Luciaadverse's Blog

outubro 2, 2012

Fundação Helmut Newton – Berlim

Como disse ontem, hoje irei mostrar um pouco da Fundação Helmut Newton (Helmut Newton Foundation), localizada em Berlim, cidade natal do fotógrafo.

Helmut Newton nasceu no 31 de outubro de 1920, registrado como Helmut Neustädter, foi um fotógrafo de moda alemão, naturalizado australiano, famoso por seus estudos de nus femininos.  Filho de um fabricante de botões judeu-alemão e de uma americana. Desde muito jovem – com 12 anos adquiriu sua primeira câmera – interessou-se por fotografia, tendo trabalhado para o fotógrafo alemão Yva (Else Neulander Simon).

Com as restrições cada vez mais opressivas colocadas aos judeus pelas leis de Nuremberg, seu pai perdeu o controle da fábrica de botões e foi internado em um campo de concentração em “Kristallnacht”. Em 1938, o fotógrafo fugiu da Alemanha para escapar à perseguição nazista aos judeus. Depois de sua emigração, tornou-se conhecido como Helmut Newton, um dos fotógrafos mais famosos em todo o mundo. Trabalhou por algum tempo em Cingapura, como fotógrafo da Straits Times, antes de se estabelecer em Melbourne, Austrália. Ao chegar à Austrália, ficou internado em um campo de concentração, assim como muitos outros “estrangeiros inimigos”. Posteriormente serviu ao exército australiano como motorista de caminhão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1946, instalou um estúdio fotográfico no qual trabalhou principalmente com moda, nos afluentes anos pós-guerra. Pouco tempo depois tornou-se cidadão australiano. Nos anos seguintes viveu em Londres e Paris, e trabalhou para a Vogue francesa. Criou um estilo particular na fotografia, marcado pelo erotismo. Sua notoriedade aumentou nos anos 80 com a série “Big Nudes”.

Passou os últimos anos de sua vida em Monte Carlo e Los Angeles. Morreu em janeiro de 2004, com 83  anos, vítima de um acidente de automóvel na Califórnia. Suas cinzas foram enterradas em Berlim.

A Fundação Helmut Newton: localizada na sede do novo Museu da Fotografia em Berlim, inaugurou no mesmo ano da morte do fotógrafo.

Desde que deixou sua cidade natal por causa dos nazistas, Berlim nunca saiu da cabeça de Helmut Newton. Segundo sua mulher, June, ele “sempre teve muitas saudades de Berlim e queria voltar para casa”. Talvez por isso, Newton tenha escolhido Berlim como o lar para mais de mil de suas caras e cobiçadas fotografias. Até sua morte, o fotógrafo participou ativamente da organização da fundação. Em outubro de 2003, ele doou não apenas seu arquivo à cidade, mas também o dinheiro para a reforma do antigo prédio próximo à estação Berlin Zoo, sede do novo Museu da Fotografia, que divide o espaço com a Fundação Helmut Newton, responsável pela coleção.

As fotos desse post, com exceção do retrato do fotógrafo e as imagens do livro Sumo que mostrarei a seguir, foram feitas com o iPhone durante a minha visita, onde tive a companhia do meu marido e do meu filho residente temporariamente em Berlim.

Em 1999, lançou o livro lendário de fotografias Sumo, batendo todos os recordes no mercado editorial devido às suas dimensões: peso = 35, 4 kg  tamanho = 50x70cm.  Foi criada também, para facilitar o seu manuseamento, uma mesa articulada própria. Na Fundação Helmut Newton é possível ver um exemplar desses ao vivo, assim como todos os livros lançados do fotógrafo. Em uma última sala, também é possível conhecer os artistas preferidos de Helmut, nesse local encontram-se seus objetos pessoais, câmeras e livros da sua coleção.

O livro foi publicado numa edição limitada, 10.000 exemplares,  numerada e assinada pelo autor.

