdamerplatz.de) virou marco da reunificação e da expansão urbanística. Hoje é sede de complexos de entretenimento e de comércio, com destaque para o Sony Center (www.sonycenter.de), de 26 mil metros quadrados, projetado pelo alemão Helmut Jahn e que, edificado entre 1996 e 2000, tem cinemas, museu e restaurantes.

Palácio do Reichstag: Parlamento alemão, incendiado em 1933 e bastante danificado durante a 2ª guerra mundial, em ruínas, deixou de ser utilizado. Em 1964, foi reconstruído, mas apenas em 1990 com a reunificação alemã, os encontros parlamentares retornaram ao edifício. Em 1999, aconteceu a transferência do governo alemão de Bonn para Berlim, desde então o prédio foi reinaugurado como sede do Parlamento.

Outros prédios históricos:

Palácio de Charlottenburg

Universidade Humboldt de Berlim

Berliner Dom ou Catedral de Berlim, foi construída entre 1895 e 1905. Se encontra na Ilha dos Museus e é vizinha do Lustgarten e do Berliner Stadtschloss (sede do governo municipal de Berlim).

Memorial aos Judeus Mortos da Europa, também conhecido por Memorial do Holocausto: é um memorial em Berlim para vítimas judias do Holocausto, projetado pelo arquiteto Peter Eisenman. Consiste de uma área de 19.000 metros quadrados coberta com 2.711 blocos de concreto ou “stelae”, parecendo com um campo ondulado de pedras.

De acordo com o texto do projeto de Eisenman, os blocos são desenhados para produzir uma intranqüilidade, um clima de confusão e a escultura toda ajuda a representar um sistema supostamente ordenado e que perdeu o contato com a razão humana. Um anexo subterrâneo “Local de Informação”, guarda os nomes de todas as vítimas judias conhecidas do Holocausto, conseguidos através do museu israelense Yad Vashem.

A gastronomia alemã

culinária da Alemanha varia de região para região. As regiões do sul da Baviera e Suábia, por exemplo, compartilham uma cultura culinária com a Suíça e com a Áustria. A carne de porco, bovina e de aves são as principais variedades de carne consumida na Alemanha, sendo a carne de porco a mais popular. Em todas as regiões, a carne é muitas vezes comida em forma de salsicha. Mais de 1500 tipos de salsicha são produzidos na Alemanha. Alimentos orgânicos ganharam uma quota de mercado de cerca de 3,0% e deverão aumentar ainda mais.

Um conhecido ditado popular alemão diz: “Tomo o café-da-manhã como um imperador, almoço como um rei e janto como um mendigo”. O café-da-manhã é geralmente uma seleção de pães e baguetes com geléia e mel ou carnes frias e queijo, por vezes acompanhado de um ovo cozido. Cereais ou granola com leite ou iogurte é menos comum, mas generalizado. Mais de 300 tipos de pães são vendidos em panificadoras em todo o país.

Como é um país com muitos imigrantes, a Alemanha adotou muitos pratos da cozinha internacional em sua cozinha e hábitos alimentares diários. Pratos italianos como pizza e massas, pratos turcos e árabes, como Döner Kebab e o Falafel estão bem estabelecidos, especialmente nas cidades grandes. Cadeias internacionais de hambúrguer, bem como restaurantes chineses e gregos, são comuns. Culinária indiana, tailandesa, japonesa, e outras cozinhas asiáticas ganharam popularidade nas últimas décadas. Aos nove restaurantes de alto nível na Alemanha, o guia Michelin concedeu três estrelas, a maior denominação, enquanto outros 15 receberam duas estrelas. Restaurantes alemães tornaram-se os segundos mais consagrados do mundo, depois dos restaurantes da França.

A salsicha, a batata e a carne de porco são ingredientes muito comuns e bastante utilizados nos pratos dos alemães.

Um dos bolos mais populares da Alemanha é o bolo feito de cerejas da Floresta Negra. Abaixo um torta merengue que comemos no restaurante giratório da Berliner Fernsehturm,  torre de televisão localizada no centro da cidade de Berlim, especificamente em Alexanderplatz. Confesso que não sou muito apaixonada por doces e achei a torta mais bonita do que apetitosa.

Outros pratos e sobremesas servidos no restaurante giratório da Berliner Fernsehturm:

Vista da torre:

Apesar de vinho estar se tornando mais popular em muitas partes da Alemanha, a bebida alcoólica nacional é a cerveja. As variedades de cerveja incluem Alt, Bock, Dunkel, Kölsch, Lager, Malzbier, Pils e Weizenbier.

Observamos que a alimentação em Berlim tem o custo mais barato que já encontramos na Europa, dizem que isso é influência da extinta Alemanha Oriental. Na época da divisão, o padrão de vida da Alemanha Ocidental era bem mais elevado e com a reunificação precisou-se fazer um certo equilíbrio, isso gerou um custo de vida menor, disse nossa guia.

Não deixe de visitar a KaDeWe: http://www.kadewe.de

Loja de departamento estilo a americana Macy’s, onde tem um centro gourmet incrível e surpreendente. Abaixo algumas fotos do local feitas com o iPhone:

Agora, um dos passeios mais recompensadores, foi conhecer o museu do fotógrafo Helmut Newton, mas os detalhes, deixarei para contar amanhã, evitando deixar esse post muito longo. Até lá!

abril 20, 2012

Granville Island Public Market

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 1:22 pm

Hoje, meu blog completa 3 anos de existência e eu não poderia deixar de atualiza-lo. Graças a tecnologia do iPhone da Apple, todo o post hoje está sendo escrito diretamente desse meu inseparável aparelhinho. Também “todas” as fotos postadas aqui hoje, foram capturadas e editadas no iPhone. Então, relevem os eventuais erros de ortografia e acentuação que ocorrerem aqui.
Assim como a Luiza, também estou no Canadá… Desculpem-me, não resisti a brincadeira! Rsss
Meu filho Lucas e meu sobrinho Henrique estão estudando no Canadá. Desde terça-feira, eu e o meu marido, chegamos para fazer uma visitinha a eles.
Ontem tivemos o prazer de conhecer o Granville Island Public Market. Se trata do mercado publico de Vancouver e é dele que mostrarei algumas fotos hoje.

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Lá você encontra de tudo, desde artesanato como também produtos naturais e industrializados. Em todas as viagens, gosto de visitar os mercados públicos, pois é o local ideal para conhecermos costumes e comidas regionais.

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Como todo país desenvolvido, é comum encontrar alimentos pré prontos, facilitando o dia a dia das pessoas.

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Encontramos até espetinhos de almôndega!

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Quanto aos laticínios, dá vontade de levar tudo para casa! Os queijinhos abaixo são de cabra, de vários sabores, desenformam igual a um pudim. Como uma boa mineira que não pode ver queijo, levei dois desses sabores para o hotel: um de alho e outro de azeitona. De noite, nem saímos para jantar, abrimos uma cerveja e devoramos todas as nossas comprinhas ali mesmo no hotel.

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Quando cheguei em Vancouver, perguntei ao Lucas e ao Henrique se não sentiam falta das nossas frutas. Nas minhas últimas viagens para a Europa, percebi a escassez de frutas comparadas ao Brasil. Em matéria de frutas vermelhas não tem comparação, os morangos, amoras e framboesas da Europa são muito maiores e mais viçosas , mas as outras frutas, em geral, são sem graça.
Para a minha surpresa, os meninos disseram que as frutas aqui são ótimas e que a “mãe de intercâmbio” não deixa faltar em casa. Bem… ontem pude constatar a observação deles:

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Também é rico em hortaliças, verduras e legumes.