Na época do seu lançamento o preço do livro era de 3.000 marcos alemães (aproximadamente 1.530 euros), mas devido ao valor que lhe foi atribuido por colecionadores, seu valor chegou aos 10.000 marcos (aproximadamente 5.110 euros) por exemplar. O SUMO é considerado o maior e o livro mais caro do século XX, a partir do momento em que o exemplar com o número 1 atingiu os 620.000 marcos (317.000 euros) num leilão.

Em 2010, o clássico foi reeditado pela Taschen, com as melhores cenas clicadas pelas lentes de Newton. Com 464 páginas, a nova edição custa cerca de R$ 499 no Brasil.   A nova versão vem com um suporte charmoso de acrílico que fica lindo sobre a mesa da sala. Adquiri o meu exemplar na Livraria Mineiriana em Belo Horizonte, onde também é possível comprar pela internet:

http://www.mineiriana.com.br/

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dezembro 7, 2011

Alexey Titarenko – Book

Filed under: Dicas, Livros de fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 7:28 pm

No último post falei sobre minha nova descoberta, o fotógrafo Alexey Titarenko. Naquele dia em que pesquisei sobre o artista, li um interessante artigo sobre o seu livro:

Não escrevi nada a respeito aqui, porque constatei em todos os lugares por onde procurei que estaria esgotado. Mas, ontem chegou uma remessa de 17 exemplares na Amazon, imediatamente comprei o meu e dei a dica no perfil do meu Twitter. Hoje tive a idéia de colocar a dica no blog e para minha surpresa, enquanto eu escrevia esse post, acessei o site da livraria e o livro estava esgotado novamente.

Na minha opinião, vale à pena insistir, pois o trabalho do fotógrafo é maravilhoso!

novembro 12, 2011

“My Week with Marilyn”

No próximo dia 23 de novembro, estréia o filme “My Week with Marilyn”. Um novo trecho de My Week With Marilyn circula na internet, atiçando ainda mais a curiosidade dos cinéfilos e dos fãs de Marilyn Monroe.

Nesse mais novo filme sobre a polêmica estrela de Hollywood, Marilyn resgata seu assistente Colin Clark, vivido pelo ator Eddie Redmayne, do estúdio que comandava as filmagens de O Príncipe Encantado (1956), e o desvia para uma aventura. Denominado Getaway Car, o vídeo tem como surpresa a própria personagem, que se revela escondida no banco traseiro do automóvel que deveria conduzir o rapaz a um almoço inocente.

Experiências como esta resultaram nos diários de Clark, transformados agora em filme pelo diretor Simon Curtis. O longa retrata o período em que ele conviveu com a atriz enquanto ela filmava O Príncipe Encantado, em Londres. Durante uma semana, o rapaz foi assistente daquela que já havia se tornado musa e protagonizado a memorável cena do vestido esvoaçante de O Pecado Mora ao Lado (1955).

Naquele período, a porção trágica da vida da atriz também já havia feito sua estreia: O Príncipe Encantando foi filmado logo após Marilyn ser abandonada pelo marido em plena lua de mel. Seis anos depois, ela foi encontrada morta, aos 36 anos de idade, e nunca se soube se a ingestão do coquetel de soníferos que lhe roubou a vida foi acidental.

Gênero:Drama

Direção: Simon Curtis 

Roteiro: Adrian Hodges 

Elenco: Derek Jacobi (Sir Owen Morshead)Michelle Williams (Marilyn Monroe)Kenneth Branagh (Laurence Oliver)Dominic Cooper (Milton Greene)Judi Dench (Dame Sybil Thorndike )Emma Watson (Lucy)Eddie Redmayne (Colin Clark) 

No ano passado, comprei um livro do fotógrafo Bert Stern que é uma verdadeira obra prima. Paguei na época examente o valor de $81.00. Hoje, consultando o preço do mesmo livro, o valor dobrou. Será que é por causa da divulgação do filme?

 


 

outubro 25, 2011

Uma introspecção do meu olhar

Nunca escondi a minha preferência em fotografar arquitetura, acredito que minha formação em design de interiores influenciou e direcionou-me para essa área da fotografia.

É difícil citar nomes de fotógrafos como referência, pois a história da fotografia é recheada deles. Existe uma lista imensa de artistas que foram imprescindíveis, revolucionários, precursores de idéias e estilos. Pesquisar a trajetória de cada um deles é indispensável, prazeroso e muito instrutivo. Sou desprovida de preconceito quando o assunto é arte. Ao invés de preocuparmos com críticas, deveríamos tentar entender a subjetividade de cada artista e aprender com eles. É tão interessante ver o estilo e a linha de pensamento de cada um… Além do mais, a arte não é exclusiva de um ou de outro estilo, é democrática. Consumir livros de arte e filosofia virou uma mania. Na minha opinião é difícil construir um projeto de fotografia autoral consistente sem se nutrir dessas fontes de conhecimento.

Na fotografia, pesquiso também aqueles fotógrafos que não tem nada a ver com a área que escolhi e por que teria que ser diferente? Se você também gosta de arte, estude tudo que for relacionado com ela. Todos os movimentos artísticos ocorridos na história, tiveram uma relação com a época vivida e influenciaram não somente a pintura, mas também a fotografia, a escultura, o design, a moda, a arquitetura, enfim todas as produções artísticas.

Tenho uma grande identificação com o trabalho de alguns fotógrafos. O fotógrafo e arquiteto Cristiano Mascaro tem um magnífico trabalho focado em arquitetura. Nesse ano tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e o privilégio de ser sua monitora durante o workshop “Encontro com o Autor: A Cidade, com Cristiano Mascaro” durante o Festival Foto em Pauta Tiradentes.

É um dos fotógrafos mais importantes da urbe e da arquitetura da capital paulista, que documenta sistematicamente há mais de duas décadas. Atuou como repórter fotográfico na revista Veja, entre 1968 e 1972. Recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.

Mestre e doutor em estruturas ambientais urbanas, ambos pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais entre 1974 e 1988. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia (1972-1975) e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (1976-1986).

Outro fotógrafo de grande influência para mim é o francês Marcel Gautherot, que viveu e trabalhou no Brasil durante 57 anos. A pedido do arquiteto Oscar Niemeyer, documentou a construção de Brasília. Esse belíssimo trabalho está reunido no livro “Marcel Gautherot Brasília” (tenho e recomendo!), lançado em 2010 pelo Instituto Moreira Salles.

Também percorreu 18 estados brasileiros fotografando, registrando o povo brasileiro, sua arquitetura, suas festas. Sua coleção é um vasto retrato da diversidade cultural do país. Desde 1999, seu acervo composto de mais de 25 mil negativos foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles.

No ano passado, esse trabalho documental de Brasília, motivou-me o desejo de documentar a transformação do Estádio Governador Magalhães Pinto (conhecido como Mineirão) para a Copa do Mundo de 2014. Para a minha frustração, a burocracia impediu-me de fazer esse projeto. Encontrei-me com autoridades do Governo e da ADEMG para apresentar meu projeto, colocaram-me empecilhos por se tratar de uma construção pública. Não compreendi os obstáculos, pois na minha opinião, deveria ser o contrário, exatamente por se tratar de um orgão público, deveria ser garantido a uma cidadã e artista mineira, o direito de registrar essa importante obra para a história de Minas Gerais.

Também gostaria de destacar o trabalho da fotógrafa americana Berenice Abbott. Nascida em Springfield, estado de Ohio em 1898, mudou-se em 1921 para Paris, foi assistente do grande fotógrafo Man Ray que lhe ensinou tudo sobre fotografia. Ainda em Paris também conheceu uma de suas maiores influências fotográficas, o fotógrafo francês Eugene Atget que por vinte anos produziu oito mil fotos que registraram a cultura, arquitetura e monumentos da capital Francesa. Inspirada pelo trabalho realizado por Atget, voltou os Estados Unidos da América e fez algo semelhante ao que ele fez em Paris, só que em Nova Iorque. Daí nascia o seu trabalho mais conhecido; o Changing New York, onde ela mostra a cidade velha dando lugar a modernidade dos arranha-céus, vias expressas e pontes de metal que modificavam gradativamente a paisagem urbana.