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As flores são um espetáculo a parte, maravilhosas!

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Em algumas bancas encontram-se arranjos prontos para usar.

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Mais a frente uma simpática estátua de macaco oferecia castanhas na bandeja.

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Acabamos levando algumas dessas castanhas também.

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As pipocas abaixo são temperadas e podem tranqüilamente serem servidas como tira gosto.

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Saindo do mercado, almoçamos nos arredores, Flavio ( meu marido ) e os meninos comeram salada, eu, bem, não resisti a lagosta:

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Para acompanhar a lagosta, foi servido uma panelinha ( igual a de Fondue ) com manteiga derretida e quentinha. Uma tentação a dieta!

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Abaixo, salada de caranguejo com camarão.

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Tenho que confessar que por mais que a tecnologia me seduza, ainda deveria ser mais prática. Esse post somente foi possível porque meu marido passou a manhã toda em uma conferência no Skype. Algumas vezes perdi informações que foram reescritas e algumas fotos tiveram que ser colocadas novamente. As ferramentas ( o problema pode ser do provedor do blog) deveriam ser mais rápidas e eficientes.

abril 24, 2011

África do Sul – Jantar de despedida

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , , — Lucia Adverse @ 5:29 pm

Encerro o meu relato sobre a viagem para a África do Sul com o jantar de despedida preparado pelo MALA MALA.

Durante todos os dias, passava diante dessa estrutura de palha bem trabalhada, admirava a textura, a forma, mas nem imaginava o que poderia ter por trás dela.

Na última noite, fomos convidados entrar pela fenda e tivemos uma grata surpresa: a tal estrutura de palha, por dentro tem um formato oval com mesas distribuídas por toda a extensão.

No centro, uma fogueira e funcionárias preparando uma sopinha servida quentinha em recipientes próprios.

A iluminação não poderia ser mais aconchegante, na estrutura de palha havia algumas lamparinas fixadas, acompanhadas de castiçais sobre a mesa.

No buffet uma iluminação direta e pontual garantia um ambiente ainda mais suave e bastante agradável. Fotografei todo o jantar aumentando somente
a sensibilidade ISO do meu equipamento, assim interferiria muito pouco na iluminação ambiente e conseguiria passar o clima proposto na ocasião. Como a condição luz era precária para fotografar, a velocidade do obturador ainda ficou bem lenta, mesmo com o ISO ajustado para 6400.

E a comida? Maravilhosa! Como sempre…

Jeito de comidinha caseira, preparada com muito cuidado, com aromas e sabores irresistíveis.

E as sobremesas? Fantásticas também e tudo dentro de uma simplicidade encantadora. O sorvete acompanhava uma calda de caramelo que mais se parecia com um doce de leite.

E quando achávamos que tudo estava perfeito, tivemos outra grata surpresa: as garçonetes, todas vestidas de vermelho, começaram cantar e dançar em volta das mesas. Uma coisa dessas, acho impossível não emocionar todas as pessoas presentes, mas isso é a opinião de uma pessoa suspeita.

Nesse momento, as luzes do buffet são apagadas e os garçons vestido como gourmets, vêm para o centro e batem palmas acompanhando o ritmo das moças. Os hóspedes não resistem e fazem coro ao ritmo.


Em seguida, as moças vão para o centro e se juntam aos gourmets. Somos embalados por uma música que parece ser uma mistura de dialetos sul-africanos, inclusive conseguíamos identificar palavras em português.

E dessa maneira, despedimos da África com a sensação que tudo passou muito rápido, que a viagem valeu à pena e com vontade de voltar à esse continente de costumes simples, cativantes e de grande receptividade.

abril 21, 2011

Retratos da África

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 4:41 pm

Como comentei no post anterior, receber bem é uma característica marcante do MALA MALA. As refeições são todas preparadas com um capricho impressionante: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. No café da manhã, além de um delicioso buffet, o nosso guia e anfitrião sempre se preocupava se desejaríamos que fosse preparado algo mais. As refeições ao invés de sofisticadas como em alguns hotéis 5 estrelas, tinham cara de comida caseira e sempre muito saborosa. O difícil era controlar o apetite! De noite, antes do jantar, às vezes, meu marido chegava antes com as crianças e seu pai para jogar um baralho. Quando eu chegava para o jantar, eles já haviam sido servidos com uma porção de tira-gostos, cada um mais delicioso do que o outro… Uma gentileza!

Na manhã que estávamos partindo, fiquei na recepção observando o movimento de vai e vem das funcionárias do MALA MALA retirando a mesa do café da manhã. Além dos trajes típicos, encantou-me a maneira com que levavam os vasilhames, sempre na cabeça. Rapidamente peguei minha câmera e posicionei-me na frente delas que retribuíram-me com um belo sorriso.  Elas pareciam que se divertiam comigo e paravam diante da câmera com muita espontaneidade. Aproveitei o momento e quando comecei inclusive escolher o fundo, já era o fim…

Abaixo de cada retrato, o nome da modelo:

Nokthula

Laizah

Rose

Rose além de simpática e bonita fala português, pois é de Moçambique. Na noite anterior, batemos altos papos durante o jantar especial de despedida que prepararam para os hóspedes. No próximo post, mostrarei mais do jantar.

Stephelina

Como era rápido o movimento das moças e eu não queria perder a espontaneidade de cada uma delas, apenas nesse retrato começo a preocupar-me com o fundo. Impressionante a habilidade com que equilibram as louças na cabeça.

Laizah

Nesse último retrato o fundo fica perfeito, mas infelizmente tinha chegado o fim…

abril 20, 2011

Kruger National Park

Hoje o meu blog completa 2 anos e eu não poderia deixar de vir aqui. Contarei para vocês como foi nossa experiência no Kruger Park, mas dividirei em 3 posts. No primeiro tentarei fazer um resumo da nossa aventura, no segundo colocarei uma série de retratos e no terceiro descreverei como foi nossa última noite e o especial jantar que prepararam para nós.

O Kruger Park é o maior parque nacional da África do Sul e uma das mais antigas reservas naturais do mundo. Com 19 mil km², é um santuário da vida selvagem africana e o mais visitado por turistas em busca de safári. Localiza-se nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, ao norte da África do Sul. Estabelecido em 1898, possui hoje excelente infraestrutura. Mas para chegar ao local é necessário pegar um pequeno avião com capacidade para 20 pessoas. Entramos no avião um pouco apreensivos, pois somente nós ocupávamos a metade da aeronave.

O clima ficou mais tenso quando o piloto ligou as turbinas e o avião morreu. Mandaram todos os passageiros descerem para consertarem o defeito! Torcemos para que não tivesse jeito e precisassem trocar a aeronave, felizmente foi isso que aconteceu.

Na região do Kruger Park, há diversos tipos de hotéis e alojamentos. Hospedamos no MALA MALA, um agradável hotel dividido em vários e confortáveis bangalôs. Cada família é recebida por um guia que será nos próximos dias o responsável pelos passeios e conforto dos hóspedes. Nosso guia, o Ben, cuidava de tudo para que sentíssemos em casa. Nunca fomos tratados dessa maneira com tanto zêlo. Ben também nos fazia companhia em todas as refeições e de noite deixava cada membro da família na porta do seu respectivo bangalô, impressionante!

Na África, as pessoas denominam o Safári como Game Reserve. Normalmente são feitos em Jeep aberto e o guia vai na frente com uma espingarda carregada para qualquer emergência. Eu sentava sempre ao lado do guia no banco da frente, uma atitude de coragem ou vontade de fotografar?

A maior atração é o jogo Big Five: rinoceronte, elefante, búfalo, leopardo e leão, chama-se assim por causa da dificuldade em encontra-los e ou caçá-los, não pelo seu tamanho, razão pela qual o leopardo está na lista e os hipopótamos não. Esses e outros animais como girafas, zebras, gnus, impalas, guepardos e diversas aves podem ser observados em seu habitat natural.

Os leões tem hábitos noturnos, então parece mentira o fato de serem os reis da selva. Encontramos somente esses animais descansando, algumas leoas se comportavam como gatinhos (vai nessa…) rolando para lá e para cá.

Epa! Um acordado! Milagre!

Na minha opinião, o leopardo é o animal mais bonito da selva. Também o mais difícil de encontrar, o guia precisou seguir pistas, informações via rádio enviadas por outros colegas da região, mas quem nos ajudou mesmo foi os micos fazendo uma algazarra em cima de uma árvore. Ben contou-nos que eles fazem toda aquela gritaria para avisar os outros da mesma espécie que o perigo se aproxima. Vai ver que é daí que surgiu a expressão: pagando mico.

Agora o mais impressionante foi encontrar uma hiena devorando o que sobrou de um mamífero…

é a lei da natureza…

Também surpreendemos com variedade de aves e suas cores.

O contato tão próximo a natureza e as características próprias desse lugar, mostra-nos porque a África é um continente tão procurado pelo turismo.

abril 16, 2011

Cidade do Cabo

Depois de Sun City fomos para a famosa Cidade do Cabo. A Cidade do Cabo (em inglês: Cape Town; em africâner: Kaapstad) é a segunda maior cidade da África do Sul (perdendo apenas para Joanesburgo) e a atual capital legislativa da África do Sul e da província Cabo Leste (Western Cape ), onde o Parlamento Nacional e muitos escritórios do governo estão localizados. É uma das cidades mais bonitas e atraentes do país, com fascinantes paisagens. É considerada a cidade mãe da África do Sul e também um importante centro industrial da África.

A Cidade do Cabo foi fundada pelos holandeses em 1652, como um entreposto comercial na rota do oriente, a primeira fundada por europeus na região. Tornou-se uma possessão britânica em 1814.

É famosa pelo seu porto natural, incluindo pontos turísticos bem conhecidos, como a Montanha da Mesa (Table Mountain) e o Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope), sendo um dos destinos mais procurados pelo turismo Sul Africano. A Cidade do Cabo situa-se aos pés da Table Mountain (1088m de altura) e às margens da Baía da Mesa (Table Bay). Uma localização que dá à cidade um ar pitoresco e um clima mediterrâneo.

A Table Mountain é um complexo de montanhas, marco turístico e histórico da África do Sul, situado na província de Western Cape. Leva esse nome devido ao seu formato reto no topo da montanha lembrando uma mesa. Seu pico atinge 1.086 metros de altura, existem mais de 500 trilhas guiadas na Table Mountain, mas pode-se chegar ao topo através de um teleférico inaugurado em 1929, reformado em 1997. Excelente para piqueniques. A magnífica vista panorâmica da Cidade do Cabo é de tirar o fôlego.

Localizada na costa da Baía da Mesa, a Cidade do Cabo foi originalmente desenvolvida pela Companhia Holandesa das Índias Orientais como uma estação de abastecimento de navios holandeses que navegavam para a África Oriental, Índia e o Extremo Oriente. A Cidade do Cabo desenvolveu-se rapidamente, tornando-se o pólo econômico e cultural da Colônia do Cabo até a Febre do ouro que resultou no desenvolvimento de Joanesburgo, tornando a maior cidade da África do Sul.

A cidade é um importante pólo comercial e industrial, tendo um dos principais portos do país. Sua economia é baseada nos setores de refinação de petróleo, automóveis, alimentar, químico, têxtil e construção naval.

A população, cerca de 1,3 milhões de habitantes, é formada principalmente por nativos africanos e descendentes de holandeses, britânicos, franceses, alemães e indonésios.

Antes de chegarmos no famoso e esperado ponto histórico e turístico Cabo da Boa Esperança, conhecemos a Praia dos Rochedos (Boulders Beach), localizada ao sul da Cidade do Cabo. Nessa praia vive uma colônia de pinguins (spheniscus demersus). Possuem cerca de 70cm de comprimento e é a única espécie que se reproduz na África.

O Cabo da Boa Esperança é o ponto onde os oceanos Índico e Atlântico se encontram. Era o ponto estratégico das rotas comerciais européias para o Oriente. O navegador português Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu a contorná-lo, em 1488. Demonstrou que era possível se chegar ao oriente por mar e batizou o local de Cabo das Tormentas. Posteriormente, o rei D. João II chamou-o de Cabo da Boa Esperança, pois finalmente o caminho para a Índia pelos oceanos havia sido encontrado.

Cabo é um acidente geográfico, entendido como uma porção do continente que avança pelo mar. Geologicamente, a península do Cabo faz parte do complexo da Table Mountain. Fica a 50km da Cidade do Cabo, no Parque Nacional da Península do Cabo.

Na arredondeza é possível pegar um bondinho que leva ao topo da montanha onde se tem uma vista panorâmica do local.

Além da fantástica vista é interessante também encontrar a direção de algumas cidades em relação ao local, inclusive o Rio de Janeiro.

A vida noturna em Cape Town é agitada, com música, shopping e bons restaurantes com gastronomia internacional.




abril 10, 2011

Sun City

Filed under: VIAGENS — Tags:, , — Lucia Adverse @ 6:47 pm

Na África do Sul deparamos com estruturas surpreendentes. Inicia com o aeroporto de Joanesburgo, localizado 5 km da capital africana, tem uma estrutura moderna e eficiente. Chegando no aeroporto, uma van aguardava para nos levar ao complexo Sun City. O local fica duas horas de Joanesburgo, então mal chegamos pegamos a estrada. No caminho, fazem  uma pausa para banheiro e lanche num local lotado de artesanato, a impressão que dá é um lugar construído para turistas e os simpáticos vendedores fazem de tudo para venderem suas mercadorias.

O complexo Sun City fica ao lado do Pilanesberg Park Safári (que oferece safaris de jeep ou de balão) e do Kwena Gardens, um santuário de crocodilos. Trata-se de um complexo turístico com hotéis, praça de alimentação, cassino e parque aquático. O local assusta na primeira impressão pela sua suntuosidade e estrutura, veja mais detalhes aqui.

Hospedamos no The Palace of the Lost City e logo na entrada do hotel somos recebidos por simpáticos funcionários com vestimentas africanas.

O hotel foi inspirado em um palácio de conto de fadas, então imaginem a excentricidade do local. A idéia é fazer com que o hóspede se sinta hospedado como um rei ou rainha. Com sua arquitetura extravagante, o Palácio é decorado com motivos africanos e o atendimento é de primeiro mundo. Mosaicos e afrescos também contribuem para uma atmosfera mística e aura mágica do Grand Hotel, desde da cúpula pintada à mão ao menor detalhe, não esqueceram de nada.

O hotel está rodeado por jardins botânicos, riachos escorrendo e trilhas escondidas que garantem um clima como se o Palácio fosse situado em uma cidade perdida. Em torno do hotel várias atividades como passeios de jet ski, barco e um excelente parque aquático.

O complexo turístico tem um ônibus que circula todo o local levando os hóspedes a qualquer lugar. Também tem um centro de entreterimento, com restaurantes, lojas, cassino e uma recepção onde pode ser feita reserva para os mais variados tipos de passeios e safaris.