Berenice também foi uma grande retratista, mas como meu enfoque aqui hoje é falar sobre fotografia de arquitetura quis destacar o seu famoso e importante trabalho documental sobre a cidade de Nova York.

Como disse no início do post, é praticamente impossível relacionar todos os artistas que me servem de inspiração e que auxiliam na minha formação, pois a pesquisa é constante. Por isso, limitei-me citando apenas os fotógrafos de maior influência para mim. Mesmo achando que já prolonguei esse post, não posso deixar de mencionar mais dois fotógrafos que são de grande importância para mim. O primeiro é Thomaz Farkas que no início desse ano dediquei um post à ele aqui.

Quem conhece o meu trabalho, sabe que uma das minhas características mais fortes é o uso do contraste entre as altas e baixas luzes. Também faço muito uso da geometria em minhas imagens e escutando a análise de alguns críticos de arte, percebo que meu trabalho é um pouco surrealista. Talvez essas características que se tornaram o meu perfil, fazem eu me identificar tanto com o trabalho de Farkas.

Por último, deixei aquele que para mim foi um dos maiores mestres (se não o maior) da história da fotografia, André Kertèsz. Fotógrafo também  de origem húngara, iniciou-se na fotografia em 1913 como autodidata.

Serviu brevemente na Primeira Guerra Mundial e se mudou para Paris em 1925, então capital artística do mundo, contra os desejos de sua família. Conviveu com os intelectuais e artistas de Montparnasse, se estabeleceu como fotógrafo, fazendo trabalhos para algumas revistas francesas e alemãs em ascensão nesta época. Ainda em Paris começou a trabalhar no seu projeto Distorções.


Em 1936 mudou-se para Nova Iorque e começou a colaborar com as revistas Vogue e Haper´s Bazaar. Naturalizou-se norte-americano em 1944.

Em 1946, Kertèsz teve o seu trabalho exposto no prestigiado “The art Institute of Chicago”, numa exposição individual. Em 1964, seu trabalho foi reconhecido pelo “Museum of Modern Art” em Nova Iorque, onde foi exposta uma retrospectiva da sua carreira. Esta exposição organizada por John Szarkowski, curador do MoMA, ajudou a restabelecer o seu reconhecimento internacional. John Szarkowski disse uma vez que “mais do que qualquer outro fotógrafo, André Kertész demonstrou a beleza e a estética da câmera pequena.”

A partir de 1963, dedicou-se somente à produção de ensaios pessoais e à exibição e publicação de sua obra. É reconhecido como um dos maiores fotógrafos do mundo.  Seu estilo único influenciou uma geração de fotógrafos na Europa, entre eles Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Brassai.

Seus temas são muito variados, embora ressalte neles a curiosidade visual na hora de encontrar novas perspectivas das coisas mais comuns.

A foto abaixo por muito tempo intrigou-me, seria um reflexo ou um registro através de uma vidraça quebrada? Um certo dia, conversando com um amigo estudioso em fotografia, ele revelou-me a verdadeira história dessa misteriosa fotografia. Por algum motivo, a chapa de vidro que continha essa imagem durante o seu armazenamento ou manuseio quebrou-se. Kertèsz  então resolveu revelar a chapa quebrada e o resultado foi essa foto magnífica.

Saber a verdadeira história dessa fotografia deixou-me ainda mais apaixonada por ela, por isso compartilho com vocês e termino por aqui.

março 5, 2011

Brassaï conversas com Picasso

Da Editora Cosac & Naify, o Livro “Brassaï CONVERSAS COM Picasso” é uma leitura que recomendo enfaticamente. Trata-se de um relato sobre o período em que o fotógrafo Brassai tornou-se amigo de Pablo Picasso e registrou sua obra para um livro de arte. Picasso admirava a maneira como Brassaï conseguia registrar suas esculturas e dizia que ele fazia isso como ninguém. Uma certa vez , no auge da Segunda Guerra Mundial,  o artista espanhol impôs o fotógrafo ao editor que faria um livro com o registro de suas esculturas.