Aliás, safari é a especialidade deles, têm até opção de passeio em balão ou montado em elefantes. Como nosso grupo era grande, porque além do meu marido e filhos, foram nossos pais e um sobrinho, optamos pelo passeio tradicional de Jeep.

O safari é feito em Jeep aberto e o guia vai armado com uma espingarda, nossos pais ficaram receosos à primeira vista. No Kruger Park fiz uma foto do Jeep, você terão oportunidade de ver posteriormente. O primeiro animal que avistamos foi o babuíno, por sinal demos de cara com uma família inteira deles.

Mais adiante encontramos uma fêmea catando insetos no peito de um babuíno macho,

e outro no meio da estrada pedindo carona para ele e seus amigos…

Todos no Jeep ficaram maravilhados com a experiência e o contato tão próximo  com a natureza. Avistamos pássaros de diversas cores, Marabú (cegonha africana), cabra-de-leque, gazela-de-grant, girafa e gnus.

O guia contou-nos uma história interessante sobre os Gnus.

Besouros carregam restos de fezes dos gnus, rolam até transformar em uma bola e colocam seus ovos ali dentro para reproduzirem, pode? O que é a natureza…

Mais adiante, consegui flagrar alguns desses besouros:

E como ninguém é de ferro, pós safari o guia levou-nos para um lanche.

abril 6, 2011

Africa do Sul

Filed under: VIAGENS — Tags:, , , — Lucia Adverse @ 8:49 pm

O tempo corre, a vida da gente não pára, os dias parecem que estão cada vez mais curtos…

É essa a sensação que tenho e juntamente com ela a impressão que tenho escrito menos no meu blog.

Em janeiro fiz uma viagem de férias com a família para a África do Sul e parece que foi ontem. Até hoje não postei nada aqui?

Tento ter uma disciplina com o blog e uma delas é postar as notícias com calma, pesquisa e com um texto escrito com cuidado e o mínimo de erros. Por esse motivo e diante da grande atribulação de coisas a fazer, colocarei dentro do ritmo que conseguir. Hoje falarei um pouco sobre a Àfrica do Sul e posteriormente sobre as cidades e locais visitados: Sun City,  a Cidade do Cabo e por fim o Kruger Park.

A  África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país situado no extremo sul da África, com 2.798 quilômetros de litoral sobre os oceanos Atlântico e Índico.

A África do Sul é conhecida por sua diversidade de culturas, idiomas e crenças religiosas. Onze línguas são oficialmente reconhecidas pela Constituição do país. O Inglês é a língua mais falada na vida pública oficial e comercial, entretanto, é apenas o quinto idioma mais falado em casa. Na tentativa de ser simpática com o povo nativo aprendi pequenas palavras no dialeto deles: obrigada, bom dia, boa noite, olá. Essas pequenas palavras faziam a diferença, as pessoas ficavam admiradas de ouvir uma estrangeira tentando comunicar no idioma deles, sorriam e recebiam-me na maior simpatia. O povo está acostumado ouvir dos estrangeiros apenas o inglês e eu atacava de Zulu, Afrikaans  e Tswana, uma piada. Acho que a única palavra que ainda me lembro é “obrigada” em Afrikaans: dankie- dankie. Digo isso, porque foi a palavra que mais tomei cuidado com a pronúncia, o guia sul-africano que conhecemos em Cape Town alertou-me: _” Cuidado com a proúncia da palavra para não parecer donkey-donkey.” Também conheci algumas pessoas de procedência da Angola e Moçambique que falavam português, inclusive o guia que já havia sido diplomata.

A África do Sul é um país multiétnico, com as maiores comunidades européias, indianas e racialmente mistas da África. Embora 79,5% da população sul-africana seja negra, os habitantes são de diferentes grupos étnicos . Cerca de um terço da população do país está desempregada,, fiquei impressionada com essa estatística fornecida pelo guia.

Com toda essa variedade de etnias, o artesanato não podia ser diferente, é rico em trabalhos manuais e por todo lugar que se passa encontram-se feiras ao ar livre. No fim da viagem, minha mãe e minha sogra brincaram comigo e perguntaram-me se eu abriria uma loja de pulseiras quando chegasse ao Brasil, imaginam por quê?

 

 

janeiro 27, 2011

Prêmio Abril de Jornalismo 2011

Filed under: VIAGENS — Tags:, — Lucia Adverse @ 7:56 pm

Venho aqui hoje informar uma grande notícia! O fotógrafo Izan Petterle, colaborador da revista National Geographic Brasil, recebeu na semana passada o Prêmio Abril de Jornalismo 2011, com a reportagem O verde que virou história. Clique aqui e veja mais detalhes no seu blog da National Geographic Brasil.

O Izan é um profissional do qual admiro muito e que com sua generosidade, dedicação e excelente didática, despertou-me o interesse pela fotografia documental. Aprendi muito com o Izan, aprimorei meu olhar desde que o conheci. Sua credibilidade no meu trabalho e incentivo, fizeram com que minha trajetória autoral desse continuidade e amadurecesse. Hoje o considero além de tudo, um grande amigo. Então é com grande satisfação que informo aos meus leitores, esse que é apenas “um” dos merecidos prêmios recebidos por esse profissional tão qualificado.

julho 19, 2010

Diário de Bordo – Talin

28/05/2010

Talin – Estônia

Este pequeno país banhado pelo Mar Báltico com uma população de apenas 1.307,605 de pessoas sofreu muitos anos em disputas entre russos e alemães.

História:

Acredita-se que em 1154, quando um geógrafo árabe assinalou no mapa um aglomerado rochoso sob o nome de Qlwry, seria o primeiro povoado de Talin (Capital da Estonia). Em 1219, os dinamarqueses, comandados pelo Rei Valdemar II, cercaram Talin, entraram numa batalha contra os estônios e tomaram a cidade. Com a vitória, os dinamarqueses construíram uma fortaleza que os estônios chamaram de a “Fortaleza dos Dinamarqueses” (Taani linnus). Posteriormente a junção dessas duas palavras resultou em Talin, que veio a ser o nome da cidade. A construção da Igreja deve ter iniciado na mesma época, pois em 1240 foi consagrada como Catedral de Santa Maria. Em 1227, numa cruzada promovida pelo Papa Celestino III, os alemães invadiram a cidade, expulsaram os dinamarqueses, tomaram a fortaleza e construíram uma nova fortificação, hoje conhecida pelo nome de Castelo de Toompea. Na sequência surge a Grande Guerra do Norte (1700-1721), guerra entre Russia e Suécia. Nesse período a peste mata três quartos da população e Talin cai no poder da Rússia permancendo até a Revolução Russa (1917), quando os estônios lutam para se libertarem da coroa russa. Porém, essa liberdade durou pouco, pois na 2ª Grande Guerra (1939-1945) os alemães voltam a se instalar na cidade. Logo após a guerra quando foi formada a União Soviética, os russos voltaram a comandar a cidade. Na verdade, os estônios tiveram obtiveram sua total independência apenas em 1991, com  o término da União Soviética.

O edifício mais importante é o Palácio do Município, há pouco tempo comemorou-se o sexto século de sua existência. Acrescenta-se a sua importância o fato de ser o único Palácio do Município em estilo gótico de todos os países nórdicos. Aparentemente sua arquitetura confunde-se com a de uma igreja.

Está localizado na Praça do Município, o ponto turístico mais popular da cidade. Durante mais de oito séculos, a famosa praça foi o centro de cidade. Atualmente é o local onde se realizam concertos, jogos, feiras e festivais. Também é nesse local que todos os anos se celebram as festas da Cidade Velha de Talin e segundo informações locais, desde 1441, durante o período Natalino é construída uma grande árvore de Natal em frente ao Palácio do Município. Na época medieval, este espaço era ocupado por comerciantes e artesãos. Os comerciantes mais abastados tinham pequenas lojas nos edifícios que rodeiam a praça. Hoje, o local possui charmosos restaurantes, cafés, um centro animado de convívio.

Talin tem o fascínio de nos fazer sentir como se ainda estivessémos na época medieval. A arquitetura e alguns personagens espalhados pela cidade transmitem uma sensação como se vivêssemos na época. Não preciso dizer que de todas as cidades que visitei, essa foi a que mais gostei de fotografar e o motivo é obvio, essas características peculiares que descrevi estimulam a vontade de registrar. Confesso que foi difícil selecionar quais fotos colocaria aqui no blog.

O Festival das Canções

O Festival das Canções destina-se como o próprio nome indica, a celebrar as canções de toda a Estônia. De cinco em cinco anos é nesse local que se juntam, no primeiro fim-de-semana de Julho, os melhores grupos corais e folclóricos e os melhores músicos da Estônia. As festividades, que se prolongam por dois dias, começam por um desfile dos participantes, na sua maioria vestidos com os trajes típicos tradicionais. Durante esses dois dias, o número de pessoas que assistem ao espetáculo chega perto de duzentas mil. As pessoas tem a oportunidade de ouvir o maior coro do mundo, com cerca de 30.000 intérpretes. Além da musica há ainda outras festividades como ferias, exposições e eventos similares.

O primeiro festival da canção foi em Tartu em 1869. Desde então os festivais têm uma grande importância política para o povo estônio. Um século depois foi construído um palco maior onde uma chama é acessa na torre adjacente. Abaixo uma foto mostrada pela guia que nos acompanhou durante um passeio pelo local. A foto mostra como fica cheio de pessoas o local durante o evento.

Caros leitores se não fosse a minha profunda falta de tempo continuaria falando sobre essa cidade e suas atrações. Já é tarde e amanhã farei uma nova viagem que me afastará durante uns dias do meu blog. Então hoje encerro meu Diário de Bordo apesar de ficar devendo à vocês a cidade de Oslo na Noruega, quem sabe numa próxima oportunidade?

Até mais!

julho 16, 2010

Museu Hermitage – São Petersburgo

27/05/2010

Hermitage

O Hermitage – nome de origem francesa é o principal museu da cidade de São Petersburgo. É visitado anualmente por milhões de pessoas por ano e é um dos poucos lugares onde se pode conviver intimamente com a cultura universal e a história russa. Fundado pela vontade da Rainha Catarina II, foi construído anexo a residência da família real russa. O museu é tão grande que para conhecê-lo devidamente, não basta visitá-lo uma só vez. 

Em seus belos salões de uma arquitetura única temos uma verdadeira aula de história, for a as obras-mestras da pintura holandesa, grandes obras de grandes mestres como Paul Cezane, Gustave Coubert, Caravaggio, Matisse, Leonardo da Vinci, Rembrandt e Renoir. 

 Podemos admirar tanto as belíssimas obras como os desenhos do teto e assoalho ou os panoramas que podem ser avistados das janelas, a Praça do Palácio, o Almirantado, o imponente Neva com a Fortaleza de Peter e Paul e a Ponta da Ilha Vassílievski.

No decorrer de toda a sua existência, o Hermitage deparou-se com Guerras, revoluções, incêndios, assaltos e venda de abjetos de arte e nem assim perdeu a majestade. 

  A primeira coleção de arte do Hermitage chegou no ano de 1764 por ordem de  Catarina II, eram 225 telas que pertencia ao negociante berlinense Johann Gotzkovski. O primeiro catálogo de obras pictóricas foi publicado em 1774 e já contava com 2000 quadros.

Além das pinturas foram adquiridos desenhos, gravuras, coleções numismáticas e de pedras e gemas, livros raros, inclusive as bibliotecas completas de Diderot e Voltaire.

julho 15, 2010

Diário de Bordo – São Petersburgo

26/05/2010

São Petersburgo – Russia

Principal catedral da cidade- Templo da Ressurreição de Cristo

Conhecida como Salvador Sobre Sangue

Templo construído  no local onde o imperador Alexandre II foi morto.

A cidade mais aguardada de toda a viagem, São Petersburgo -Russia, recebeu-nos com muita chuva e frio. Frustrante para quem fez planos e contratou passeios. A chuva hoje não deu nem um minuto (literalmente) de trégua.

Nesse país tão complicado socialmente e politicamente, enfrentamos uma situação estranha e diferente: no porto onde o navio aportou tem um controle de imigração onde todos os estrangeiros são obrigados a passar com seus passaportes. Outro diferencial é que de todos os países da Escandinavia, a Russia é a única que exige visto, então a saída é comprar um pacote de turismo da Star Princes (cia do navio) e entrar e sair do país monitorado por eles, pode? Então, apesar de 2 dias destinados a essa cidade, fica difícil visitar todos os lugares desejados.

Quando fizemos nossa primeira parada (Praga) saindo do Brasil, adiantamos nosso relógio em 5 horas. Até Estocolmo o fuso horário foi o mesmo, mas desde lá, a cada país que visitamos, uma hora é acrescentada ao relógio, até aqui já são 7 horas em relação ao Brasil.

A Russia tem uma história de comunismo bem complicada. Nossa guia, uma russa nascida e criada em São Petersburgo alertou bastante para os problemas da violência. Ao contrário dos outros países que visitamos, não é seguro andar pela cidade segurando as câmeras e munido de outros objetos de valores. Indagada por um passageiro sobre o capitalismo na Russia, dos problemas e comparação com a atualidade, ela explicou-nos que há um questionamento sobre a melhora ou piora para o cidadão russo e cada um tem o seu ponto de vista. Contou-nos que na época do comunismo todos os cidadão tinham direitos iguais, havia escola, emprego e moradia para todos. Mas por outro lado, sofriam as consequências do comunismo, por exemplo: o governo dava uma moradia por família, então quando os filhos casavam agregavam suas famílias a mesma moradia. A família crescia e o imóvel não, chegavam ter 20 pessoas na mesma residência dividindo o espaço. Banheiro? Era apenas um para toda essa gente. A escola pública era muito boa, mas apenas o ensino fundamental. Quando terminava o período escolar, não havia boas universidades, com qualidade, apenas as particulares, muito caras e muito disputadas. O sistema público de saúde era muito bom, mas não forneciam remédios e as pessoas não tinham dinheiro para compra-los. Outra informação da guia é que nos anos em que a Russia viveu a era do comunismo, os cidadãos ficaram proibidos de frequentarem as igrejas.

Topei com essa noiva em frente a catedral Templo da Ressurreição de Cristo

Observe o casaco sobre o vestido, é de pêlo igual aqueles chapéis russos

Noivo ao fundo elegantemente vestido como um general

A cidade de São Petersburgo foi idealizada pelo imperador da Russia Pedro I, o Grande. E não seria uma capital qualquer: toda a força operária do império e os melhores arquitetos da época, como Rastrelli, concentraram-se lá, dedicando-se exclusivamente ao seu planejamento e construção. A construção da nova capital exigiu dos seus edificadores esforços puramente “egípcios”, sacrificando  milhares de vidas humanas. Foi proibido o uso de materiais como pedra ou tijolo em outros locais, para que nada faltasse durante todo o processo.