Picasso ficava horas diante de Brassaï, observando o fotógrafo trabalhar e se divertia com sua técnica. Apelidava Brassaï de “terrorista” todas as vezes que se assustava com as explosões provocadas por pó de magnésio que era utilizada como método de iluminação para fotografar suas esculturas.

Abaixo reproduzo o divertido e interessante diálogo entre essas duas grandes personalidades durante uma sessão de fotos:

PICASSO: Não compreendo… Como sabe qual será o resultado? Não tem nenhum meio para julgar o efeito de sua iluminação… (diz isso diante aos disparos explosivos com pó de magnésio)

BRASSAï: Calculo-a… Por que não emprego projetores? É que múltiplas fontes de luz produzem sombras entrecortadas, confusas. Prefiro a luz de uma única fonte e suavizo as sombras de seus reflexos com anteparos.

PICASSO: Mas por que as esculturas são tão raramente bem fotografadas? (se referindo ao trabalho de outros fotógrafos)

BRASSAï: Não sei que estúpida tradição exige que uma estátua clara seja colocada contra um fundo escuro e uma estátua escura contra um fundo branco… Isso as destrói. Elas são como que achatadas e não podem mais respirar no espaço… Para que uma escultura ganhe toda a sua presença, suas partes iluminadas devem permanecer mais claras que o fundo, e suas partes escuras, mais escuras… É simples…

PICASSO: É a mesma coisa para o desenho: sobre um fundo cinza ou bege, coloca-se branco para a luz e preto para as sombras… Se essa plasticidade não interessa mais à pintura, ela se impõe à fotografia quando esta quer dar o máximo de relevo a uma escultura…

Enfim, diálogos como esse acima,  dão uma aula de fotografia e arte. Recomendo à todos!

janeiro 29, 2010

Preto no Branco- Flávio Damm

Acabo de adquirir, ler e recomendo o livro “Preto no Branco Fotos & Fatos” do Fotojornalista Flávio Damm. De fácil e agradável leitura o autor narra histórias sobre cada foto mostrada no livro. Flávio Damm é natural de Porto Alegre, tem 64 anos de profissão e é considerado um dos mais importantes fotojornalistas brasileiros. Começou como auxiliar de laboratório com o fotógrafo alemão Ed Keffel, que se refugiou do nazismo em Porto Alegre, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1946, fotografou para a Revista do Globo. Obteve a consagração profissional no ano seguinte, ao realizar as primeiras fotografias de Getúlio Vargas em sua fazenda após seu afastamento da presidência da República, o que lhe valeu um convite para integrar a equipe da revista O Cruzeiro, no Rio de Janeiro onde fotografou e redigiu matérias por uma década. Muitas das histórias narradas no livro surgiram através de cartas enviadas por leitores para a redação da revista. São histórias pelo mundo e pelo Brasil que fazem do livro de Flávio Damm uma deliciosa história de jornalismo, contada por meio de palavras e imagens que recebem títulos.

Para os meus colegas da Associação de Fotógrafos Fototech tenho uma excelente notícia. Acabo de incluir o livro na minha galeria da Fotobibliotech deixando disponível para empréstimo. Para mais informações clique aqui.

Entre 1959 e 1962 realizou uma ampla documentação fotográfica sobre o pintor Candido Portinari, no seu ateliê, no Rio de Janeiro. Certa vez, em uma entrevista, Flávio Damm revela que Portinari tinha uma frase curiosa, costuma dizer: “Você sabe que as mãos também enxergam?”

Fotografa sempre em preto e branco e em suas fotografias é possível reconhecer a estética clássica de fotógrafos como Manuel Álvares Bravo, Robert Doisneau e André Kertéscz.