Noites Brancas

As noites brancas começam em maio e acabam em julho, segundo os petersburguenses, representam a melhor época do ano. Durante um período do verão a noite dura apenas meia hora, um fenômeno que passou a ser o símbolo da “Veneza do Norte”e que constitue a principal diferença desta cidade das outras metrópoles européias. O número de pessoas nas ruas é quase igual ao do dia, e ao longo das avenidas marginais a multidão é até maior. Ouvem-se sons de música, gargalhadas e canto ao violão. Também acontecem  nessa época uma programação cultural na cidade, festivais das artes, de jazz e rock, foros cinematográficos e bailes de formandos das escolas, para os quais as noites brancas personificam a maturidade. Infelizmente não presenciei as noites brancas pelo fato de ser obrigada voltar ao navio pelo motivo que expliquei no início do post, o que sei é informado pelos guias locais.

No final do dia fomos na Beluga de Luxe, uma boutique de souvenirs, no melhor sentido da palavra. Igual a essa eu nunca tinha visto! Tem tudo quanto é tipo de souvenirs distribuídos em uma grande loja com uma decoração de muito bom gosto. Belas obras de arte de artesãos russos, jóias, vasos, louças, os ovos Fabergé, itens estilizada da arte folclórica típica e muito mais são exibidas em molduras douradas e nichos de vidro junto a uma das paredes. Os preços são proporcionais aos mais variados tipos de produtos. Encontram-se  lembranças de 1€, como presentes de centenas de euros.

Beluga de Luxe

São Petersburgo tem cerca de 190 museus, amanhã visitaremos o Hermitage que é considerado o principal. No próximo post, falarei um pouquinho sobre o museu.

julho 5, 2010

Diário de Bordo – Helsinki

25/05/2010

Helsinki-Finlândia

A Finlândia é um pequeno país da Escandinávia com 5.250.275 de habitantes. A capital Helsinki no extremo sul do país, foi fundada em 1550 e desde 1812 tornou-se a capital da Finlândia. Sobre o domínio Russo e Sueco vários anos, conquistou sua independência apenas em 1917 durante a Revolução Russa. Recuperada após a segunda guerra mundial, em 1952 foi sede dos Jogos Olímpicos. Em 1995, tornou-se um país membro da União Européia. De todos esses países da Escandinávia que visitamos até agora, é o único que a moeda local é o euro. Um grande incêndio destruiu a cidade em 1808 e boa parte da cidade teve que ser reconstruída, seus edifícios mais antigos são dessa época e o estilo é neoclássico. Na praça do Senado encontram-se as construções mais famosas dessa época: a Catedral e a Assembléia.

O turismo em Helsinki é amplamente ligado à cultura. A cidade tem muitos museus como o Museu Nacional (Kansallismuseo), o Museu de Arte Contemporânea (Kiasma), o Museu de Arte Clássica (Ateneum) e o Museu de História Natural. O maior museu histórico em Helsinki é o Museu Nacional da Finlândia, que exibe uma vasta coleção histórica da pré-história ao século XXI. O museu possui uma construção em estilo um castelo medieval neo-romântico e é uma atração turística. Outro importante museu histórico na cidade é o Museu da Cidade de Helsinki, que divulga aos visitantes a história da capital da Finlândia. A Universidade de Helsinki também tem muitos museus importantes, incluindo o Museu Universitário e o Museu de História Natural. Como no resto dos países nórdicos, a arquitetura e o design também são de grande importância na Finlândia e se destacam no mercado mundial.

Destaque também para o cuidado especial com as flores:

Fortaleza de Suomenlinna – a maior fortaleza no mar de toda a Escandinávia, fundada em 1748 e patrimônio da UNESCO. Diariamente tem Ferry saindo da Praça do Mercado, mas infelizmente o curto tempo que permanecemos em Helsinki não permitiu-nos fazer o passeio.

Market Square – Kauppatori Praça do Mercado

O Mercado do Porto encontra-se uma interessante feira com artigos de artesanato e comidas típicas. Lá almoçamos um salmão feito numa espécie de chapa com aparência de uma panela de paeja, delicioso.

Aliás esse é um dos passeios imperdíveis em Helsinki. A feira na Praça do Mercado além de ser um ótimo lugar para comer é também excelente para comprar umas lembranças e conhecer os costumes típicos de seus habitantes. O finlandês é um povo receptivo, alegre e simpático.

Não perca, próxima cidade São Petersburg, Rússia.

julho 2, 2010

Diário de Bordo – Estocolmo

Filed under: Dicas, VIAGENS — Tags:, , , , , , , — Lucia Adverse @ 11:54 pm

Estocolmo – Suécia

24/05/2010

No início da viagem permacemos duas noites e um dia inteiro no navio. Na noite anterior à chegada à Estocolmo, fomos avisados pelo capitão que teríamos que atracar em outra cidade próxima por motivo de neblina e vento forte. Por causa de todo o transtorno, informaram que nossa chegada seria antecipada para às 7 horas da manhã. Às 6 horas da manhã, acordei com o barulho do navio atracando. Tomamos café e seguimos para o bote do navio que nos levaria à cidade de Nynäshamn, 30 milhas de Estocolmo. Na chegada haveria algumas opções para o translado à Estocolmo: trem, ônibus, van ou taxi. Pegamos uma enorme fila como pode-se observar:

Na chegada da cidade, uma surpresa! O tempo estava maravilhoso! O céu lindo! Estocolmo é uma cidade surpreendente em todos os sentidos. A cidade é toda rodeada pelo mar com marinas e charmosas pontes.

Gamla Stan (Cidade Velha)- Encantadora com suas ruelas, prédios históricos, lojinhas de souvenirs, antiquários, charmosos bares e restaurantes. No pátio externo do Palácio Real , acontece a troca de guarda, de junho a agosto, de segunda a sábado e no resto do ano, às quartas e sábados, sempre às 12h15. Domingos e feriados, 13h15.

No final da Kungsgatan chega-se a praça Stureplan onde tem uma concentração de bares, restaurantes e lojas, além da belíssima galeria Sturegalerien.

Assim como Copenhagen, Estocolmo chama a atenção pela quantidade de ciclistas pela cidade. Observe que há inclusive placas indicativas específicas:

Outra coisa que nos chamou a atenção foi a quantidade de mães na rua com carrinhos de bebê. A impressão que temos é que essas crianças não vêem a luz  do sol há bastante tempo. Também como em Copenhagen, as pessoas transmitem através das suas atitudes que estão curtindo o início do verão. Para nós que estamos acostumados com o clima tropical, ainda é frio. O vento faz com que a sensação térmica seja sempre menor, apesar do dia lindo e céu sem nuvens.

As flores são sempre um show a parte. Há feiras ao ar livre com uma grande diversidade de flores e algumas exóticas.

No supermercado, bastante opção de pratos prontos e congelados. A impressão que temos é que quando o frio aperta devem estocar comida para não saírem de casa. Um passeio ao supermercado para mim é sempre um atrativo. A qualidade dos laticínios, peixes, verduras é sensacional!

O Museu de Vasa é outro interessante atrativo, uma das maiores atrações turísticas mundiais de acordo com informações locais. Oferece uma perspectiva única da Suécia do inicio do século XVII. Em 10 de agosto  de 1628, o navio Vasa afundou-se no porto de Estocolmo na sua viagem inaugural. O navio naufragado foi resgatado em 1961, após 333 anos sob as àguas. Após a respectiva reconstrução, com 95% de trabalho original, está maravilhosamente decorado com centenas de figuras esculpidas em madeira.