São dele as palavras: “A câmera digital de hoje vai ser daqui um ano absoleta, agora… vai surgir daqui um ano uma câmera digital e um computador muito mais moderno do que hoje que vai responder a perguntas técnicas imaginaveis. Qualquer que seja o avanço tecnológico, sempre vai ser necessário um fotógrafo com um olho atrás do visor. Ela pode ser daqui a 50 anos, a máquina fotográfica mais sofisticada, ela não vai operar sozinha, ela não vai identificar o motivo sozinha, se não houver atrás do visor o olho do fotógrafo”

janeiro 20, 2010

FOTOGRAFIA DE NATUREZA BRASILEIRA

Nunca escondi minha paixão por fotografia de natureza, tanto que foi o assunto escolhido para abrir o meu blog. Desde quando comecei a fotografar e decidi aprofundar no assunto, o fotógrafo Fabio Colombini foi a minha principal referência, posteriormente descobri diversas bibliografias sobre a macrofotografia, com alguns profissionais do assunto, mas sempre obras estrangeiras, não havia nenhum livro nacional sobre a técnica. O terceiro post do meu blog indico algumas bibliografias, clique aqui para ler o artigo completo.

Morando em São Paulo, cheguei fazer contato com Fábio sobre a possibilidade de fazer um workshop de macrofotografia. Muito gentilmente ele respondeu-me dizendo que não ministrava cursos e trocamos alguns e-mails.

Recentemente mandou-me um convite para o lançamento do seu mais novo livro: “FOTOGRAFIA DE NATUREZA BRASILEIRA”, da Editora Photos. Infelizmente a distância impediu-me de comparecer ao lançamento, pois atualmente moro em Belo Horizonte, mas tratei de adquirir o novo livro rapidamente.

“Depois da revolução da fotografia digital, faltava, em nossas livrarias e bibliotecas, um guia prático de “fotografia de natureza”, feito por brasileiros. Vivemos no país com a maior diversidade de vida do planeta e temos pouquíssimos fotógrafos trabalhando nessa área da fotografia.” Pequeno trecho retirado da apresentação do livro, escrita pelo fotógrafo e engenheiro eletrônico Haroldo Palo Jr.

Esse trecho da apresentação do livro “FOTOGRAFIA DE NATUREZA BRASILEIRA”, ilustra bem o que comentei no início do post. Na obra ricamente ilustrada, Fábio vai além da macrofotografia, como o próprio título sugere, criou um guia prático de excelente qualidade e completo para aquele que deseja se tornar um profissional da natureza, ou apenas para aquele que deseja conhecer um pouco mais desta especialidade da fotografia, tornando-se pioneiro no Brasil com essa obra. Experiente fotógrafo com 22 anos de carreira, ilustrou mais de 2.600 livros com imagens de fauna, flora e paisagens e nessa sua nova obra partilha generosamente com seus leitores sua experiência profissional na fotografia de natureza, dando dicas de composição, ensinando a técnica e equipamentos adequados em cada segmento da fotografia de natureza. O autor também fornece informações necessárias para o trabalho em campo e alerta sobre possíveis riscos nesse tipo de trabalho fotográfico. Através da própria experiência, descreve sobre cada problema específico e sugestões de como previnir possíveis acidentes ou surpresas. O mais importante é que Fábio não se esquece do que considero duas das principais características num fotógrafo de natureza: a ética e o respeito pela natureza e os animais e consequentemente pela profissão. Infelizmente vemos muita degradação no meio ambiente, individualismo e interesses financeiros por parte do ser humano. O início do primeiro capítulo com o título “O Homem e a Natureza”, particularmente emocionou-me bastante. O autor tenta conscientizar o leitor da magnitude e da importância da natureza e de como tem sido tratada com descaso pelo homem.

Abaixo, apresento uma pequena amostra das belíssimas imagens que ilustram essa imperdível obra:

Com um total de 180 imagens e o formato 17,5 x 25,5 cm, capa dura, impresso em papel couché 115 gramas e 248 páginas, o guia está sendo vendido nas principais livrarias do país e pelos sites www.americanas.com.br e www.submarino.com.br . Encontra-se também à venda no site da editora Photos:  www.editoraphotos.com.br

agosto 17, 2009

Lightroom 2- O livro

Filed under: Dicas, Livros de fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 4:17 pm