Algumas informações e detalhes do navio que naufragou:

julho 1, 2010

Diário de Bordo – Navio

Filed under: VIAGENS — Tags: — Lucia Adverse @ 8:32 pm

Embarque

22/05/2010

Na cidade de Copenhagen embarcamos no Navio Star Princess da empresa Princess Cruises, o trajeto escolhido foi a Escandinávia e a Rússia.

O check-in do navio assemelha-se com um check-in no aeroporto. Logo na entrada, um funcionário do navio recolhe a mala do passageiro e o encaminha para uma fila na qual apresenta-se o passaporte e em seguida é guiado para um raio X.

A embarcação é grandiosa e o seu interior parece com um Resort de luxo, com diversos restaurantes, lojas, boate, casino e um grande auditório apropriado para shows. Foi a primeira vez que fiz uma viagem de navio e nos três primeiros dias senti uma sensação estranha de tonteira.

O interessante de uma experiência como essa é a possibilidade de visitar vários países, retornar todos os dias para dormir no mesmo local com muito conforto e sem ter que desfazer as malas. Por outro lado a desvantagem é que a visita em cada país é breve e impossibilita uma exploração maior do local. Mesmo assim vale à pena, a gastronomia é outro diferencial, as refeições estão todas incluídas e a qualidade é internacional.

junho 22, 2010

Diário de Bordo – Copenhagen – Dinamarca

Preciso dizer aos meus leitores que não estou conseguindo fazer as postagens do diário de bordo no ritmo o qual gostaria. Devida à minha ausência ao trabalho durante um período, estou atarefada e não conseguindo arrumar tempo para editar as minhas fotos de viagem. Assim que possível, colocarei aos poucos cada país por onde visitei. Hoje darei continuidade com a cidade de Copenhagem na Dinamarca.

Copenhagem é uma cidade encantadora com seus canais circundando por toda a cidade. Uma guia local contou-nos que os canais que embelezam a cidade, na época foram construídos propositalmente para que Copenhagen ficasse parecida com Amsterdam. Nos canais é comum ver pessoas praticando remo.

Em um curto passeio de barco pelo canal, com duração de quase duas horas é possível conhecer os principais pontos turísticos da cidade como a Casa da Ópera de Copenhagen. Essa magnífica obra de arquitetura moderna, é a sede da ópera nacional da Dinamarca e uma das casas destinadas a música mais modernas do planeta. A Operaen ( como é chamada na Dinamarca) é considerada a casa de ópera mais cara já construída. Foi erguida na ilha de Holmen com um custo total de mais de 500 milhões de dólares.

A cidade é bem plana e por toda parte vê-se ciclistas. Acho que posso dizer que esse é o principal meio de transporte dos dinamarqueses, em Copenhagen vê-se as pessoas utilizando as bicicletas como o principal meio de transporte. No final da viagem, no retorno para o Brasil, desembarquei pela manhã na cidade e fiquei impressionada com a quantidade de bicicletas, pena que não estava com a câmera fotográfica em mãos. Enquanto nas grandes capitais presenciamos engarrafamentos no trânsito, na cidade de Copenhagen o trânsito é tranquilo, o engarrafamento, acreditem, é de bicicletas, pela manhã os cruzamentos ficam lotados. Aliás, ciclovias é algo muito comum nas capitais da Europa e um meio de transporte muito utilizado por europeus. O ciclista têm lugar apropriado para transitar e os respectivos semáforos e sinalização direcionada. Agora o que me chamou muito atenção também em Copenhagen, foi ver as bicicletas estacionadas em todos os cantos da cidade, sem trancas ou cadeados. As pessoas deixam ali no meio da rua e no final do dia estão ali no mesmo lugar. Ah! Se fosse aqui!

A língua falada no país é o Dinamarquês ou Danish, um idioma difícil, diferente até mesmo da língua falada pelos países vizinhos, como Suécia e Noruega. A moeda utilizada na Dinamarca é a Coroa Dinamarquesa. Como em qualquer país do mundo, também tem algumas pessoas que arrumam uma maneira criativa de ganhar dinheiro.

Copenhagen tem sido repetidamente reconhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do planeta e em 2008 foi apontada como a cidade mais habitável do mundo pela revista internacional Monocle no seu “Top 25 de Cidades mais Habitáveis” de 2008. Também é considerada uma das cidades mais ecológicas do mundo, com a água no interior do porto da cidade sendo tão limpa que pode ser usada para a natação, além de 36% de todos os cidadãos da cidade irem de bicicleta ao trabalho todos os dias. Mesmo assim, ainda encontramos algumas pixações:

No cartão postal mais famoso da cidade, o canal rodeado de seus charmosos restaurantes, vê-se jovens sentados no chão por toda a extensão tomando cerveja. Observa-se pacotes de latinha de cerveja no chão, aparentemente em temperatura ambiente e uma demonstração de pessoas bem descontraídas. Percebe-se um clima festivo e a impressão que temos é que as pessoas comemoram o tão esperado verão. Conversando com um garçon do nosso hotel, ele comentou que esse clima de 15ºC que presenciamos havia apenas uma semana. Há 7 meses viviam um clima com baixas temperaturas e noites longas com boa parte do dia no escuro. No verão é o inverso, amanhece cedo, anoitece tarde, por volta da meia-noite. Uma curiosidade: nesse ano, o restaurante Noma ganhou, o prêmio de melhor restaurante do mundo.

Abaixo essa turma de jovens embarcava em um dos barcos do canal com roupas de gala, máscaras e com copos de bebidas em mãos. A impressão que tivemos que seria alguma comemoração de formatura.

Próxima à  Praça Kogens Nytorv, a Praça Nova do Rei, deparamos com um magnífico e imenso orgão eletrônico que tocava e atraía todos que passavam por perto, aproveitei e fiz um pequeno filme.

Junto ao orgão havia essa interessante e antiga máquina locomotiva com um funcionário cuidando da limpeza e manutenção.

Na minha última caminhada pela cidade, deparamos com essas maravilhosas tulipas.

A Fortaleza de Copenhagen, conhecida como Kastellet, é uma das fortalezas mais bem preservadas do norte da Europa e foi construída sob a forma de um pentagrama. Antes de partir, demos uma volta de táxi pelo interior dos jardins do Kastellet, pois é possível entrar com o veículo por todo o local. Pela janela flagrei esse momento:

Desta vez, escolhi a opção de não enfatizar os pontos turísticos, pois tal informação pode ser encontrada em qualquer site com essa finalidade. Meu objetivo foi relatar minhas observações particulares sobre o local e ilustrar com algumas imagens.

junho 13, 2010

Diário de Bordo – Escandinávia

Filed under: VIAGENS — Tags: — Lucia Adverse @ 8:39 pm

Escandinávia

A Escandinávia é uma região geográfica e histórica do norte da Europa e que abrange os países da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia. Nosso planejamento seria partir de Praga em direção à Copenhagen (Dinamarca) e de lá embarcar em um cruzeiro sentido à Escandinávia, com exceção à Islândia. Uma peculiaridade dessa região da Europa foi de ter sido marcado na história pela Era Viking. Os Vikings foram membros marítimos da Escandinávia, que também eram comerciantes, guerreiros e piratas. Entre finais do século VIII e do século XI invadiram, roubaram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa e ilhas Britânicas. O período de expansão desses povos é denominado Era Viking. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente. A imagem histórica dos vikings mudou um pouco ao longo dos tempos, e hoje já admite-se que eles tiveram uma enorme contribuição na tecnologia marítima e na construção de cidades.

Além da Escandinávia, o navio incluiu no seu roteiro outros países com costa no mar Báltico como Estônia, Rússia e Polônia.

Recomendo à todos esse trajeto e magnífico passeio!

junho 8, 2010

Diário de Bordo – Parte 1

Caríssimos leitores, conforme disse no último post, a partir de hoje começo a escrever um diário de bordo de uma viagem que fiz através do Mar Báltico que durou aproximadamente 17 dias. Embarquei no Brasil, dia 17 de maio, em companhia do meu marido e fomos direto para Frankfurt (Alemanha) de onde seguimos para Praga, República Tcheca.

Praga, 18 de maio de 2010.

Dia de desembarque em outro país é sempre o mesmo: diferença de fuso horário e check-in em hotel acabam tomando conta do dia, fora o cansaço depois de quase 24 horas de viagem contabilizando as conexões. No dia seguinte o mal tempo (frio e muita chuva) atrapalhou um pouco, a solução foi contratar os serviços de um Sightseeing Tours. O que é o Sightseeing Tours? Para quem não sabe, são ônibus que levam os turistas para um tour na cidade. Geralmente são réplicas dos famosos ônibus vermelhos de dois andares da cidade de Londres, mas em Praga, eles são diferentes, pequenos tipo van e envidraçados.

Praga fica no coração da Europa  e devida à sua favorável posição geográfica, sua história foi marcada por movimentos religiosos, políticos e um grande crescimento comercial e industrial. Também é uma grande cidade histórica com monumentos de todos os períodos e estilos. Praga foi berço de personagens tais como os astrônomos Tycho Brahe e Juan Kepler, do científico Albert Einstein, de músicos como Mozart, Antonin Dvořák, Bedřich Smetana e de escritores como Jaroslav Hašek e Franz Kafka. Dividida em quatro grandes bairros: Mála Strana (Cidade Pequena), Staré Město (Cidade Velha), Nové Město (Cidade Nova) e Josefov (o bairro Judeu), antigamente eram quatro cidades cada uma comandada por um castelo, unificadas no século XVIII.

O Castelo – Pražský Hrad

Localizado na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade.

O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Fundado no século IX,  foi habitado pelos reis da Boêmia e atualmente serve como residência presidencial. Em seu interior encontra-se Catedral de S. Vito, Torre da Pólvora, Palácio Real do Castelo de Praga, Torre Dalibor, Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado o maior castelo do mundo.

Pátio interno do Palácio Presidencial

Resumo político da história de Praga:

1918 – depois da Primeira Guerra Mundial, tornou-se capital do novo estado – Checoslováquia. A criação da Tchecoslováquia foi o resultado de uma longa luta dos tchecos e eslavos contra o governo austríaco.

1938 – invasão dos exércitos de Hitler no princípio da Segunda Guerra Mundial. No bairro judeu é possível visitar um impressionante cemitério com um enorme número de lápides, cerca de 12.000, onde estão 100.000 judeus sepultados. Conta-se que durante a ocupação nazista (1939-1945), marcou-se pelo período mais terrível a comunidade judaica, com perseguições e deportações. Alguns cálculos indicam que o número de judeus que sucumbiram durante o período da Segunda Guerra Mundial alcançou o 90%. Um verdadeiro absurdo!

1945 – A queda de Praga – marcou o fim das operações militares na Europa. As tropas soviéticas e americanas se retiraram no ano seguinte. Também no mesmo ano, foi aprovada a expulsão de aproximadamente 3 milhões de alemães da Tchecoslováquia.

1968 – Primavera de Praga, um movimento de oposição à União Soviética, que foi reprimida com a invasão dos exércitos Soviéticos.

1989 – Praga foi o centro da Revolução de Veludo durante a queda do comunismo. Na Praça Franz Kafka, encontra-se uma escultura de seis metros de altura, feita com milhares de chaves de diferentes cores e tamanhos para comemorar o 20º aniversário da Revolução de Veludo. A escultura foi construída com mais de 85.000 chaves pelo artista Jiri David. O artista explica que a idéia de fazer essa escultura, surgiu porque as pessoas utilizavam as chaves para fazer barulho quando se manifestavam contra o regime comunista.

1993 – permaneceu como capital da República Checa, depois da divisão pacífica da Checoslováquia.

2000 – Protestos em Praga contra a globalização durante a cobrança do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, resultaram em uma guerrilha urbana contra a policia. Mais de 15.000 manifestantes participaram de grandes protestos contra a globalização e o capitalismo.

Staré Město – Cidade Velha

Praça Staroměstské náměstí – Com uma importância histórica, não é apenas mais um ponto turístico da cidade. Foi teatro de acontecimentos importantes da milenária história de Praga.

À noite uma iluminação bem planejada valoriza o local com grandes holofotes na direção dos conjuntos arquitetônicos mais significativos, em destaque a Igreja Nossa Senhora de Týn e o edifício da Câmara Municipal com o seu magnífico relógio astronômico que desde o século XV marca as horas corretamente.

Construído pelo Mestre Mikuláš de Kadaň, a cada hora, o relógio toca e chama a atenção de todos os visitantes que passam pelo local formando um aglomerado de pessoas ao redor do monumento.  Ao som dos golpes do gongo, acontece a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento que termina com um funcionário do famoso edifício tocando corneta no alto da torre e aplausos do público no local.

No centro da praça há barracas com os mais diversos tipos de lanches e bebidas.

Ao redor da praça os mais variados tipos de restaurantes e choperias.

O tchecos têm a fama de produzirem uma das melhores cervejas do mundo, a mais famosa é a Pilsner Urquell. Outra bebida típica é o Becherovka, uma espécie de aguardente de ervas, é recomendada como um aperitivo, bem como um digestivo. A cozinha tcheca se aproxima da alemã, com pratos baseados em carne de porco ou de vaca, quase sempre acompanhados de batatas e arroz, bolinhos de batata, de fígado e de outros sabores. As salsichas e as linguiças também são famosas. Geralmente as refeições começam com uma sopa. Alguns pratos são típicos como o Pato com repolho e almondegas com pão. Há também excelentes restaurantes de comida internacional, na nossa última noite em Praga, jantamos em um restaurante que elegemos ser o melhor que já fomos, La Provence.

Outra delícia local são os “Traditional Goodies”, um tipo de rosquinha assada, passada na canela e no açúcar. Logo na minha primeira parada da viagem, senti que seria difícil manter a boa forma! A moeda utilizada na República Tcheca é a coroa tcheca (CZK), lá eles chamam de Koruna. O câmbio pode ser feito em bancos, casas de câmbio, hotéis, agências de viagens e no aeroporto de Praga. Confira aqui a taxa de conversão da moeda tcheca para o real.

Não gostaria de estender-me, nem tornar cansativo meu roteiro, resolver mostrar e escrever tudo sobre a cidade de Praga, não teria fim, mas seria injusto encerrar sem pelo mencionar sobre a Ponte Carlos (Karlův Most). É um dos símbolos da cidade e une os bairros históricos de Staré Město e Mála Strana. Este último com várias ruelas e belos edifícios é um ótimo local para fazer uma caminhada.

Pela ponte Carlos transitam apenas pedestres e por toda a sua extensão exibe uma maravilhosa galeria de estátuas ao ar livre, enquanto caminhamos desviando de milhares de turistas e contemplando as obras de arte, artesãos e artistas vendem o fruto do seu trabalho.

Aqui termino com algumas dicas sobre Praga. Em breve, escreverei sobre Copenhagen, nossa próxima parada na Dinamarca.

abril 24, 2010

Flagra em Madrid

Filed under: VIAGENS — Tags: — Lucia Adverse @ 9:41 am

Caminhando pelas ruas de Madrid, descobri o motivo pelo qual Ronaldo, o Fenômeno, não raspa mais a cabeça.

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