Lightroom 2009

Durante a semana passada estive pela 1ªvez na Photoimage Brazil. Na quarta-feira tive o prazer de ir ao coquetel de lançamento do livro Adobe Photoshop Lightroom 2 do meu amigo Clicio Barroso. O coquetel foi no stand da Editora Photos onde o autor deu uma pequena demonstração  ao vivo do programa conforme vocês podem ver nas imagens abaixo. O novo livro vem  assim como anterior, com uma diagramação bacana, didática, de fácil leitura e consulta. Com 10 capítulos, 262 páginas e mais de 500 imagens ilustra bem os avanços do Lightroom 2.0. O livro é para ser usado como referência-já que não há nenhum manual em Português- permitindo assim a consulta direta dos capítulos correspondentes. Várias dicas acompanham cada capítulo, e alguns truques que podem acelerar o trabalho estão por todo o livro. O mais bacana são as ferramentas de uso localizado, que permitem a criação de máscaras para ajustes em pequenas partes da foto, facilitando a edição e processamento da imagem. No final do livro ainda tem um quadro com as teclas de atalho. Com certeza vale muito `a pena o investimento e tê-lo sempre à mão para alguma dúvida. Já adquiri o meu  e retornei de São Paulo com  o meu livro autografadíssimo!

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

©Lucia Adverse 2009. All rights reserved.

Agora…quer ganhar o livro? Então participe da promoção!

Eu quero ganhar o livro Lightroom 2

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agosto 8, 2009

Santos: um olhar sobre a cidade

Filed under: Livros de fotografia — Tags:, — Lucia Adverse @ 8:04 pm

LIVROS DA IMPRENSA OFICIAL SÃO RECONHECIDOS EM PRÊMIO INTERNACIONAL

O livro Santos: Um olhar sobre a cidade, o catálogo Palavras sem fronteiras, feito para a exposição do Museu da Língua Portuguesa, e o calendário Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, todos editados recentemente pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e impressos em sua gráfica, ganharam menção honrosa no Premier Print Awards. Eles foram escolhidos entre os mais de 3.600 trabalhos inscritos no tradicional prêmio da Printing Industries of America, a maior associação comercial de artes gráficas, congregando mais de 10 mil empresas e que tem sede em Washington, nos Estados Unidos. Além da Imprensa Oficial, outras duas empresas brasileiras foram reconhecidas no prêmio internacional: a Facform Impressões, pelo calendário de Renato Filho, e a Burti, pela revista MAG (número 11).

“Essa premiação é o reconhecimento ao trabalho de nossos quase mil funcionários que se empenham dia e noite, do planejamento editorial ao acabamento dos nossos produtos gráficos”, comenta Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

O calendário 2009 da Imprensa Oficial foi o primeiro produto gráfico lançado para as comemorações do Ano da França no Brasil e traz cenas cotidianas da cidade de São Paulo na primeira metade do século XX flagradas pelos fotógrafos franceses Pierre Verger, Marcel Gautherot, Jean Manzon e pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss. Foi editado nas versões parede e mesa.

Já o livro Santos: um olhar sobre a cidade reúne 162 fotos feitas pelo fotógrafo Ernesto Papa durante três anos na cidade paulista de Santos sob ângulos geralmente inacessíveis aos moradores e visitantes, muitas realizadas em tomadas aéreas. Lançado em parceira com a Prefeitura Municipal de Santos e em edição bilingue, o livro conta ainda com textos do jornalista João Batista de Macedo Mendes Neto e a concepção gráfica e editorial do fotógrafo e crítico Juan Esteves.

Em 2009, o Museu da Língua Portuguesa abrigou a exposição Palavras sem fronteira, com base no trabalho do embaixador Sérgio Correa da Costa e que apresentava palavras que transitam por diferentes idiomas sem perder seus significados originais. A Imprensa Oficial foi responsável pela edição do catálogo da mostra.

Mais informações para a imprensa com Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814.4600

Mark Seliger-The Music Book

Filed under: Livros de fotografia — Tags:, , — Lucia Adverse @ 11:10 am

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maio 27, 2009

Download grátis: Novo manual da fotografia

O Google Books, diponibilizou grande parte do famoso livro de John Hedgecoe, O Novo Manual da Fotografia. Lembrando que existem direitos autorais e que o Google Books tem autorização para tal disponibilização.

Clique na imagem abaixo e baixe o livro:

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